Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

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Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

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(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

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" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

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QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

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“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

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**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

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TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Se Tu Soubesses......!!!!


Se tu soubesses……
O mar de amor que há em mim…
O sentimento bom em correnteza,
Como rio revolto de tempestade anunciada…
Esta vontade de viver apaixonado,
Pelo gosto de saber que existes…
No prazer de te ver sorrir.
Há!!!.... se tu soubesses….!!!

Da energia que sinto por ti
Do calor, do afecto que me envolve o corpo,
Da saudade de ti, das tuas birras…
Desse teu olhar lânguido,
Do teu suspiro longo.
Há!!!... se tu soubesses…!!!

Da saudade por ti cuidar,
Ate das lágrimas por ti derramar,
Dos meus sonhos em que tu vives,
Dos meus tactos que me fazem pele enrugada,
Da vontade que há em mim em te amar.
Há!!!... se tu soubesses…

Dos abraços, que o vento de ti traz,
Dos teus beijos que minha face esquenta,
Dos espasmos que me corpo sente
Dos tremores que me fazem cair,
Dos meus anseios, angustias e afins…
Das minhas “viagens” pelo coração,
Das lembranças por onde andaram nossas mãos,
Das palavras ditas com sofreguidão,
Dos ais…!!!!,
Daqueles momentos verdadeiros
Daquelas viagens ,
Quero mais…..!!!
Há!!!... se tu soubesses….

Das minhas noites mal dormidas,
Dos lençóis em que me envolvi,
Das mãos cruzadas em ti…
Das lágrimas vertidas,
Pelas dores vividas,
Tão sofridas!!!.
Há!!!... se tu soubesses…

Dos prazeres do amor cravado,
Nas minhas entranhas bem fundo…
Das minhas costas doridas, arranhadas,
Das minhas pernas flectidas…
Dos suores bons, pela respiração sustida,
Pelo beijo ardente de tua boca querida
Oh!!!, doce pecado
No coração sentido, espevitado,
Pelas confissões tidas… perdoado!.
O amor que em mim há,
Que quero eterno,
Assim lembrado,
Para que eu viva no limbo…
Seja lido, talvez alado
Para que eu nele viva….amado!!!

Há se tu soubesses….. Beatriz!!!

.
Prosa Original de Antonio Ferreira)
.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pois...........

Por Viagens Em Meu Coração..., Lembranças Boas!!!!


Faz ano, faz tempo,
Em sitio templário, lugar monumento,
O piano em fundo tocava nosso sentimento
Na sala espaçosa, de amplos voos,
Sonhei, quis, tive, senti,
O aperto do coração que batendo mais,
Ecoou o amor num grito, em muitos ais…
Num passo, num gesto, corri, vivi,
Oh!!!.... Deus a sala é pequena demais…
Para o calor, o sufoco e tais…
Em meu peito amado…. Quero mais!!.

Nosso o dia, namorados enfim,
Por entre flores cheirosas,
De cores quentes vermelho vivo,
Ah!, rosas, em molho,
Que meu coração vê, em meu peito olho…

Queríamos dançar, abraçar, beijar
O temor pelo pudor castrante,
No sentimento bem fundo, amante,
No meu peito calar, embalar… , esbater,
Há!!!... Noite feliz, quase me fez chorar
Tal o calor, o sufoco,
Que doce amor me fez vibrar.

O tempo urgia,
Impaciente eu sorria…

Pelas emoções, pelas palavras
De amor sentido, batido
Em noite estrelar,
Falamos, amamos,
Fizemos, calamos
Em nós os prazeres privamos.

Hotel imponente, a preceito
Nabão a seus pés, pois então
Silencioso, mais parecia dormir
Depois da noite amada,
Por nos ver amar, na volúpia,
Na loucura, mais parecendo
Que o mundo ia acabar.

Abraços loucos, beijo intenso,
Recordo, choro o tempo ido,
Num gosto nostálgico
Num sabor eterno
Um amor vivido, sofrido
Nunca esquecido, nem perdido.

Prometemo-nos mundos
No meio a doce espumante
Brindamos….!!!,
Aí, tanto nos abraçamos,
Nessa noite longa, tão sonhada
Molhada, transpirada…
Afinal dormir, é coisa errada.

E naquele castelo, de ameias erguidas
Lembramos tempos, vivemos sonhos
Abraçados pois não, nas mãos… cruzadas,
Olhamos fundo, o sol nos banhava
A cidade Templária nos acolhia,
Oh! tão bela, que para nós sorria,
Nos dizia …
…. “Nos meus braços
estendei vossos mimos,
Esses amores incontidos,
nunca desfalecidos,
tão vivos, tão fortes,
que meu colo parece pequenino,
pois grandes são vossos dotes”

.
(Prosa Original de Antonio Ferreira)
.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

SMS para Ti Nádia... no Ilhéu Madeirense...


Na tua canseira,
Nessa tua luta,
Na tua dignidade,
Ai...!!!, nessa tua fragilidade
Eu encontro,
Eu vejo, eu sinto o teu pulsar de mulher.

Não fiques triste,
Não esmoreças, deixa o sonho viver,
Deixa o desejo crescer,
Esse teu corpo
Não pode desfalecer...
E por fim teu amor,
tua alma,
O teu ser...

Estremecer pelo sabor
d'uma Paixão que acabará por aparecer,
Despertar.....
Ou não sejas tu ... MULHER!!!.


Te adoro, gosto... NÁDIA, ou não fosses tu
Flor de cheiros matinais a alfazema e mais,
E de orvalhos nocturnos
Quais gotas de suor de amor
Esgotado pelo teu doce amar,
No sonho da tua luxuria desejada,
Que faz de ti a ISIS, a deusa amor procurada.


Fica bem, com beijos carregada, ou não sejas tu...
a musa encantada.
bjs bons

.
(sms orig.criado por Ant.Ferreira)
.

SMS, Companheiros de Solidão...


Nesse olhar,
Esses olhos de azul, cor do mar,
Ai..., esses lábios carnudos,
Sedentos por beijar,
Essa pele veludo, pois não...
Queria tanto tocar..., perder-me,
Afogar-me, ou não sejas tu o Charme !!!

Com teu jeito torneado,
Ondulante, sensual, extasiado,
Eu acabo sonhado..., Molhado no gosto ...
No prazer pelo sono feito verdade.

Pelo som de um suspiro abafado,
Não vá o cupido acordar,
E a seta espetar...
Tu dás, tu queres... vibrar!!!
Oh!!! guitarra feita corpo,
Oh!!! som melado de açúcar glusado,
Lambuzado pelo amor falado,
Não grudes meus lábios,
Já que me quero beijado,
Amado, pelo carnudo dos lábios teus.

Afogado num grito de ais... meus,
Eu vivo, eu sonho, eu amo
Num querer que me tem sido negado
Pelo infortúnio de vida.

Beijos lembrados, longos, molhados
num movimento descendente aos
lençóis desalinhados.

bjs
.

(sms original criado por Ant.Ferreira)
.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Eu "Vou" por SMS, Vou Amar...!!!!!



Nesse teu jeito,
Nesse teu doce malandrar, ai ...,
Esse teu falar,
O teu suspiro,
Eu estarei a sonhar???
Talvez ... !!!
Se assim é ...,
Não me deixes acordar.
Oh! Pomba, oh! anjo,
vem -me embalar,
Não vá eu da nuvem cair,
Do colo que me queres dar.
E, então, depois do entardecer,
Quando anoitecer,
Os pássaros dormirem,
E a loucura nos tiver...
Eu me darei num gesto
Num sentimento,
Enfim, em movimento carnal,
Num amor sem fim, em frenesim...
pois não..., porque afinal,
Amar não tem mal,
É divino, é soberbo,
Alimenta o corpo,
Mata a fome da alma, do coração,
Sacia o desejo,
A vontade de te ter
Mesmo que isso me possa fazer....
... Doer!!!.
Beijos bons amorosos....


(SMS Original criado por Ant.Ferreira)
.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pelos SMS da Vida, Falo de Amor....


Com o nascer do dia, depois de te namorar, cansado bom de amar,
eu sinto...., eu me belisco, eu preciso conferir...
Eu existo???
O doce tomou conta do meu corpo, do meu pensar,
o melaço em mim todo agarrou...!!!!
e, eu, que não queria acordar depois de tanto amar !!!!
Agora que é dia, e o mel acabou, só me resta lambuzar, afogar na doçura, na lembrança, deste doce amar, fechar meus olhos e te sentir me tocar. !!!!
A mente voa rápido, as imagens fugidias povoam o meu pensamento, meu corpo estremece, vacila, pobre coitado, não se da conta que já é dia....
Que posso eu fazer? Recusar?
Humnnn !!! .... Não, seria heresia.!!!!
Afinal a noite volta sempre após cada dia.
E eu aqui, prostrado, amado, esperando que a noite chegue, de mansinho, meiga, carinhosa, para me seduzir, escravizar num acto tolo, talvez ingénuo de que a noite seja eterna.
Que o amor, plasma de vida, nos corra nas veias, aumente a taquicardia,
nos embriague ate ser dia.
Beijos mil, porque de amor se alimenta pobre coração bandido, atrevido, sofrido
por tanto amor desmedido.....

( Sms original criado por António Ferreira )

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Num sms, ponho o meu sentimento....

"
Me fazes sonhar ...
Sentir calor ...
As minhas faces ficam rubro de prazer anunciado por um sorriso solto da tua face languida ...
Oh !!! doce tortura ..., nunca acabe este meu prazer, que meu corpo acaricia ...
Me beija, vai, não deixes o amor arrefecer, não o deixes morrer ...
Oh !!! doçura, como exalta meu coração pela tua formosura, candura que meus olhos vêem ...
Não esmoreças por se fazer dia ..., deixa meus braços apertar tua cintura, segurar teu ventre de encontro ao meu, num gesto, num gosto tido pela dureza de meu corpo hirto, que em ti mora, penetra fundo, num lamento feito momento que quero eterno.
Que o amor nos banhe, os deuses enciumem, as forças não nos faltem, para fazermos da vida um eterno beijo.
Todos os beijos em ti, todas as caricias em nós, num sufoco, numa briga de amor para que nunca nos sintamos ... SÓS !!!.
Bjs bons em ti !!! "
.
(sms original criado por Antonio Ferreira )

.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Um Sentimento Por SMS.....






" No calor de um abraço, de um beijo sensual, de um olhar cúmplice....
Num gemido lânguido, num grito suplicante....
Num movimento atrevido provocador, penetrante do meu prazer, da minha lividez...
Num sonho que vivo acordado, continuado, que me embriaga, turba a visão ...
Neste mar de amor que inunda meu coração, onde me deixo naufragar por opção....
.... eu encontro a paz, o bem querer, a paixão, em que quero viver.
O amor mora em meu coração porque tu existes.!!!
Um beijo amado em ti
"
.
(SMS Original de Antonio Ferreira)
.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Estas Palavras Me falam de Amor, Obrigado a Quem Mas Enviou....


Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem para te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim para te oferecer
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda.
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz

Amo-te tanto!E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca

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Tudo por um sorriso
Necessito de te ver sorrir.
A chuva do meu canteiro
Traz murchas as flores vermelhas.
Por isso salto a cerca
E com uma flor procuro um sorriso.

Levo-te ao meu jardim,
Para que o regues de sorrisos.
Já vicejam floridas as cores
Em ti, os meus olhos doridos
Ameiga-os com um afago.

Toma a flor vermelha,
Que de verde tem as folhas,
Coloca-a na tua boca e em ti florirá
A paixão dos meus lábios
Por todo o nosso jardim.
Teu nome é poesia
Navegas nos sonhos de todos nós.
Deixa tua marca em cada escrito.
Conhece o segredo da minha alma aflita.
Palavras que por medo nunca serão ditas

Descortina minhas noites de solidão.
Mostra a realidade dos meus desejos
Com seus poemas aquece o coração
E vou lendo e aprendendo com sua mansidão
Faltam-me palavras para descrever teu canto
Em cada poema escrito me devolveste a magia
Palavra não tem para descrever o meu encanto.
Tu és pra mim, a luz da poesia

Se eu compusesse uma linda melodia
Escolheria Danúbio azul de Strauss
E no grande salão te convidaria
Ser meu par constante, na doce poesia

Clara Arruda- RJ, 12/11/2008

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Nunca desista de uma amizade ou de
em grande AMOR, só porque a distância os separou;
seja paciente como o sol e a lua,
pois quando se encontram formam,
um dos fenómenos mais belos do universo.
Natal... é tempo de comemorar!

Comemoremos a vida, a família, os amigos e os nossos ideais.
Ah ! Como seria bom se nesse natal pudéssemos realizar todos nossos sonhos.
Se pudéssemos enfrentar de cabeça erguida todos nossos problemas e sairmos vitoriosos em tudo isso.
Como eu gostaria de poder realizar meu sonho sentimental e nesse dia feliz encontrar quem eu, por toda minha vida procurei.
Encontrar você... meu mais doce amor!
E juntos poderíamos navegar no embalo das músicas natalinas, no soar de cada sino e brilharmos juntinhos feito luzes de natal.
E tenha a certeza que esse dia, seria o dia mais feliz da minha vida, pois seria uma noite de grandes felicidades... uma Noite de Natal.
Autor: Desconhecido

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Meu Homem
O que te faz especial meu Homem?...Não sei dizer em palavras, sei que não é seu carro, sua casa, o bairro onde mora...
A roupa que você usa? Nunca notei...
Sei a cor de teus olhos.
Eu sempre notei suas atitudes, notei uma lágrima que rolou de seu rosto quando se viu diante do primeiro sorriso de uma criança...
Vi tua pele arrepiada quando declamei para você uma poesia...
Também notei como você é especial ao ler suas poesias, elas falam de tudo, do amor à dor com maestria...
Nelas me faz chorar viajar e ser feliz...
Ah! Outra coisa que te faz especial é como trata as mulheres...
Sua delicadeza de palavras parece que esta tocando uma pétala de flor...
Tudo isso demonstra teu grande amor...
Tuas frases lindas, o movimento de suas palavras ilumina e me encanta...
O que te faz a cada dia mais especial é a luz que emana de ti, que ilumina o caminho por onde passa...
Você me faz feliz...
Dentre muitos se destaca, me faz rir com apenas uma palavra, me faz chorar com apenas um olhar de amor...
Faz-me amar em apenas um toque...
Meu homem! Você faz parte de uma pequena minoria de Homens especiais...
Vocês que por onde passam, deixam saudade em cada coração que tocam...
Meu Homem! Homens que se fazem especiais, esses jamais serão esquecidos, serão sempre como o beija-flor que visita pela primeira vez um jardim e suga o néctar de uma flor...
Essa jamais o esquecerá...
Para sempre será o rei daquele jardim, o príncipe da flor que conheceu seu amor...
Assim como a flor que jamais te esquecerá, serei eu meu Beija-Flor, meu homem especial, homem romântico, de classe, que com um simples toque me leva a loucura...
Sugando meu néctar, provando meu mel...
Olha em meus olhos e diz que me ama...
TEREZA GORDIOLI;

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Como é fácil viajar
E todos os lugares visitar
Basta apenas neles pensar
Fechar os olhos e imaginar
Deixar voar o pensamento
Libertando-o com o vento.
Dando asas à imaginação
As imagens guardo-as na mão
Apertando-as bem junto do meu coração
Os olhos saltitam de emoção
E sem deixar de voar lamento,
Não ser livre como o vento.

Lugares belos visitei
Por longos caminhos andei
Em jardins e museus passeei
Com tantos lugares sonhei...
Afinal na minha sala me sento
E já não tenho mais alento.
Estou cansada de voar
E de tantas belezas visitar
Sem sair do mesmo lugar.
Como eu queria puder voar...
Afinal, só, por aqui fiquei
A lugar nenhum fui e, acordei!
Para que eu te ouça, as tuas palavras
Têm de sair suaves como o canto da ave
Que sobrevoa o rio no fim de uma tarde de Verão...

................................

Mas as tuas palavras estão longe, tu o dizes
Apesar do aconchego das minhas, que não ouves,
Mesmo que te sussurre ao ouvido.
Solta o teu arrependimento, derruba essas paredes
E voltarás a ouvir as palavras que te digo...
Não te refugies, solta a imaginação
E deixa que preencha esse vazio, essa solidão.
Junta as peças dos sonhos que tu próprio desfizeste
E contrói um novo sonho, nas asas deste amor.
.......................

Não escuto outras vozes, nem ouço as tuas súplicas!
Quero-te reerguido, que lutes, que venças!
Depois, ouvir-te-ei, seguirei teus passos
Iremos junto ao rio, beberemos na fonte
Saciaremos a sede, calaremos as aves.
As minhas mãos dar-te-ão a calma de que precisas
Os teus olhos verão o brilho do meu rosto
E verás, então, como é linda esta amizade
Cantada nesta tarde calma de DEZEMBRO.

--------------------------------------

Que o sussurrar do vento te leve,
um beijo carinhoso e eterno.
e me deixe em seus pensamentos,
para que a distância não apague .
em ti minha existência...
Para fugir dos espinhos,
deste mundo enganador,
eu penso em teus carinhos,
e sonho com teu amor.
E eu também,!!!!!!!!!!!!!
.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pepitas... d'Oiro!!!!


De teu porte elegante,
Pele alva, loira, forte
Esses teus olhos grandes,
Azuis do céu, pois sim....,
Como convém, és tu, és a mulher,
És o ser bom de amor em sorte.
*
Nesse teu jeito, de peito em riste
Saliência inaudita, jamais vista
Colinas de doce suave declive
Que depressa desço, mas logo subo,
Há...!!! beleza que quero perto
Faz da minha desdita, a boa sorte,
Nesta confusão em mim, que não morte
Pois sinto em ti o meu norte.
*
Me olhas de "cima",
Nesse olhar enorme, de azul bom
Profundo como um oceano em ti,
Me agarras, numa ameaça boa
De me tomar em tuas ondas alterosas,
O meu ser de amor torpe!!!
*
Há beleza....!!! deusa consorte,
Que sobre mim despejas
Teu amor do céu em potes...
Com bom gosto, bem parecer,
Estilo no porte, me seduzes,
transformas, em ondas de calor,
Num mar, num "tsunami", onda gigante
No sufoco da angustia mórbida....
Ver teu amor nu, velas ao vento
Rangendo, vibrando,
Teu amor gemido num gesto
Num "ai", que quero e agarro
No desejo que quero bom
Não pérfido, de bem desejar....
Não naufragar, mas mergulhar,
Nesse teu bom amar.
*
Pepita doirada,
Quilate elevado, coisa única
Sem marca, sem limite
De bem fazer, talvez querer
Ser meu barco, meu remo
A minha fuga, o meu ser,
Quero vivo o sonho...,
Para degustar em ti,
Este amor bandido, cigano
Rebelde, nómada,
Que em meu ser mora
E nunca irá morrer.
*
Oh! Wansessa, oh! pepita
És de oiro?... não sei dizer....
Talvez sejas o meu ser
O meu querer,
O deixar-me abater,
Nessa altivez, nudez
Nessa forma de amar
Te entregar, vibrar, cuidar,
Oh!!!..., faz de mim...
O jovem que tu em mim vês,
Quando pelas colinas douradas
Ao pôr do sol, se faz madrugada
Na tua pele clara,
Me perco, tu vês e calas....
O sentimento bom que queres
Na vertigem da loucura
Quando desço pelas curvas,
Qual "estrada" onde as regras são nada,
Num voou, eu corro, me embriago,
Pelo que sinto, e me das,
Afinal..., te sentes amada.
*
Oh! bela, oh! majestática
Fotogénica mulher.... pepita,
Pedra preciosa, luzidia cor
Dourada a preceito, pois oiro é
Que nos teus cabelos vejo...
Nessa escultura, vestimenta adornada,
Qual fruta exímia tropical,
Sabores exóticos, a Sul do equador
Se com amor..., nada fica mal.
*
E tu sempre de paixão,
Escondes a fonte,
Teu tesouro afinal,
A gruta encantada, pois não,
Nesse teu jardim de frutos proibidos
Aquilo, que quero não seja de mal,
Cuido, zelo, por minha mão
Sem que o amor se torne fatal,
*
Me olha, penetra-me
Usa esse olhar letal,
Viaja em mim, sente-me
Entra, sente, afinal...
Amar não faz mal.
*
Oh! lânguido movimento,
Tornado de emoções
Vulcão activo das tuas emoções
Das ilusões, que são minhas afinal,
Que crio, e deixo fluam em minha pele,
Em meu corpo, no coração
No meu ser, sem te perder
Poder querer, viver, e dizer....
Sim, sim amor, vem...
Quero beber-te.
*
Essa tua fala, esse teu olhar
Essa prosa, esse sentimento
De que és feita, "construída"
Como se Afrodite sejas...
De onde vens? quem és tu?
Talvez o teu mundo seja
d'Amor, sentir, viajar, viver
E por fim desfalecer...
*
O amor, a seiva que brota
É a tua força, teu querer
De fazer amor, mesmo que
De virtual carácter forte,
Vaidosa também, pois não,
Que tem isso de mal ?!!!...
... Pois se te queria ver
Que nem uma amazona
Em "mio" collus erectus....sentada!!!.
Há!!!, amor, se assim fosse
Quase tudo que nos entristece
Ficaria em nada.
.
(prosa original de Antonio Ferreira)
.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Lágrimas... Amor Sofrido!!!


Lágrimas...!!!
Dôr no estado liquido,
Que pela face esquentada, rolam...!!!
Na noite fechada, calada,
Em meu rosto, deserto de vida
São d'orvalho dorido
Rolam gotas..., rolam mágoas,
São lágrimas...!!!
d'Amor, pelo sofrimento vivido.

Na sede que martiriza
A garganta minha,
Sensação estranha que me sufoca,
Nas noites de insónia por ti vividas,
Sinto a vontade de te beber,
De me afogar pelas lágrimas
d'Amor, que por ti broto
Na esperança tola
No consolo, na amargura
d'Um amor perdido
Agora vertido, d'alma minha
Em estado liquido num grito...!!!
Amor bom, nunca vencido!!!.
Lágrimas..., rebeldes,
Que teimam soltarem-se
Sois a minha seiva, expressão,
Exaustão, tormento,
d'Amor imortal, num lamento...

Há solidão..., doença ruim
Em mim se vem instalando,
Que me fazes soçobrar, vergar,
Mas não quero,
Mesmo que as lágrimas
Venham a secar,
Deixar de chorar!!!.

No pensamento bom,
Na visão de momentos felizes
Na ilusão do eterno amor... oh! dôr...
Me matas o sentimento, o coração... neste corpo
Neste ser nunca vencido.

Lágrimas, porque teimais,
Porque insistis
Em cair da face minha
Não sabeis vós
Que sois amor em mim?
Oh! lágrimas que refrescais face esquentada
Me toldam a visão que quero aguda...
Não me tortureis porque de bem amar
Não quero deixar as lágrimas secar.

No momento de solidão deitado
Olho o tecto do meu quarto
Numa tentativa vã de suster
Esse rio de lágrimas rebeldes,
Penso o amor, penso o que vivi
Vejo o filme d'uma vida...
No meio a uma angústia,
das canseiras, dos afagos,
Dos cuidados dados,
Da paixão que em ti senti
Por vezes esboço o sorriso feliz
Do beijo em ti dado, Beatriz!!!.

Fecho os olhos, sinto teu sussurro,
Que meus ouvidos parecem ouvir
Rolo na cama, procuro encontrar-te
queria beijar-te, abraçar-te
E Tu onde estás...?!
Não..., ilusão minha, não estás!
Só as lágrimas me apraz
Sentir o amor que sangrando
Correm minha face abaixo
Esta torrente, esta humidade
Que só o amor liquido me faz
Como querendo sulcar
A face magoada, torturada
Da dôr sentida, lágrimas amigas,
Minhas companheiras solidárias
Só vós não me deixais,
Só vós cuidam dos meus "ais".
Lágrimas tolas, não me escutais??!!!
Parem, não vos quero mais...

O amor está em mim,
E vós não deixais
Que eu viva, eu sinta, eu vibre
Pois mais parece que quereis
Que me afogue em meus suspiros "ais"
Lágrimas....
Porque não me deixais?

(Prosa original de António Ferreira)
.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

CHORO..... Talvez Me Cure Do Amor!!!!






Tem horas que bate uma tristeza tão grande
Eu não sei o que fazer e nem pra onde ir
É tanta coisa que eu queria dizer,
Mas não tem ninguém para ouvir
Então choro sem ninguém ver... Eu choro

Faço o possível pra segurar a cabeça
Mas a emoção não quer
Que eu me disfarça ou então que eu esqueça
Do amor daquela mulher
Eu choro sem ela saber
Eu choro

Choro por tudo que a gente não teve
Por tudo que a gente realizou,
Choro porque sei que ainda te amo
E você me amou e ama
Choro por tudo se assim for preciso,
Choro porque sei que ainda te quero
Choro por tudo e por tudo lhe digo
Te quero, te espero, te quero... te amo
Eu choro

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mil Anos Que Eu Viva....Mil Anos Te Amarei!.




Não sou eterno, mas como gostaria,
Não viverei sempre, mas serei eu,
Que no amor serei imortal, sempre teu.
Nele me dei, pelo ventre, não doeu...
Não me importa onde, como, se fui feliz,
Não quero saber de mim, mas de ti..., Beatriz..
.
Se estás no colo, no afago carrasco,
Do meu amor bom, longe estás,
Se me deste ou não dás,
Se eu amo, que diferença faz,
O que ninguém mais amou,
Num gesto, num toque, num sorriso
Na cumplicidade d'uma paixão
Que não morre, teimosa que ela é,
Te espero, nos milénios próximos
Sejam eles centenas ou milhares,
Pois mesmo que eu tenha saído,
Do teu jardim florido, que bem cuidei,
Como jardineiro enlouquecido,
E meu corpo tiver morrido,
Velarei, te amarei com a força do trovão
No éden, no paraíso, no meio de anjos
Ou não seja eu um homem sofrido.
.
Lembro o quentinho, do teu doce querer,
Lembro quantas vezes,
Meus braços foram a ancora,
O porto abrigo das dores,
Das tempestades que te assolavam,
Foi amor, foi dávida, foi celestial o amor nosso,
Foi aquilo que quiseste, aquilo que desejei
Foi amor foi, tantas as vezes que quiseste
E de mim fizeste o teu mundo, me dei!!!
.
O teu mundo, agreste,
Esbatido num gesto meu,
Num acto bom, sincero,
No colo, no peito meigo d'um homem
Qual morfeu, te acolheu e deu
O que nunca tiveste.... amor meu!.
.
Lembrarei sempre, tal como te espero
Chorarei a desdita, que não mereço mas aceito,
Sem me importar se me esgoto,
Pois tenho em meu peito o sabor
O ardor a ti, a memória feliz
Do que fiz, e tanto gosto.
.
E depois de ti..., virá o tempo que me dirá...
Que nada, mesmo nada será igual,
Pois mesmo que doa, mesmo que sangre,
O corpo ceda..., o coração trema na emoção
Os olhos turvem pelo choro amargo,
A cabeça fique zonza de cansaço...
Eu serei teu pelo coração,
Todas a noites num abraço.
.
Viverei o sonho, não serei cruel
Juntarei a memória ao que quero fiel,
Verei as coisas que me fizeram amado
Viajarei no tempo passado
Como se teu amor que em mim está
Fosse a máquina do tempo,
Pela qual viajo aos tempos de paz,
Na degustação d'um beijo, do gesto,
Glusarei a felicidade que vivi
Na luta, no corpo, no afago,
Que me deste, mesmo que sinta
Que longe estás, em braços estranhos
Por esse "Mundo" amando
Como se tudo que amo ainda comigo está,
Que não apago..., e me fazes sentir
tão amado...., que gritarei...
.
Mil anos que viva...
Mil anos te amarei!!!.... Mulher!!!.
Beatriz teu nome amor,
Sê Feliz!!!!.
.

(Prosa Original de António Ferreira)

Se Eu Pudesse, Te Enviava Flores Com Este Link....

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domingo, 15 de novembro de 2009

Palavras ao vento, que vem do meu sentimento....!!!!


Nestes meus dias de sufoco, lembro o beijo que te roubei, o olhar que senti entrar por mim adentro, numa vã tentativa de descobrir o amor em meu coração....!!!, tola que foste, porque o amor não se vê, sente-se, vive-se!!!.
Tu, bela flor que me encantas, com teu odor perfumado, esse teu ar cuidado, esse teu olhar molhado, fazes as minhas delicias em meu leito aconchegado.
Sonhar, sentir o mundo lá fora, e nós aqui abraçados jurados de amor, como podemos acabar o que eterno queremos?!!!.
Oh!!! Beatriz de sentimentos nobres encantados, que de mim fizeram homem feliz amado, no meio a um turbilhão de afectos, sentimentos exaltados, eu senti o céu cair quando tantas vezes fui abraçado, tantas vezes sonhei acordado, tantas..., sem conta as vezes que vivi extasiado.
Nesse teu tom, meio confuso, no querer e não querer ser desejada, na tua dúvida eterna, eu te confesso que foi bom, é muito bom te amar, porque tu preenches o meu universo amado.
Não quero saber se a memória nos castiga, se nos tortura, não quero não....., mas, porque não hei-de eu reviver aquilo que me faz agora sofrer, se na altura foi razão do meu viver?!!!.
Oh!!! divina deusa, de amores nobres, e olhares quentes, que me deram os céus até aqui distantes, onde estás, que farás agora? Estás tão ausente, e eu aqui deprimido, abatido de olhar distante, te pensando, amando.
Te desejo o colo, o afago de tuas mãos de veludo, o doce beijar no sono que se aproxima, o embalo de um olhar doce e meigo, que me faz delirar, que me faz sentir embriagado de amor, uma loucura de que não quero abdicar, e sempre alimentar, ou não fosse eu de amar.
Oh!!! doce pessoa, do bonito sorriso "sunshine", dos afectos, dos amores temidos e desejados...., que saudade amor, que saudade...!!!, será que vou suportar o que tanto me custou conquistar, em lutas tenazes de amor?
Sinto a tua respiração ofegante em meu pescoço que sempre recusaste morder, mas sempre, sempre, beijar, o toque de teus lábios nas minha orelhas, o som doce de um beijo dado, o olhar de mel, que eu sempre quis fosse melaço..., que saudade, que saudade, eu morro de cansaço.
Procurei teus ais, teus suspiros, teus "tais", aquilo que te fazia feliz, lembras??!!!.
Não sei se consegui, mas tentei, tu sabes, tentei sem saber que fazer mais, inventei o amor, inventei os meus próprios ais de dor.
Nas lutas incríveis que o amor, a paixão me ordenaram fazer, e das quais não me arrependo de nada, e se voltasse atrás, tudo repetia e mais fazia, encontrei o alento, a força do meu amor eterno, do meu amor bandido, que tem feito de mim um ser sofrido, mas nunca vencido.
Andas longe, afastada do amor, na busca do sonho paradisíaco, no encontro da paixão "perdida", e ela tão perto. Distraída?!!! Não...!!!, temerosa, assustada, sim!.
Como sofro com a distancia, como sofro com o frio que me envolve, com o tremor da solidão, o anseio de te dar a mão, e não te ter a meu lado amor então, que fazes, não sofras desilusão.
Oh!!! Beatriz, quase conseguia, foi por um triz!!!..., tão perto estive de ti, no paraíso que quis em ti.
Nesse jeito esquivo, que me faz perder no caminho para ti, na curvas que faço, para sentir as tuas....como é bom Beatriz, amar sem limite, beber de tua seiva, o amor suado, conseguido pela força da paixão que nos une, pelos abraços, pela energia vinda de ti.
Te amo Beatriz, mas não foi por um triz, não...!!!, foi porque quis.... e tu deixaste o amor fluir, entrar em cada poro de teu corpo, como a luz do dia que nos aponta o caminho.
Te amo Beatriz!. Tu és a minha bissectriz!!!.
As lembranças, as memórias, o filme de uma vida, do que nos fez felizes, será para esquecer?!!!. Oh!!!..., não, não vou esquecer, nem que isso me faça doer, pois a vida é viver mesmo sabendo que não te vou ter, mas não desisti.
Esse teu ar meigo, esse olhar inocente, esse sorrir de gente, esse teu beijar ardente... como sofro, como sinto a carência, a saudade de um amor a que não resisto, e não desisto de te ter seja sorrindo, seja com dor, ardor, ou sofrimento....mas acima de tudo te ter com muito amor, minha flor perfumada a rosmaninho, nesse "santuário", onde "rezo", onde confesso o amor, a paixão que quero divinos!!!.
Um beijo de amor, um beijo no coração Beatriz.!!!!
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

VIDA, BORBOLETAS E AMOR....


Num sorriso até mim vieste,
Pelo teu olhar te conquistei,
Em meu jardim cuidado,
Tu como borboleta em jardim celeste,
No teu voo em angulo fechado
Numa loucura esvoaçante desceste,
Te apanhei, agarrei, larguei, beijei
Sem fim!!!.... amei.
.
Não quis ferir teu voo
Tocando tuas asas delicadas
Sem magoar, esse teu corpo franzino.
Por entre rosas vermelhas dadas
Te beijei, amei, sem sentir pecado,
Ou não sejas tu minha amada!.
.
Cuidei de mim, me alindei para ti
Como jardim, para nele pousares...
E assim Beatriz..., amaste, sentiste
O odor de minhas flores ás cores,
Sempre envergonhada, zonza, atordoada
Ou não seja teu voo belo e errante,
O colo, o santuário meu procurado.
.
Te segurei pela mão, num esforço vão,
Uma luta de bem querer, bem amar
Enxuguei tuas lágrimas, segurei as minhas
Tolo que sou,
O amor é mais forte, nos faz sofrer,
Há!!!... lágrimas marotas, teimosas,
Que teimam em aparecer.
E tu Beatriz, borboleta cor mesclada,
Apesar de tudo feliz, porque amada,
Do vermelho quente ao rosa vivo escolhias,
Como que se o amor tivesse cores, voavas
Silenciosa, cuidada, curiosa, assustada,
Passavas por entre minhas mãos suadas,
Trementes de emoção,
Com batidas no coração, choravas!.
Porquê? Se amar não é pecado!.
.
E eu, qual jardineiro,
Do jardim cuidava, para teu voo rasante,
Naquele toque suave por onde andaste
Quis ser a rosa vermelha, flor tua preferida,
Desejei ser tocado pelo suave bater de asas,
Do teu errático voo,
E com ele, me perfumaste, recriaste,
A paixão, o amor onde te refugiaste...
De que foges, porque foges,
Se meu jardim é rico e variado?
Não mudes, as flores são eternas a meu lado.
Nelas encontras o pólen de vida
Que tu nos teus jeitos alados
Nesses voos indefinidos,
Como querendo fintar a sorte
Num pouso esquivo,
Num esvoaçar dançante
Tu amas, eu sou amado,
Beatriz, de que foges?...
Não sejas errante!
.
Essa borboleta que há em ti,
Esse teu perfume do teu movimento alado,
A brisa que num bater de asas
Em minha face provocas
Me seduzem, me levanta, me sufoca
Numa agitação, num estardalhaço
Eu grito, eu proclamo
Que a vida é....
Um acto de coragem, um gesto de amor
Num viver, amando ser amada
E não ter vergonha de ser feliz....
BEATRIZ!!!.
.
(prosa original Antonio Ferreira)

PARA TI, QUE EU AMO......





Retirei da Biblia este excerto do Livro Cântico dos Cânticos, que acho do mais belo, mais sensual que li, e porque vem de um personagem Biblico importante, tem a vantagem de sêr insuspeito....
A todos os que amam, respeitam, e vivem de paixão, dedico esta prosa para conforto e consolação de amores menos felizes....


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CANTICO DOS CANTICOS 4

OS ENCANTOS DA ESPÔSA

1

Tu és bela, minha querida
tu és formosa!
Por detrás do teu veu
os teus olhos são como pombas,
teus cabelos são como rebanho de cabras
descendo impetuosas pela montanha de Galaad,


2

Teus dentes são como um rebanho de ovelhas tosquiadas
que sobem do banho;
cada uma leva dois (cordeirinhos) gémeos,
e nenhuma há estéril entre elas.

3

Teus lábios são como um fio de púrpura,
e graciosa é a tua boca.
Tua face é como um pedaço de romã
debaixo do teu véu;

4

Teu pescoço é semelhante à torre de Davi,
construída para depósito de armas,
aí estão pendentes mil escudos,
todos os escudos dos valentes.

5

Os teus dois seios são como dois filhotes
gémeos de uma gazela
pastando entre os lirios.

..............................................................................................


9

Tu me fazes delirar, minha irmã, minha esposa
tu me fazes delirar com um só dos teus olhares,
com um só colar do teu pescoço.

10

Como são deliciosas as tuas carícias,
minha irmã, minha esposa!
Mais deliciosos que o vinho são teus amores,
e o odor dos teus perfumes excede o de todos
os aromas!

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Nesta Noite Que Me Assusta..., Eu Amargo A Desventura!!


Neste meu tempo de horror, em que a carne dilacerada sangra, sinto o esvaziar do corpo, a quebra dos músculos, as dores são muitas.
Tu Deus, que por vezes sinto que me abandonas, porque permites que eu morra aos poucos?
Onde está a minha alegria de viver? Onde está a razão do meu afecto dedicado, da minha busca incessante de paz, amor e felicidade?
Que fiz eu, Deus, que mal fiz eu senão amar, conforme me ensinas-te?
As dores são agudas, o corpo retalhado lateja, meu coração tem taquicardia, tenho vontade de morrer.
Que mal Te fiz, qual o meu pecado, porque carrego esta cruz, porque choro, quando deveria sorrir?
Tenho o sabor do sangue na boca, os meus olhos na vermelhidão ardente, e Tu aparentemente não me socorres..., onde estás?
Peno, arrasto-me pelas ruas do meu desespero, sinto o peso do madeiro nas costas, vergo sob as dores do coração..., dói tanto.
Terei eu que penar? Quando termina este sofrimento, quando???.
As minhas noites que já foram longas, e se tornaram alegres, voltam agora a serem pesadas, sofridas pelo peso das batidas do relógio. As horas parecem ter o dobro do tempo, e sinto a vontade indómita de me torturar, me auto-infligir dor, ingerir o erro, beber do veneno, morrer de dor, eu ... mereço!!!.
Nas minhas entranhas, no bater desordenado do coração, sinto as golfadas do amor saindo pelas brechas que o meu corpo não suporta.
O sentido da vida estranhamente desaparece, se esvai num suspiro longo, num desejo de que tudo acabe.
Esta noite, a minha noite, esta amiga que sempre me aconchega, vou viver a solidão, o minuto a minuto, o segundo a segundo, revendo, tentando perceber como posso sentir-me inútil.
Eu sou a "coisa", eu sou o "coiso", se calhar nem isso..., sou o monstrinho, o abjecto romântico com sabor a bolor, a mofo, o fora de tempo.
Esta noite vou ser eu, realmente eu, aquele idealista, altruísta, o inocente, se calhar... indecente.
Deus dos meus sofreres, se assim tem que ser... faça-se, eu posso vergar, sentir a dor, sentir a amargura da solidão..., mas ajuda-me a entender..., onde errei???
Se TU és amor, eu assim queria ser também, mas como é tão difícil.
Ilumina a minha alma, não permitas que a noite seja longa, nem que o escuro me torture, e ajuda-me a matar a sede com as minhas lágrimas..., a secura é muita, o choro me afoga, sufoca, me seca a garganta.
Deus bom, me ajuda, me faz compreender e aceitar as dores do coração, e não permitas que o demónio me tolde a visão, me encha o coração de ódio, e povoe a minha mente com a vontade de me magoar.
Perdoa-me se peco, ajuda-me!!!.
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domingo, 25 de outubro de 2009

Pelos Caminhos de Fátima, Procurei Encontrar-me….


Não quero ser maçudo, enfastiar todos os que me lêem, com um descrição ao pormenor do que senti na minha caminhada, contudo queria deixar alguns pontos de reflexão com todos os que nunca fizeram ou não esta peregrinação.
Em 6 de Outubro de 2009, saí de casa em Lordelo do Ouro pelas 6,30 h d manha em direcção a Fátima.
Esperavam-me 220 km de caminho, e estimo ter dado cerca de 315000 passos para lá chegar.
Caminhei só, num solidão total, só o meu alento, a minha vontade me levava a caminhar.
Resisti a dores, a choros, falei sozinho, rezei, senti o que é resistir por conta própria, mas nunca admitir que poderia desistir.
Massajei pés, pernas, anca, mais pés e sei lá que mais…, usei ligaduras para almofadar os pés, cremes, e anti-bolhas, caminhei ao pé coxinho, gemi, suei, mas consegui chegar, venci a dor, a resistência ao caminho, fui persistente, fui perseverante.
A minha caminhada, foi uma vitória da perseverança, da vontade de chegar, do querer, do cultivo da minha força.
Lembro muitas vezes, que no meio ao sofrimento, pedia a Deus que me permitisse chegar, me aliviasse a dor, me fizesse a cruz suave, e lhe pedia com firmeza que não permitisse que eu cedesse, que me ajudasse a chegar a Fátima.
As primeiras horas foram sempre dolorosas, porque até que o corpo aquecesse, as dores eram grandes nos pés, tal como na parte final das tiradas.
Reflecti, vivi os kilometros, olhei a vida, senti a presença divina em mim. E aprendi algo que só a peregrinação nos dá... A PERSEVARANÇA, a confiança em nós, e CONTEMPLAÇÃO, a cada kilometro, senti a presença de Deus, que a cada pedido meu me aligeirou as dores.
No final, a sensação de bem estar, de que fui capaz, e que ter esperança, fé é a chave para vencer as montanhas que a vida nos coloca pela frente como desafio da nossa tenacidade, e força, crença em nós mesmos.
Deus é grande, e tudo o que desejamos, se o pedir-mos Deus no-lo concede!!!!.

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Dia Primeiro – 6/Out 6,30 h da manhã
Porto ( Lordelo do Ouro) – S. João da Madeira (+/- 42 km)

De mochila às costas, com cerca de 6-7 kg de peso, arranco de casa, com ansiedade, com aquela sensação de que “serei capaz??? “
Não imaginei nunca o que são 220 km a pé, nem o que seriam em esforço e sacrifício e vontade de lá chegar.
Não levava a mínima ideia de que ritmo seria necessário para vencer esta etapa, pois eu, conhecido como sedentário crónico, carregava o temor de não ser capaz, de não vencer a distância em tempo útil.
De roupa ligeira, ténis adaptados, equipado com alguns produtos de saúde para estas circunstâncias, lá caminhei, e penso que o fiz com ligeireza assinalável. Era o meu primeiro dia, e o medo fez com que tivesse pressa de chegar.
Não fui cuidadoso, não ingeri líquidos que bastasse, nem a alimentação foi correcta.
De Lordelo a Santo Ovidio (saída do Porto) são 11 km, e demorei 1,30 h para percorrer essa distancia.
Já fora da cidade, rezei o Terço do Rosário, enquanto caminhava, e fiz minhas preces, meus pedidos de auxilio, de força e esperança, resignação para o caminho.
Passada larga, ritmada, fui vencendo os km’s, sempre com paciência, nunca desesperando a subida que tinha pela frente, bem como a recta interminável que mais parecia nunca acabar.
Caminhava sempre contra-mão do trânsito, e não levava colete, nada que me sinalizasse, por opção consciente minha.
As 12,30 h estava a cerca de 20 km do Porto, mas ainda faltavam mais 20 km.
Caminhei com força, e cheguei a S. João da Madeira pelas 16,30 h.
Em S. João da Madeira, apanhei a primeira chuvada, intensa, bem carregada, fazia fumo no chão de tamanha violência, encharquei, mas não parei, aproveitei para beber alguma agua directa da chuva.
As dores nos pés, nas canelas das pernas, e na anca, eram enormes, admiti desistir, chamar os para-médicos e pedir auxilio.
O último kilometro foi terrível, caminhei ao pé-coxinho até ao ponto de dormida.
Diria que foi o kilometro mais difícil do dia.
O quarto onde fiquei era no segundo andar, e posso dizer-vos que subi degrau a degrau agarrado as paredes, sobre os calcanhares, porque os pés não podiam mais com meu peso.
Caminhei 10 horas.

Dia Segundo – 7/Out

Por razões de saúde e bem estar, optei por ficar um dia em S. João da Madeira.
O tempo está mau, chove muito, e preciso descansar da caminhada do dia anterior.
Me cuidei, tratei dos pés, das pernas e da anca. Foi uma decisão feliz, que constatei mais tarde.

Dia Terceiro – 8/Out 6,30 h da manhã
S. João da Madeira - Águeda (+/- 44 km)

Recomposto, com os pés em relativo bom estado, iniciei a caminhada para Águeda.
Chovia muito, mas fui. Coloquei minha capa protectora contra chuva, num esforço ingénuo de me resguardar. Puro engano!!!!.
Fiquei pior que no primeiro dia, encharcado até aos ossos, molhadinho com a roupa bem colada no meu corpo.
Rezei o terço, sequei a roupa no corpo, não desanimei, antes pelo contrário, eu tinha mais força para caminhar. Saltei rios de àgua, senti-me uma sopa.
Na localidade de Branca, numa pasteleraria, mudei a t-shirt encharcada, por uma seca que comigo trazia, e por simpatia o dono da pastelaria ofereceu-se para secar nos formos dos bolos t-shirt agora encharcada. Acedi, dava jeito!!!.
Na volta, t-shirt tresandava a cheiro de bolos cozidos, e aqui e ali a t-shirt tinha marcas de açúcar carbonizado agarrado, o que lhe emprestava o odor empastado e enjoativo.
Mesmo assim agradeci, gentileza, é mesmo assim.
Subidas íngremes, longas, sempre preenchidas pelo roncar dos camiões que comigo cruzavam. Diria, que para além do esforço de caminhar, tinha um sacrifício extra, que psicologicamente nos derrota…. o ruído incessante dos motores, zurzindo nos nossos ouvidos…. De facto uma tortura real, enfadonha.
As estradas longas, intermináveis, as subidas, descidas, os pés sobreaquecidos, os joelhos, o respirar difícil, sede, tudo esta contido na caminhada.
Os pés doem um pouco, mas na parte final, será mais duro, eu sei.
Atravessei estradas, passei áreas de prostituição, observei animais abandonados presos a um corrente de meio metro, “guardando” nada, mesmo nada…. Só sofrendo. Afinal, eu sou bem mais feliz….caminho por opção, sofro por consciência, ao contrário daqueles pobres seres, que mesmo quadrúpedes, não terão escolhido viver acorrentados, esfomeados e sedentos.
Os últimos 9 km até Águeda, foram difíceis, terríveis, arrastei-me por nove kilometros, coxeando, gemendo as dores dos pés, das pernas, transpirando abundantemente.
Atravessei uma ponte terrível, com mais de 100 metros de altura sobre o rio Águeda, com uma única faixa em cada sentido.
Senti medo, senti de facto medo, mas não desisti apesar da fobia, o barulho dos motores
da deslocação de ar sobre mim, provocado pelo movimento das viaturas.
Senti tonturas, falta de força, secura, urgentemente precisava de açúcar, vontade de chorar!.
A dois kilometros do destino de descanso, entrei numa cafetaria e bebi duas garrafas de água com muito açúcar, ganhei forças, e continuei, era noite já.
Cheguei a casa da D. Filomena, gente boa, amiga, hospitaleira, que me receberam em Águeda, eram 20,15 da noite.
Exausto, cansadíssimo, tomei um banho retemperador, jantei, e conversei um pouco.
Fui para a cama eram 23,30 h, descansei muito bem.
Caminhei hoje 14,30 horas.

Dia Quarto – 9/Out 6,30 h da manhã
Águeda – Coimbra (+/- 46 km)

O dia esta com bom aspecto, não chove, está fresco, e caminho bem, apesar de umas dores nos pés, estão como que espalmados.
Este pedaço pareceu-me na sua parte inicial mais calmo, mais plano, e assim caminhei bem, com passada rápida, sempre constante.
Rezei o terço, fiz minhas preces, meus pedidos ao Divino Deus.
Ao fim de 4 horas de caminho relaciono-me pela primeira vez com outros peregrinos, talvez 15 pessoas, que caminhavam estendidas por uma boa centena de metros.
Uns mais rápidos outros menos, vinham de Baião, na zona de Amarante.
Caminhei talvez 5 kilometros ao lado de uma senhora, que não parava de falar sobre tudo. Senti cansaço, pois enquanto se caminha se falarmos, sinto-me mais cansado.
Fiz uma opção, e sob pretexto de uma bebida, me afastei, e optei por caminhar sozinho, sinto-me melhor, pois fico entregue a mim mesmo.
Almocei na Mealhada, descansei 1 hora.
Encontrei uma descida com mais ou menos 2 km, para de seguida encontrar uma subida enorme com 2 a 3 kilometros. Custou-me muito, pois subi lentamente, muito lentamente, mas subi.
Na estrada entre S.Clara e Coimbra, por duas vezes senti o medo de ser sugado pelo movimento de dois camiões, que sem sensibilidade não fizeram o mínimo para me evitar, forçando-me encostar-me mais às bermas.
Cheguei a Coimbra, eram 20 horas, cansadíssimo, muito exausto.
Chorei, senti o abandono, a solidão, as dores, e a vontade forte de desistir, não estava capaz de caminhar.
Descansei no banco do jardim cerca de uma hora, e depois procurei onde descansar.
Caminhei 14 horas.

Dia Quinto – 10/Out 7,30 h da manhã
Coimbra – Pombal (+/- 43 km)

Os pés doem, mesmo muito, mas comecei o caminho.
A saída de Coimbra tem logo como “aperitivo” uma subida íngreme de mais ou menos 4 kilometros.
Para iniciar não é mau, aquece os músculos, e fortalece o querer, a vontade de vencer.
Custou, subi devagar, mesmo devagar, pacientemente subi.
Rezei o terço, fiz minhas orações e preces.
Sol aqueceu, a chuva foi-se embora, veio o suor.
Caminhei forte, e este percurso revelou-se simpático, bem fácil de fazer tendo em conta os anteriores.
Poucas subidas, e de relevo agradável, mas com rectas enormes, daquelas que nos fazem sentir que nunca chegaremos ao seu fim.
Aprendi um pormenor nas etapas anteriores que usei nesta etapa…. Procurar nunca olhar em frente, mas sempre para os dois, três metros à nossa frente. Assim me defendia psicologicamente, assim ganhava resistência para a caminhada.
O sol ia alto, a transpiração era muita, bebia muita água.
Eram 11 da manhã, quando na estrada fui interceptado por uma equipa de televisão, a RTP.
Fizeram-me um pequeno questionário sobre o facto de não usar o colete reflector, nem pulseira sinalizadora.
Respondi com cortesia, bom senso, e fui presenteado com um colete, um boné, e uma pulseira reflectora.
Dei nota deste facto aos meus familiares, e pude ver que fui objecto de reportagem no dia seguinte, nos noticiários nacionais das 9; das 10, das 13 e 20 horas do dia 11/Out.
Foi um alento, senti-me bem, e por largos kilometros senti o entusiasmo de uma criança acabada de ser presenteada.
Após rectas enfadonhas de Pombal, após ter saciado a sede várias vezes, cheguei a Pombal, seriam 19,30 da tarde, diria já noite.
Instalei-me em residencial de boa qualidade, tomei banho de imersão, (já não tomava banho de imersão faz anos), e recompus-me bem.
Dormi bem, relaxei após ter jantado.
Caminhei 13 horas.

Dia Sexto – 11/Out 7,oo h da manhã
Pombal - Fátima ( +/- 45 km )

Ás sete da manhã, procurei saída da cidade em direcção à Nacional nº 1.
Encontrei duas peregrinas de nome Conceição e Isabel.
Vinham desde Valença do Minho, a norte da cidade do Porto, qualquer coisa como 450 kilometros de distancia!!!!!.
Isabel, menina calada, sofredora, martirizada pelos pés, caminha a saltinhos, passos curtos, muito corada, e muito concentrada no seu caminho.
Conceição, essa, uma maratonista das peregrinações, vem pelo que me disse, duas vezes a Fátima por ano, isto enquanto as pernas e a saúde assim o permitirem, segundo o que prometeu ela própria à Virgem Maria, pelas graças recebidas.
Boas companhias, crentes, devotas de Nossa Senhora de Fátima.
Se não fossem elas eu teria tido muitas dificuldades neste ultimo troço.
O caminho é específico, pois se faz pelo interior de sítios, lugarejos, longe da estrada nacional que até aqui era a via por excelência de caminhada.
Este trajecto incluía uma subida ao alto de Santa Catarina, uma serra com 800 metros de altura, feitos sob sol escaldante, e com via-sacra incorporada.
Este trajecto foi difícil, mas o alento de ser o último, deu-me energia para continuar em força.
Neste trajecto, posso dizer que rezei desde as 7 da manhã até as 19, 30 da tarde, hora a que chegamos a Fátima.
Os pés ferviam, as pernas doem, o suor me banhava, mas suportei.
Conceição, boa conversadora, boa companhia, se encarregava de promover a espiritualidade necessária para a chegada a Fátima.
Estou convencido, que não foi acaso esta companhia para mim, já que caminhei todo o tempo sozinho, e sinto que me foi dado o privilégio desta companhia.
Rezei o terço várias vezes, fizemos a via-sacra, fizemos cânticos, louvores e meditação. Foi lindo, adorei esta parte.
Esta caminhada foi feita também debaixo de um calor intenso, só amenizada pela espiritualidade que Conceição injectou no trajecto.
Cheguei a Fátima, com meus pés torturados, mas feliz.
Encontrar dormida foi duro, mas encontrei.
Nessa noite fui à Basílica, e assisti à procissão das velas, rezei o terço do rosário.
Estou feliz, consegui, apesar de nem de pé poder estar, mas consegui.
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