Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

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Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

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(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

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" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

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QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

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“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

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**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

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TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!

domingo, 26 de julho de 2009

E Tu Mãe, Que Partiste!!!!


Sim mãe, tu partiste e deixaste uma vácuo na minha vida, um espaço que não vou conseguir preencher.
Tenho a memória de uma vida partilhada, de alegrias vividas, também alguns desgostos porque não, mas acima de tudo de uma dignidade, uma protecção que tu mãe, também soubeste dar-me.
Te cuidei, e de muitos sonos me privei, para que tu mãe, pudesses estar bem, mas infelizmente não fui capaz de impedir que os desígnios de Deus de manifestassem.
Foste grande, aliás és grande onde quer que estejas, onde quer que Deus queira tu “mores”, serás sempre grande em carácter, dignidade, bondade, generosidade.
Desse “lado” mãe, desse mundo de onde viemos e teremos que voltar, onde espero estejas em paz, junto ao Criador, não me abandones, não deixes que eu trilhe o erro, o pecado.
Ajuda-me, faz um sinal sonoro, faz um movimento inesperado, manifesta-te, mostra que estas presente em minha vida, perto de mim.
Agora mãe, que venceste a morte e te tornaste eterna, estás num plano em que tudo vês, nada te pode ser oculto…eu terei mais dificuldade em te “mentir”, porque não será mais possível esconder de ti os meu devaneios….tu estás em todo o lado, em todo o mundo a toda a hora.
Tenho saudade de ti mãe, do teu ralhe-te, da tua repreensão, tu me fazes tanta falta, mas não querendo ser egoísta, queria tanto ter-te junto a mim.
Sei que te “alivias-te” da dor, do sofrimento difícil porque passas-te, e isso faz de mim um homem mais tranquilo, mas não menos triste, saudoso e amargurado, tu és a minha fonte de vida, o meu ponto de partida em tudo quanto sou hoje, e isso eu queria ter sempre comigo, porque não queria sentir a dor de uma amputação em meu corpo, uma mutilação na minha alma, e infelizmente não fui capaz de te manter junto a mim, tu partiste mãe, e eu aqui, sozinho, mais pobre que tudo, sinto a dor de uma amputação, o sofrimento de uma mutilação irreparável.
Sei que estás em Deus, pois tu foste exemplo, vida, honestidade, e acima de tudo uma mulher temente a Deus, uma devota de Cristo. Por ti aprendi a rezar, a ser bom, sensível, e respeitador, e hoje não tenho mais referências que balizem a minha vida, que não sejam as lições de vida, de força, e bem-querer que me deixaste….estou agora mais pobre.
Sei do que sofreste, da força que nos teus momentos finais me deste, da coragem que fizeste entrar em meu coração, e eu que pensava que tudo já tinha aprendido. Engano meu, pobre coitado!.
Mesmo no momento critico, naquele tempo eterno que minha mente jamais esquecerá, tu soubeste dar-me o exemplo, a coragem, a resignação ao projecto de Deus. Tu me “obrigas-te” a ficar quieto, a aceitar o destino, e não me opor á vontade de Deus que para ti escolheu uma via sacra dolorosa….mas mãe, tu não merecias!.
Agora, sinto que a vida mudou, as cores não são bem as mesmas, os sons mudaram, e ate os dias parecem diferentes…., tudo perdeu a graça, o prazer de ser vivido, eu estou mais pobre.
Como queria que fosses uma presença física na minha vida, porque mãe há só uma, e o teu colo é único, é reconfortante.
Quantas vezes, sendo eu já crescido, mesmo crescido, e me socorri de ti, de teus conselhos, e partilhaste as minhas dúvidas? Tantas vezes, mãe, tantas!!.
Sabes mãe, quando eu partilhava contigo minhas dores, te afligindo talvez mais do que devia, eu sentia a pureza das tuas palavras, o amor que de ti brotava, puro, límpido, desinteressado, bem-querido, e muito sentido…..era tão bom, mãe!!!.
Agora não tenho, tu mudaste tua presença, passas-te ao eterno, ao mundo de paz, onde a dor não existe mais, e sei que estás em paz…, só esta sensação, esta fé faz de mim um homem em paz, com saudade sim, mas tranquilo, mas mãe, deixa que eu te continue cansar, a preocupar com os meus disparates, eu “falarei” contigo com o coração, com os meus olhos, com todo o meu ser.
Sabes mãe, quando sentires “ aí ” desse lado que eu estou em perigo, não hesites, manifesta-te, “passa” por mim, nem que seja pela forma de uma rajada de vento súbita, e assim refrescas o meu coração.
Eu serei o teu filho, mesmo depois de não te poder olhar mais em termos físicos, e não fiques zangada, quando eu por uma razão de que nem eu próprio saiba, esteja errando, fazendo besteira, pois tu sabes, que sem ti fisicamente perto de mim, não terei mais a oportunidade de auto-corrigir, mas prometo ter sempre em conta, ter sempre em minha mente a tua força, os teus valores, os teus ensinamentos, de maneira a ser um exemplo, um reflexo da vida que tu farias se aqui estivesses a meu lado.
Eu serei o teu filho sempre, e tu a minha mãe eterna, que me gerou, amamentou e criou na lei de Deus…., farei o possível por merecer ter sido teu filho.
Obrigado mãe, tu partiste, mas deixas-te o teu saber, o teu amor, num ser que te amará até á eternidade….este teu filho António ama-te.
Deus te tenha em paz, no descanso eterno!!!!
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Amor Adormecido……


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Num sonho vivido, de mil e uma noites sentidas,
Como num conto apadrinhado por fadas boas
Onde a dor não existia e o mel corria caudaloso
Na leveza de nossos passos, que nos aproximava
Eu te abraçava, chorava de amor, pois o sentia!.

Nas curvas e contra-curvas de uma correria
Pelo teu corpo alvo, grande formosura eu via,
Como que procurando impedir o tempo passar
Sonhando ser o senhor do universo,
Pois paixão vivia, qual louco de mente doentia,
Amei, vivendo, voando num jardim paradisíaco,
Este amor, agora adormecido….!!!.

Fui alado por sobre um sentimento nobre forte
Num desejo continuo, desejado imortal…,
No toque suave, riso espontâneo me perdi,
Em vontades feitas sobrenatural, cumpri!

E quando a noite surgia, eu fingia que dormia,
Venturosa união, felicidade vivida, sofrida,
Feita de arrufos, amuos envergonhados,
Em jantares lindos criei, o amor sonhado
Por entre olhares, e tactos misturados,
Este amor, agora adormecido…!!!.

Num esforço titânico, de te rever mesmo sem te ter,
Guardado em meu coração, a imagem de amor bom,
Na minha mente, este sentimento de quem tu és,
Eu quero ter em mim o amor que foi,
E não partiu, o calor do afago teu, olhar perdido.
Eu quero, eu tenho, guardo, a seiva, o néctar
Dum sentimento sagrado que tive, tenho e não desisto
Num amor que quero, e está adormecido!!!.

Num cuidado, numa pressa, eu te clamo, grito….sem ti não existo!!.
Como de algo precioso, grande kilate, eu quero e conservo
O que é meu, e teu, mas não queres por desespero crítico.

Serei o cofre, o depositário,
O guardião da jóia que une nossos corações,
De batida em batida, no meio à taquicardia,
Em angustia sentida, eu deixarei por momentos,
Essa força-amor sair, sem correr o perigo de o perder
Num vendaval de amores perdidos,
Este amor, agora adormecido…!!!.

Para sentir o teu abraço, o sorriso, o teu meu querida,
Passearei pelos campos floridos, de papoilas talvez,
Rosas vermelhas porque não, em movimentos lentos
Como quem semeia amor, loucura vivida,
Deixarei correr ao vento, o querer, os ícones,
Os gostos, os gestos, a mímica que mesmo surda,
Que encheu nossos corações de sons e palpites
Das rosas cheirosas, em jardins floridos,
Que contigo vivi, passeei e senti
Neste amor, nesta dor de sentir…
Um amor agora adormecido.

De um amor vergado, que não vencido
Desesperado as vezes, magoado noutras,
Como querendo resistir,
Ao preconceito, maledicência da populaça,
D’um sentimento tido, vertido em nossas veias num gemido,
Que queremos manter mesmo que adormecido,
Pois morto não é!!!.

Como semente da paixão que pensamos, julgamos morta,
Mas talvez não para no momento,
Em que o coração peça, a mente aceite,
Que este amor de paixão feita,
Adormecido até então em nossos corações,
Acorde da letargia imposta, não desejada,
Nos banhe com a força da pureza do amor,
Vivido, guardado, adormecido… reinventado!.

Meu amor adormecido, não morto está,
Pois num segundo ele voltará,
Já que quem ama, sofre, e vencerá….
Ou não esteja agora,
Este amor adormecido…!!!.

(Prosa Original de Antonio Ferreira)
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terça-feira, 14 de julho de 2009

Nádia..... Pois Então!!!!


De teu nome igual ao amado ser, que virtual não desejo
Escondida, em pequena ilha ocidental, algures sob o sol
Jardim dito de Portugal, com estrelícias, flores lindas
Vives tu Nádia, personagem simples sem igual.

De porte forte, humildade carregada, sensatez poderosa
Fazes tu, da tua vida simples, difícil e sacrificada
Teu estilo cuidado, onde mora a sensibilidade.

Companheira, solidária, amiga consorte, de tudo és
Num momento me socorres, noutro te ajudo,
Num choro escondes, num sorriso te abres, mas sofres
Tua vida numa labuta sem fim, insistes Nádia,
Num amor que partiu, que sei lembras faz tempo
Que em teu coração guardado não morre, mas pensas
No querer que a saudade dá quando se ama.

Inibida quanto baste, aberta no coração,
Amiga de um “olá!”, um beijo de boa sorte
Tu te dás, te ofereces em molhos tua paixão
Tu existes, tu superas o agoiro, a má sorte.
È bom ter-te amiga fiel, de incondicional entrega
Teu coração é grande, é forte, mas sei que sofre,
a vida é cruel!!!.

Não desistas, não desarmes da tua luta contra a solidão
Tal como tua ilha, ela te cerca e magoa, como um mar revolto
Que nas falésias do cabo Girão se esmaga, mas em ti não
Porque sempre que precises te dou a mão e o coração.

Habituaste-me a sorrir, a sentir a força
Que nem a distancia impede eu sinta em mim,
Sê forte, não desistas porque eu preciso de ti,
Da tua voz veludo, do teu coração quente, preocupação doce
Pois sei não queres perder o valor da amizade que te alimenta
Te seduz e dá razão mesmo que não possas dar a mão,
Me darás sempre o coração….!!!

Na noite triste me aconchego, faço lembrança de ti,
Tu pesarosa me afagas a mente com palavras boas,
Meu conforto se acalenta, numa palavra dita
Meu coração abranda, a angustia morre, e tu….
Nádia, amiga aí…, nessa ilha mágica, eu sinto,
Vives a solidão do ilhéu…. e, eu aqui!!!.
(Prosa Original Antonio Ferreira)
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terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu Vi Amor, E Uma Lágrima Rebelde….


Numa viagem apressada, contra o tempo que me foge.
Numa busca, reencontro de ti anunciado, desejado.
Naquele abraço apertado, estremeci emocionado…
Do calor que de ti brotava, qual vulcão iminente erupção,
Do aperto sufocado, à lágrima contida, no teu rosto corado…
Eu olhei, senti o aperto de um amor verdadeiro, amordaçado!

No teu movimento e afecto simples, sentimento adivinhado
Na tua face embriagada de amor saudoso-desejoso, ser tocado
Senti o desejo de um bem querer, mais que amado…
É sentir calor mesmo que não sejamos beijados.

Naquele momento simples, dois seres olhados, num temor desencontrado
A vontade de misturar as sensações nos corações amados.
De iguarias, especiarias, aos risos tementes queridos
Dos ingredientes escolhidos, apurados, sabores divinos sentidos.
Nossos peitos batem, ansiosos, mais parecendo apertados,
Pelo tamanho de nossos corações bandidos, sofridos.

Nos afectos, contidos, por normas e regras não escolhidos
Na penumbra vivida, jurada, sonhada, nossas feridas purgadas
Latejam, sangram em nosso peito inchado pelo amor abafado,
Queria gritar, viver, a esperança teimosamente perdida….
Logo encontrada, após a noite molhada de lágrima perdida

Não querer acordar, por em sonhos e paraísos passar
O amanhecer surge implacável no seu alvo luz estertor
De uma preguiça gostosa mantida, pelo som do beijo amor
No olhar profundo, querendo adivinhar o pensamento teu, sem errar
Eu sinto a angustia sufocar meu peito moribundo a arfar.

Oh despedida má, ingrata dor, que martirizas meu peito amor
Na lágrima perdida em tua face, que queres esconder com pudor
Apesar de em teus beijos sentir o gosto da saudade que se avizinha.
Partir… é desgraça minha, numa luta eterna em juras de regresso
Que quero breve, na angústia de um olhar teu, que quero meu.

Na distancia que nos separa, na força que nos une,
Naquele desejo de te ter, encontro a forma, o jeito de amar
Tu és o meu colo, o amor vivo, o meu sofrer, o meu querer.
Apesar do meu jurar de que nunca irei esquecer ou perder
Algo que nasceu sem semear, como que plantado ao nascer.
Quando Amar não é pecado, se nos ajudar a vencer!!!!....

(Prosa orig. Antonio Ferreira)
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domingo, 5 de julho de 2009

Pelo que é vivo e não morto.... o amor!!!


Na tua voz quente de veludo,
Mansidão doce, bem sentida
Sinto uma brisa suave que minha face beija.

Tal como o borbulhar da correnteza cristalina do riacho
Que meus lábios refresca, nesta sede tormentosa
Que tenho de ti…
Sinto a saudade que me possui,
Entontece, embriaga e enlouquece.
E tu aí, nessa distância que não queres perto,
Como querendo resistir, impedir…,
Que teu coração-amor, quando de ti me acerco,
Realize o que quero certo, mesmo que em sonhos
Tenho por ti!.

Meus murmúrios perscruto, minhas certezas alimento
Num sufoco louco, que povoa minha mente na tua pessoa,
Me afogo num mar de intensidades afectivas
Recordo os momentos que foram bons…
Os choros, alegrias, sorrisos vividos nos olhares cruzados
Das cumplicidades de uma paixão dorida, mas vivida!

Sinto o aconchego distante,
Num carinho com palavras doces,
Em meus ouvidos ecoam, vindas de ti faz tempo
Hoje quase morro, pois a saudade é eterna,
Queima, consome, mais parecendo fogo
E eu aqui prostrado choro,
O ardor, a dor de não poder acalmar.

Então, me recolho no momento saudoso
Do perfume de rosas vermelho vivo-veludo,
Em braçadas dadas aos montes, numa surpresa anunciada
Num momento único, que recordo em horas de insónia
Fazendo difícil o respirar…eis-me quedado, não ajoelhado.

Dos desejos imaginários, que nossas mentes acalentam
Nos enfeitiçam os corações, feridos dormentes…
Nós olhamos os céus, para encontrar a constelação estrelar
Que de bendita sorte nos pareça, Virgem pois então.

E se dúvidas existem, não sei como decifra-las
Se o tom, o silencio das tuas palavras mo confessam.
Sangrados por dores infligidas, como lâminas afiadas.
Sem que um grito houvesse, o sangue corre depressa
Como um rio sinuoso agreste das veias teu corpo mulher
Como querendo exaurir a vida que há em nós.

E, quando tu, da sedução fazes arma, num jogo amor
Usas a distancia como querendo enganar a dor feita chaga
Do amor que queres presente e não confessas
Tu te enganas…., porque o que nasceu forte, floresce
Mesmo que meus olhos molhados turvem a visão
Eu sentirei a força que pelo amor que sinto, cresce.
Com a certeza que após todas a noites
O dia sempre amanhece!!!!

Como queria sentir o sabor da pele
Tocar teu rosto, esculpir teus seios
Num abraço longo, apertado,
Penetrar em teu peito o meu coração,
Meu amor distante, não hesitante,
Na insignificante maldade de te ter e não ter
Te julgar perto e estares tão distante.
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(prosa orig. de Antonio Ferreira)
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sábado, 4 de julho de 2009

Esses Amigos, Tão Amigos....


De teu nome sagrado, Fátima,
De oração convertida,
Do teu sorriso nunca cansado,
Mas vivida,
De amor calado e sabor amargo de vida
Tu és a fonte de riso,
Esperança em minha vida.

E depois de tanta canseira
Com fraca questão
Tu não desarmas pois então
Insistes na minha sorte, na minha vida

Te esqueces que também sofres,
Embora vivida...
Não encontras a sorte no afecto perdido
Que pensas estar esquecido.

Não deixes de sonhar, querida
Pensa no que fazes comigo, na amizade pedida
E junta o coração contigo, vem..., cantar alegria!.

Nesse teu jeito expansivo
Alegre, divertido, assertivo
Fazes as delicias de mim, entristecido
Que sempre sorrio embebecido
Pelo afecto, amor talvez
Que eu penso nunca ter merecido

Mas tu teimosa, generosa
De coração franco, quentinho
Fazes de mim um fregues
Que nunca te deixará de enviar um beijinho!!!.


(Orig de Antonio Ferreira)

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amores em Noites de S.João!!!




Neste tempo de romaria popular, alegrias aos molhos alecrim
Nossos santos de pagode celebramos, cantamos enfim,
No repasto de uma sardinha assada, que pimentos pede a preceito
Lembro a festa passada, faz ano que vivemos brincando
Os martelinhos, com seus sons agudos, nossos ouvidos torturados.

Numa terra de pescadores, a norte de invicta terra,
Com olhares trocados, de uma noite folgazona, nunca cansados
Nossas mãos cruzamos em atitude louca
Confusão nocturna, corações divertidos, alegres,
Num esgueirar de corpos no meio de ondas de humanismo
Alegrias vividas, exultadas pelos nossos olhares curiosos
Num brilho solarengo, pois noite fazia.

Num grito, num ai, num susto caminhamos
Por entre hordas de povo bom, saudoso, folgazão
E eu ali, num mar agitado de ilusões partilhadas
Cuidando do amor sorriso, “shunshine”, pois então.

Lembro, recordo minha paixão contida pela razão
E já noite dentro, já o cansaço acercava, nossos olhos ardentes
Nos corpos exaustos, da caminhada, estafada.
Pálpebras cerradas, sono espreitava
Na noite adiantada, pela rua estendida, caída
Eu caminhava, apanhando os bocados de amor
Que pela excitação, vibração havida,
Caiam pela calçada, tão cheio estava o coração.

Uma lágrima seca aqui, um sorriso ali, um beijo perdido acolá
De tudo eu recolhi, já que jóias valiosas eram, kilate elevado
Para em lugar de veludo vermelho, seu corção guardar,
Não vá a saudade apertar, e eu assim a poder matar.

E quando o sono chegou, quase nossas pernas dobrou
E nós teimosos queridos cedemos, por entre afagos,
Vontades de resistir ao fechar de pálpebras anunciado
Por gostar de ver em nossas faces o amor sorrir rebelde
Brotar, jorrar em catadupas de paixão vibrado e jurado.


(Prosa orig de Ant.Ferreira)
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terça-feira, 23 de junho de 2009

CHARLES CHAPLIN... ou a Verdade da Essência de Vida e Afecto!!!

Ao longo de nossas vidas perdoamos erros quase imperdoáveis.
Já tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso.
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também já fui rejeitado.
Fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade.
Já vivi de amor e fiz juras eternas. "Quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos.
Já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso.
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). Mas vivi! E ainda vivo!
Não passo pela vida... e você também não deveria passar! Viva!!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é
MUITO PARA SER INSIGNIFICANTE".
Charles Chaplin
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Sei que no fundo, todos nós somos dependentes....
dependentes de carinho, de atenção e, finalmente, de nós mesmos.
Daí a necessidade da felicidade para auto-sustento.
(Dayse Seda)
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

MINHA FILHA!!!

























A projecção do meu Eu, do meu intelecto, do meu ser, da minha mente, que tu representas minha filha, faz de mim um pai feliz, babado com toda a tua individualidade.
No teu jeito simples, com uma vontade indómita de vencer, tu és a minha filha, aquela que muito eu quero, e amo.
De porte esbelto, um tudo nada altivo, mas de bom parecer, bem-querer e fazer bem, tu minha filha, és a “coisinha” mais fofa que tenho.
Nesse teu modo de ser, arguta, perspicaz, inteligente, afirmativa, tu vais vencendo cada etapa de tua vida, e te direi querida filha, contigo estou a aprender.
Sensível, obstinada nos teus propósitos, me contagias com tua energia, me das o exemplo da forma como levar por diante os nossos projectos…tenho para mim que não és uma desistente, afinal tu és a Srª. Doutora da família…!!!
Bondosa, teu coração sofre com a injustiça, e a vontade de ajudar te tortura a alma quando não o podes fazer. A vida é assim, e tu já te apercebeste disso.
És o meu orgulho, o meu enlevo, me fazes sorrir sempre que ultrapassas um obstáculo, e quando assim não é, lamento, porque invariavelmente a culpa é minha.
És bonita, simpática e te digo….estou “apaixonado” pela tua personalidade, porque ainda hoje encontro algo que não o sabia antes, pois te assemelhas ao rugido, ao barulho e turbulência de um vulcão que nunca nos “diz” como vai ser a sua próxima erupção.
Amiga do seu amigo, boa companheira numa brincadeira, com notável “fair-play”, capacidade de encaixe, tu te notabilizas pela capacidade de escutar os outros, sentir os seus problemas, partilhar as suas angústias, tu és eu, eu sou tu, tu és como eu, eu talvez como tu….!!!
De alegria falo, quando a ti me refiro, de um ser humano revelo quando de ti dou noticia, tu Susana, és a minha filha adorada.
Podes crer, não estou numa de “pai-coruja”, mas de um pai justo, que tu sabes bem que te critica sem problema, se algo estiver menos bem, porque amar não é fechar os olhos à asneira, mas sim dizer nos olhos o que o coração pede, e a mente manda, e eu assim faço contigo, simplesmente sou justo, sou o teu censo critico, que nunca tive que aplicar em ti, porque tu, sempre foste uma mulher responsável, Srª.Doutora, minha querida jornalista.
De trato doce, por vezes impulsiva, mas consciente, tu fazes de mim o pai babado, o pai orgulhoso da tua pessoa, do teu querer, desse energia que de ti emana que nem um vulcão, e quando eu estou por “baixo”, quando a minha vontade cai, quando o desanimo sobrevêm, tu do cimo da tua grandeza, me socorres, aconselhas, e amparas, e eu, atento escuto o teu saber, a tua opinião, porque apesar de tua idade jovem, ao longo destes anos em que te ajudei a crescer, também senti o valor humano, a sapiência que em ti reside na natureza intrínseca de teu ser.
Na idade não encontro desvantagens, e te garanto filha minha, não foi a primeira vez, e julgo seguramente não será a última, que escutei de ti o teu saber, o teu equilíbrio, e senti a tua energia, determinação e, que confesso que por vezes me inibiu, e porque não, me envergonhou quando humildemente te escutei.
Estaria aqui uma eternidade a falar de quem amo, e desejo tudo de bom, pois seguramente esta folha A4 não pode conter tudo o que sinto e queria dizer de ti, mas aqui fica filha de meu coração a minha homenagem, a minha gratidão pelo teu exemplo, dignidade, dedicação, capacidade de encaixe, resistência, e intelectualidade infinita, que tanto aprecio, e acima de tudo, a minha gratidão vai toda mesmo toda para o facto de nunca, mesmo nunca eu ter sofrido desgosto algum que de ti tenha vindo, apesar de os tempos que correm serem tão difíceis à tua existência, e tão apelativos aos desvios, que tu, (eu sei seguramente….) nunca cometeste.
O teu pai, tem o orgulho de te “mostrar” ao mundo neste blog singelo, (como se isso fosse preciso…rsrsrsrsr!!!) a tua pessoa, porque ao faze-lo, estou a confessar que ao contrário do que é tido como convencional….quem aprende sou eu contigo, e não tu comigo!!!.
Todas as venturas, felicidades e amores se abatam sobre ti, e te façam sentir o bom que é estar vivo, e sentir os pulmões plenos de ar fresco, e poderes gritar sem preconceito nem pudor….. EU SOU FELIZ!!!!!.
Obrigado por seres assim minha filha…. TE AMO MUITO!!!.
Um beijo do pai amigo, babado, pela lição que és de vida.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Espelho d'Água!!!


Olho, vejo
Sinto,
Mato o desejo
Sorrio, instinto,
Tolo que estou
Louco seja,
No espelho
Vejo o que não sou!!!.
-
Nas rugas
Espelho
Enganas
O sorriso meu
Vaidade minha
Que espero
Não escondas
O meu eu,Visual ser
Amor dado
Faltoso
Tirado!.
-
No teu brilho
Falso
De judas
Encontro
A face
Marcada
De sentida
Dor
Do amor ido
Que prometeste
Ter quando
Em ti me vejo!.
-
Num olhar
Vaidoso,
Num arranjo
Que o amor
Pediu,
e dei,
Tu mentiroso
Mostraste,
Enganaste-me
Que não sou
O que em ti vi
E prometeste
Dar, Eu sei!
-
Na vaidade minha
Confesso!.
Desse espelho
Olhei, a imagem
Que julguei
Eterna
Do amor
Que dei
Teimei
Sonhei
Sem lei!.
E tu amigo
Que foste
Em judas
Te converteste
Nos sonhos
Que criaste
Tu mataste
O amor
Nascido
Que teimosamente
Me mostraste
Num olhar meu
Que tu disseste
Não perder eu!.
-
O amor que prometido
Foi quando por
Ti espelho
Olho…, perdido, eu sei.
.
(prosa flash Orig de Antonio Ferreira)

Ventura do Amor Perdido!!!


A vida, tal como uma braçada de flores
Onde uma cai, outra pende, outra murcha…
É feita de amarguras, tristezas, venturas, Ilusões
Sensações, desamores que nas tristezas vão,
Que na alma provocam queimaduras e lesões,
Desmaios do bom carácter-amor em nossos corações.

E nós tolos, que corremos atrás de sonhos fugídios
Quais borboletas de voos erráticos, teimamos,
Num gesto não pensado, mesmo que louco pareça
Com nossos sentimentos á flor da pele escorregadia
Em aconchego de um olhar, mesmo que furtivo,
Cheiramos as flores de vermelho vestido, veludo sentido.

E assim, viver a frescura do teu sorriso, da tua alegria,
Num amor profundo vivo, que quero ter, não perder
Mesmo que pela distancia e ausência do teu mundo,
Eu viva, moribundo, tolhido pelo sofrer de te não ter.

Me omites, afastas, numa tortura não querida,
Mais parecendo o fumo ido que respiraste
De modo, que até a fala atormenta a consciência tida,
Que nos rouba a alegria de sentir o que o coração deseja….amor!.
Querendo sufocar o que é teu, mesmo que divino seja.

Como que se o sol não existisse, e a Lua não aparecesse
Como querendo cortar o ar que respiras, eu posso não existir…
Um coração bom, um sentimento, que não quero seja só teu
Porque reescreves o passado, porque amas a ausência
Enjeitas, com gestos bons, palavras doces, posso eu sentir,
O sentimento que queremos tornar mártir, a sorrir!!!.

E quando amanhecer, o sol ficar alto,
Eu sentir que te não acordo, não faço falta
Não tocar, sentir o teu hábito sonolento
Me magoas com afecto, e indiferença tonta,
Num turbilhão, que o coração sufoca lento,
Que mesmo eu não queira, me faz louco
Pela ausência teimosa cúmplice, sobrevivo
Numa luta tenaz, não sei se venço…, mas tento!!!!

(Prosa Orig. António Ferreira)

sábado, 13 de junho de 2009

Prosa Ao Desconhecido.....


De carácter falso, desejo maléfico,
De fala mansa, ódio eterno
De aparente amor cínico
Me falas bem…, tão mal,
Da noite saíste, demónio galhudo.

Feriste sem saber quem digno
Destinatário houvesse,
Não vou saber se prestas…
Não vou perguntar quem és
De ti não sei, não quero saber
Só sei que não prestas.

Me tornaste a noite longa,
Me feriste a humilde pessoa
Me fizeste forte amor
Mesmo com esta dor
Eu sou boa pessoa.

Não sei quem és, porque vieste
De fala mansa te vestiste,
Não importa o que és
Coisa boa de certo não és
Só sei que não prestas,
Mas existes….!!!.

Te dei importância,
Num momento errático,
Acabei dando graça ao
Teu acto insensato,
Não vou por aí, não
Não sou de miséria,
Mas de bem construir
Amor, que pra mim
É coisa séria.

Me dou, tu não deste
Pensando melhor…
Tu mataste…, o queres vivo
Pobre coitado, não sabes quem és…
Mas te digo….
Coisa boa…..não és!!!.
(Prosa original Antonio ferreira)
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Desencantos de vida…amor!















Numa vida construída, de sonhos imaginados
Derrotas e vitórias sentidas, vividas, feitas heroicidade...
Nos cansaços dos gritos por ti dados, em abraços longos
Imaginei subir aos céus, paraísos idílicos vividos, cantados
Por sobre um manto de flores, de rosas vermelhas talvez dadas
Levando-te em meus braços, apertada, não vás tu cair,
Em movimento alado, como que voando
Por sobre o amor magoado, não recalcado, desejado

No voo ao vento, teus cabelos me tocam a fronte suada
Enquanto te beijo, olho, sinto, sonho o intangível amor esguio
Porque não vens, se eu morro nas catacumbas do amor perdido
Teu corpo belo, de cor alva, branco puro, por mim tido…
Quando nos teus seios bebo o amor futuro, eu creio!.

Num mar de emoções perdidas e encontradas, como espuma
Vezes sem conta choradas, revoltadas, pelas mágoas infligidas,
Nos segredos do coração amordaçado, amor abafado, calado
Numa sedução continua, como se a eternidade fosse nossa
Em que sentimos o conforto do corpo suado, cansado, alado.

Em choros nunca acabados, mantidos, sofridos.
Há!!!.... como eu queria acordar envolto nos teus braços,
No teu leito amor, revolto, de um jeito louco, em jeito tosco
Num principio sem meio nem fim, acreditar no amor tolo
De olhos molhados, lágrimas rebeldes, nunca forçadas
que nos refrescam a face aquecida de tão amada
Te vejo bela, formosa, sinuosa, esperançada...

Por afectos sentidos, não mentidos, falados, jurados
E depois de todos os sorrisos, dos beijos ter,
Num jogo de sedução, que tu mulher dominas a preceito
O amor louco que desejo vencer, mesmo que por pensamentos
Ver, sentir o medo, o terror de te não ter, e perder o peito
Numa orgia partilhada, muito amada, de um consolo matinal
Que tu mal acordada, queres ver repetida, mantida… infernal!
E achar que tudo lago acaba, num esbracejar de músculos cansados…
Tolos que nós somos, se logo recomeçamos,
Logo nos repetimos e amamos!
Amantes insanos……………!!!!!!.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eu sou como o Vento….


Eu sou como o vento, que por ti passou e não ficou
Num momento de vendaval nos corações amados!.
De cheirosas flores, braçadas te dei, rosas pois não…
Com abraços perdidos, beijos roubados, então…
Num sonho de mil noites vividas, corpos suados,
Numa esperança contra morte de amor anunciada,
Luto, resisto, como rocha fendida á pressão!.

Não serei o teu mal, porque de sonhos vivo,
Eu existo, me mordisco e dói, olho no espelho e sorrio…
Uma vontade indómita de te ter, num grito esperançado!.
Fiz de mim amor, por ti em ardor, num momento que tal,
Da euforia vivida, paixão exacerbada, na verdade gritada.
Eu sou como vento, que por ti passa na tua face toca,
Refresca, e aligeira o sentimento no teu corpo dócil,
Num chamamento, em voo pleno, rasante,
Em meus pensamentos, tu és minha num instante!.

Corri montes, ruas e vielas, para te encontrar,
Por vezes nas carências da vida presa em ti…
Feita dor, e sofrimento, em cautelas, me esforcei,
Correrias tontas, quase morri em curva mansa que não dei,
De tudo faria, repetia, e mais que daria, sem dor negar.
Eu fui, eu sou o vento que as tuas janelas abri de par em par.

Pelas fraldas da estrela serra magnifica,
Pelos caminhos da cereja, em Fundão quente,
Eu fui sempre a rajada, o vento amado.
Eu fui sorte, que quis e tu mereceste,
Nos Fóruns das terras de Viriato partilhei,
Tuas alegrias, risos e venturas em feiras ditas Mateus…
De Mimis, sentidas noites em calor, os sentimentos,
Refrescados num abraço chegado aos olhos meus!.

Pelas Gafanhas vento do norte, em areias douradas, quentes,
Queridas, desejadas, ardentes, eu sou vento, eu sou a rajada
Que beijou, amou, loucura, desejo, à mistura com brisa do mar.
Na lembrança do doce sentir o cheiro da areia molhada
Sob o sol que nossa pele esquenta, ardiume, fogo que amor alimenta.

Nas noites de Salgueiros, varridas a ventanias norte,
Brotaram em mim desejos consortes, de frescas imoladas sortes,
Numa ausência que faço dor, na indiferença que não tem cor
Eu existo, porque sou o vento que passou e te envolveu, ficou…
Numa rajada quente, que amor varreu, meu beijo aconteceu
Fechas as janelas outrora abertas do coração carente teu
Se amor fala, das tuas entranhas sai, porque calas o sofrer
Se o vento que sou, vai e volta a ser…!!!?.

(Prosas orig. de Ant.Ferreira)
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sim, Mãe Se Fosses Eterna....


Sim mãe, se tu fosses eterna…..

-Eu seria o homem mais feliz…..
-Teria o colo mais bonito do mundo sempre…
-Teria a amiga melhor do mundo…..
-Poderia fazer todas as tropelias do mundo….. que tu me perdoavas.
-Sentiria que nenhum mal me aconteceria…
-Saberia que podia chorar se fosse preciso…
-Saberia que me defenderias sempre, mesmo que te custasse a vida….
-Saberia que alguém me entenderia sempre…
-Saberia que nunca eu deixaria de existir, porque tu não o permitirias…

Sim mãe, se tu fosses eterna…. eu seria eternamente feliz.
Mas mãe, eterno é o amor, o bem-querer, o amor filial, aquele amor que um dia te fez doer as entranhas quando eu nasci, e tu mesmo assim ficaste feliz, e tenho a certeza que sorriste.
Das fraldas trataste, das papas me deste, à escola me levaste, a roupa compraste, a tua vida ma deste, e eu neste corpo frágil, por vezes ingrato, procuro ser a reserva, o guardião do sinal que meu ADN de ti trouxe, para garantir que o teu amor se perpetue, numa matriz de valores que superiormente soubeste dar.
Sabes mãe, eu sei que Deus faz as coisas a seu “jeito”, e que nós humanos, possuídos das nossas fraquezas e dúvidas não O entendemos, e eu tenho a certeza de que Ele fará o que deverá ser feito, só Ele tem esse poder, e assim devemos aceitar.
Mas se o corpo não é eterno, porque o que da terra veio, para ela volta, tu mãe, tu minha progenitora de amor, és eterna.
Eu sou o homem frágil, educado segundo a tua sabedoria, que é imensa,
-amor, paz, bem-fazer, bem-querer, bem-amar, justiça, palavra, honra, trabalho….temor a Deus!.
Tu és a mulher forte, que sempre me acarinhou, amou, e lutou por mim, ou eu não seja o projecto físico do teu amor vivido faz anos…e eu, aqui estou a dizer-te…
Tu és eterna no teu amor!!!.
Hoje te olho e, meus olhos deixam cair as lágrimas da dor que assola meu coração, porque sou impotente para impedir que teu corpo não seja eterno, mas que importa isso se tu és o amor brotado na dor de uma vida sacrificada, na luta de tudo dares e fazeres por mim?
Tu és amor, o meu colo, o meu canto seguro, onde deposito as minhas palavras amargas das dores que tu por vezes não questionas, mas que tentas curar, tu és a amiga, o meu mundo-amor.
Não queria ver-te assim, fragilizada, olhando meus olhos, com essa tristeza que sinto que te invade o coração, pois o que nós amamos, faz doer sem que possamos combater e vencer.
Quero ver-te forte, sentir tua zanga quando eu me porto mal, sentir que tu existes para me dizeres coisas lindas, cuidares de mim, e não desesperes, pois Deus saberá fazer tudo conforme o que está planeado.
Se tu mãe fosses eterna, eu seria o eterno feliz, o homem feito de amor, mas… não és!
Que posso eu fazer, se os desígnios Divinos são insondáveis?
Eu, mãe, te amo, quero bem, e queria que fosses o “sitio” onde eu me pudesse “esconder” dos males que apoquentam a minha alma, e onde poderia encontrar a razão do meu ser, ou não sejas tu a razão do meu viver.
Tu vais ser sempre sim, o meu “canto”, o meu “sitio” o meu colo, onde possas ou não estar, seja aqui ou num outro lado qualquer, porque tu mãe, és única, és a minha mãe, e sempre te procurarei, sempre que de ti precisar, e sei que escutarei teu sentir, teu conselho, porque apesar de sentir que com minhas fraquezas e falhanços, sei que tu não me deixarás de amar, seja onde for e onde estiveres, e podes contar mãe, minha amada, que eu teu filho, nunca te abandonarei, e eu serei o filho que tu sempre amaste, e assim farei com que sejas eterna no meu coração.
Sim mãe, podes não ser eterna, mas te juro que o amor teu, o que me “deste” e ensinaste é ……………ETERNO!!!.
O AMOR NÃO MORRE, O AMOR É DE DEUS, É ETERNO!!!!.

Obrigado minha mãe que tanto amo….. vou pedir a Deus que sejas eterna, eu mereço!!!

Um beijo minha mãe.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009


BEATRIZ


Em algum lugar do mundo
existirá uma mulher chamada Beatriz
e haverá de ser colhedora de uvas
nas quintas de Portugal.
Em algum lugar do mundo essa Beatriz
estará usando sandálias de camponesa
será talvez pescadora das tardes e dos rios.
Em algum lugar me esperará
como se não esperasse ninguém
como se não fosse ela
a própria Beatriz em alguma igreja distante.
Estará essa Beatriz a colher os figos do Outono
com desejos de partir para os oceanos
a ouvir as aves
no pátio de sua espera.
Haverá de estar com uma bolsa de folhas
o musgo das árvores
o limo do chão.
Haverá de saber cantar silêncios
essa Beatriz à janela de um castelo.
Em algum lugar de Portugal.


(Autor Poeta : Alvaro Alves de Faria)
(De meu livro “Poemas Portugueses”, publicado em Portugal em 2002)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Vida Também Se Faz De Amizades Caninas!!!.









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Não quero aqui, com o que escrevo ferir, confundir sentimentos, que sei muito bem não poderem sêr comparados, e nunca substituirei a amizade, o amor de um sêr humano pela fidelidade, estima de um qualquer quadrúpede, pelas razões mais que evidentes, mas queria com o texto seguinte dar-vos a conhecer um "amigo" especial, que á maneira dele também me ajuda, e de certa forma me conforta...., estarei louco?, penso que não, porque afinal "...de tolos e louco todos nós temos um pouco!!!"
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Amigo..., sim, o que é um amigo?
Amigo, tenho para mim, é aquele que nos ouve, escuta, nos aconselha e nos dá o apoio que tanto precisamos, aquele a quem confiamos as nossas fraquezas, as nossas dúvidas, porque confiamos, sabemos da sua fidelidade, e amizade, e acima de tudo, nunca ouviríamos criticas.
Amigo é assim….
Mas agora queria falar-vos de uma amizade especial, daquela amizade que todos nós vamos tendo pela nossa vida fora, e a essa amizade eu chamaria estima, e assim me referirei a ela.
Tendo em conta as devidas proporções, ressalvando necessariamente, obrigatoriamente as diferenças, não queria por isso aqui confundir o conceito de amigo, que necessariamente é diferente de um humano para humano, e de um animal para humano e vice-versa.
O “meu” NODY, o meu quatro patas, fiel companheiro, esse incansável animal, que não falando, se exprime com os olhos, e com a cauda, é um cão de raça Podengo, caçador, farejador exímio, de uma argúcia que me impressiona.
Tem uma história incrível, uma odisseia, é um resistente, eu diria…um herói a quatro patas e como veio parar às minhas mãos, é algo lindo.
Tem uma proveniência dramática, é um sobrevivente a muitos desaires de vida, um vencedor.
Desde um salvamento “histórico” de um tubo de águas pluviais, a uma estadia forçada em “hotel” proibido, despejado compulsivamente, transportado de emergência, e finalmente alojado nos terrenos que circundam meu local de trabalho, foi uma odisseia.
Tem sensivelmente dois anos de idade, e foi adoptado por todos que com ele contactam.
Reguila, “comunicativo”, cão de guarda, rsrsrsr….. já que faz barulho que se farta á presença de alguém menos conhecido, ele é a mascote do sitio.
Em tempos sofreu um acidente, que poderia ser fatal, mas sobreviveu, felizmente.
Seu olhar “feroz”, de uma meiguice sem igual… fazem as delicias de quem com ele contacta. Sempre de cauda ao alto, sempre atento, não perde a oportunidade de partilhar uma boa soneca aos meus pés.
Amigo de tostas de pão, esquisito de boca, contudo não passa mal, pois tem sempre de comer, beber à descrição.
Para onde vou ele me segue, sendo capaz de esperar horas na porta do café onde eu estiver, Brincalhão, saltitão, tenta sempre “roubar” os papeis que levo na mão.
É incrível!!.
Vezes dou-me conta de com ele “partilhar” dores, saudades, angústias, e para isso por vezes seguro-lhe o focinho com as mãos e o olho nos olhos…. curioso, ele não rejeita esse movimento, fitando-me com um sentimento que não sei explicar, mas que me conforta.
“Falo” com ele, “conto-lhe” os meus desgostos, “faço-lhe” queixa das minhas mágoas, e ele ali, quieto me escuta… aqueles olhos brilham me olhando.
Largo-o, e chamo-o e ele sempre volta, e sempre lhe “conto” das minhas tristezas e mágoas, e ele volta a “dar-me” atenção. Parece entender-me, parece me dizer ….”ok, tudo bem, eu também estou como tu, e contudo salto, ladro e brinco…!!!”.
Tantas vezes me dou conta de “falar” com ele longos períodos, e ele pacientemente me olha com aqueles olhos castanhos, enormes que lhe enchem a órbita ocular, e assim me devolve todo o amor que eu lhe tenho dado.
Sendo um animal, é notável a “consciência” de devolução afectiva canina que ele acaba por fazer à minha pessoa, quer pela fidelidade, seguidismo, e a forma como me aceita, brinca e me desafia para umas corridas no jardim.
Aquele animal, que tanto me diz, acaba por me dar um exemplo, mesmo que involuntário do que é alegria de viver, de brincar e fazer-se sentir e, eu por vezes confesso, tenho inveja dele.
O meu NODY, é um bom amigo, e não deve haver mais ninguém que saiba mais de mim que ele, porque eu confio, eu gosto dele, e ele diz muito para mim, porque é a imagem do resistente, da lembrança, e da alegria de viver. Eu lhe “confesso” as dores, tristezas, mágoas do meu ser, e ele me “fala” com um gemido, um abanar de cauda, e acima de tudo…. Um olhar doce, meigo, quentinho, que me faz tão bem, e que por vezes me leva a que o aperte de encontro a mim.
Meu bom amigo, meu Nody…..amanhã vou levar-te uma guloseima, e eu deliciado, irei ver-te indiferente a mim, rilhando a guloseima, até que ela se extinga e te voltes de novo para mim.
Eu preciso muito de ti amigão quadrúpede!!!!
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Momento de Gratidão, Que Também é Amor!!!


Um bom amigo, faz bem ao coração, recomenda-se como forma de combater angustia, solidão, desespero.
Um bom amigo é melhor que um psicanalista, é o antídoto para uma tristeza profunda, uma amargura de vida, aquele a quem nós não damos descanso recorrendo a ele sempre, sempre, quase nos convertendo na sua “Tortura”.
Tenho bons amigos, boa gente que me acompanha, me faz sentir melhor a cada vez que lhes falo, mas há sempre uns mais evidentes que os outros, como tudo na vida.
Queria aqui prometer que sobre eles escreverei, cada um a seu momento, porque não me tenho na conta de um ingrato, porque sei que normalmente me converto num egoísta inconsciente, e por isso absorvo seus tempos e os martirizo com as minhas questões.
A esses amigos lhes agradeço do coração, a minha gratidão eterna.

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Para uma amiga que se tornou minha mana....

-O teu jeito amigo, o teu bem-querer, o teu falar, aconselhar me faz bem.
-Escutar tuas palavras, sentir teu afecto, faz-me bem.
-A tua preocupação, o teu cuidar de mim pela palavra, faz-me bem.
-Sentir a paz que tuas palavras me incutem, faz-me bem.
-Saber que tu existes, faz-me bem.
-Ouvir teus ralhetes, faz-me bem.
-Momentos tenho que nada mais me resta que escutar-te, e aconselhar-me e isso faz-me bem.
-Tua aprecias o que escrevo, elogias o sentimento, enobreces o coração e isso faz-me bem!.
-Tu dás força ao meu Ego, "obrigas-me" a existir e isso faz-me bem.
-Tu és a amiga sincera, leal, interessada, que sinto se preocupa comigo e que tão bem me faz!.

Não posso agradecer, porque a amizade conquista-se, não se agradece, mas tenho que ser grato, e isso eu Sou!, porque nos momentos mais difíceis, senti o gosto da amizade, da tolerância aos meus afectos feridos, às mágoas dolorosas, e sei quanto te machuquei pelas minhas dores repetidas, talvez cansativas, mas... nunca senti em ti o menor sentimento de rejeição ou fastio.
Senti da parte de ti, todo o afecto que precisei, quando pela dor esmaguei meu ego, meu sêr estraçalhei e, que foi recusado por quem tinha a obrigação de mo ter dado, mas eu perdoo!!.
No teu jeito aberto, de uma frontalidade companheira, quero de ti falar, porque te tornaste minha conselheira, amiga de peito, sofredora de caminho, peregrinação conjunta em sofrimentos gémeos.
Gosto de teu jeito, dessa forma de amor dar, desses ralhetes amigos que me fizeram segurar.
De mim sabes, pelo que escrevo, imaginas meu ser pela minha sensibilidade e mesmo sem saberes se defeitos tenho, não questionaste porque acreditaste que não minto no amor que escrevo e sinto, que partilho, dou, confesso sem pudor, porque se assim não fosse....não é amor!.
Partilho, me aconselho, e tu nada cobras, nada pedes em troca, porque de ti brota a natureza pura de um coração dorido, que tambem sensivel, pede afecto, e eu egoista quase me esqueço que tu tambem sofres, mas, simplesmente quiseste ajudar, nunca negar-me e conseguiste.
Falas de coração aberto, dizendo o que sentes sem antes pensar, mas não te apoquentes, porque essas pessoas como tu, são normalmente puras, sinceras, porque não temem mostrar quem são, porque fazem da exponteineadade a sua verdade sem temer magoar, porque são de coração a falar, constroem a verdade em seu redor, e porque tu és verdadeira, porque não pensas antes o que dizes, porque não temes o teu sentimento, nem pensamento, tu és a minha mana....!!!
Encontro no tua fogosidade o “sabor” da amizade sincera, sábia, e pertinente, e não penses que estás errada por assim seres, não…, se erras, maldade não deve ser procurada, porque não pensada, antes devemos encontrar aí a pureza de um carácter que sendo um espírito aberto, é transparente, acertivo, solidário, companheiro, puro, que sabemos nunca ser pré-concebido porque espontâneo.
Queria dar-te um abraço, um beijo, mesmo com a distancia que o impede, to digo… do coração já to dei, da alma te abraçei!.
Te procurei, e encontrei, te tirei o sono e não ficaste zangada, te criei incomodo e não me recusaste, tu foste o refúgio que eu encontrei, o colo sábio, a palavra amiga, tu és a minha mana!.
Senti por vezes a tua canseira, o teu horror pelo que eu pudesse ou não fazer de errado, tu exigiste o meu descanso, a toma de calmantes, tu viveste o meu desencanto, eu senti…a tristeza partilhada, a dôr que eu egoisticamente te "obriguei" a ter.
De teu nome Fátima, que em Portugal se venera como padroeira, e a quem se pede milagres, eu te direi…, por mim conseguiste que a paz retornasse ao meu peito, ao meu sentir, me conferiste dignidade, e a vontade de sorrir numa esperança calculada, em que tu Fátima acreditas mais que eu, os manos afinal são assim.
Sei bem de quantas dores és feita, de quantas angustias te cercam, e quanta resistência te faz endurecer o sentimento…, e mesmo assim tens sempre tempo para te esqueceres de ti, e te lembrares de mim…
Do teu colo virtual não vou nunca dispensar a caricia de uma palavra amiga, de um afago no coração sofrido, do "beijo" da tua voz em meus ouvidos, dos teus lamentos e pesares que fazes mais teus que meus, tu és a incrivel mana, que eu encontrei numa manhã de nevoeiro dos meus afectos feridos, ofendidos, que tu soubeste curar, cuidar com carinho, amor e muita paciência.
Que todas as bençãos caiam sobre ti, que todos os teus objectivos sejam conseguidos, e que nunca a vontade de vencer te abandonem, fales do que falares.....

Fica bem Mana Fátima, fica bem, Deus te dê em dobro da paz que me ajudaste a conquistar.
obrigado!!!.
.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Amor Revolto!!!


Deste amor distante guardo
A lembrança intensa vivida
O desejo quente, abraço longo
D’um sentimento bom,
Minha força dirigida
Num grito silencioso a ti,
Tolo que fui, porque não o sou,
Sonhar a lua na terra perdida.

Na minha ousadia que foi amar
Dei, voltei a dar sem retorno esperar
Sem olhar, sem me negar,
Me envolvi, me transformei, amei
Mesmo que hoje só possa sonhar!.

Montanhas subi, em busca do céu,
Rasguei nuvens, apartei trovões
Segurei vendavais, tempestades,
De afectos reais, sentidos,
Nesta tormentosa, corajosa dor,
Neste mar revolto, não vencidos,
Num estertor, um grito, eu solto.

Amor perseguido, sustido
Num preconceito maléfico,
Nos rouba o céu, paraíso prometido!
Prisioneiros, escravos de pensantes escusados
que opinam valores, falácias, castrantes
Nos tornou eternos e amados,
E lutando por sonhos, como dantes
Com ilusões, mesmo que sofridos,
Batidos, mas ousados, nos desejos do coração,
Num impulso nato, ao som do trovão,
Eu falo, grito, com tom terno…
Não!, não matam aquilo que é eterno!.

Mesmo que o céu rasgue, e as estrelas caiam
Num turbilhão apocalíptico, nosso amor vence,
Recusar nossa paixão, será a mentira
Na traição vencedora, do nosso coração
Que se quer, se amem, desejem
Num amor rebelde que vivido
Por ele estamos, desejosos em união
Apesar dos falsos profetas como antes
Nós continuamos…

Eternamente amantes!!!.

(Prosa Orig Antonio Ferreira)
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terça-feira, 19 de maio de 2009

Um Texto Que Recebi de Uma Leitora Amiga....


Abaixo reproduzo sem qualquer trato um texto recebido hoje, e que me fez reflectir imenso. A essa amiga, que sei me acompanha neste blog, lhe agradeço do coração, porque apesar de eu não ter lido esse pensador, eu já há muito me identifco com esse filosofo, porque eu já sou "assim" muito antes do pensamento escrito.... eu nasci com toda essa emoção abaixo sentida, e talvez por isso hoje passe mal, sofra da incompreensão alheia.......


Deixo para os meus leitores essa reflexão, já que nunca será demais reflectir no AMOR.!!!



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"Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.
O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor.
Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto.
O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse:

"Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"

Bonito isso!!!.
Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia.
O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.
Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.
Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.

Fico pensando que evangelizar talvez seja isso:
-descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.

Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado.
A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo.
Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso!!!.
Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo."

(Autor Desconhecido....)

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