Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

******************

Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

******************

(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

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" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

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QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

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“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

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**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

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TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!
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quarta-feira, 22 de março de 2017

As flores e os.....sentidos!!!


Em março floriu,
Faz já tempo, não muito…
Uma flor emergiu,
De porte entroncado…
Que por amor se destacou
No universo ajardinado,
Que por bonita ser
De belo horizonte se chamou!
Pétalas bronze,
De olho negro invejado,
Oriunda da selva,
Que dita amazónica, ela brotava,
Com um grito imenso…
Ela amava!
Porte altivo, garbosa a condizer,
Seu caule robusto grita
Ferve e o desejo aquece…
…. A condizer, ou não seja ela…
O amor a viver!
Faz tempo, talvez cinquentas e tais,
Nem lembro de vê-la crescer,
Tais os encantos,
Que turvam a visão de meu ser.
Bravia e mansa talvez o “vento” a castigue,
Vergastada pela “intempérie”…
Se fez aparecer! Negando a sorte…
Mesmo sem Norte, nunca perdeu o porte!
Afinal a flor nasceu…., não deve morrer!
Linda flor, que cuidados quer,
Na noite escura se faz mulher!
Vem cheirosa, vem…
Deixa que te teu perfume me invada a alma,
Para que meu corpo possa verter as humidades,
Todas, todas antes de o sol nascer!
Não te deixes colher,
Porque flor linda nasce…,
Para se ver, nunca morrer!
Lindo prado florido o teu,
Que inunda de alegria o meu…
Se nome houvera que te aprouvesse…
Eu diria… stelamorfeu,
Flor rara, digo eu…
Insinuosa em jubileu,
Ostentando sua beleza…
Se me deu!
Te colherei no dia,
Em que por direito eu,
Te achar impregnada,
Cheiinha de amor meu!
Parabéns stelamorfeu…
Que os ventos não verguem
Tudo aquilo que és e …
É meu!

sábado, 29 de dezembro de 2012

O mar... dos meus afectos.


 Oh! mar, mar... quando te olho...
Perscruto o barulho que de ti vem,
Essa grandeza imensa..., imensa...
Do tamanho do mundo...eu... olho!

Mar imenso e cruel,
Que nossas almas  tortura,
Pelos seus rugidos...
Afasta minha cura,
Meus gritos sufocas,
Mas pensamento voa,
Pelos chamamentos teus,
Como quem suplica...

  "...vem, voa, caminha,
        não temas o meu ondular,
        porque quem vive de amor,
        não se irá afogar!!!  "

Tudo poderia ser... mel,
Sentir o leite correr,
As flores se abrir, florescer,
No jardim da paixão ardente,
Lutar contra o fel...
Tocar, beijar tua pele quente,
Ou não seja essa, sina minha!

Olho as aguas revoltas,
Agitadas pelo vento norte,
Como quem me quer torpe,
Te imagino amor, em voo,
Alada forte, de espuma branca vestida,
Por sobre a espuma do branco teu,
Eu fecho os olhos, sinto o céu,
Seduzo-me pelo teu porte,
Olho azul em sorte...
Me embriago, banho, encharco...
     ...aperto coração meu!
                                                
Oh!!!... mar cruel,
Sinto em mim a má sorte,
Alimentas a desdita ingrata,
Sei..., sinto..., tu mar és forte,
Mas te garanto..., Posseidon
É deus amigo, me dá a mão,
Apesar da intempérie,
Do rugido teu...
Te garanto, oh!... mar,
Não condenas em mim...,
O amor meu...,
 À morte!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

AMOR PELAS FRAGÂNCIAS E CORES FLORAIS!!!


Este querer  ter-te,
No meio das flores lindas
Nos jardins vastos, a perder de vista
Tomada de aromas soltos, perfumes únicos
Que os  ventos teimam em roubar,
Mas não sem que antes neles te banhar.

Ai...!!!, este querer ter-te,
Que de mim faz jardineiro,
De tantas flores colher
Meus braços cansam
De Janeiro a Janeiro.

Malmequeres, violetas,
Rosas, orquídeas,
Margaridas, antúrios e
Crisálias, tulipas...
Todas elas tão belas,
Todas...todas....lindas,
Sentidas no meu coração,
Degustadas na minha mente,
Pelas fragâncias delas vindas,
E pelos olhos que veem,
Pintados de verde, e de azul travestidos,
Que nem os teus...
É assim o meu mundo,
Imaginado, amado, pelo toque subtil,
Que faz de ti em mim,
O império dos sentidos meus.

Cuida das flores, que meus braços carregam,
Toma-lhes o odor, em braçadas...muitas.
Guarda-as em teu coração,
Deixa que teu sêr contemple
O que a gente sente,
E o coração que não mente
Pelas cores das pétalas, muitas...
Que o vento tenta e não vence
Caiam pelo chão, eu grito...
    ...mesmo que tentem,
         mesmo que trema o chão ....
            não há nada, não,
             que abale meu coração!!!
      ... em ti, amor de perdição!!!

(PROSA ORIGINAL ANTONIO FERREIRA)

sábado, 7 de abril de 2012

Desejo para ti.....


Desejo para ti.....

... Que o calor do sol te acalente os sonhos,
... Que a alegria da cor dos prados floridos, encham tuas retinas feitas de azul,
... Que a alegria do pulsar de teu coração te faça sentir viva,
... Que toda a energia do universo em ti flua,
... Que quando a noite cai, as estrelas te beijem,
... Que quando a tristeza te invada o pensamento, o divino te dê a serenidade,
... Que quando pela praia caminhes, escutes o ribombar das ondas nos teus pés,
... Que quando julgues que tudo acabou, penses que eu... existo,
... Que quando as lágrimas teimosas de ti caírem, sejam "coisas" de amor sentido,
... Que quando o dia amanhecer, logo penses no amor, na noite que vem a seguir,
... Que quando teu corpo sedento estremecer, encontres em mim o teu arfar...,
... Que quando o coração aperta, sucumbas sob os abraços de quem amas,
... Que quando teus olhos se fecharem, seja eu em tuas entranhas a... morar,

e então depois de tudo isto ...

... Que encontres em cada segundo de teu tempo uma razão boa para viver,
      com a coragem que precisas para subir no alto.
      E, assim saberei que estarás feliz, realizada e com teu coração amando feito sol da minha vida....


(Memorando Original de Ant.Ferreira)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Amor Pelas Palavras....




Os dias felizes da vida
As doces lembranças do coração
As guloseimas da paixão
O lambuzar das emoções
Tudo ali e aqui
Espalhado pelo chão,
Bem perto de nós
Juntinho aos corações
Das mãos dadas e apertões
Após noites de turbilhão.
Porquê fazer de um dia
aquilo que somos numa vida?
Namorar é bom, pois então...!!!

Coisas doces faladas ao coração
Enquanto olho o azul, azulão
Dos olhos teus, minha paixão,
Que procuro no mar
Sem sentir exaustão,
Mais parecendo,
Tritão esperando a sereia ilusão!

Oh! vida, vida...
Que te escapas de minhas mãos,
Que mal te fiz eu deusa
Para sentir tortura-solidão,
Não fizemos nós o trato do coração?
... amar sempre, sem medo da paixão!!!
Porque foges vida,
Porque não me seguras a mão?
Deixa o amor varrer,
Tomar conta do coração,
Fazer de ti, vida....emoção!

Pelos mares adentro,
Rumo ao céu, onde mora teu coração,
Mergulhado nas ondas vindas de ti, paixão
Eu encontrarei os lábios teus,
Os seios, as pernas, a gruta amor,
Enfim... a sedução,
Que pelos olhos azuis, feitos azulão
Farão de ti o mar dentro de meu coração!!!

(Prosa Orig. Antonio Ferreira)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pelas Sensaçoes boas de Amor Caudaloso....


Por esse rio,
Nessa correnteza,
Feita certeza,
De vida em ti….
Princesa….!!!,
Eu deslizo,
Sobrevivo,
Nos rápidos
Dos sentimentos teus!!!
Das turbulências,
De teu leito caudaloso,
Dos salpicos de agua doce,
Que encharcam corpo meu,
Faço vitórias de Morfeu!!!
Oh!!! Rio fogoso,
Que afogas o que é meu,
Te acalma, não te agites
Deixa que eu navegue
Sobreviva, me deleite
Pelas curvas, pelas quedas
Do teu correr…
Um dia dar-te-ei nome…
De mulher talvez
Ou não sejas tu,
O colo onde me posso acolher.

Oh!!! Rio,
oh!!! Mulher…
Teu nome vais ter,
Mesmo que não queiras
Te chamarei…
Rio mulher de amor
Em ti navego
De montante a jusante,
Faço de Ti…

Amante!!!!

.
(prosa orig. Ant.Ferreira)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pelos Dias Da Mulher...... Todos os Dias!!!!


Anteontem,
Ontem foi dia oito,
Hoje é dia oito
Amanha, depois e depois
Será sempre dia oito,
O dia internacional da mulher,
Que para mim é todos os dias.
(esta prosa posto hoje intencionalmente, para sublinhar
Que dia da mulher é sempre…) !!!



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Naquela noite,
Das virtudes femininas,
Faladas em calendário certo,
Olhamos as estrelas no céu,
Tentando conta-las,
Na ingenuidade boa,
Pelas mãos dadas,
Nos sonhos pensados…
Tantas vezes abraçados…,

Que tolos...,
As estrelas são belas,
Se iluminam nossos passos!!!.

Era teu dia, mulher,
Pelo calendário anunciado,
Que devia ser todos os dias,
Nesta vida dura
Neste amor suado,
Porquê ? ….
Sempre tão torturado!!!

Por onde andamos,
O que nós queríamos,
Ninguém nos impedia,
Nos amamos…
No meio a tantas alegrias,
Pelas Gafanhas das nossas vidas,
Entre loucuras, e pés molhados
No meio à canção por viola por ti tocada,
De ”Jardins Proibidos…..”
Falamos!!! ... Lembras?

As mesuras dadas
Naquela noite, eras tu…
Rainha dos meus desejos,
No jantar, a sala repleta
De senhoras felizes, eu vejo…
Nesta noite afirmativa,
No feminino falado,
Tanto, tanto…com muito folclore,
Pobres corações, ansiosos,
Meus olhos vêem,
Mulheres ali, risonhas,
E aqueles corações torturados,
Não amados!!!.

E nós olhados,
Nos desejos de um jantar,
Nas escolhas lambuzadas,
Do bacalhau com natas…
Lembras?!!!
Há tão feliz fui, faz anos
Que pelas Gafanhas,
Nas areias quase movediças,
Pelos nossos movimentos,
Corporais,
Ousados, desajeitados.

Oh! Praia amiga,
Das minhas confidências tidas,
Pela noite escura,
As estrelas lá estavam
Querendo ver
Para não jurar falso,
O pecado que quisemos
Pelo amor havido
Tão querido, sentias!.

Apesar do frio, da aragem
O calor dos corpos brotava
O suor, o amor, e…
Assim nossas palavras, calava
Deixando o pensamento voar,
Não fosse o canto
O sentimento gelar.

Era teu dia, e tu amavas….
E eu também…..não calava,
O amor que há em mim,
Gritava!!!!!.
.
(Prosa Original de Antonio FerreirA)
.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Por Viagens Em Meu Coração..., Lembranças Boas!!!!


Faz ano, faz tempo,
Em sitio templário, lugar monumento,
O piano em fundo tocava nosso sentimento
Na sala espaçosa, de amplos voos,
Sonhei, quis, tive, senti,
O aperto do coração que batendo mais,
Ecoou o amor num grito, em muitos ais…
Num passo, num gesto, corri, vivi,
Oh!!!.... Deus a sala é pequena demais…
Para o calor, o sufoco e tais…
Em meu peito amado…. Quero mais!!.

Nosso o dia, namorados enfim,
Por entre flores cheirosas,
De cores quentes vermelho vivo,
Ah!, rosas, em molho,
Que meu coração vê, em meu peito olho…

Queríamos dançar, abraçar, beijar
O temor pelo pudor castrante,
No sentimento bem fundo, amante,
No meu peito calar, embalar… , esbater,
Há!!!... Noite feliz, quase me fez chorar
Tal o calor, o sufoco,
Que doce amor me fez vibrar.

O tempo urgia,
Impaciente eu sorria…

Pelas emoções, pelas palavras
De amor sentido, batido
Em noite estrelar,
Falamos, amamos,
Fizemos, calamos
Em nós os prazeres privamos.

Hotel imponente, a preceito
Nabão a seus pés, pois então
Silencioso, mais parecia dormir
Depois da noite amada,
Por nos ver amar, na volúpia,
Na loucura, mais parecendo
Que o mundo ia acabar.

Abraços loucos, beijo intenso,
Recordo, choro o tempo ido,
Num gosto nostálgico
Num sabor eterno
Um amor vivido, sofrido
Nunca esquecido, nem perdido.

Prometemo-nos mundos
No meio a doce espumante
Brindamos….!!!,
Aí, tanto nos abraçamos,
Nessa noite longa, tão sonhada
Molhada, transpirada…
Afinal dormir, é coisa errada.

E naquele castelo, de ameias erguidas
Lembramos tempos, vivemos sonhos
Abraçados pois não, nas mãos… cruzadas,
Olhamos fundo, o sol nos banhava
A cidade Templária nos acolhia,
Oh! tão bela, que para nós sorria,
Nos dizia …
…. “Nos meus braços
estendei vossos mimos,
Esses amores incontidos,
nunca desfalecidos,
tão vivos, tão fortes,
que meu colo parece pequenino,
pois grandes são vossos dotes”

.
(Prosa Original de Antonio Ferreira)
.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tempos Felizes.....

Na festividade da vida que também é minha
Essa alegria me enche o coração, me alivia
Pelo sentimento de querer viver o momento
Que não sendo o primeiro, quero seja eterno
Porque assim, na fogosidade que a idade oferece
Eu faço em mim, da juventude uma prece,
Um aconchego, ternamente!

Oh!, Beatriz dos doces contornos, faces boleadas
Tuas cores rosadas quando amadas,
Que nem pétalas de rosas vermelhas orvalhadas!.
Com teu sorriso lindo ao meio d’uma gargalhada
Num momento te sinto, n’outro me escapas
Há! Beatriz, tanto te busco, tu queres e eu faço!
Meu coração bate, exausto, tão fraco,
Como te quero, mansamente!

Nestes momentos únicos de sentimentos profundos
Calores, odores, e mais perfumes, de teu amor
Eu sinto a paz que medeia entre dois mundos.
Corro por ti, num frenesim que quero tolo
Numa esperança que não tem fim, sempre crescente
Num grito de amor eterno em tua mente,
Me beija ternamente!

Vivi estes tempos, de celebração a contento
Numa luta que me cansa e alimenta
Procurando o calor do ventre, colo sedento
Do amor latente que em mim fervilha.
De norte a sul, em ida geográfico-descendente
Que contrário ao meu amor sentido e crescente.
Eu quero, eu vivo…. ternamente!

No meio de um voto, d’uma alegria de ano mais
Ao meio de uma celebração merecida, sangria sagrada.
Quis fosse para sempre recordado o dia que agora passa
Não fosses tu…. Beatriz, minha amada!

Ohh!! Sangria, me traíste o sentido, meu senso quase toldado.
Nos copos de cristal, aos montes, num repasto original
Que ambiente criado bom, gula não foi, porque amado
Porque por amor festa merecida, foi celebrada
E tu Beatriz, desejada!.

Viver, sonhar, chorar de alegria em praia Vascaina
A sul, molhado num mergulho desejado dado
Do teu despir, do teu fato de banho ousado
Sob o teu olhar recuado, receio infundado
Pelo temor do olhar alheio desconfiado,
Vem amor, quero ser amado!.

Há! Beatriz, essas noites, de tempero amor,
Carregadas de calor com abraços, beijos e cansaços,
No meio de sentimentos gratos, pelos olhos molhados
Derramados, os amores guardados faz tempo,
Mais parecendo que me esvaio em lágrimas de sangue.

No meio a gnus, avestruzes e seus parentes
Nas mãos dadas por amor queridos, olhamos os primatas
O pó atormenta nossas narinas, enquanto o zoófilo
Atento explica a morfologia animal, e eu ali amado.

Beatriz, lembras aquele rio leito caudaloso
Que por brincadeira, abraçados, descemos, em jangada
Salpicados pela água, como que querendo benzer
Namoro amoroso, que em abraços protectores
Pelo perigo do olhar alheio pareço querer proteger?.

Tu Beatriz, dos sorrisos belos, lábios cor de romã,
Me enches o peito de amor, quando num movimento,
Meu conforto encontras, no calor d’um sentimento
Deixa que meu coração tenha o que sente,
Não que seja por um momento, que seja eterno.

E tu Beatriz, de frescuras matinais
Do olhar doce, do beijo de veludo, vem até mim
Vem namorar-me, embalar-me nos teus braços, enfim
E assim, acalmar meu coração, sôfrego, ofegante
No amor que sendo meu, te quero dar, qual Morfeu.
Que seja eterno, Beatriz o amor que me deu!
Te amo Beatriz, amor meu!, vem namorar-me!!!.
.
(Prosa Original: Antonio Ferreira)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Amor e dúvida, ou paixão reprimida?

Dos pensamentos, dores e angústias de que somos feitos
Nos turbilhões, confusões, de esperança repletos,
Com amores no coração profundo cravados em dor
Negados pelo terror de adivinhados serem
Nas dúvidas em cabeça quente exigente, a tua,
No sufoco de um desejo, reprimido por mente censória
Este amor que queremos vivido, embora sofrido
Pelo gosto de um abraço longo, como se de ar vital se tratasse,
Num olhar esguio, melado, vidrado de desejo sem embaraço
Naquele beijo molhado, sufocante de ardência
Sinto o tremor de uma hesitação, que sendo boa me aflige
Que me aguça a vontade de te ter num instante
O amor resistente à mordaça do “bem parecer”.

Meus sonhos em “viagem” ti adentro
Os sentidos embriagados pelo desejo são enrolados
Quais loucos de amor no prado verdejante fresco
Como rio caudaloso, transbordante de amor bom
Oh! Bendita sede que de mim tomaste conta,
Que me obrigas a saciar em fonte recolhida, escondida
Em teu corpo que sem maldade, fazes o gosto,
Me fartas o coração de secura vivida, faz tempo
Do amor adormecido num lamento, abafado.
Pelo toque suave, d’um encontro querido, não desejado
Da amargura de não poder gritar as venturas da paixão havida
Não poder arriscar, acordar outros, que sem compreensão
Nos farão sofrer, torturar este desejo de voar por sob os campos
Em jeito alado, de cabelos soltos ao vento,
Mostrando teu peito de branco alvo, qual amazona em acto bravura.

Testa franzida, sobrancelha hirta, olhar fixo
Do raspanete por erro cometido, eu aceito, pois não
Do perdão tido, por postura ajoelhada me sujeito
Por amores mesmo que imperfeitos
Te queria dizer…… amo-te!!!

Noite farta, calor sufocante, água refrescante
Nesse teu olhar molhado, mais parecendo que choravas
Quis adivinhar como quem “espreita” teu coração,
Pelos olhos teus, que pequeninos são, brilhantes, mais pareciam gritavam
Ás estrelas que há no céu, em noite escaldante, que mesmo errantes
Os desejos, queridos calados estão.

Das vontades incontidas transpiradas, num movimento fatal
Nos Beijos roubados, que não o foram……afinal,
Senti o coração quente, confortado, já que o amor havia acordado.
Pois dormia, faz tempo….. coitado!

Numa palavra linda, de sorriso espontâneo,
Te olhei o coração rasgado, pelas asas d’um condor malvado
Que não sabendo o que é amor calado
Martiriza corpo frágil, com bico afiado.

Oh! movimento tolo em tua cabeça oscilando, como que temendo
Não querendo o que mais desejavas, aceitando, o pecado
Daquele momento intenso, que eu guardo, eu choro….
O amor adormecido, agora acordado.

E num gesto tenaz, como querendo prender-te no amor abraçado
Como querendo dizer … te amo, eu juro eterno amor sufocado,
E gritarei até que a voz me doa…. e a rouquidão não abafe
A ventura que é amar, sentir e ter-te um gesto continuado já que…
Mil anos que viva, mil anos te amarei..., mesmo calado.

Oh! Luz do coração, das dores evitáveis,
Não destruas a emoção, a sensação da paixão
Que valores sociais imorais, hipócritas porque não
Remetem para as “galeras” do coração morto, sem batida.

Pelos perigos enfrentados, pelos temores no corpo enterrados
Por falsos arautos doutorados, talvez falhados,
Te quero dizer….te amo, te amo….
E se a morte acontecer, vier sem nos cuidarmos
E se assim Deus quiser…. te garanto,
Até que tudo possa acontecer, sem medo
Te verei no nascer do sol do ”outro” lado.

E qual alma gémea encontrada, que alguns teimam separar
Nos encontraremos nos tempos, que os tempos nos farão chegar
Numa eternidade, que quero viva, não desfalecida
Pelo amor que há em ti, que brota da fonte que no teu coração mora.
Te direi, princesa, sirigaita bonita…
Que mesmo na eternidade, te amarei,
Sem que a saudade mate o que sempre amei.
.
(Original Antonio Ferreira)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

No..... Ou Pensamentos De Uma Paixão?


No sentimento abundante que a distancia corta
No silêncio de uma dor teimosa que habita em mim
No querer vencer sem nada fazer que te faça sofrer
No querer ter sem contudo pensar o amor que é meu
No sentir, amar, chorar…nunca odiar!
No viver na sombra de uma peneira, sob um sol escaldante
No sorrir por uma razão que nem eu sei porquê
No desejo de ter o que idealizei, pensei só meu
No temor de perder algo que conquistei com ardor e dôr
No horror da saudade torturante, que me esmaga o coração
No estremecer quando em ti penso, mesmo quando durmo
No gosto que a minha boca mantêm de um beijo teu
No apetite de devorar o que me faz bem, e fez “crescer”
No ir e voltar e nunca cansar de te ver
No estar em ti mesmo que tu não estejas perto de mim
No palpitar de uma arritmia cardíaca, quando julgo te rever
No pensar que não te vejo, mesmo quando te procuro
No saber a que me obrigas ter, não vá eu perder
No cuidado que me infliges, quando pelo silêncio te penso longe
No colo que sinto quando em ti choro, num conforto de amor
No toque suave que teu olhar me provoca, quando te olho nos olhos
No prazer de sentir minha, a vida que não deixo de querer perto
No momento que te encontro amorosa, desejosa, libidinosa
No teu estilo querida-teimosa, talvez teu “truque” de me ter
No teu coração bom, que simulas estar duro, como quem disfarça que nada aconteceu
No teu olhar desejoso sofrido, guloso de uma carícia minha
No teu beijo escondido, roubado não vá o diabo tece-las
No teu abraço longo quentinho, que me afaga o sentimento
No teu respirar lento ofegante, de quem sofre de um lamento
No teu querer ser e não ser, apesar de tudo de mim quereres
No amor sofrido, que bandido não quer ser, porque destemido
No meu desejo eterno de te querer, pelo que és…
No perfume de teu odor eu me banho, cerrando meus olhos te possuo
No poder de minha mente torpe por uma paixão vivida não morta
No meu querer ter-te, e nunca desistir de vencer a barreira que nunca me há-de abater..
No meu encanto de ter sentir mesmo que estejas longe
No meu sofrer que não quero ver morrer………
..Eu encontro a razão de uma paixão que sei vai vencer
…Mesmo que o papado entenda este amor não merecer viver…
….Pois só Deus tem o poder de o amor fazer viver….
…. se d’Ele não vier o sentimento isso merecer.
No fazer, querer saber, sem que nada o faça prever……
……eu saberei sofrer aquilo que por amor eu vou querer.
“No” Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis assim criadas…
…….Eu encontrarei a força-amor semeada em corações ardentes
…….pela mão d’Um Senhor-Deus anunciador d’um amor que nos foi dado e por alguém não querido...
No amor vou vencer….. nunca morrer!!!!
.
(Original Antonio Ferreira)

sábado, 4 de julho de 2009

Esses Amigos, Tão Amigos....


De teu nome sagrado, Fátima,
De oração convertida,
Do teu sorriso nunca cansado,
Mas vivida,
De amor calado e sabor amargo de vida
Tu és a fonte de riso,
Esperança em minha vida.

E depois de tanta canseira
Com fraca questão
Tu não desarmas pois então
Insistes na minha sorte, na minha vida

Te esqueces que também sofres,
Embora vivida...
Não encontras a sorte no afecto perdido
Que pensas estar esquecido.

Não deixes de sonhar, querida
Pensa no que fazes comigo, na amizade pedida
E junta o coração contigo, vem..., cantar alegria!.

Nesse teu jeito expansivo
Alegre, divertido, assertivo
Fazes as delicias de mim, entristecido
Que sempre sorrio embebecido
Pelo afecto, amor talvez
Que eu penso nunca ter merecido

Mas tu teimosa, generosa
De coração franco, quentinho
Fazes de mim um fregues
Que nunca te deixará de enviar um beijinho!!!.


(Orig de Antonio Ferreira)

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amores em Noites de S.João!!!




Neste tempo de romaria popular, alegrias aos molhos alecrim
Nossos santos de pagode celebramos, cantamos enfim,
No repasto de uma sardinha assada, que pimentos pede a preceito
Lembro a festa passada, faz ano que vivemos brincando
Os martelinhos, com seus sons agudos, nossos ouvidos torturados.

Numa terra de pescadores, a norte de invicta terra,
Com olhares trocados, de uma noite folgazona, nunca cansados
Nossas mãos cruzamos em atitude louca
Confusão nocturna, corações divertidos, alegres,
Num esgueirar de corpos no meio de ondas de humanismo
Alegrias vividas, exultadas pelos nossos olhares curiosos
Num brilho solarengo, pois noite fazia.

Num grito, num ai, num susto caminhamos
Por entre hordas de povo bom, saudoso, folgazão
E eu ali, num mar agitado de ilusões partilhadas
Cuidando do amor sorriso, “shunshine”, pois então.

Lembro, recordo minha paixão contida pela razão
E já noite dentro, já o cansaço acercava, nossos olhos ardentes
Nos corpos exaustos, da caminhada, estafada.
Pálpebras cerradas, sono espreitava
Na noite adiantada, pela rua estendida, caída
Eu caminhava, apanhando os bocados de amor
Que pela excitação, vibração havida,
Caiam pela calçada, tão cheio estava o coração.

Uma lágrima seca aqui, um sorriso ali, um beijo perdido acolá
De tudo eu recolhi, já que jóias valiosas eram, kilate elevado
Para em lugar de veludo vermelho, seu corção guardar,
Não vá a saudade apertar, e eu assim a poder matar.

E quando o sono chegou, quase nossas pernas dobrou
E nós teimosos queridos cedemos, por entre afagos,
Vontades de resistir ao fechar de pálpebras anunciado
Por gostar de ver em nossas faces o amor sorrir rebelde
Brotar, jorrar em catadupas de paixão vibrado e jurado.


(Prosa orig de Ant.Ferreira)
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mãe, Minha Mãe.....


Mãe…..

Mãe, três letras uma vida…….
Esta palavra mágica, que tanta segurança nos dá, talvez mais que um exército.
Sempre fugimos para o colo da mãe, sempre choramos no colo da mãe, ela é o ponto de inicio e partida….mas, também de chegada.
Mãe, aquela que nos recebe sempre, mesmo depois de tanto a termos magoado, aquela que sempre acha o seu filho o melhor de todos os seres humanos, e para quem seu filho antes de mais é ……seu filho, seja ele bandido, louco, ou delinquente comum.
Sempre gostamos do que a mãe faz, porque sempre faz melhor que todas as outras pessoas, mesmo por vezes que a nossa própria mulher que amamos…. a mãe, é o nosso selo de segurança, é a nossa certeza de que mesmo sendo por vezes mauzinhos, sermos seguramente amados.
Ela chora no silêncio por nós, reza por nós, tira de sua boca para nós….a mãe há só uma…. A nossa e mais nenhuma!!!.
Podemos perder amores, perder lotarias, viver num inferno…. mas, todos os caminhos vão dar à mãe, aquela que nos quer, seguramente nos quer e muito ama, mesmo que nós sejamos o patinho feio da turma.
Sempre se deita tarde, garantindo que seus filhos estejam em paz, e sempre se levanta cedo, preparando a lide diária…!!!
A mãe, é coisa de outro mundo, é o mundo de onde nós saímos.
Paciente, nunca critica nossos actos, sempre pronta a perdoar, querendo todas as vezes nos empanturrar de comida, não vá a prole ficar fraca fisicamente. A mãe é assim!!!
Podemos trocar de camisa, sapatos, carro e até de namorada, mas da mãe não abrimos mão…ela é nossa, e mais nada.
Sempre fomos queixinhas, sempre as massacramos com as nossas fraquezas, e a ela confessamos nossa debilidade, porque sabemos que aquele ser de candura alva… nos ama, nos respeita, nos conforta, nos quer bem…, ela é o refugio dos refúgios, é o primeiro lugar que procuramos e o último que largamos, porque lá estão todos os perdões, e consolos de uma vida.
Por vezes nem nos damos conta de que ela, (mãe…) é também um ser sofredor, carente, e também por isso necessitada de apoio, e amor, muito amor, mas nós, sempre nos esquecemos, e assim debitamos nossas querelas, nossas tricas, nossas mesquinhezes sem sentido, no colo dessa mulher, fonte de tudo na nossa vida.
Nos ensinou a caminhar, e até comer, falar, e nos fez de tudo para que nada falte, porque mãe sofre, quando sente que não pode dar o que deve dar a um filho, ela é mártir na natureza.
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-Mártir no parir, no nascimento, porque de dores não falo, já que eu próprio não suportaria tal provação, mas a mãe sim, vai, e repete as vezes que for preciso.
-Mártir no criar, educar, porque faz disso uma missão, um acto de vida e amor, pois se priva antes demais de si própria para que nada falte ao seu filho.
-Mártir na vivência, porque ela própria confrontada pela realidade, muitas vezes cruel, de um filho transviado, sempre o acolhe, protege e bem diz.
- Mártir quase sempre pela vida fora, pois a mãe tem no seu filho, a projecção do seu próprio ser físico e espiritual…, o que é bom para ela é-o implicitamente para o filho e vice-versa.
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Quando um dia a mãe "partir", sentimos que algo de nós se vai, algo mesmo insubstituível, algo da nossa alma, vida …e amor.
É a sensação mais cruel do filho…. a perda da mãe, porque ele sabe que a partir dali, seu refúgio espiritual de vida se foi, não mais existe.
Quantas vezes minha mãe se negou a si, para bem de mim?!!!....
Não tem conta, e eu mal agradecido nem obrigado disse.
A mãe deve, a mãe chora, a mãe tem, a mãe colhe, a mãe aconselha, a mãe defende, a mãe….. ama!
Essa mãe que todos temos, e que por vezes egoisticamente esquecemos, é de carne e osso tal como nós, e sofre da mesma forma….mas sempre cala, sempre nos segura a mão, nos dá colo e faz-nos sonhar.
Podem acontecer a guerras todas no mundo, pode a terra tremer, podem cair as estrelas, porque desde que estejamos no seu colo, nada de errado, maléfico nos pode acontecer.
A mãe, essas três letras, são a fundação da vida, diria do amor verdadeiro, real, desinteressado, o único amor que sabemos ser pelo que somos e não pelo que temos….o amor puro, real.
Á minha mãe, gravemente doente, que caminha para Deus, que hoje mais que ontem e que anteontem, precisa ela agora de mim, lhe digo…..
Te amo mãe, te amo, não te vás, te aguenta mesmo que para isso tenhas a dor como companhia, porque no dia em que não estiveres… eu serei o homem mais pobre deste mundo, largado à sua sorte, e sem a tua cumplicidade amiga, no amor que sei ser verdadeiro que quero eterno e a morte nunca mo há-de roubar.
Fica mais um tempo entre nós, continua a ralhar comigo, me dá teu sermão, me obriga a comer a sopa, força a que eu descanse, a que eu me cuide, porque no dia em que tu não me fizeres isso….eu serei vagabundo por amor.
Mãe minha, meu colo, amparo e refugio, que nunca tiveste uma palavra de critica, mesmo nos momentos em que eu mais merecia… não me deixes, e permite que eu te possa devolver agora que mais carente estás, o pouco, só um pouco do amor que por uma vida me deste e fizeste crescer em mim.
Tu serás eterna na minha memória, tu serás o meu conforto sempre….
Te amo minha mãe querida!!!

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Uma prosa para a minha (nossas) mãe.....
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Na manhã do meu amanhecer
Depois de uma noite sofrida
Que mesmo antes de eu nascer
Mesmo só pela batida
Eu ja sabia que me amavas
Pelo pé travesso na tua barriga
inchada de amor numa noite de briga.
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E quando eu saltei de tua entranha fora
Num grito livre, enorme gritaria
Sujo de sangue placento
Cordão umbilical presente de vida
Mesmo esventrada, mal cosida...
Por nascimento dorido, mas querido
Me acolheste em teu colo ofegante
num, beijo quente, aconchego merecido.
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Das papas, e fraldas trataste
Em noites frias de inverno
Nao sei como inventaste
Tanto calor, amor materno.
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Da surra merecida,
À sopa mal comida,
Mil coisas criaste, numa ilusão
Duma gluseima oferecida
Na ansia de me bem tratar
Ver-me crescer forte
Num orgulho carnal,
De filho teu que queres imortal.
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Nas minhas dores estiveste presente
Eu nas tuas talvez não,
Como sou pobre de coração
Se me olho, quando me dás a mão
Me defendes, lisonjeias
Por vezes imerecidamente
Fazes de mim,
Anjo da guarda emergente.
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Da critica não ouço,
Do teu conselho escuto,
Por vezes orelhas moucas faço
Tantas as vezes que num cansaço
Não desistes de me fazer bem
Construir, edificar
O homem que há em mim.
Obrigado.... mãe!!!
(prosa Orig de Ant Ferreira)
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Amor distante.....



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Esse amor distante, longínquo,
D’um desejo ambíguo,
De querer ter não ter
O que não quero proibido,
Uma saudade imensa me invade
Porque amado muito sofrido
Na dor que lágrimas afogam.

Minhas lágrimas derramo,
Por este amor distante querido
Que mesmo sabendo da dor,
Eu não saiba nem perder queira
Como vou perdendo ganhando,
Num sabor amargo, não vencido
Nesta luta desigual, desumana besteira
Que pela distancia matreira
Continuo a amar intensa maneira
Mantendo a constância, d’um amor
Fundado nos nossos corações
Se não se deseje perene ou eterno queira.

Pensamentos longos, molhados
Em pessoa ausente, distante, pensante
Desejos tolos bem presentes, coitados,
Corpo amante, vibrante…não sabes
Dos enganos a que sujeito foste
Dos golpes de coração vergado
Castigo doce sentido e desejado
Mas que tu, corpo, não negaste
Pelo favor de amor encontrado.

Que da tua face
Lembro a suavidade d’um olhar calmo
De brilho cristal, na lágrima traiçoeira
De um arfar desejado, mantido
Até que o amor queira.

Ternura e amor, no teu beijar
Passar as mãos no teu cabelo molhado,
Sentir fogo nos devorar e nos deixar queimar...
Nesta fornalha por nós incendiada
Que a loucura nos tome, enlouqueça
Para logo sermos vencidos
Que consumindo-nos neste fogo ardente,
Te abraçar longo pela cintura formosa
No calor suave, duma força minha
Em tua fornalha de amor carente
Numa exausta duma paz ganha
Pelo suor vertido,
Que um amor incontido, sente!!!

Febre delirante, não calmante
De um beijo mais, que roubado seja…
Na loucura tola de ser amante
D’um grito quero ouvir…o gemido,
Tido seja, o amor distante sentido
Do sonho que sei não ser errante
Tenho saudade, deste amor distante.

Fecho meus olhos, te sinto,
Abro meu coração te amo
Te abraço e quero num beijo perdido
D’uma vertigem vivo sem sentido,
No meu querer tolo do amor despedido
Num grito estridente, na rouquidão
De uma garganta quente
Chamamento intenso, de loucura ardente,
Ah! Este amor distante, que saudade….
Está sempre presente!!!.

(Prosa orig Ant Ferreira)
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Se Tu Soubesses.... Beatriz!!!


Se tu soubesses, de amar falar
Imaginasses o amor entrar
No santuário de teu coração fechado
Nesse sofrimento que não deixas acabar
Numa dor que fazes eterna,
Na angustia de ti saber amar
Te escondes na colina de nevoeiro brando
Te pressinto o vulto ágil esquivando
Disfarçado pelo teu amor verdade
Que tu queres apagar da mente eterna
Dos nossos seres, amantes tolos
Dos sonhos molhados num abraço
Tantas vezes jurados, depois de amados.

Se tu soubesses, de amar falar
O nosso sorriso seria eterno
Os nossos abraços sentidos
Os beijos desejados, lábios colados…
E depois de uma loucura abraçada,
Sentir o fogo nos devorar,
As entranhas que nem carqueja,
Nos deixaríamos soçobrar,
Desejando que nunca amanheça.

Se tu soubesses, de amar falar,
Imaginar só de ouvir o coração
Tanto palpite, tanta emoção
Tanto transbordar, que eu sei
Nunca mais ires encontrar.

E depois da loucura, amar
Nossos corpos colados
No suor do estertor amor
Nos gritos dos ais descontrolados
Nas dores dos gemidos tolos,
Cantados, chorados, desejados
E depois calar e, deixar os olhos
E os lábios … falarem!!!
Se tu soubesses, de amor falar…
Saberias que nunca me deixei de dar!!!.


(Prosa Orig Ant Ferreira)

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