Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

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Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

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(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

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" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

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QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

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“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

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**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

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TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mãe, Minha Mãe.....


Mãe…..

Mãe, três letras uma vida…….
Esta palavra mágica, que tanta segurança nos dá, talvez mais que um exército.
Sempre fugimos para o colo da mãe, sempre choramos no colo da mãe, ela é o ponto de inicio e partida….mas, também de chegada.
Mãe, aquela que nos recebe sempre, mesmo depois de tanto a termos magoado, aquela que sempre acha o seu filho o melhor de todos os seres humanos, e para quem seu filho antes de mais é ……seu filho, seja ele bandido, louco, ou delinquente comum.
Sempre gostamos do que a mãe faz, porque sempre faz melhor que todas as outras pessoas, mesmo por vezes que a nossa própria mulher que amamos…. a mãe, é o nosso selo de segurança, é a nossa certeza de que mesmo sendo por vezes mauzinhos, sermos seguramente amados.
Ela chora no silêncio por nós, reza por nós, tira de sua boca para nós….a mãe há só uma…. A nossa e mais nenhuma!!!.
Podemos perder amores, perder lotarias, viver num inferno…. mas, todos os caminhos vão dar à mãe, aquela que nos quer, seguramente nos quer e muito ama, mesmo que nós sejamos o patinho feio da turma.
Sempre se deita tarde, garantindo que seus filhos estejam em paz, e sempre se levanta cedo, preparando a lide diária…!!!
A mãe, é coisa de outro mundo, é o mundo de onde nós saímos.
Paciente, nunca critica nossos actos, sempre pronta a perdoar, querendo todas as vezes nos empanturrar de comida, não vá a prole ficar fraca fisicamente. A mãe é assim!!!
Podemos trocar de camisa, sapatos, carro e até de namorada, mas da mãe não abrimos mão…ela é nossa, e mais nada.
Sempre fomos queixinhas, sempre as massacramos com as nossas fraquezas, e a ela confessamos nossa debilidade, porque sabemos que aquele ser de candura alva… nos ama, nos respeita, nos conforta, nos quer bem…, ela é o refugio dos refúgios, é o primeiro lugar que procuramos e o último que largamos, porque lá estão todos os perdões, e consolos de uma vida.
Por vezes nem nos damos conta de que ela, (mãe…) é também um ser sofredor, carente, e também por isso necessitada de apoio, e amor, muito amor, mas nós, sempre nos esquecemos, e assim debitamos nossas querelas, nossas tricas, nossas mesquinhezes sem sentido, no colo dessa mulher, fonte de tudo na nossa vida.
Nos ensinou a caminhar, e até comer, falar, e nos fez de tudo para que nada falte, porque mãe sofre, quando sente que não pode dar o que deve dar a um filho, ela é mártir na natureza.
.
-Mártir no parir, no nascimento, porque de dores não falo, já que eu próprio não suportaria tal provação, mas a mãe sim, vai, e repete as vezes que for preciso.
-Mártir no criar, educar, porque faz disso uma missão, um acto de vida e amor, pois se priva antes demais de si própria para que nada falte ao seu filho.
-Mártir na vivência, porque ela própria confrontada pela realidade, muitas vezes cruel, de um filho transviado, sempre o acolhe, protege e bem diz.
- Mártir quase sempre pela vida fora, pois a mãe tem no seu filho, a projecção do seu próprio ser físico e espiritual…, o que é bom para ela é-o implicitamente para o filho e vice-versa.
.
Quando um dia a mãe "partir", sentimos que algo de nós se vai, algo mesmo insubstituível, algo da nossa alma, vida …e amor.
É a sensação mais cruel do filho…. a perda da mãe, porque ele sabe que a partir dali, seu refúgio espiritual de vida se foi, não mais existe.
Quantas vezes minha mãe se negou a si, para bem de mim?!!!....
Não tem conta, e eu mal agradecido nem obrigado disse.
A mãe deve, a mãe chora, a mãe tem, a mãe colhe, a mãe aconselha, a mãe defende, a mãe….. ama!
Essa mãe que todos temos, e que por vezes egoisticamente esquecemos, é de carne e osso tal como nós, e sofre da mesma forma….mas sempre cala, sempre nos segura a mão, nos dá colo e faz-nos sonhar.
Podem acontecer a guerras todas no mundo, pode a terra tremer, podem cair as estrelas, porque desde que estejamos no seu colo, nada de errado, maléfico nos pode acontecer.
A mãe, essas três letras, são a fundação da vida, diria do amor verdadeiro, real, desinteressado, o único amor que sabemos ser pelo que somos e não pelo que temos….o amor puro, real.
Á minha mãe, gravemente doente, que caminha para Deus, que hoje mais que ontem e que anteontem, precisa ela agora de mim, lhe digo…..
Te amo mãe, te amo, não te vás, te aguenta mesmo que para isso tenhas a dor como companhia, porque no dia em que não estiveres… eu serei o homem mais pobre deste mundo, largado à sua sorte, e sem a tua cumplicidade amiga, no amor que sei ser verdadeiro que quero eterno e a morte nunca mo há-de roubar.
Fica mais um tempo entre nós, continua a ralhar comigo, me dá teu sermão, me obriga a comer a sopa, força a que eu descanse, a que eu me cuide, porque no dia em que tu não me fizeres isso….eu serei vagabundo por amor.
Mãe minha, meu colo, amparo e refugio, que nunca tiveste uma palavra de critica, mesmo nos momentos em que eu mais merecia… não me deixes, e permite que eu te possa devolver agora que mais carente estás, o pouco, só um pouco do amor que por uma vida me deste e fizeste crescer em mim.
Tu serás eterna na minha memória, tu serás o meu conforto sempre….
Te amo minha mãe querida!!!

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Uma prosa para a minha (nossas) mãe.....
.
Na manhã do meu amanhecer
Depois de uma noite sofrida
Que mesmo antes de eu nascer
Mesmo só pela batida
Eu ja sabia que me amavas
Pelo pé travesso na tua barriga
inchada de amor numa noite de briga.
.
E quando eu saltei de tua entranha fora
Num grito livre, enorme gritaria
Sujo de sangue placento
Cordão umbilical presente de vida
Mesmo esventrada, mal cosida...
Por nascimento dorido, mas querido
Me acolheste em teu colo ofegante
num, beijo quente, aconchego merecido.
.
Das papas, e fraldas trataste
Em noites frias de inverno
Nao sei como inventaste
Tanto calor, amor materno.
.
Da surra merecida,
À sopa mal comida,
Mil coisas criaste, numa ilusão
Duma gluseima oferecida
Na ansia de me bem tratar
Ver-me crescer forte
Num orgulho carnal,
De filho teu que queres imortal.
.
Nas minhas dores estiveste presente
Eu nas tuas talvez não,
Como sou pobre de coração
Se me olho, quando me dás a mão
Me defendes, lisonjeias
Por vezes imerecidamente
Fazes de mim,
Anjo da guarda emergente.
.
Da critica não ouço,
Do teu conselho escuto,
Por vezes orelhas moucas faço
Tantas as vezes que num cansaço
Não desistes de me fazer bem
Construir, edificar
O homem que há em mim.
Obrigado.... mãe!!!
(prosa Orig de Ant Ferreira)
.

Estes Meus Leitores... Me Enchem de Carinho!!!


Não podia deixar de registar aqui, em destaque, um comentário que acabei de receber no meu texto-prosa " AMOR DISTANTE.... ".
Pela intensidade, profundidade e realmente pela raridade de um comentário tão generoso, não posso deixar de o editar e mostrar, porque é digno, sensivel e demonstrador de uma grande capacidade de análise, hoje tão arredia dos comuns mortais.
A esta leitora, lhe agradeço essas palavras, porque sei serem um acto nobre, generoso, e que eu na minha humildade aceitarei, mas com a consciência de que de tal não sou merecedor....
Obrigado Brisa, um beijo para ti, onde quer que estejas.....


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Anónimo disse...
" O amor perfeito é realmente raro,pois,para ser um amante é necessário que você tenha a sutileza de um sábio,a flexibilidade de uma crança,a sensibilidade de um artista,a comprensão de um filósofo,a aceitação de um santo,a tolerância de um estudioso e a força de um bravo." BRISA.
15 de Maio de 2009 3:39


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Amor distante.....



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Esse amor distante, longínquo,
D’um desejo ambíguo,
De querer ter não ter
O que não quero proibido,
Uma saudade imensa me invade
Porque amado muito sofrido
Na dor que lágrimas afogam.

Minhas lágrimas derramo,
Por este amor distante querido
Que mesmo sabendo da dor,
Eu não saiba nem perder queira
Como vou perdendo ganhando,
Num sabor amargo, não vencido
Nesta luta desigual, desumana besteira
Que pela distancia matreira
Continuo a amar intensa maneira
Mantendo a constância, d’um amor
Fundado nos nossos corações
Se não se deseje perene ou eterno queira.

Pensamentos longos, molhados
Em pessoa ausente, distante, pensante
Desejos tolos bem presentes, coitados,
Corpo amante, vibrante…não sabes
Dos enganos a que sujeito foste
Dos golpes de coração vergado
Castigo doce sentido e desejado
Mas que tu, corpo, não negaste
Pelo favor de amor encontrado.

Que da tua face
Lembro a suavidade d’um olhar calmo
De brilho cristal, na lágrima traiçoeira
De um arfar desejado, mantido
Até que o amor queira.

Ternura e amor, no teu beijar
Passar as mãos no teu cabelo molhado,
Sentir fogo nos devorar e nos deixar queimar...
Nesta fornalha por nós incendiada
Que a loucura nos tome, enlouqueça
Para logo sermos vencidos
Que consumindo-nos neste fogo ardente,
Te abraçar longo pela cintura formosa
No calor suave, duma força minha
Em tua fornalha de amor carente
Numa exausta duma paz ganha
Pelo suor vertido,
Que um amor incontido, sente!!!

Febre delirante, não calmante
De um beijo mais, que roubado seja…
Na loucura tola de ser amante
D’um grito quero ouvir…o gemido,
Tido seja, o amor distante sentido
Do sonho que sei não ser errante
Tenho saudade, deste amor distante.

Fecho meus olhos, te sinto,
Abro meu coração te amo
Te abraço e quero num beijo perdido
D’uma vertigem vivo sem sentido,
No meu querer tolo do amor despedido
Num grito estridente, na rouquidão
De uma garganta quente
Chamamento intenso, de loucura ardente,
Ah! Este amor distante, que saudade….
Está sempre presente!!!.

(Prosa orig Ant Ferreira)
.

Se Tu Soubesses.... Beatriz!!!


Se tu soubesses, de amar falar
Imaginasses o amor entrar
No santuário de teu coração fechado
Nesse sofrimento que não deixas acabar
Numa dor que fazes eterna,
Na angustia de ti saber amar
Te escondes na colina de nevoeiro brando
Te pressinto o vulto ágil esquivando
Disfarçado pelo teu amor verdade
Que tu queres apagar da mente eterna
Dos nossos seres, amantes tolos
Dos sonhos molhados num abraço
Tantas vezes jurados, depois de amados.

Se tu soubesses, de amar falar
O nosso sorriso seria eterno
Os nossos abraços sentidos
Os beijos desejados, lábios colados…
E depois de uma loucura abraçada,
Sentir o fogo nos devorar,
As entranhas que nem carqueja,
Nos deixaríamos soçobrar,
Desejando que nunca amanheça.

Se tu soubesses, de amar falar,
Imaginar só de ouvir o coração
Tanto palpite, tanta emoção
Tanto transbordar, que eu sei
Nunca mais ires encontrar.

E depois da loucura, amar
Nossos corpos colados
No suor do estertor amor
Nos gritos dos ais descontrolados
Nas dores dos gemidos tolos,
Cantados, chorados, desejados
E depois calar e, deixar os olhos
E os lábios … falarem!!!
Se tu soubesses, de amor falar…
Saberias que nunca me deixei de dar!!!.


(Prosa Orig Ant Ferreira)

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terça-feira, 12 de maio de 2009

O Meu Querer.... o Meu Deserto!!!!.


Uma sensação de quente e frio invade um peito, numa emoção que não sei descrever.
Tenho o apelo do des-norte, sinto a ofensa dos humildes, vibro com a emoção do desejo que não é morte.
Numa busca, insana, como se de uma criança se tratasse, eu busco o “brinquedo” num impasse, que o choro impede eu alcance.
Na minha cabeça errante, bate fundo a ofensa fácil, o roubo do tesouro que um dia julguei ser meu, pensando eu ser fácil fazer valer somente com amor o que queria meu.
Pobre engano, me esqueço que hoje os tempos são mais que mais do que amor, são também amargura, dor, sofrer duro a ausência de alguém que pensando ser amor, é também ausência, distancia, não clemência.
Meus tempos, vão ruins, de choro fácil, abundante liquido que pela face escorre, para refrescar o esquentado, o ardor de meus olhos sofredores.
Estou cansado, exausto, e o descanso é pouco, contudo não desisto de falar do que gosto, e sinto…. Talvez esteja louco!!!.
Na intimidação fácil, por vezes me tentam assustar, sem contudo o conseguir, e só o respeitar, amar e bem-querer fazem de mim o homem sensato que sempre fui.
Não sou de ofensa, nem mal-querer, porque de boa cultura sou, contudo não posso desejar bem a quem me magoa, desconsidera e procura afastar do bem que é AMOR!.
Os perigos da vida são o nosso desafio, e eles são a melhor maneira de nos darmos, e vencermos para assim ganharmos o respeito de quem gostamos.
Estou triste, tudo me vai correndo mal, e neste deserto da minha vida, vou convivendo com lacraus, escorpiões mais ou menos venenosos, ratos do deserto velozes percorrem a minha mente como querendo roer o pouco que resta da minha memória, mas eu teimoso, caminho por entre esses perigos, subindo e descendo as colinas de areia que nos vão se deparando sempre na esperança de o oásis de amor encontrar, e lá saciar minha sede, beber de amor, e dormir no regaço, no aconchego de um colo que quero quente, meigo e fogoso.
Eu sou amor, o caminho é de dor, meus pés sangram das picadas venenosas, mas confesso, que o desejo de chegar é mais forte que a tentação de parar, e me deixar devorar por esses escorpiões, lacraus ou ratos que no meio de meu sono-cansaço espreitam o momento de me atacar.
O deserto é meu, o trilho escolhi eu, o destino é oásis-amor, que fica no lugar de Beatriz, esse lugarejo algures no deserto que quero seja só meu e estarei lá antes que o sol se ponha, porque à noite os perigos são mais que muitos e eu posso adormecer….


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Cantico Ao Amor-Exilado....!!!


Como se estivesse louco,
Num frenesim escusado
Contra vontade, vencido.
Meu corpo estremece,
Músculo retesado
De tanto sofrimento.
Caminhar penado…
Na saudade d'um exilado!

Angustia provocada, sem fim,
Em sentimentos bruscos
Pela luta sofrida em mim,
Violenta quebra, quase mata
Paixão vivida sem regra,
Cega talvez, mas afim…!!!

Pelo meu grito em silêncio,
Berro, num deserto-amor
Que no meu peito ferve,
Com Violência ardor.

Ser alquimista, queria
Em causa própria, admito,
Num sonho luxuriante
Projectar amor querido,
Realidade vivida não errante
Este amor, esta vivo….

Ausente em parte incerta,
Eu grito, berro…. como exilado...
Amor é coisa certa!

Toco teus lábios,
No teu peito deslizo
Num abraço companheiro
Transformo, materializo
Este amor, em coisa sólida
Desgosto profundo escondo,
Uma amargura infinita
Que queima as entranhas,
Derrete o coração por inteiro
Nesta tortura e desdita.

Me provoca dores, angústias
Este fogo ardente, temente, grita…
Ausente em parte incerta,
Eu grito, berro…. como exilado...
Amor é coisa certa!

Eu não quis, não escolhi primeiro,
O caminho torto ou direito
Escolha tua, não optei.
Das voltas da vida não falo,
Te respeitar o passo saberei
Já que não sou escutado, sei.

Das vizinhanças que se acercam,
Perigos maus vigiam, teu sono alerta
Procurando entrar pela frincha
Da tua pequena porta aberta.
E não vale tudo nesta vida,
Para que tudo ou nada se tenha.
Quando nada do tudo querido
Nos enche a alma vendida.
Nos faz a vida deserta
De amores fugazes preenchido.
Há! Meu amor, onde estás?

Ausente em parte incerta,
Eu grito, berro…. como exilado...
Amor é coisa certa!

(prosa orig. de Ant.Ferreira)

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

EU SOU A PALAVRA...... AMOR FORTE, ARMA MINHA, FAÇO!


Eu sou a palavra, amor forte
arma minha, amor faço,
nunca aceito a dor-morte
Porque das duvidas,
tais companheiras matam
o amor dorido bom,
que não quero morto.
.
Eu sou a palavra, amor forte,
arma minha, amor faço,
não mato, o que quero queria
Eu amo, desejo, mesmo que alguém
não queira...
o coração ferido eu trato.
.
Eu sou a palavra....
arma forte, minha faço
posso morrer hoje, seja de cansaço,
porque eu sou a palavra amor,
que não morre,
mesmo que me ofendam,
ameacem, matem,
No amor pela palavra.... eu faço!!!.
.
Eu sou a palavra, amor forte
arma minha faço.
.
(Original de Ant.Ferreira)
.

Peregrinação…. “Por caminhos….”


Na noite fria, húmida, diria…encharcada,
suportando o vento-nortada,
Exaustos da caminhada
Somente aquecidos pelos corpos amados, endeusados.
Aconchegados, abraçados amor sentido, dorido do caminhar.
Num tremer de dentes pelo frio,
Cortante, penetrante
Em roupas frescas, veranis, descuido nosso…
Sentimos fé, terreno santo, catedral imensa.
.
Nesses caminhos de peregrinação, como querendo “pagar”
Promessa não prometida, mas sentida…
Alimentada pela fé no santo do norte
O cansaço basto se apoderou de nossos corpos
Castigados pelo húmido-frio daquela noite.
Ventosa, penante, tiritante sorte.
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No dia que se faz noite, memórias longas guardadas
Vivemos amando, enquanto rezamos,
No sonho acordado, quase exilado.....
Será pecado?
Corações ao alto, fé exuberante, caminhante
Na historia feita, faz séculos, militante.
.
Nos meus ouvidos, o vento zurze,
Como querendo nos derrubar,
Bebemos, comemos rezando a pé
Pois de esperança somos feitos.
E a chuva castiga, martiriza, faz penar
O tornando pesado nosso caminhar.
.
Senti paz, alegria de viver, ali estar...
E a Deus agradecer aquele momento,
De recolhida sorte, felicidade estrelar,
Saber se penando, sofrendo, caminhando
Meu amor comigo vou prepetuar.
.
Carreguei meu peito de apreço,
Olhei o céu com gratidão sentida
E num abraço único, quente, forte
Num olhar temente, meus olhos rasos
Agua vertiam…, pelo amor sentido norte
Vivido naquela caminhada pela noite-dia
Como que operando um milagre, se fez sorte
Amor vivido, não é morte.
.
E quando se fez dia, o sol brilhou, esquentou
Nosso coração batia, numa alegria incontida
Pela bênção recebida, numa manhã que vai ser dia
Eu sou de fé, batida, construida, vivida fé...
Não desisto, mesmo que o caminho
Seja bravo, torturante….
Eu irei sempre no meu destino que é ….
amor penante! Não errante!!!.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Hoje não sei que sinto…


Hoje não sei que sinto, algo está mal em mim…
Tenho falta de ti, tenho falta do além.
Sinto a falta de um abraço, longo, demorado
A tristeza mora em mim, pobre coitado!
Sinto vontade de chorar, talvez amar, não sei…
As lágrimas não correm, o choro não vem
Tremo, de pensar te tocar se meus olhos fecharem
Vejo teu sorriso brando, teu olhar caído no meu ombro amor
Oh! Candura…deixa meus lábios tocarem os teus,
E no teu ouvido sussurrar, coisa doces de ternura....
Te levar pelos céus amor, num voo sonhado alado.
És minha… princesa ardor.
Pela tua cintura, num laço, num abraço
Num movimento leve, tenaz que aperto e faço
Sentir o amor... demorado, que não quero rápido.
Puxando para mim, sem dor o sabor de corpo teu.
Me perco, me encontro……sou teu!
Há foi por um triz….. Beatriz!!! Não fui que quis!.
Luto, apesar do escuro, da luz que de mim foge
Nesta escuridão procuro, o teu respirar o teu vibrar Calor, amar…. Princesa ardor.
Não te vás, e para traz caia em farrapos a dor
Eu tonto… querendo acreditar no dia do teu voltar.
Dos teus “oi” sinto falta, do teu sorriso também
Do ralhete fácil, do teu despertar-acordar
Hoje não sei que sinto… não!
Vontade de ir e não voltar, lá ficar
Olhando teu rosto cansado de um dia duro
Martírio puro na luta diária da tua dignidade
Mas eu olho, toco….e te beijo, no pensar
E te olhar longamente na foto, passar a mão e encontrar
As saliencias tocadas, sentidas.... beijar!
Porque….
Hoje não sei que sinto…..!!!!


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terça-feira, 5 de maio de 2009

A Dúvida......!!!!!


A dúvida, o sentimento mais maléfico, maledicente, cruel, injusto, torturante, que mata.
A duvida, é o sentimento mais ingrato, e também mais cínico de um ser humano, já que por ela se mata, se cometem desvarios, se julga, pune, inocentes.
Instala-se facilmente, não precisa de muito “espaço”, bastam umas pequenas “frinchas” no coração, e ela, como um vírus, penetra bem fundo da nossa alma, e num, processo de martirio, nos assola o sentimento da confiança.
Este sentimento horrível, é talvez o mais criminoso, o mais mortífero, pois não tem regras, não é quantificável, e difícil de banir do coração.
Tudo pode ser uma razão para ter dúvida, e podemos ser mais ou menos afectados, tudo dependendo do envolvimento ou não de quem nos provoca a dúvida. Este sentimento, pode parecer-se com o ciúme, mas não é o mesmo, não!.
O ciúme, vem de um facto, de uma angustia, que sendo também ele cruel, é mais “honesto” que o sentimento da dúvida, pois o ciúme assenta em factos reais e dai sentir-se ciúme, mas a duvida está muito antes de tudo, é talvez o primeiro dos sentimentos negativos do homem. A Dúvida!.
Provoca ira, irritabilidade, nos torna agressivos, nos cega, nos maltrata o coração, nos provoca até ao fundo do nosso ser…. a dúvida é o único sentimento, capaz de alterar longamente a nossa personalidade, pois ela pode ser “porta” de entrada de muitas dores, sofrimentos da alma.
É horrível ter dúvida, insuportável, e a angustia que provoca é bem maior que todas as dores do corpo. Este sentimento, mexe com a alma, com o coração, não tem cura, não há medicação para ela.
Tem a capacidade de nos cegar, provocar o bloqueio do nosso intelecto, impedir que vejamos o que realmente devemos ver, quase nos escraviza, pois o sono desaparece, a vontade de fazer tudo por nossas mãos para desfazer a dúvida, este sentimento preenche toda a nossa vida, e nos assola, nos faz “doentes”, mesmo que não o estejamos:
A dúvida nos negócios….
A duvida no desporto..
A duvida nos afectos…
A duvida no amor….
A duvida em nós mesmos….
A duvida….
Está em tudo, onde haja um homem!.
Há “especialistas” em injectar a dúvida, e daí tirar dividendos, por assim dizer, manipulam a mente, a dignidade dos outros, são os fazedores de recalcamentos, e desgostos.
Para mim tenho que a forma mais grave de duvida, esta no amor, na fidelidade, na relação e, se ela entrar no relacionamento, para a retirar, por assim dizer desfazer a duvida, é necessário um esforço triplo, um grito, um gesto, uma coerência, uma autentica via-sacra para a acabar com a duvida.
A duvida, evita-se, não se vive….!!!.
Ter duvida é legitimo, mas insensato aplica-la, pois fazermo-nos detectives por contra própria, julgar em causa nossa, e sempre na nossa perspectiva.
Notemos, que a dúvida é algo que só aplicamos aos outros, porque por nós e em nós não temos duvidas, já que este sentimento é a desconfiança de nós segundo nosso ponto de vista em relação a terceiros, sendo que eles é que estão errados e nós bem.
Este veneno, destruidor de paixões, amores e casais, não tem cura, não tem antídoto, já que é intrínseco ao nosso ADN, e se combate com amor, muito amor, mas reconheço que é difícil. Morrer na duvida, é algo de intolerável, algo que destroça qualquer sentimento que nós tivermos.
Sempre duvidamos de tudo, mas enquanto essa duvida for relacionada com algo de concreto, material, sólido, podemos dizer que é contornável, que é suportável, mas a dúvida mais grave, é a do coração, é a do amor, porque essa fere, magoa, porque exactamente mexe com o que mais de nobre tem um ser humano….. O AMOR!!!.
Combater esta enfermidade cultural, não é fácil, mas se o bom senso, a coragem forem atributos dos duvidosos, então eu diria que se combate com uma conversa, uma coragem, e a vontade de sermos sérios.
Não tenho dúvida, que duvido, mas luto tenazmente para que enquanto eu duvide, meu pensamento não falhe, meu coração não hesite, o amor vença e a serenidade seja elemento presente.
Talvez a pior maneira de lutar contra a dúvida, será deixar que ela cresça, e se torne um monstro devorador de afectos, destruidor de vidas, e pelo contrario, se formos sinceros, empenhados, e compreendermos a nossa condição humana, sermos tolerantes para com quem tem a duvida, devemos ser rápidos, em dar sinais, mais de que palavras, de que a duvida, não tem razão de ser, de existir se duas pessoas que se amam ou não, ou que pelo menos se gostem tanto, ou o suficiente para que falem, prestem atenção aos nossos movimentos, e nos empenharmos em sermos justos, tolerantes, e anti-duvida.
A duvida mata o amor, o coração e pior de que tudo…..pode matar as pessoas!.
A duvida, o “anti-cristo” do amor!.


"Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir." (autor desconhecido)


PS... Errar "humanum est", e por mim, aceito fácilmente pedir desculpa pelas minhas dúvidas que geralmente são infundadas.


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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Amor Roubado....!!!!


Minhas forças faltam
Nesta luta por ti
Quero encontrar-te, neste louco amor
De tudo, muito e pouco
Meu coração fraqueja, vacila
Na sua batida inocente
Pressinto fim trágico
Deste amor ardente, envolvente
Que meu coração talvez, carente
Quis sentir mais que tudo, calor
Num encosto, desejado muito
Sonhado, molhado dormente.

Como o abutre macilento
Que no bater das asas, forte
Quase morte, abutre agoirento
Que sobre mim voas
Tenebroso sentimento este
De sentir….
O abraço no amor que odeias.

Minha cabeça tonta
Olhar desnorte, torpe
Pressinto cada vez mais perto
A carreta…., a morte!.

Me tornei objecto mole
Do amor ferido, exaurida sorte.
Não baixes teu voo, abutre
Não venhas já…, não tenhas pressa
Sinto o odor do teu manjar
Espera um pouco mais
Deixa meu corpo amar…

Apesar de fraquejar, sentir teu beijo
Quente, despedida mortal.
Num esforço sublime amor
Mas não me leves
Mesmo que pene, caio em bocados
Numa podridão assolada
Como peste doentia contagiosa
Numa dor compensada
Que tu minha amada….
Queres rejeitada.

Hoje um amor, de paixão matinal
Na minha vida, que quero, queria
Mas não sabia que não tenho
Já a o dom da magia
A sedução do teu olhar
Num abraço dócil, talvez letal.

Escuso conselhos
Recuso auxilio, pouca sorte minha
Como vencer o martírio
Tortura, arrepiante
Amor até agora sólido
Morto num instante
Num momento mórbido
De dúvida doentia, cobarde
Que nascida antes da noite cair
Me roubou o amor mutante
Calou a paixão partilhada
Na cama quero mote amada
De teu corpo possuir
O sonho da vida desejada.

Agora sim, voa baixo abutre
Podes levar minha carcaça
Esvaziada de amor morte
Roubado, violado por palhaços
Que de sorte não esperam nada
Só morte!!!
(Prosa orig de ant ferreira)
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Palhaços Ricos, Pobres e ...Artefactos Mórbidos!!!


Palhaços, homens-tristes, homens-alegres, risos saudáveis, piadas sinceras, nos trocadilhos de uma peripécia, que queremos nossa….. os palhaços são arte nobre da representação humana, a referencia mais profunda e duradoura das nossas mentes.
Os palhaços, são a nossa vida, e por eles devemos ter respeito, e eu….. tenho!!!.
Bom, mas os palhaços tem várias categorias, sim, até nos palhaços há classes…ou não estejamos a falar de palhaços.
Temos os palhaços-ricos, os palhaços-pobres, e os “outros” palhaços de menor qualidade mas em numero maior, porque sempre procuram roubar o protagonismo aos palhaços, realmente palhaços.
Eu adoro palhaços, me divertem imenso, e me fazem sentir menino, e rir de coisas tão simples, como uma queda, uma bofetada simulada, a farinha, a água que ensopa a roupa… mas há outros palhaços, sempre os houve e vão continuar a haver.
Deus quando criou o mundo, colocou lá tudo, mesmo tudo, o bom e o mau, e deixou para nós…escolher qual o papel principal da nossa vida….!!!.
Os palhaços-ricos, de indumentaria lustrosa, aprumada, sempre muito inteligentes, nunca enganosos, colaboram na pantomina, injectando a moralidade falsa de uma historia que sabemos como começa e acaba. Nunca saem sujos, nem agredidos, afinal eles são a moral da historia.
Os palhaços-pobres, esses, que tanta graça fazem, de aspecto humilde, de pensamento criança, ingenuidade feita gente grande, são a alma da vida, são o reflexo dos nossos medos, angustias, e emoções…eles saem, sempre machucados, sujos, enfarinhados, mas sempre sorridentes.
Agora há os outros palhaços, que nem ricos nem pobres não tem graça nenhuma.
Esta “classe” até por sinal muito em voga, tende a ocupar o lugar principal dos realmente palhaços. São aqueles a quem chamo…. Palhaços da vida!!!.
Riem do que não devem, brincam com o que não sabem, e fedem que nem porcos do mato.
Pensam-se com piada, contam umas anedotas, dão voltas num pé e qual “bailarina” de cabaré….. fazem o pino no varão da vida.
Pobres palhaços da vida, porque riem, e nem sabem porquê. São palhaços!!!.
Alguns são bem conhecidos, outros nem tanto, mas também vos digo, que isso é mais uma questão de vida, um questão de educação, mas também de carácter.
Esta classe de “palhaços”, são por vezes cobardes, porque abusam da indumentária do artista para esconder a sua pessoa, se mascaram para esconder a face, são quase como “morcegos” vampíricos.
Estamos cheios destes palhaços, que povoam, conspurcam a nossa vida, e o mais grave, atrás de sua ironia maldosa, cínica, hipócrita, mais não querem que mordomia, favores de carne porca, que sabem proibida, mas comida numa gula consorte, até fazer azia-morte!!!.
Eles são os palhaços da nossa vida, que atormentam, mentem, ofendem, com sorte da morte estar arredia….. mas…. Sempre até um dia!!!!.
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PALHAÇO...!!!, COBARDIA, IGNOBIL CRIME, FALTA DE CARACTER.

(Peço desculpa ao palhaço, artista desta ilustração, porque sei ser um homem sério, e só está aqui ajudar.... porque este dá a cara.)

ATRAS DO NUMERO ABAIXO SE ESCONDE UM PUTO, UM SER MESQUINHO, OPORTUNISTA, VAMPIRO, COMESINHO, MIOPE, INCAPAZ DE DAR A CARA, NUM ATAQUE COBARDE, QUE NUMA ATITUDE NOBRE DE HOMEM DE CARACTER SE DEVIA MOSTRAR, E SE ESCONDE ATRAS DE UM MISERAVEL NUMERO PARA PODER DEITAR A MÃO AO QUE NAO LHE PERTENCE, DE ALGUEM INOCENTE, ESCONDIDO NA NOITE TORPE DE UMA HONRADEZ MALÉFICA, QUE SE QUER MORTE, ONDE A VIDA ESTA PÉRFIDA......

........................................910791553 .................................

SE ALGUEM CONHECE, QUEIRA DAR A INDICAÇÃO, PARA QUE GAROTOS DESTA SORTE NÃO ANDEM A MONTE, PARECENDO GENTE BEM.


Ps.... Se tiveres vergonha, e te sobrar um pouco de dignidade, da a cara e vem falar como Homens. Te espero sem receio, porque de cobardes esta o mundo cheio.
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sábado, 2 de maio de 2009

Cambalhotas....Trocas Na Vida!!!


De sonhos perdidos
Exaustos cansaços
De dores contidas
Nas lágrimas dum desgosto
Com juras de amor vividas
Nos teus braços
De uma morte anunciada, pensada,
Numa troca feita por nada
No sonho da ilusão masturbada!!!
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Oh! Dor imensa, corpo retalhado,
Nos amores perdidos, desencontrados,
Sentindo-me tolo, demente olhado
De muito amor dado, tolhido choro
Nas lágrimas que não derramo
De secas noites molhado.
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Sou passado, futuro,
Talvez presente…
De alguém querendo ser
Ausente.!!!
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De razões dúbias, motivos estreitos
Se mata o amor bem-feito,
Na ilusão pura da vantagem
A preceito.!!!.
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Te dava o futuro, no presente construído
Mas tu quiseste o seguro vindouro
Destruído…
A preceito!!!.
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Se me trocas, por dor do peito
Vivendo amarga desventura
De quereres ter a jeito
O amor e a aventura!!!.
Carrego o fardo da pena tua
Do amor rejeitado amargura
Do temor fizeste marco, vida dura.
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Não busques colo
Não queiras favor
Num mundo ignóbil
Talvez onde já não haja amor!.
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Nada se dá em troca da mão vazia,
Nada se tem sem que se chore,
Doce amargo, amor venceria
Se da coragem fizéssemos
Nossa batalha do dia-a-dia!
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Da dignidade feita luta
Sem pudor vergonha ou abalo,
Não sei se a dita
Na felicidade viria
Se do corpo castigado ralo,
Nos sentiríamos, usados
Vendidos, usurpados
Na alma bemdita.
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Ah! Ilusão torpe, enganosa
Tolhes meus passos, morte
De erráticos sentimentos
Tidos, sem norte ou sorte.
Eu sou a vida
E me calo na brisa,
Do vento norte que tolo
De má sorte me avisa….
Teu amor não é morte, é vida
Luta querida, de um amor
Que por um triz
Tu serás minha....

BEATRIZ!!!.

(Prosa de Antonio Ferreira)
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Amor, Não é Obsessão.


Obsessão por um amor
Pode trazer desilusão
Se vem cheio de fulgor
Decerto perdemos a razão

Ela algumas vezes é dor
que muito nos desassossega
Quase sempre é por um amor
a quem o coração se entrega

Leva-nos à paixão desmedida
Que é, a nossa grande loucura
Deixa no coração uma ferida
Que em nossa vida perdura

E se não temos cuidado
Pode-se morrer por ela
Esse será um triste fado
Se não nos livrarmos dela

(Fernando Ramos)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nesta “feira” de Afectos, Velharias, Usados e Que Tais….


A nossa vida é em muitas situações a modos como uma feira, uma vasta “área” onde tudo se negoceia, tudo se troca, tudo terá um preço. Eu poderia com alguma propriedade, chamar à nossa vida …. “Feira de vaidades, afectos, usados e que tais…”, não erraria por muito, mesmo pouco.
Nesta vida, em que tantas emoções nós vivemos, tantas… que podemos nós fazer? Nada, ou …. Se calhar tudo!.
Tudo tem tabela, tudo tem valor mercantil, ou se não o tem, nos comportamos como se tivesse, ou não sejamos nós uns “negociantes” de trazer por casa, a modos como bons economistas, se é que os economistas alguma coisa de bom nos trazem, a não ser …rácios, estatísticas, percentagens, margens de lucro, rentabilidades etc. etc. …!!!
Economistas, contabilistas, reduzem tudo a uma percentagem, mesmo tudo.
Tudo é um rácio, um cociente entre uma vantagem e uma desvantagem. Coitados…!!!
Não se dão conta que antes do numero, antes do “per cento” já existia algo a que se chama…HUMANOS!!!!.
Nós humanos, subordinados a esta ditadura do “per cento”, até nos afectos assim pensamos, até nos sentimentos, no amor o que é execrável. Contudo não nos condenemos, pois somos areias na engrenagem, mas….também vos digo… não abrandemos nesta luta, acima de tudo pela dignidade.
Mas voltando ao conceito de “feira” que atribuo à vida, há algo que gostaria reflectir com os meus leitores…. essa “tabela” que existe em nossas mentes, gravada por tiques, tabus ancestrais, tão difícil de mudar, diria actualizar…o conceito de “novo” e de “usado” é o factor de maior infelicidade para nós Humanos!.
Para mim, um afecto, um sentimento, não tem idade, não tem tempo, durabilidade….é algo sem conteúdo físico, a que se possa atribuir prazo de validade, tal como um vulgar produto de super-mercado.
Afectos, e sentimentos são imortais, não físicos, são da alma, são do coração e não se explicam matematicamente, não se racionalizam…..nascem, sentem-se, e, …… vivem-se!.
Temos a tentação tenebrosa de “envelhecer” um sentimento, se ele for tido por alguém que achamos talvez um “bota-de-elástico”, um “pedante”, um narcisista, sei lá…
Há sentimentos, e afectos que brotam sem explicação, do peito, em direcção a algo, e por algo que nem nós mesmos sabemos explicar….existe, é um facto!.
Sempre trocamos tudo por tudo, nesta “feira” de vaidades balofas, amorfas e que tais, até o amor, que por vezes chamamos de romântico, qual arcaico conceito renascentista de olhar o ser humano. O conceito “usado”, antigo, não modernista… pouco vanguardista…caquéctico!.
Trocar sentimento, mudar afectos, como se tudo isso fosse algo que se compra, mastiga, e deita fora não vá apodrecer… o conceito mercantil, a busca do infortúnio, a explicação da depressão e do não-amor, solidão, são sempre o caminho dos erráticos, confusos, dos ausentes de coragem.
Por vezes, somos cruéis com nós mesmos, pois nos auto-mutilamos, tabelando os sentimentos, zombando baixinho dos amores, como que se amar fosse prerrogativa da idade de alguns.
“Amor, é fogo que arde sem se ver…”, diz o poeta, é dos afectos mais nobres de um ser humano, brota inexplicavelmente do peito e nós somos impelidos a segui-lo, por vezes de forma apaixonada… e isso não se explica pela idade, acontece, pronto!.
Mas nós, mesquinhos, de visão curta, teimamos em comprar “novo”, se acharmos esse amor “velho”, trocando algo que não tem embalagem, nem fitinhas por algo que na nossa visão é novo, bem embalado e com fitinhas.
O amor, o afecto, o sentimento é genuíno, seja qual for o ser humano que o sinta, diria que o amor numa idade mais alta, talvez seja mais maduro, “pousado” sensato, realista, e bem sucedido, porque apoiado em experiência de vida, ao contrário de uma amor num jovem que pode ser mais exuberante, emocional, e por isso mais curto, mas chamar a isso amor “velho” ou “novo” será errado, acreditem!.
No conceito “usado”, é talvez a situação mais triste, pois nada pior que um sentimento mascado, utilizado enquanto é doce, e cuspido quando cansa, e será das sensações mais ignóbeis de um ser humano…. viver a sensação de violação dos seu sentimentos, talvez uma violação mais duradoura e perniciosa que a violação física.
Sempre tivemos da vida o conceito útil das coisas…., digo das coisas, mas não deveríamos ser assim para com os afectos, os sentimentos, os amores, pois são algo de nobre, que dignifica, que nos faz ser à semelhança de Deus, nos torna Divinos.
Nesta “feira” de coisas e loisas, algo não pode ser trocado, vendido, usado, ou considerado velho ou novo……. Os sentimentos, o amor, os afectos!.
Eles são a criação de Deus, pelo qual nos distinguimos dos demais seres quadrúpedes, e nos convertem em seres de Luz, de Deus.
Eu tenho para mim, que quando amo, esse amor é intemporal, sem peso, conta ou medida, é Amor, seja quem for que o sinta a sua idade não faz desse amor uma velharia ou novidade, e neste afecto, só aceitarei que a idade nos fará ser mais ou menos responsáveis pela boa aplicação, pelo bom uso desse sentimento.
Mas falo do amor, amor, amor… essa “coisa” que vem de Deus!.
Se vamos a “feira” para trocar, porque usamos e achamos que esta “velho” o sentimento de amor, afectos…estamos a ser uns “economistaszecos”, foleiros, primários mercantilistas, compradores de desgostos, solidões, depressões e mal-amados, infelizes de uma vida.
Eu vou a “feira” sim, não nego, mas vou “ver”, e assistir à desgraça dos corações, à vaidade das opressões, à estupidez das depressões, e maldições, que por barracas de malidicencia, cartomancia e vidência muitos teimam em usar, para que eles próprios não sejam vitimas do conceito “usado”, “velho”,”novo” e “mascado”, jogado fora!.
Eu sou pela “feira” da vida, onde o coração, o amor, e a dignidade estejam nas primeiras filas da feira…..
Eu amo a vida, eu sou pelo amor intemporal, sem peso nem medida!!!.


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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Amor Pensante!!!.


Amor

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!

Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!

Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

(Álvares de Azevedo)

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Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude

Há! Amor....Desespero!!!


Num movimento louco
Em compasso te espero
De pensamento tolo
Loucura esperada
Há! Amor….desespero
.

Corro atrás da borboleta
Agitada no voar,
Nas voltas que ela dá
Meu olhar não te perderá.
Sem medo de pisar flores
Eu te irei apanhar?

Serei vencido, se falhar?
Há! Amor…. desespero.

Neste abraço forte
Me aperto, me desfaço
Num ruído surdo,
Na foto beijo,
De um olhar, me amordaço.
Há! Amor…desespero.

Como, queria te sentir,
Pertinho de um beijo,
Um aconchego, desejo
Um carinho, um sorriso,
E tudo mais esquecer.

Quando no teu colo,
Nas tuas mãos me entregar
E no teu regaço
Realizar meu amor inteiro.
Enfim, te amar!

Queria conter a lágrima
Matreira, perdida
Queria esquecer a vida
No dia que passa
Enganar a saudade

Sentir amor, aliviar o ardor
Que o meu corpo
Trespassa.
Há! Amor… desespero,

Que bates no peito,
Esquecer o passado
Será que posso?!!
Deixa que eu chore,
Me mata o desejo
Nas lágrimas
Que verto, e choro.
Numa paz mentida
Nesta luta

Que quero não
Perdida!.

(Prosa Original de Antonio Ferreira)

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Peregrinação a “ TI “…..


Neste meu passo apressado, desgastado pelo calcorrear de muitos caminhos, procuro encontrar-te…., cansado de nunca te encontrar…. enfim!!!.
Como um caminheiro de fé, esperando encontrar a cura de seus males de corpo ou alma, caminho, sem destino, esperançado no seu alvo….
Levo farnel comigo, carrego àgua fresca, e também adereços teus, para que eu não corra o risco, de que pelo cansaço me distraia e por ti passe sem ver os olhos teus!.
A espaços olho tua foto, lutando por te memorizar, não vá a memória me atraiçoar…. já faz bom tempo que não vejo o teu olhar.
A cada instante paro..., procuro recuperar do esforço lombar, de te carregar e nem sequer te poder olhar. Sinto os pés ferver, os joelhos querendo dobrar, mas eu teimoso….não quero abrandar!!!.
Observo tua foto, tento reconhecer tua face, sentir o teu sorriso, e fixar teu olhar, e às vezes num acto tolo, me perder demoradamente te…… beijar!!!... como se ali estivesses a olhar.
Não me importo, o que pensam os que por mim passam, e a cada comentário que me façam, eu simplesmente digo….
“…este é o meu destino, caminho para Beatriz!!! e, ninguem mo diz... se é já ali.”
Estarei louco? Não sei, mas sempre ouvi dizer …”De tolo e louco….todos nós temos um pouco!!!”, e mesmo tolo, ou louco eu procuro…., de que me serve a sanidade se te não encontro?
Eu peregrino até ti, não sei quanto ainda falta, mas não questiono, porque a fé move montanhas, e eu pobre coitado… tantas já tirei do meu caminho.
Por vezes dou por mim, enquanto caminho, de olhos fechados, te vendo nos locais de peregrinação que por amor fizemos….!!!. Choro frequentemente, o desgosto invade meu peito, mas eu resistente-amor, não desisto porque antes louco…, que sem amor!.
Minha aparência, não deve ser das melhores, o esforço é grande, e as noites são longas, o sono teima em não voltar…., há insónia amiga, porque não me queres deixar?!!!
Sabes insónia, a tua prima saudade, se juntou a irmã angustia para fazer uma maldade….querem as três o amor matar!!!.
Por isso, “fujo” delas, caminho apressadamente, não querendo que me alcancem, estou temendo perder.
O amor, esse levo-o comigo, guardado em meu peito, quentinho, aconchegado a preceito, não vá ele ir caindo pelo caminho.
Quando lá chegar, nessa peregrinação longa, espero ver o altar onde possa colocar o amor que carrego…para logo deixar que tu Beatriz, o pegues de mansinho e o possas conservar.
Por vezes fico cego, noutras caio, e em outras choro…, mas não desisto, porque se for fácil, não há sacrifício, e a peregrinação não vale. Tudo deve ser ofertado, desde que sofrido.
Amarrotadas, as fotos, eu olho…., uma e outra e mais outra….procurando materializar-te numa tentativa vã, qual alquimista de amor, querendo tolamente te tocar.
As mãos passo na tua face plana de uma foto exemplar, procurando as saliências de outros tempos, e me detenho com o indicador nos teus lábios que simulo beijar.
Sinto por vezes, talvez de loucura esteja a falar, que tu comigo falas, mesmo sem que teus lábios mexam, e vejo teus olhos chorar.
Esta peregrinação é longa, só o amor me faz caminhar, já que mal me posso alimentar…
Caminho para o lugar de Beatriz, que fica algures, para lá daqueles montes, num continuo ondular.
Pela noite, quando a frialdade caí, e o sol se muda, eu me encosto no tronco amigo da árvore de circunstância que sempre me acompanha, e de cabeça caída, de pernas alongadas, encosto em meu peito as fotos amachucadas.
O choro vem, as lágrimas soltam-se, mas logo aproveito para a face refrescar, afinal para que serve chorar? Não será só dor, amor liquido brotando das janelas da alma…, será também o maná dos desterrados, o alimento dos tristes, a força dos amados, que atravessando o deserto da vida, dos afectos….encontram nesse liquido o maná que sempre alimenta os caminheiros, lhe dá a força e os hidrata de tamanha canseira.
Umas vezes sobe este caminho, para noutras descer, mas curioso o esforço sempre está a aumentar, mais parecendo sempre subir.
Talvez a febre tenha tomado conta de mim, talvez eu esteja a delirar, mas meu Deus….eu não quero parar!.
Sinto a paz do cajado, do suporte que me ampara, rompido na base de tanto bater no empedrado, mas feliz no objectivo de chegar ao lugar de Beatriz…. fica ali para aquele….lado!!!.
Vou encostar, está fresco, a aragem percorre meu corpo esquentado, não quero adoecer, mas continuar…, mas se tiver que ser, que seja…. afinal, não estarei doente já?!!!.
Faz tempo que caminho, e mal alimentado, vou cada vez mais devagarinho, e assim vou repousar, para de manhã retomar o teu caminho…..no lugar de Beatriz!!!.
Eu peregrino, de amor continuo, sofrido lamento num tormento batido, chorado, ensopado, esmagado, caminho vergado pelo fardo pesado da vida tida, incontida, amada vivida…. mas caminho, teimosamente caminho, mesmo que rompendo meus ossos na calçada da vida!!!
O amor tudo vence….o amor é vida!!!

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Nesta Paixão-Angustia….



Neste sentimento forte,
como se numa loucura vivesse…..
queria tanto abraçar-te,
mesmo que morrer tivesse!

Esta paixão forte,
Que encharca o coração meu.
Cruel, insensata morte,
Do querer-bem amor meu
De um amor consorte
Construído na luta de …
Um beijo teu!.

Nasci tarde,
Talvez no tempo errado,
Mais pareço ter nascido
te amando… mas que importa
nossa idade, se o amor
Sofrido, talvez incompreendido
Não tem data, de nascido!.

Para amar, não damos razões,
Não queremos motivos, só paixão,
Porque deixamos que as emoções
Que só precisam de ilusão
Não vivam em nossos corações?

Matar o eterno, fazer de conta…
Tentar compreender o que sentimos
Viver o que queremos,
Não renegarmos, e vencermos!!!

Nesta paixão-angustia,
Lembro teu beijo,
Num abraço delirante,
Nos teus olhos brilhantes
De pálpebras fechadas
Porque nos questionamos,
Se somos amantes?

Que importa o que pensam,
Esses hipócritas, mentirosos,
Cínicos, vendidos de turbante,
Castrantes de amores incontidos,
De moralidade dúbia, verdade falsa,
Nesta paixão-angústia
Será preciso encontrar a razão,
O motivo de tanto amar?
Não quero saber quando,
Nem como começou…
A verdade é que te amando,
Eu sou quem sou!

Nesta paixão-angustia,
Sofrida, e altiva, Beatriz,
Não queria perder-te, mas sentir-te…
Pouco importa, como, mas talvez…
Quase venci, a desdita,
De um amor calado, abafado…
Gritei com angustia, e,
Quase venci…. foi por um triz!!!.
Beatriz
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(poesia original de Antonio Ferreira)
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Na Viagem Pelas Tuas Fugas....Beatriz!!.




Na tua fuga insensata, de abandono do que nos é grato, do que nos faz bem, e sentirmo-nos de Deus, deixas para trás as "roupas" desgrenhadas, pela tua corrida apressada.
Nas curvas da vida, dos sonhos vividos-passados porque não presentes... encontro sinais de ti, quase ensanguentados, do amor vertente, quente, amado.
Oh! Beatriz de passo apressado, de que foges, de que passado?!!!.
Esse teu olhar assustado, mais parecendo que a morte viste, não te reparas na vida que em ti existe?
Como eu queria, "viajar" na tua mente, entender o que te apoquenta, descobrir tua magia.
Se o sol brilha, se o calor nos aquece, porque fugir da luz, qual farol que nos alumia? Não entendo, tanto busco, procuro a minha heresia, onde errei, pequei... para sofrer a fuga, o castigo de uma vida?
O medo invade minha alma, o escuro já lá vem, e eu nem preparado estou, insensato, crente, que me abandonei num festim que não é meu...!.
Tomei as rédeas, pensando bem cavalgar, nunca querendo amansar o bravio que há em ti, e de tanto cuidar, tanto amar... senti a dôr torpe da queda abrupta, impensada, nunca sonhada de ti!!!.
Tanto corri, qual cavalo de corrida, num frenesim estonteante que me embriagou o corpo, sentindo o apelo amante, do querer vencer, vencer... compreendendo, amando...perdi?!!! Talvez..., afinal sou cavalo pilantra!.
De tudo fiz, inventei afinal, e de mim dei o que mal acreditava, mas adorava, e que me faz sofrer... afinal eu sonhava o amar eterno... e no fim qual castigo merecido, em meu corpo de açoites vergastado.
Oh! Beatriz, sonho molhado, em lençóis brancos onde teu corpo se confunde, te toco, não te vejo, meu coração cego e amado..., tolo..., não percebe que está enganado!.
Os sonos perdidos, as insónias havidas, os gritos, os sorrisos, as lágrimas vertidas...das vidas encontradas, quais almas gémeas, que teimosamente negam o passado, de que foges, para onde foges, e por quem foges? Não respondas, eu tenho receio da dura realidade, talvez o meu amor seja trôpego, cansado, e piegas....se calhar pertence ao passado.
Dos meus fones e telemóveis, de tempos gastos, de horas faladas num cansaço sem dôr porque me amavas, eu procurava te preencher teu tempo e amava. Cuidados havidos, com o que tu tomavas, bebias fazias....doces cansaços, de que tu nunca fugias.
Os tempos eram outros, tua prole era escassa, a tua janela era eu, o teu pc a vidraça, me chamavas, clamavas o meu "eu", e eu me dava sem cansar do que te dei e dou.
Corridas contra o tempo, kilometros tragados, sonos espelhados num resvalar do pneu, o estridente barulho do travão, quando o sono me afligia, e de repente travava, porque a curva não fazia. Tu eras a aquilo..., o meu segredo, pelo qual eu corria e corro, sem medo.
Oh! Beatriz, insensata mulher, essa tua pobre cabeça ferve, te confunde o ser... e eu nada poder fazer.
De que foges? do amor?
Das tuas palavras ternas, recordo, o amor, o prazer de ter o que procuro, mas nunca pensei sofrer por te querer e não poder vencer. Tu és Beatriz, e eu por um triz que não morri..., talvez fosse melhor, porque assim, te veria de cima, e poderia viver o que a morte não quis.
Corro, procuro ver onde estás, esperando encontrar-te sempre a seguir, confesso que nao me arrependo do que fiz, pois voltaria a repetir tudo, mesmo tudo e até palavras engolir..., para que não tivesse agora que sofrer a tua ausência.
De Sabugosa a Abraveses, de Santarem a Rio Maior, de Aveiro a Abrantes, Viseu porque não, não tem que enganar, onde tu estavas, eu tinha que la estar, na dor, na alegria, no amar... e de ti cuidar.
Se eu pudesse atras voltar, te manter inocente amar, num colo balançar, e te acarinhar, até que teu sono de ti tomasse conta, e te conservasse assim, num processo que queria fosse hibernar, para assim te poder ver, amar, sem que corresse o risco de te perder, já que de ti estava a cuidar.
Mas não, porque madura ficaste, observaste a estrada para caminhar, e andaste. Caminhei a teu lado, kilometros a fio, segurando por vezes tua mão, e num olhar, num abraço, te levava sempre ao colo quando o tu e o teu cansaço eram mais que a vontade de andar.
Te segurei, amparei na descida, não fosses tu magoar-te, caí eu meus joelhos feridos, mas tu no meu regaço quentinha me dizias...." me sinto tão segura junto a ti!!!".
Oh! Beatriz de doces cansaços, por onde vais que te não abraço?
De aniversarios vivi, de festas improvisadas e de amor, senti, como organizadas por ti não vou esquecer, os balões, o sorvete e a agitação da supresa dos meninos escondidos como prendas que me oferecias, que num dia á chegada, escondidos na casa numa corrida linda me abraçaram num grito.... " parabens.... Toni!!!". Oh! Rio Maior, de sonhos incontidos, que tão longe estas, na mente do meu amor.
Na tua enxaqueca súbita, após centenas kilometros palmilhar, e mal após chegar, eis que teu grito me faz voltar. "Toni....não sei que tenho, mas preciso te olhar...".
Num passo rápido, num olhar relâmpago, mesmo sem dormir e descansar, eis que estou a voltar para junto de ti amor, te tratar. Que tens, que dor é essa que te aflige....não te preocupes, eu estou aqui para te cuidar.
Num olhar quente, febril de delírio talvez, senti o apelo do coração em te beijar, mas tu estavas a fervilhar, teu corpo incandescente queria acalmar.
Na vigília, no teu olhar, segurando tua mão te acalmava a ira dos graus centígrados a mais em ti.
O teu olhar, a tua face, teus lábios gretados me suplicavam o amor, que eu queria mas não podia dar..., afinal eu era o teu anjo da guarda, e os anjos não sabem amar.
Das refeições fugidias, bem construídas por sinal, um hino se tocava a cada garfada, porque tudo aquilo era amor que eu esperava, e dava. Que bom afinal, era o céu na terra.
De que foges, por quem foges Beatriz?
Te sonho acordado, te imagino no limbo, te abraço no leito, te amo na vida, meu doce encantado, não te quero perdida!!!.
Em Leiria vivi, na Aguieira sorri, o amor de um dia... te lembras?
Há referendo maternal, que tão ciosa quiseste cumprir, mesmo gripada não deixaste de ir. Por ti corri, e bati recordes, que hoje me fazem recordar as aventuras de amor que sangram agora em meu peito, mas te digo.... não rejeito.
Na cartomancia vivi, o futuro anunciado, de tempos atribulados pelo amor calado, sentido, abafado, mas não adivinhado na tua partida....que agora agonizo, em sofrimento condensado.
De um amor pré-destinado, com coragem anunciado, fraquejaste, tiveste medo do povoado, quais lobos esfaimados de tudo quererem devorar, até os nossos corações amados.
Oh! Compostela, de Santo Apóstolo, porque não me avisaste do mal que me ia acontecer, numa noite invernal, onde me senti bem, em fé, e feliz?
Senti o amor, a fé, o fervor nessas tuas pedras centenárias, acalentado pela tua presença Beatriz, e a saudade roí agora minhas entranhas.
Não sei de que foges, para onde vais, mas te espero, pacientemente, na esperança de que o amor nunca abandone o teu coração, nem a lembrança te deixe órfã de memória, nem esqueças quem tudo deu, tudo fez, e jurou sempre amar.
Eu sou Homem-amor, talvez tristeza também.....
Mil anos que eu viva, mil anos te amarei!!!.


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Eu Sou o Grito.....!!!.

Eu sou o grito...
alma penada, violada,
no desespero contido,
corpo dilacerado, sofrido...,
Dores que sinto,
as saudades suporto
num estertor
eu grito!!!.

Do que quero e acredito,
do que dizem e não aceito,
sabor amargo sinto,
nesta mágoa que
me invade o peito.
eu grito!!!.
.
Há! desespero vocal,
de entranhas profundas,
dores insanas, torturas,
porque eu sou,
de tristezas ganhas,
de amores perdidos,
em batalhas tamanhas,
eu sou o grito!!!.
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Não quero penses mal,
onde tudo sofre a preceito,
quais estranhos sentimentos,
mesmo querendo vencer,
este mal, eu acredito,
Desventuras dos meus amores,
choros longos exaustos,
de tortuosos caminhos penantes
por onde caminhas tu,
não somos amantes?

Nas dores minhas
como que só da minha
natureza fazem parte,
serei eu aberrante se por amar,
num estrondo cair
sofrer, gritar,
do meu peito
a lágrima abundante?
eu sou o grito!!!.
.
Cansado, esgotado,
abafado de tão irritante...
não quero pensar que por gritar
te não estou a amar bastante.
Do meu clamor profundo,
numa raiva mal
disfarçada, não amada,
nem desejada,
quero que saibas
que enquanto grito
te segredo num desespero
não contido, o amor sofrido
querido de te ver abraçada!!!.
Deixa que meu peito soçobre,
vergado ao peso do cansaço
Eu sou o grito!!!.

Martirizado e vivo,
sentido, chorado, talvez maldito...!!!
num movimento tolo, de saudade,
vivo tormento, sofrimento tanto,
mais parecendo, morto-vivo.
Eu sou o grito!!!

Num gesto louco,
pensando abstracto,
como me sinto,
tonto, embriagado,
pelo teu regaço!.

A saudade mata,
um punhado de raiva
incontida, pelo amor ido,
que num choro,
a angustia abafa!.

Nesta sala vazia, onde sorri, vivia
o amor partia,
sem querer saber o que fazia!.
Eu sou o grito…!!!

Num jeito estrito,
talvez maldito!!!,
o desejo mata, a fome sacia,
num afago no leito,
num aconchego bravia,
beijar-te na tua
rebeldia!.

Oh! Segurança insana,
tanta vez propalada,
que quando comigo estas,
me fazes sentir rei
num trono-cama,
num abraço fugaz, repentina dama
que escapas à lei.
Eu sou o grito!!!.

Porque de manso eu sou,
Sofrido, amante,
carpindo dores de ti sentido,
Na tua ausência
Eu vivo a mágoa de sentir
Que mesmo gritando,
Nunca serei ouvido!.
Eu sou o grito…..
tenho dito!!!.

(prosa original de Antonio Ferreira)
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