Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

******************

Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

******************

(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

*******************

" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

*******************

QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

*******************

“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

_____________________________________________________________________________


**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

------- >>>>>>> mongeporamor.blogspot.com
(basta clicar no icone à esquerda, canto superior)


PARA ACEDER A ESSE BLOG BASTARÁ CLICAR EM CIMA DA IMAGEM QUE SE ENCONTRA NO TOPO DO LADO ESQUERDO DO VOSSO ECRÃ.GRATO PELA VOSSA AMIZADE.
_______________________________________________________________________________________

Meu Nick's Preferidos que uso: farolluminoso / estreladamanhã


Tradutor / Translate

TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!

domingo, 26 de abril de 2009

Deus do Caminho, Tu me Ouviste, Tu me Falaste...


Esta é uma experiência que quero partilhar com todos os meus leitores, seguidores fieis. Não posso deixar de o fazer, por uma questão de fé, e partilha.
Na madrugada de 24 para 25 Abril de 2009, fui vitima de furto de meu automóvel, eram sensivelmente 2,3o da manhã.
Fiquei gélido de pavor, quando tomei conhecimento deste facto horrivel. O pavor, desconforto, e porque não a raiva, se apoderaram de mim. O pânico foi total, tenho a consciência desse facto, não resisti a tamanha desventura.
Não vou cansarvos com pormenores, mas posso dizer-vos que foi uma noite em claro, na busca do que me pertence.
Na mala de meu carro estavam todos os meus haveres de afectos, e não só, entre elas o meu portatil, onde guardo informação preciosa irrepetivel, como por exemplo fotos, entre outras coisas. Em termos materiais avalio em 2500 €uros o valor do que ali estava, mas o mais importante seria a perda de informação que nunca mais eu poderia reaver.
Meu irmão diligente, me ajudou muito, e no carro dele, fiz buscas em toda a cidade.
Eu, em estado de choque, de transe, de até diria... histeria, não queria entender a barbárie de que estava a ser vitima.
Desde as 2,30 da manhã até as 4,30, sempre em choro de desespero, falei com Deus, Lhe pedi o seu auxilio, para que não permitisse tamanha barbárie. Falei, "ralhei" com Ele porque não me protegeu.
Tornei-me obsessivo, e teimei em falar com Deus, sempre Lhe rogando, suplicando um milagre de encontrar meus haveres sem serem tocados por ladroes de circunstancia que logo trocam tudo por meia dúzia de euros para snifarem ou injectarem droga.
Falei, falei... supliquei, chamei por Deus.... e parecia não ser escutado.
A opinião era unânime, eu poderia reaver meu carro no dia seguinte, mas..... dos haveres, nem pensar, seria caso perdido. Esta opinião, era geral, e muito forte, pois se apoia em factos reais, tristemente celebres, e de todos os dias.
No meio daquele desespero, eu falava continuamente com Deus, lhe suplicando ajuda, e não demorei a fazer um pedido especial a Deus...., e Lhe disse.... "Oh! Deus, tenho a consciência de que sou pecador, que sou fraco, talvez não merecedor de Tua atenção, mas atende-me, nem que seja pelas coisas guardadas no meu portátil, que não dizem só respeito a mim, mas a pessoas que te temem, e por isso, te suplico, ajuda-me, dá-me o caminho até ao meu carro, não permitas que me destruam o amor, o afecto, que tem naquele aparelho, esta lá tudo da minha vida.... Te peço, ajuda-me, não permitas que eu seja destruído, ajuda-me.... e olha Deus, se eu encontrar meu carro e haveres intactos, prometo, prometo ir a pé a Fátima como paga da Tua ajuda.... prometo, prometo.. juro, juro, juro.....( a cada palavra, eu batia com o pé no chão, em tom afirmativo)". Fiz esta prece, num tom forte, sentido e de profunda comoção, sinceridade, com muita fé e profundamente convicto da ajuda de Deus.
Eram 4,30, e minha queixa na policia estava quase pronta, quando entra um agente que vem de serviço externo, e se inteira do que eu relatava.
Foi-me dito....." Olhe, tem uma chance de encontrar seu carro, mas não se convença de encontrar os seus haveres, porque isso é caso perdido.....mas, lhe digo, procure pela zona do Montes dos Burgos (zona extensa, dormitório da cidade do Porto, seguramente com uma extensao de uma pequena cidade, enorme por isso....), porque por vezes as viaturas roubadas são lá depositadas.".
Não quis esperar mais, saí de imediato com meu irmão em direcção ao Monte dos Burgos, serão 4,45 da manhã.
Quero dizer-vos, e aqui reside a minha certeza da existência de Deus....não houve casualidade, porque eu sei, e conheço a zona, porque é extensa e complexa. Saí da esquadra, e demorei 20 minutos chegar ao Monte do Burgos, e sem hesitação, sem duvida, sem voltas perdidas, qualquer investigação ou hesitação, caminhei na direçao que meu coração determinava, e bastou-me mais ou menos 1000 metros de caminhada, para directo, sem hesitações encontrar meu carro.
Dirão os meus leitores.....Casualidade, coincidência, sorte, acaso..... não!, não!, não!.
Passei por alguns lugares de estacionamento e não vi meu carro, e muito depois de ter passado uma zona habitacional, entrei numa área descampada, sem habitações, onde nada existe a não ser arbustos, e aí tive um sobressalto, como que algo que me dizia...." vai ver, não avances....".
Pedi a meu irmão que parasse, ao que ele estupefacto me retorquiu...."aqui.....neste descampado?!!!"
Eu respondi: Sim, aqui, deixa-me ir ver esta zona....!!!.
Digo-vos, caminhei 50 metros, e para meu espanto, numa ravina lateral, abaixo do nível da estrada, encoberto por arvoredo....ali estava o meu carro, estacionado muito escondido.
Temi chegar-me a ele, e a medo verifiquei que tudo estava intacto. Tudo!!!.
O ladrão, optou por esconder o carro, temendo transportar de madrugada muitas pastas e coisas que dariam nas vistas, e de manhã fazer o seu "negócio", só que eu cheguei mais rápido, e pela Mão de Deus, poderia eu dizer que "roubei" o prórpio ladrão, ja que recuperei a minha viatura em 3,5 horas numa vasta cidade como o grande Porto.
Acho que esta descoberta, tão rápida, e tão directa do meu carro, tendo em conta o local, e a forma como se encontrava, e ainda o facto de eu ter caminhado por assim dizer directo, sem hesitações na direcção dele, numa vasta zona, de arruamentos complexos, a modos como que sabendo à priori" onde ele estava, foi um milagre, uma vontade divina, a mão de Deus nos meus passos.
Eu não tinha nenhuma razão aparente para ter parado ali, e fazer a busca, seria o último lugar do mundo onde eu iria procurar meu carro, de certeza que sim!.
Meu irmão não encontra explicação para aquela descoberta naquele local, mas eu sei a razão.....
Deus me deu a mão, me falou, me tocou, e me levou ate ao que eu mais queria..... o amor contido naquele portátil.
A este Deus amigo, que me escutou..... eu chamo.... DEUS DO CAMINHO!.
Obrigado Deus, pelo milagre que operaste em mim, não sou digno da Tua atenção, mas mesmo assim vieste em meu auxilio..... obrigado Deus, obrigado!!!!
Em Outubro de 2009, cumprirei a minha promessa, que sei ser a razão desta ajuda Divina, e irei a pé a do Porto a Fátima, numa extensão de aproximadamente 250 km, serão 7 dias de caminhada.
Eu vou, e irei sentir mais uma vez a grandeza, a misericórdia de Deus, que mesmo quando não somos merecedores, nos auxilia, tal como um pai, que nunca deixa de dar colo a seus filhos.
Ámen!.

.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SOU O HOMEM-TRISTEZA, SOU O HOMEM-AMOR…



Tristeza, estado de espírito, melancolia, saudade, vontade de se deixar abater, de sorrir muito menos…. quem não teve já tristeza?
Eu sou o homem-tristeza, o carregador de pianos, aquele que verga sob o peso do querer bem, e tudo estar bem à sua volta. Carrego a melancolia, a nostalgia, o bem-querer, antes de mais de mim mesmo.
Todos nós nascemos com um sentido kármico, com um objectivo, e que por vezes nem nos damos conta. Quantas vezes descobrimos nosso destino, já tarde, para além do que é possível retomar?
Uma sensação permanente de perca, uma vontade de não estar aqui, uma vontade de estar sempre onde não podemos estar, enche o coração dos entristecidos, dos que por alguma razão têm que suportar as dores, e mágoas de outros, que não as próprias.
Eu sou o homem-tristeza, sou kármico, e digo isso porque olho para trás e sinto que toda vida servi….melhor, se serviram de mim.
Nunca trabalhei menos que 14 horas/dia desde os meus 16 anos, incluindo sábados. Uma excessiva noção de responsabilidade, de dever, me atirou para uma situação de consciência letárgico, em que noto a inutilidade de tal postura.
Não apelo à irresponsabilidade, nem à indignidade, mas tão somente ao equilíbrio, e vivência de amor partilhado, sempre vivo, muito amado.
Agora que sinto esse tempo perdido, carrego a amargura de algo de excessivo, de algo que nunca deveria ter acontecido… deixei que o amor ficasse sempre ao lado, sempre.
Se me questionar, do que tenho e sou, talvez não consiga responder, talvez nem saiba como pensar…sempre fui obrigado à máxima…. “ Tem que ser…..”!!!.
Agora, que carrego esta tristeza, e sinto essa dor aguda, que remédio? Que cura?.
Procuro, quase tive, quase….. mas só foi quase, porque nada há de pior, do que a consciência de não recuperar o tempo perdido, a sensação de esbanjamento, de gula material, procurando tudo ter, e afinal, realmente…. Não ter nada!.
Sou o homem-tristeza, essa cruz eu carrego, e tenho a certeza de que nunca mais essa crua vai sair de meus ombros, só a morte me aliviará. Tentarei, mas….
Sou como a moeda, o ser de duas sensações, de duas realidades, que nem sempre coabitaram bem pelo que pressinto.
O “tem quer ser…” de um lado, e do outro o amor…, aquele amor que eu pensava estar a exercer, a fazer, a construir…, não, como estava enganado! Tão somente, permiti que o mercantilismo, toma-se conta do meu dia-a-dia, só isso, e não foi pouco.
Por toda a minha vida, pensei amor, pensei bem-querer, pensei tudo fazer, e deixar-me levar pela sensação gostosa do amor, mas …eu, que sou amor….falhei.
Ausentei-me, passei ao lado, endureci meu peito, fiquei máquina, tornei-me executivo, teórico implacável, mas eu tinha e tenho amor, mas não me apercebi da forma como o aplicava, sempre o fazia de forma automática… afinal, eu estava enganado.
Eu descobri tarde, eu percebi tarde, e tentei ganhar tempo, e confesso que senti paixão (e ainda sinto!!!), que gostei, amei, amo, mas tão tarde…. francamente, muito tarde.
Mas não desisto, não baixo os braços, porque mesmo que apanhe a última carruagem do comboio desta vida, não deixarei de chegar ao mesmo tempo à estação que os que viajam na primeira carruagem. Eu luto!.
Sempre senti amor pelas coisas, pelo trabalho, pelas pessoas, mas nunca paixão….e agora, já é tarde. A paixão veio, e talvez por ser tarde, adquiriu um sentido muito forte, porque paixão+maturidade igual a muito amor. Eu estou assim… simplesmente assim…
Eu sou o homem-amor!.
É bom viver apaixonado, muito bom, e só quem o experimenta o pode dizer… e eu toda a minha vida, paixão, foi coisa que francamente não tive… mas agora é tarde, mas gosto.
Sempre me dei, sempre fiz de tudo pelos outros, nunca criei conflitos, nunca prejudiquei, pois sempre procurei amar, mas fi-lo de uma forma que não com o coração, porque esse nem sequer se dava conta que existia, mas sim com o sentimento de bem estar, de bem suceder.
Agora, vivendo de paixão, amando com o coração, percebo a inutilidade do bem material, do luxo sumptuoso, inútil, frio distante…e dou mais valor à sanduiche e um sumo no colo, no regaço de quem se ama, contemplando a luz, sentindo a energia que brota de um coração apaixonado.
Eu sou homem-tristeza, eu sou homem-amor.!!!.


.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SIN MIEDO A NADA.....


Esta é a letra de um link que se encontra acima, no cabeçalho, na canção balada ...."SIN MIEDO A NADA!!", cantada por ALEX UBAGO.....
É algo de maravilhoso, e eu não dispenso de a escutar todos os dias, porque é um grito, um pedido cantado de amor, é a dor, e de que maneira superior, por Alex Ubago.
Cliquem no link acima, fechem os olhos, procurem cantar a par, e verifiquem a vibração, a força desta interpretação, de nível superior.
Noites houve em que escutei esta balada por mais de 30 a 40 vezes sem me cansar, para me compensar, porque é o meu grito, é a minha luta, é o meu sentir expresso num conjunto de sons (piano e voz....), de nível insuperável.
Leiam esta letra, devagar, atentem na profundidade do grito de desespero por amor nela contido, e de seguida, escutem a interpretação no link acima.... façam, não se vão arrepender.

António Ferreira

-------------------------------------------------------------------------------------------




SIN MIEDO A NADA


Me muero por suplicarte que no te vayas, mi vida,
me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas,
más me callo y te marchas,
mantengo la esperanza
de ser capaz algún día
de no esconder las heridas
que me duelen al pensar que te voy queriendo cada dia un poco más
?Cuanto tiempo vamos a esperar?
.
Me muero por abrazarte y que me abraces tan fuerte,
me muero por divertirte y que me beses cuando despierte
acomodado en tu pecho, hasta que el sol aparezca.
Me voy perdiendo en tu aroma,
me voy perdiendo en tus iabios que se acercan
susurrando palabras que llegan a este pobre corazón,
voy sintiendo el fuego en mi interior.
.
Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada dia
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.
.
Me muero por explicarte lo que passa por mi mente
me muero por intrigarte y seguir siendo capaz de sorprenderte,
sentir cada dia ese flechado al verte,
?Que más dará ço que digan? Qué más dará lo que piensen?
Si estoy loco es cosa mía
y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor,
vuelvo a ver brilhar la luz del sol.
.
Me muero por conocerte, saber que és lo que piensas,
abrir todas tus puertas
vencer esas tormentas que nos quieren abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios,
y ver en tu rostro cada día
crear, soltar dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir
Alex Ubago



.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Beatriz, onde estás….não te ouço, enxergo ou abraço?


No encalço de teus passos, eu caminho tentando adivinhar os compassos, espaços de teu pensamento regular… onde estás Beatriz?
Não escuto o ruído do teu caminhar, não sinto a sombra de teu ser amar, porque no nevoeiro de uma manhã fresca, de brisa húmida, te foste, sem anunciar.
Perdido, no meio de um sentimento larvar, que me consome as entranhas, me destrói o amor-próprio, me esquenta o corpo, tanto “gatinho”, tanto…. Pois queria te encontrar!.
Uns me dizem que por ali foste, outros nem ouviram falar de ti Beatriz, e eu aqui tonto, zonzo de tanto clamar, chamar o amor perdido naquela manha de brisa húmida, que me humedece o corpo. Onde estás?
Sinto o cheiro, o perfume, o teu calor, no trilho da vida, mas continuas a escapar, e eu sem te encontrar.
A esperança é vã amiga, é companheira de viagem, me empurra, me diz…. “vai, vai…. Tu vais encontrar… Beatriz!!!!....”.
Pobre companheira, de ilusão vã, é a única que não desiste, me incentiva a continuar.
Boa amiga, conselheira até, esta esperança, nunca abandona este corpo que está a definhar, sentindo exausto o passo, o martírio de tanto andar.
Levo flores, talvez numa ilusão de te trazer, pelo perfume de uma rosa, duas ou mais que tu quiseres, e assim te conquistar….sim, porque afinal as flores se dão bem no jardim do teu amar.
Onde estás Beatriz, não sinto o teu palpitar, o teu respirar…?
Lembro a cor de tua pele, de teus olhos também, e ate de teu refilar, mas sabes… tanto pergunto, mas ninguém me responde…. desconhecem…, dizem, que quem é por ali não passou, não deixou esse perfume no ar.
Oh! Beatriz, que trilho esse, que o tempo teima em apagar?
Aqui e ali, encontro pedaços do teu amar, um beijo perdido aqui, outro ali….há! também um olhar num outro local…, abraços encontrei também…, e algumas lembranças…, mas de ti nem rasto, sumiste qual deusa que regressa ao seu habitat natural…. O Olimpo!.
Neste caminho que quero não errado, por onde faço a minha procura de ti, o que encontro farto, são as lágrimas derramadas que me ensopam a visão, me dificultam o caminhar.
Todos esses sinais de ti, recolho, carrego num esforço tumular, esperando com eles poder te resgatar, afinal, não és tu a dona de tanto amar?
Sinais, simplesmente sinais que queres apagar, mas de tantos que eles são, atabalhoada para trás deixaste ficar. Não tem mal, porque servem de referência, de garantia a um amor imortal…!!!.
Com esse sinais, “retalhos” de amor vivido, espero “construir” o “castelo” onde vou guardar tudo, mesmo tudo, esse espólio, indestrutível, que ingenuamente quero conservar não vás tu voltar, … já viste, que “vestirias” tu se não te devolver o que deixas-te cair?
Nesse “castelo” com forma de coração, não há que enganar, a porta é única, talvez a saída nunca a vás encontrar…, mas para quê? afinal não queres amar?
Oh! Beatriz, que te sinto, te pressinto, e não te consigo enxergar…, que fazes, por onde andas…. Quem estas a amar?
Não desisto, mesmo com o desalento a espreitar, pois levo a esperança comigo, a ilusão de te encontrar.
Os caminhos são longos, parecem nunca acabar, mas te digo, quando para trás olho, tenho vontade de continuar…, tanto que andei, tanto que chorei, tanto que amei… hei-de te encontrar, prometo Beatriz…,porque tu és o mar, tu és o fim de tudo, és a profundeza de um amor sem fundo.
Sabes, não basta “fugir”, pois primeiro é preciso o amor matar…, e ao que parece, nunca ninguém o conseguiu, a não ser, só o abafar, calar, e suportar num sofrimento calado, numa tortura sem sentido.
Quando o sentimento existe, quando a dor persiste, porquê calar? Afinal nossa vida não é amar?
O bom não se enterra, bem como o mau que não se deve lembrar, mas o amor esse sim, tão bom de verdadeiro sentido, de felicidade vivida, porquê enterrar?
Nesta vida, onde viver por vezes é difícil, e amar um desígnio, não devemos esquecer, mas sim lembrar, o bom, o mel, o bem-querer, e desejar, pois já basta o sacrifício de ter que caminhar.
Eu quero lembrar, eu quero “viver” esses momentos, essas alegrias essas vontades imensas de amar, e de felicidade incontida….pois nelas encontro a força, a energia e a vontade de estar vivo….e acima de tudo, sinto Deus quando amo!.
Deus amor, projecto de vida, força universal, argamassa, força, e vida…, Tu és amor e eu teu servo senhor.
Oh! Beatriz, que sentes o sangue ferver, não bebes? Não te sedentas? Porque deixas que o calor aperte, e o sofrimento vença?
Bom, minha amiga esperança, continuemos, me ajuda, me dá a mão, me segura o andar, mas não fiques para trás, pois na frente deves estar…, eu te sigo, puxado pela ponta de teu cajado, e quando te olho, esperança, sinto o teu brilhar no olhar, como que me chamando…, “ anda, vem, nós a vamos encontrar….!!!!”.
Por onde andas Beatriz de bom olhar, que te pressinto, e te escapas, sem que te possa enxergar?
Te amo Beatriz!


.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

És o Meu Rio de Àgua Fresca….


És o Meu Rio de Água Fresca….

Na sede que passo, nesta fome de ti, nem sei que faço…., porque sinto o passo dormente, fraco de correr pelo teu regaço.
Na ânsia de te ver, te encontrar, lanço meu olhar, num acto tolo, como querendo trespassar o opaco das paredes que me encerram… como eu gostava “viajar”, ir num e vir noutro passo…. mas não posso, eu não posso!!!.
Sentir a tua pessoa, eu me esforço, e te digo quase faço. Não sei bem de que falo, não sei do que penso, mas que te sinto, sinto!.
Sentir teu cheiro, o teu perfume, o teu sorriso… oh!. Ventura, oh!. Sofrimento, que fazes? Por onde andas?.... e eu aqui num lamento!!!. Vem, corre, aproveita este rio de água fresca… sacia-te na sua frescura, e já agora aproveita, traz para mim um pouco de tua brandura.
És o meu rio, de torrentes velozes, mais parecendo ter pressa de desaguar no mar…, mas repara, porque corres tanto, se de água já o mar está cheio?
Deixa estar, segura teu ímpeto, não tenhas pressa, porque a distância até à foz deste rio de água fresca, é ainda grande, e muitos estreitos rápidos tens que enfrentar, quedas, penhascos, precipícios…, mas eu sei, que mesmo depois de tudo acontecer, de tanto correres vais acalmar.
Ouço o teu rufar, como água passando veloz na garganta, talvez a sede de te beber não deixe eu pensar, que talvez lute….mas acabe por perder!.
Sabes, és o meu rio de água fresca, costumo lá andar, e me deleitar, sentir o teu borbulhar, numa agitação frenética, quase louca, mas sempre no leito do teu regaço… é com essa água que a sede mato.
Esta sede, que me greta os lábios, me turva a visão, me enche de secura o coração….faz de mim um ser em contracção, redução de massa muscular…, mas como queria eu te beijar, molhar meus lábios, refrescar minha fronte, sentir o doce sabor do fresco do teu abraço.
Não corras, não vás de encontro ao penhasco, deixa o tempo ajudar… afinal eu estou a lutar, mas confesso, sinto-me esgotar, e talvez deixar-me embalar na velocidade de tanto querer amar.
És o meu rio de água fresca, no qual encontro a criação Divina, na transparência de tuas águas cristalinas, quais borbulhas gasosas que teimosamente teimam em subir ao céu. Tanto borbulhas…. desculpa, tantas borbulhas queria eu dizer, essa água deixa libertar, talvez seja vida, seja amor a querer chorar….
Deixa que eu beba, deixa que me “afogue” neste mar, neste rio, neste borbulhar, deixa que a sede morra, deixa a fome de ti passar, és o meu rio de água fresca, onde me quero banhar.
Quando te observo, quando a face na água te vejo, no meio daquela correnteza louca, porque tens pressa de desaguar? E logo no mar, onde há água até fartar….
Oh! Meu rio de água fresca, que corres apressado, se calhar tens razão, a vida são dois dias e não é que este vai na conta!!!. Abranda a correnteza, deixa meus lábios refrescar, sentir teu corpo querer beijar… me mata a sede!!!.
Sabes, Beatriz, que neste rio de água fresca te banhas, eu te espero lá na foz onde desagua teu leito caudaloso, talvez lá, possa te segurar, prender amar, abraçar, e assim impedir de com as minhas lágrimas teu rio engrossar.
Te amo Beatriz, de águas frescas…..eu te bebo, me sacio, e deleito, na tua correnteza, eu espreito no meio de tanto borbulhar, procuro tua face, teu olhar, teu sorriso e me deixar amar, oh! Beatriz.

.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

No Teu Encalço....Beatriz!!


No teu encalço, caminho,
num mar de correntes fortes,
navego, com terra à vista,
sofucado,
vá eu afogar,
não quero sortes,
só teu carinho.
Num sentido único,
sem retorno,
numa braçada,
num pensamento
que quero púdico.
Num sorriso, num sufoco,
no esbracejar,
gritar, chorar,
no teu encalço, caminho,
te salvar numa
laçada, pensada
no teu sofrimento... toco!.
Ondas alterosas,
bravio mar, de espumas,
alva brancura,
não quero soçobrar,
querendo não afogar,
o que tanto custou
a ganhar.
No teu encalço, caminho,
Beatriz,
vencendo as ondas,
fazendo barulho....
baixinho... caminho!.
No meu mar agitado,
batendo sorte,
neste borbulhar cansado,
por vezes te sinto,
te toco, não à morte.
Mas... pobre de mim,
exausto, quase afogado...
resisto, respiro,
insisto...
No teu encalço, caminho,
Beatriz de olhar molhado!.
onde as lágrimas
saem, sem saber a
nada.
Oh! ondas alterosas,
maldosas,
tormentosas,
não me afasteis do sonho,
neste mar coalhado,
matreiro,
onde luto por encontrar-te!
Que me foges, escapas,
no teu carinho,
as ondas são fortes,
as braçadas frágeis
meio a esta espuma alva
me engano, bebendo
de teu salgado
no teu encalço, caminho.
Qual esforço, sobre-humano.
Beatriz, de doces cansaços
de ondas agitadas,
porque te afogas
no mar das dúvidas?
Deixa meu braço chegar-te
minha mão,
meu corpo abraçar-te
Não, soçobres,
não afogues
não mates
o amor é vida
neste mar agitado,
deixa a calma
batida
deixa a dúvida
que na vida,
te encontrarei
no teu encalço, caminho,
Beatriz!!!.


.

Desertos de Vida.....


Desertos, vastas áreas de areia, inóspitas, onde o caminhar é difícil, talvez impossível se não houver aprovisionamentos suficientes, porque o perigo de por lá ficar é mais que muito.
Fazer a travessia do deserto, é talvez o lugar mais comum dos humanos, porque todos nós temos um deserto na nossa vida.
Por vezes damos sentido a essa "travessia", como um momento de purificação, de reflexão onde pela ausência de ruído, de sons, de "lixos", podemos atingir um estádio de desenvolvimento espiritual mais elevado....é o momento da reflexão!!!.
Os políticos usam-na muito, e dão-lhe um sentido penalizador, é a modos como um degredo por um acto, ou eleição mal sucedida. Mas de facto todos temos um deserto, que pode ser mais ou menos extenso, tudo dependendo do do nosso grau de espiritualidade.
Os desertos podem ser significativos, mais ou menos expressivos, segundo os nossos objectivos de vida, pois neste contexto falo de desertos que tem a ver com algo de terráqueo, de mundano, das coisas dos homens e sua governação.
Queria contudo falar dos desertos do coração, das solidões vividas, e de abandonos sentidos.
Esses são os desertos mais comuns, muito mais que imaginamos. Eles estão fixados na mente, nos corações de cada humano.
Não são conhecidas as "medidas", o "tamanho" dessas "áreas" não materiais, mas teem seguramente a extensão do desgosto, da grandeza de alma de cada um, sendo por isso muito variável.
O sentimento do deserto de afectos, das solidões vividas e impostas, sofridas, são os desertos que mais temos que vencer.
Neles por vezes nos refugiamos, e são perigosos, porque sabemos como lá entramos, e não sabemos por vezes como de lá sair.
Encontramos por "lá" a paz, o momento de reflectir, de interiorizar, mas cuidado, senão formos "equipados" de modo a poder de lá sair, talvez nos percamos sem encontrar retorno. Fundamental, levar uma "bussula" de amor!!!!.
Todos temos uma vez pelo menos na vida o nosso deserto de afectos, de sentimentos esquisitos que sentimos tocar as raias do abandono.... da rejeição, do mal-querer, ou pior do mal-amar.
Se nos for imposta essa caminhada, deveremos aceitar, pois é uma oportunidade única de experimentar a dor, o sentimento da angustia, do abandono, do estarmos entregues à nossa dor, a nós mesmos..., sermos forçados a encontrar o caminho, o trilho, o equilíbrio, o....amor!!!.
Se levarmos a tal "bussula" de amor, talvez seja mais fácil sair de lá, e vencer a experiência, mas que dificil é, é!!!.
Eles, os desertos, nos infligem miragens, nos fazem sentir alucinados, nos podem atirar para o fundo da vida, para o poço dos infelizes, para as masmorras dos desgostos, para as coisa negras que a vida tem. Caminhamos, caminhamos sem saber bem em que direcção, mas com um objectivo....sobreviver!!!.
Eu caminho, eu ando, e as marcas de meus passos nas superfícies lisas, e ondulantes das colinas dos meus problemas, para trás ficam como uma assinatura, como uma identificação, como as marcas pessoais do que fiz, faço, e hei-de vir a fazer, sejam coisas boas ou más, mas por lá ficam, e eu não queria que se convertam no ódio do que fiz e não devia..., do que quis e não tive..., dos sonhos vividos e não conseguidos...., não queria ver essas marcas como as chagas de uma vida, que quis de amor vivido.
Os desertos fazem parte da nossa vida, são parte intrínseca da nossa natureza, devemos atravessa-los, mas não nos demorarmos por lá, porque se formos lentos a encontrar saída, talvez acabemos por nos quedar, soçobrar, mergulhados na maior dos sofrimentos..... a sensação de que nunca fomos amados, ou queridos, mas simplesmente .... usados!!!.
São os desertos de vida....

.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

DIA DO BEIJO....


DIA DO BEIJO….

O Beijo, o contacto com a alma de cada um, o clímax do toque, a sensibilidade levada ao extremo, o “Grito de Ipiranga”, a “entrada” no “Castelo do Amor”, o poder dizer….. “pertences-me, te amo….!!!!”.
Algumas áreas da antropologia, consideram-no uma reminiscência canibal, a que nós humanos pela nossa inteligência e sensibilidade demos o sentido (feliz!!!) de amor, de bem-querer.
Seja o que for, não importa, ele é o gesto visível, a vontade manifesta fisicamente de amor. Se por ele nos contagiamos com algum vírus mais ou menos aborrecido, ninguém se lembra disso…. o importante é beijar, é dizer … “ Te amo!!!”.
No beijo concentramos nossa força sentimental, demonstramos nossa paixão, e podemos num beijo “descobrir” quem somos, como amamos.
O beijo, é o mote, é o grito, é o gesto público mais aceite pela sociedade, que contem em si toda a carga erótica da sexualidade humana, e ainda bem, que aprendemos a ver no beijo, no abraço e um beijo, um acto puro, que é próprio de seres racionais, dotados de inteligência Divina, e não ter uma atitude hipócrita, cínica de condenação.
Não faz muito tempo que o beijo era algo de pecaminoso, de luxuriante, de intimo para ser dado em publico, tal a carga emotiva e intima de um beijo, mas hoje, felizmente, nós sociedade, aprendemos a ver no beijo e sem pudores falsos, bolorentos, um acto nobre, de alguém que se quer bem. Porque não aceitamos os demais gestos de amor?
O beijo fugidio, na face, na boca, na testa, no pescoço, nas mãos, no pescoço, nos ……. (sítios mais incríveis…!!!), sei lá, pelo beijo nos damos, nos oferecemos num acto sublime de afecto puro, declarado pelo murmúrio prazenteiro de um amor explosivo, qual “vírus” contagioso que nos toma a alma e o corpo.
As descargas emocionais, (há quem diga … electroquímicas nos neurónios…), proporcionadas pelo beijo são incontroláveis, e normalmente são a “porta” por onde se entra no coração de quem desejamos… O beijo, o acto primeiro do amor, do bem-querer, desejar!!!.
Se beija na rua, em casa, e nos locais de trabalho…, mas também nos jardins, cinemas, e no nosso quarto, sim, no nosso quarto e às escuras, não precisamos de ter luz, pois tais como um míssil que se conduz por ondas de calor, os lábios se procuram e não falham no toque certeiro, num abraço lânguido, num estertor de corpos, culminantes de amor físico.
Hoje é dia do beijo, mas eu não preciso desta efeméride…. Sou beijoqueiro crónico, e não procuro “remédio” para este meu “mal”. Quero viver assim, com ele, até ao fim.
Beijarei sempre, que queira, o coração me mande, e o amor consinta!!!.
Contudo quero, alertar para a mercantilização dos afectos, ou seja, converter algo que é nobre, digno, num pretexto para facturar mais uns cobres em prendas, prendinhas e lacinhos.
O dia dos namorados, do idoso, da mulher, do pai, da mãe, dos …..Blá, blá, blá, tantos que eles são, que os 365 dias não chegam!.
Não vamos esperar pelo dia de ……, para fazer o que temos a fazer, e neste dia, hoje mais propriamente dito, o dia do beijo, eu vou aceitar vive-lo, e tentar beijar, claro se me deixarem, porque a quem eu queria dar beijos, está ausente, longe, e esquiva, e talvez passando menos bem, mas mesmo assim, irei fechar os meus olhos, e num gesto tolo, como de um puro utópico, que não idiota, eu irei segurar a nuca, o pescoço, e beijar de forma lenta, húmida, e demorada a boca com lábios de cor romã, e pensar….
“Te Amo!!!.”
Beijem, fiquem lambuzados, mordidos, mas …… amados!!!.
Num beijo se ama, deseja, e tem, mesmo sem que o “resto” não aconteça, podemos aceitar, que no beijo, concentramos toda a nossa vida emotiva, e sentimental, e quando damos um beijo, podemos ter a certeza de que tudo já aconteceu entre nós, mesmo tudo,
Porque um beijo, é o desejo, é paixão, é a certeza, de que tudo a partir dele é de esperar, e não condenar.

Agora deliciem-se com estas questões abaixo:


Os beIjos podem sêr:

  • 1.. Beijo na mão..! ..adoro-te
  • 2.. Beijo na bochecha....Só quero ser um amigo
  • 3.. Beijo no pescoço....Desejo-te
  • 4.. Beijo nos lábios....Amo-te
  • 5.. Beijo nas orelhas....Só estou a fazer joguinho
  • 6.. Beijo em qualquer outro lugar....Não vamos deixar-nos levar.
  • 7.. Olhar nos olhos....beija-me
  • 8.. Brincar com teu cabelo....Não posso viver sem ti
  • 9.. Mãos na sua cintura....Amo-te demais pra te deixar ir embora

  • Os Três Passos:
  • 1.. raparigas: Se algum rapaz fica fresco contigo, da-lhe uma tampa.
  • 2.. rapazes: SE A RAPARIGA TE DÁ UMA TAMPA, BEIJA-A.
  • 3.. rapazes e raparigas: Fechem os olhos quando beijarem alguem, é feio ficar a olhar fixamente.
Os Mandamentos:
  • 1 Não deves apertar com muita força.
  • 2 Não deves pedir um beijo, simplesmente dá um.
  • 3 Deves beijar a cada oportunidade.


    .

No Teu Sono, Eu Zelo .... Beatriz!!!.



No teu sono dos justos, depois de uma batalha bem guerreira, eu zelo pelo teu descanso.
Nos árduos caminhos, por entre ravinas que a vida nos coloca, eu zelo por ti.
Nas tuas dúvidas, e natureza tão humana, nas fragilidades da caminhada, eu zelo por ti.
Agora que descansas, num sono que sei profundo, enquanto eu por aqui zelo pensando como teu sono possa ser retemperador, eu te digo..... me abato, mas caio devagarinho.
Na ausência do teu sorriso, uma imagem se detém em minha pobre mente sobre-aquecida de tanto "viajar" no teu encalço, não vá eu perder de vista o porto de abrigo, onde possa enfim ter descanso.
Sei que dormes, porque te sinto, e não minto se te disser, que os olhos pesam, o corpo doí, mas o coração ama. Não minto!!!.
Tenho a sensação da pele, do toque aveludado, do gemer contido, num sussurro abafado, quando em ti toco e sem saber por qual lado eu posso manter teu sono..... acordado!.
O calor da cama, o apelo do quente aconchego, o teu respirar mais parecendo querer abafar, num movimento lento, entre o sono e amar, deixar o beijo saltar.
Quero ver-te dormir, com esse ar de quem está no paraíso, num relaxe pecaminoso, de formas curvadas, de um apelo contido... eu te amo!. Dorme, o dia foi bravo, a batalha está no intervalo, as forças não podem faltar, e o dia se advinha, sinto os pássaros chilrear, o galo está a cantar.
Eu zelo pelo teu sono, quero que seja continuo....mas teu ar pecaminoso, as formas curvadas....sim, em ti toco, num pensamento voraz, sedento de amor, há como eu queria manter o teu sono, e eu aqui acordado.
Pressinto o desalinho dos teus cabelos, "vejo-os" por todo o lado, mal vislumbro tua face, no meio de um tom claro, onde descubro os teus lábios num beijo continuo, e os olhos teus semi-cerrados, num olhar esguio de sono não acabado, mas te digo, Beatriz, eu zelo pelo teu sono.... acordado!.
Os pássaros cantam, seu chilrear é maior, o dia espreita, e eu aqui zelando, para ter a certeza de que teu sono é justo, e verdadeiro.
Sou o guardião do sonho, há desculpa...... do sono!!, o cansaço trai, já me troca as palavras, mas não o pensamento..... onde reside o alimento de um amor sofrido.
O corpo está aquecido, a vigília é longa, e sabes Beatriz.... não queria que fosse curta, porque enquanto dormes, eu sei que te contemplo...e assim posso "viajar" por ti adentro, como quem arruma o pensamento, como quem num lamento terno caído.... desejoso, ardente num corpo sedento... como te amo Beatriz!.
Minhas costas dão sinais de ceder, mas não desisto, então não sou o guardião de teu descanso Beatriz?.... tal como um soldado que sua princesa vigia, eu não quero cair exausto antes que seja dia, sem que tu antes me digas .... Bom Dia!.
Queria assistir ao teu amanhecer, ao teu esbracejar, e ver teus musculos estirar, e ouvir o teu gemido, na tua voz quente, dizer.... "já?!!!..., que horas são?...."
Gostava te servir um manjar, um pequeno almoço de chocolate, ou um sumo de frutas natural, talvez gostes.... não??!!.
Ok!, quando quiseres diz, porque não quero com nada faltar!.
Da saudade também se vive, dos momentos gostosos não vou largar, deixar cair meus pensamentos, relaxar meu sentimento. Posso cair de dor, de estretor arfar, mesmo não dormindo por tanto zelar, quero este amor guardar e conservar.... porque é pecado deixar o que custou tanto a ganhar!.
Te Amo Beatriz!.


.

domingo, 12 de abril de 2009

O Amor Não se Mata, Porque Amor é Imortal!!!


Sim, o amor é irmotal, não morre!.

Quando digo isso, não me refiro à eternidade do amor, que é tratado pelos eruditos da literatura, pelos músicos que o cantam, ou pelas películas mais ou menos imortais que eternizam o amor no seu abstracto, no seu geral como uma sentimento nobre, lindo, divino, como a "chave" para todos ou quase todos os problemas dos humanos.
Refiro-me ao amor pessoalizado, no concreto de duas vidas. É desse amor real que falo, não do amor filosofado qual sentimento Platónico, também tão importante para nós....!!!!.

  • Quando se ama mesmo...
  • Quando nos queremos mesmo bem...
  • Quando nos abandonamos a nós mesmos, para que o outro esteja bem...
  • Quando não dormimos para guardar o sono do outro...
  • Quando nos preocupamos se o outro está alimentado, ou descansado...
  • Quando o outro chora, e nós lhe enxugamos as lágrimas...
  • Quando o outro sorri, e nós damos gargalhadas de felicidade...
  • Quando o outro vence uma etapa, ou uma batalha, e nós lhe proporcionamos o descanso dos guerreiros...
  • Quando o outro nos olha, e os seu brilho nos ofusca...
  • Quando o outro nos abraça, e beija, e nós sentimos as pernas ceder...
  • Quando....... nós amamos mesmo, mesmo...
  • Quando o outro não está, e nós ficamos com a sensação de que estamos "vazios"...
  • Quando a saudade nos consome a alma, e martiriza o peito....
  • Quando tudo isto nós sentimos, nós amamos mesmo!!!!.
  • Quando.....

Este amor, esta dedicação e vivência não mais morre, no sentido de fazermos de conta que nunca existiu.... impossível !!!.

É horrível querer varrer este amor para "debaixo do tapete", tentando iludir o coração, fazendo que tudo não aconteceu, não existiu, é a tortura do doce, do bom, do gostoso, daquilo que nos fez e faz bem.....

Viver, passando uma vida por cima do tapete onde "escondemos" o amor, é o pisotear dos nossos sentimentos, daquilo que temos de mais nobre... o amor!!!.

Tentar, fazer de conta que tudo é acidente, que nada aconteceu, que é virtual, e dizer.... "ok!, basta!", é talvez a pior maneira de dizer e falar de amor, porque estamos a negar o que sentimos, a felicidade vivida, e a recusar a paz dos corações, a vida com amor.... é "comprar" a tortura, à má consciência, é o recalcar da felicidade, é negar a Deus, é optar pela amargura, é talvez na pior das hipóteses.... tornamo-nos rancorosos, amargurados, e "invejosos" do amor que vemos os outros viver, e sentir, e desejarmos para nós mesmos o anti-amor, e nos colocarmos na prateleira dos "encalhados", dos sem amor, daqueles que pensam (mal...!!! ), que nunca nasceram para se sentirem amados, ou amar alguém!.

Rejeitar amor, renegando-o, ou omitindo-o, é negar o alimento do coração, da alma, da vida, e é comparável com o negar alimento ao corpo moribundo, faminto, deixando que ele morra na sarjeta da vida!!!.

" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFÍCIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!"

.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Saudade....


Saudade, sentimento de ansiedade, torturante, insuportável.
Sentir saudade, é algo que só se tem de algo que nos é grato, de algo que nós gostamos, amamos.
Nós sentimos saudade do que nos fez bem, do que nos fez sentir paz, e felicidade. Ninguém tem saudade de uma dor, de uma coisa má, de algo que não queremos ver repetido.
Eu tenho saudade sim.... muita saudade, e nem sei como vence-la, bem que tento, mas não consigo.
Penso que é dos sentimentos que mais comuns são, e que tão mal nos fazem.
Vivo momentos de saudade, dormito, e a vontade de me alimentar é pequena, pois a saudade nos faz sentir assim. Provoca insónia, provoca angustia, provoca sofrimento.
A saudade é a força que mantém laços, que mantém sentimentos, mesmo que por vezes os não queiramos ter..... saudade, só se tem daquilo que se deseja!.
Este sentimento, muito cantado pelo nossos músicos e cantadores... é fonte de poesia, e sonho, de coisas queridas, desejadas e não tidas.
A saudade é como um acido, porque quanto mais dura, mais cresce, mais corroí o corpo, a alma, e o sonho....pela saudade, somos capazes de fazer coisas incríveis, desde que seja a melhor forma de não ter saudades.
Costumamos dizer.... "matar saudades....".
Esta expressão popular, só nos está a dizer que queremos"matar" aquilo que não queremos ter..... saudades, e se falamos em "matar" é porque a saudade, é má, é corrosiva e pode ser fatal.

Eu tenho saudades, muitas saudades..... queria tanto "matar" essas saudades, queria mesmo.


.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Para Oferecer Com Flores!!!!!!!


Poesias, Brotam do Peito, Talvez Mintam, Talvez Falem Verdade, Mas Falam do Que Sinto.....


Eu tenho tanto pra te falar
Não sei por onde vou começar
Toda hora que eu te vejo
Quase morro de desejo
Acho que é paixão
A timidez tentou me calar
Mas desta vez não posso guardar
Toda hora eu te admiro
Toda hora eu te respiro
Acho que é paixão
Será que é amor
Parece muito mais
Meu anjo minha flôr
Minha canção de paz
A luz do teu olhar
Clareia o meu viver
Não posso mais ficar sem você
Não deixa o nosso desejo virar poeira
Um oceano de amor que não pode secar
Minha paixão eu te juro é pra vida inteira
E você pode usar e abusar de amar


............


Com você eu vivi........um mais lindo sonho de amor
Hoje vivo a chorar......meu universo desabou
E quem me vê assim......perdido sem saber de mim
Sabe o quanto te amei......do sonho não quis acordar
Mas tenho que pisar no chão......ressuscitar minha emoção
Tentar de novo ser feliz.....me entregar
Como pede o coração
Eu te amei com toda força do amor
Fui muito além do meu querer
Te dediquei a minha vida
Eu busquei a felicidade pra nós dois
Mas ficou tudo pra depois
Chegou ao fim não tem saída....te amei!
Eu te amei com toda força do amor
Fui muito além do meu querer
Te dediquei a minha vida
Eu busquei a felicidade pra nós dois
Mas ficou tudo pra depois
Chegou ao fim não tem saída..


.......................


Ainda É Tempo Pra Viver Feliz
Me cansei de ficar mudo, sem tentar
Sem falar
Mas não posso deixar tudo como está
Como está você?
To vivendo por viver
To cansado de chorar
Não sei mais o que fazer
Você tem que me ajudar
Tá difícil esquecer
Impossível não lembrar você
Você, ê, ê...
E você como está?
Com o fim do nosso amor
Eu também to por aí
Já não sei pra onde vou
Quantas noites sem dormir
Alivia minha dor
E me faça, por favor,sorrir
Vem pros meus braços, meu amor
Meu acalanto
Leva esse pranto pra bem longe de nós dois
Não deixe nada pra depois
É a saudade que me diz

Autor : ARLINDO CRUZ

___________________________________________________________________________


A vida ensinou eu sei, vivendo aprendi amar
Morrendo de amor sonhei com as voltas que o mundo dá
Perdi meu amor chorei, meu pranto molhou o mar
Perdido de amor jurei, de novo te encontrar
Mas quando te encontrei minha namorada
Sumiu minha voz pensei, mas não disse nada
E quando você me viu, sorriu a saudade sim
Eu vi em você o amor e a felicidade em mim
O desejo falou por nós disse assim:
É o fim da tristeza
Bom deÂ…mais o amor que a gente faz
Não tem fim nem adeus nunca mais
É a felicidade em mim
A vida ensinou eu sei, vivendo aprendi amar
Morrendo de amor sonhei com as voltas que o mundo dá
Perdi meu amor chorei, meu pranto molhou o mar
Perdido de amor jurei, de novo te encontrar
Mas quando te encontrei minha namorada
Sumiu minha voz pensei, mas não disse nada
E quando você me viu, sorriu a saudade sim
Eu vi em você o amor e a felicidade em mim
O desejo falou por nós disse assim:
É o fim da tristeza
Bom deÂ…mais o amor que a gente faz
Não tem fim nem adeus nunca mais
É a felicidade em mim.

...........................

Nunca mais ouvi falaaaaaar de amor
Nunca mais eu vi a flor
Nunca mais um beija-flor
Nunca mais um grande amoooooor aaaassim
Que me fizesse um sonhador
Levando a dor pra ter um fim
Pra nunca mais e nunca mais
Ah, meu amor, eu tive jeito de sorrir
Eu tive peito de me abrir
Ando louco de saudade (Saudade Saudade Saudade ôô)
Que é louca por você
Ando louco de saudade (Saudade Saudade Saudade ôô)
Que é looouca por você
O tempo voa... e não perdoa
Só magooooa... solidão
Quem ama chora... chora quem ama
Quem diz que não ama, não sonha em vão
Se a gente chora... é tem saudade
Até se atreve voltar atrás
A velha frase... o vento leve
É até breve não nunca mais.

Arlindo Cruz / Acyr Marques / Franco

Amigos....Psicanalistas Por Amor!!!!!


PS.: Re-edito texto meu, postado em OUT/2008, por felizmente sêr muito actual.
Este pensamento, o dedico a todos os que me ajudam, compreendem, e de alguma forma me fazem viver, mesmo às vezes quando eu não quero, tantas as vezes que sou naufrago!!!.
Tenho uma Leitora, que assina Brisa, outras vezes BRE-PA, que de tão assidua, já não sei se luto por mim, ou para escutar seus comentários tão nobres, sábios, que em cada vez que não acontecem, mais parece que me sinto nú!. Obrigado Brisa, BRA-PE, és fantástica!!!.

---------------------

Amigos, todos os que nos rodeiam, que se preocupam com nós, nos ouvem, guardam silencio e nos respeitam o coração.
Podem sêr de fresca data, ou até mais antigos, mas acima de tudo devem merecer a nossa confiança.
Não devemos confundir amigos com conhecidos, coisa muito frequente hoje em dia.
No amigo depositamos as nossas fraquezas, as nossas magoas, tristezas, e, coisas também boas que a nossa vida vai tendo, porque não!.
Sempre precisamos de um ombro amigo, numa palavra que sabemos amiga, de um confidente. Ele é o nosso confessionário, ele é o nosso psicanalista por amor.
Pessoas há, e são muitas que vão até um consultório medico, fazer psicanálise, mas pagam para isso, ou não seja o médico um profissional preparado para escutar, escutar, escutar pacientemente.
Num amigo, fazemos exactamente o mesmo, só que não havendo dinheiro neste processo, terá que haver forçosamente ...... Amor!!!.
Para que servem os amigos???? Os amigos de verdade?
São o nosso refugio, os nossos confidentes, os nossos conselheiros......em momentos de nossa vida quer sejam maus, ou bons. Deles só esperamos amizade pura, sincera, desinteressada, a troco de nada, que não seja....... amizade, só amizade e porque não amor?.
Quando falamos para um amigo, e, desabafamos, sendo que as vezes nos convertemos nuns tagarelas incorrigíveis, ou mesmo piegas, e esses amigos nos ouvem, estamos a fazer psicanálise com amor, com amizade, porque confiamos, ou ele(a) não seja nosso amigo.
Um amigo, não critica...... compreende!!
Um amigo não condena..... tolera!!
Um amigo não abandona...... acompanha-nos!!.
Eles são insubstituíveis, e não há nenhum medico psicanalista que os substitua.
O amigo chora ao lado do infortúnio alheio.
O amigo sorri ao lado da alegria alheia.
A pior da traição, talvez esteja no segredo, no desabafo incontido que ele escutou e logo comentou com mais alguém. Traiu!!!. É horrível.
Ao falarmos de nós a alguém, praticamos psicanálise, libertamos nossas dores, nossas duvidas, esperançados num cochicho, ou opinião que nos possam dar orientação.
O amigo é o nosso porto de abrigo, é aquele que sabemos estar a espera de nós para nos estender
as mãos, ajudar a levantar, ajudar a enxergar mais além...... é nosso amigo.
A ele se pede companheirismo, soliriedade, e voto de silencio. É um amigo.
Os amigos, são a anti-tese dos psicanalistas, são aqueles que mesmo não sendo doutores, são-no mais que isso ......... são amigos mesmo!!!!!!

A "Coisa", O "Coiso" ou Como Nos Sentimos Inuteis...

Uma coisa, ou coiso, algo que definimos como quase abstracto, no espaço, sem forma, ou conteúdo.... a coisa, ou o coiso.
Sêr brilhante, sêr desejado, procurado, e zaz-traz-páz.... viramos a coisa inútil.
Podemos sêr pensadores, sonhadores, arqui-românticos, mas o prazo de validade é dramático.
Tudo tem prazo de validade, mesmo nós, por mais fantástico que sejamos.
Podemos sêr disponíveis, lutadores, incríveis mesmo, porque não podemos evitar nos tornar naquela coisa....o que era e já foi, a lembrança, e o esquece, já eras!!!.
Podemos filosofar, argumentar, mas não nos livramos de acabarmos naquela coisa, ou coiso.... naquele individuo que sendo até muito simpático, virou uma coisa, que pena..... "era tão dedicado, amoroso....!!!", dirá o comum dos mortais.
Ficamos com a sensação de uma frialdade, de uma humidade que nos humedece o corpo, gela o coração..... um desconforto, sentimos uma coisa....
O coiso e a coisa, coitados..... a parte mais ínfima de um ser humano, que ainda o pode definir como uma pessoa....boa!, mas coitado..... virou naquela coisa!.
Eu não queria ser aquela coisa, aquele fulano, que até é muito inteligente, mas poxa, chato, aborrecido...... zaz-traz-paz,.... virou a coisa.
O idiota útil, o útil de um idiota, servidor, com mentalidade "slave", pois então, condição base para poder ser a coisa... !!!
Deste, tanto deste, sofreste, sofres, de tudo inventaste, mas não te safaste..... hoje és a coisa, aquela coisa que tão boa foi no passado.
Não resmungues não, porque não fizeste mais que a tua obrigação..... amas-te? porreiro, mas também foste amado.... se deste, também recebeste!!!, sendo assim porque reflicto no meu status.... sou a coisa.
Nao quero ser a coisa ou coiso, não quero estar desprovido de dignidade, já que por amor me dei, dei, dei, dei..... e nao querendo fazer contabilidade, (que nestas coisas de afectos, que ninguém dê esperando receber), mas é bom sentir o retorno, a recompensa do biscoito canino após uma malabarice circense!!!.
Há pois..... a coisa funciona assim!!!.
Não à coisa, e ao coiso, ambos coitados!!!!. Não sou idiota, burro, ou coitadinho, mas um homem de boa fé, que vive em função da sua condição de dignidade e princípios que aplico em todos os meus actos de afecto.
Eu sou muito mais que uma ordinária coisa/coiso, que foi útil, e já era..... não!
Eu sou homem, eu sou amante, eu sou digno, eu não tenho prazo de validade, sou imortal na alma, que é aquilo que me faz lutar pelo amor que tanto se me escapa.
Não à coisa!!!!.


.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Insana Verdade, Esta Febre de te dizer ..... Te Amo!!!!


Na minha ansiedade louca,
quando acordo,
no meu despertar tonto,
sonho num momento
e num lamento pronto....
porque não estás Beatriz,
que te não encontro?
*
Esta febre de te dizer...
Oh! Beatriz, de voz quente,
sorriso doce,
olhar carente....
num momento insano
de tristezas e cansaços,
te abraço e amo,
faz mais d'um ano
tolos que nós somos,
loucos talvez,
mas que importa quem somos,
se num estertor, e espasmos,
amamos
nos abraçamos....
esquecemos e vivemos estes momentos
insanos.
*
Há Beatriz!!!... esta febre, este querer dizer-te...
que a loucura é doce,
o olhar cerrado,
na busca efémera do Olimpo,
nós nos juramos..."como te amo",
nos teus lábios sinto.
*
Como queria perder-me
talvez encontrar-me
no meio de tuas colinas suaves
nas sombras quentes
num arfar, parar, suspirar e
num turfo deter-me.
*
Na tua boca, lábios cor de romã,
num encontro, leio, não minto,
sinto o teu bater, o teu querer
num abraço longo, e beijo húmido,
num doce sufocar, arfar
querendo não parar,
esperando acordar,
e gritar....
" Não suporto, não aguento mais....
esta febre de te dizer..... Te amo! ",
Beatriz
és muito mais
que o ar
que respiro, e inspiro
no sufoco, no teu colo
qual meretriz.
*
Ha!. insana verdade, esta febre de te dizer...
como te amo...
Beatriz!!.


.

De que Fugimos, Porque Fugimos?



A fuga, correr desesperadamente, o importante é desaparecer, é fugir!!!.
Fugir…. cobardia?, coragem?, adiamento? Penso que nenhumas destas três palavras descrevem o movimento de … FUGIR!
Fugimos, por medo…
Fugimos, para evitar….
Fugimos, para adiar,
Fugimos, porque não temos nada ainda que dizer, ou fazer… simplesmente Fugimos!.
Fugimos de tudo, das sombras, do escuro, dos buracos, das brigas, dos problemas, da luz quando é intensa, …fugimos de tudo mesmo.
A fuga pode ser física, ou seja levar o nosso corpo rapidamente de um lugar para o outro, salvaguardando a sua saúde física, pelo menos pensamos.
A fuga, é o escamotear de um problema, de um acidente físico ou verbal…. Fugimos, e as vezes nem sabemos bem porquê?
Fugimos a tudo aquilo que nos pode provocar incomodo, mas sabemos que fugir é adiar, é varrer para debaixo do tapete.
A fuga, pode ser mental, psicológica, e ainda será mais tortuosa, mais dolorosa, porque continuamos ali, no sitio, não nos mudamos fisicamente de local, mas fugimos.
Não enfrentar um problema, não olhar de frente…, diz-se “ Estás a fugir à questão!!!”.
Não será um acto de cobardia quando encetamos uma fuga, seja ela de movimento físico, ou de escusa mental….., nem tão pouco um acto de coragem….é querer deixar para depois.
Será adiamento? Acho também que não. Adiar o quê? O assunto, o problema de que fugimos está presente, não desgruda, vai com nós até onde nós estivermos, e sempre nos questionará…. Porque fugi?
Enfrentar a razão da fuga, lidar com os aspectos psicológicos que levam a uma fuga, é talvez o melhor. Enquadrar o problema, debater, equacionar e racionalizar as questões…, poderá evitar a fuga.
Se soubermos olhar em redor, analisar o que nos interessa mais, mesmo que nos doa, fugir para quê? Porquê?
Na fuga, sentimo-nos fracos, medrosos, e psicologicamente debilitados. A fuga é o tempo que medeia entre o real e óbvio e a ilusão de esconder o nosso ser num qualquer buraco da natureza, esperando que tudo passe ao lado. A fuga não resolve, não ajuda…. talvez nos engane, porque fugindo, carregamos a culpa, o sentimento mau de que não somos capazes, seja de que for que fujamos…. a fuga, só poderá ser o “ganhar” tempo, esperar que os elementos da natureza se conjuguem a nosso favor…. ilusão, se fugimos, nada conseguimos.
Salvar a vida fugindo? Com certeza, nada de mais correcto.
Agora querer salvar o corpo, a alma, a dignidade, o amor…. fugindo?. Não!. Não!.
Não adianta fugir, pois tudo vai no nosso encalço e nos atormentará, estará presente, e nos colocará questões.
Se estivermos a fugir mentalmente, escudando-nos num sem-fim de esquemas esquivos, não acertivos…, assobiando para o ar, olhando para o lado…, estaremos fugir de nós mesmos, da nossa realidade, do nosso ser, da nossa felicidade.
Fugir de nós, fugir do coração, fugir do futuro, escondendo-nos atrás de paliçadas de vento, na esperança de passarmos incólumes…. é a pior das fugas, é a precipitação do futuro, é a conquista do malquerer, é não gostar de nós mesmos!!!.
.

HOJE, NO PORTO, PRESENCIEI O "SOL" DA MEIA-NOITE....


Sim, hoje eu vi o "sol" da meia-noite aqui no Porto.
Fenómeno típico do circulo polar árctico, também pude presenciar hoje dia 7/4/2009 na cidade do Porto, às 24,00 horas.
Não esperava, embora sempre o desejasse, e de repente a noite ficou dia. A sua "luz" brilhou intensamente, e as sombras desapareceram, o calor aconteceu, a alegria foi irradiante.
Dormitava na secretária, pensando que por mais uma vez o "sol" não viria, mas.... hoje, sim, ele encheu meu peito de alegria. Radiante, soberbo, calorento, invadiu meu peito, aqueceu meu corpo, eram exactamente 00,05 minutos.
Não tenho a menor ideia se o observatório da Serra do Pilar registou o acontecimento, mas que importa, eu vi...., com estes olhos que a terra há-de comer!
Ele subiu alto, senti até o seu crepitar, mais parecia que tinha saído de meu peito. Senti a alegria do doce beijo na minha pele, do aconchego de seu calor, da luz que me encheu a alma, ele ali estava, pleno de garbo, de pujança, de energia amorosa, que também me fêz.
Desejei que ele viesse, e ele veio. Quis que ele ficasse por mais tempo, mas como sempre, não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe!.
Mas enquanto ele, o "sol" ali esteve, pude ver a sua capacidade de aquecer meu coração, de me fazer sentir bem, feliz, e desejoso de tanto amor.
O meu "sol" ali estava, quase falando, não fora eu pela estupefacção te-lo impedido de me falar.... a emoção traiu-me, a palavra soltou-se, o riso conteve-se, o amor bateu!.
O "Sol" que tanto peço, e espero, nasce todos os dias, e se põe todos os dias, só que hoje se excedeu, e todas as expectativas se cumpriram.
Agradeci, fiz sentir a minha gratidão, chorei de emoção, e pedi que me visitasse mais vezes.
O meu "sol", que me aquece o coração, falou, e eu escutei, senti, emocionado, meu coração palpitou, a esperança de um carinho afectuoso esteve ali, mesmo á mão, mas mesmo assim foi bom, muito bom!.
O gesto simples, o acto poderoso porque simbólico, o facto da escuta, o sabor da audição, o barulho aveludado da sua respiração, o sentimento na palavra, a dôr no peito latejante, a mágoa reprimida, a vontade de gritar..... Eu Te amo!.
Tanto suplico, rezo e falo só, mais parecendo um tolo, pedindo o milagre, e hoje fui bafejado, o meu "sol" há meia-noite se ergue esplendoroso e se mostrou.
Após a sua saída de cena, fui dormir, mais quentinho, aconchegado pela luz, pelo calor recebido naqueles momentos fugidios, o meu sono vai ser mais tranquilo, mais calmo.... amanhã vou reviver, vou escutar as suas palavras e serei assim um homem mais feliz.

Sempre que um homem sonha, o universo conspira para realização desse sonho!!!


.

segunda-feira, 6 de abril de 2009


Na semana da Paixão de Cristo, o apelo à interioridade é enorme, o sentimento de olharmos para dentro de nós próprios, de reflectirmos as nossas questões de vida, de fé e devoção a Deus e ao próximo.
Nesta semana, que simbolicamente o mundo cristão revive, em cerimonias mais ou menos sensíveis, com procissões, templos abertos até tarde, homilias, filmes históricos, encenações públicas dos quadros de vida que Cristo viveu no Seu Tempo…. Todas as razões são boas para sentir na pele, no coração, na nossa vida o exemplo de amor de Deus por nós.
É o chamamento à razão, à fé, e à consciência do pecado que sempre vamos cometendo, ou não fossemos nós humanos com suas virtudes e defeitos.
Sabemos de nossas fragilidades, de nossas questões de vida, dos desesperos, angústias… e, confrontando tudo isso com a morte de Cristo, Filho de Deus, dado aos homens para o sacrifício de Seu filho, para remissão de nossos pecados, talvez por vezes sejamos ingratos.
Esta semana, chamada de semana Santa, é a semana de todas as semanas dos Cristãos, pois nela encontramo-nos perante a fragilidade do nosso ser, perante a inconsistência, inconstância da nossa fé; é a confrontação perante o terrível dilema da morte e o que ela pode significar para nós…. Salvação, vida eterna, ou, morte pura e simples na sua vertente mais inútil, e animal.
Na semana da paixão de Cristo, a morte interpela-nos, questiona nossa vida, nossa forma de olhar a Deus, e compreender o quanto nos falta para O atingir.
A morte nos Cristãos, ameaçadora para alguns (a maioria…), e a paz serena, a tomada de consciência da nossa mesquinhez, perante a grandeza do Espírito, do que nos espera, é o grande dilema, o grande tabu.
A vida de Cristo, a sua mensagem, os seus milagres, demonstram cabalmente a Sua origem divina, o Seu reino não é deste mundo, disse Jesus….
Podemos dizer que Deus veio até nós, quis falar connosco, e fê-lo através de Seu Amado Filho Jesus Cristo, só que a cegueira, o egoísmo e os bem instalados de vida tudo fizeram para o não escutar, e não o conseguindo, arranjaram forma de o matar, crucificando-O!!!.
Pobres de Espírito, porque não vêm a Deus, mal sabiam que não se pode matar o Criador, o omnipotente, o omnipresente, o omnicisente, o misericordioso e bondoso Deus…. nem sabiam, pobres coitados que mais não estavam que cumprindo um desígnio Divino…. a crucificação para a salvação da humanidade, de Seu Filho Jesus Cristo.
Os homens nunca entenderam bem esta “formula” do céu para salvar o homem, porque todos aguardavam um Rei, um Chefe, um Guerreiro que tudo e a todos vencesse, como se uns fossem filhos e outros bastardos.
Pobre ignorância, nem escutar sabiam, porque parece nunca terem entendido o que Jesus disse: “ O meu reino não é deste mundo…”.
Jesus ao morrer, confronta-nos com a nossa consciência, com o nosso dever de cristãos, pelo exemplo pedido, pela fé exigida, pela solidariedade vivida, fraternidade sentida, e amor ao próximo, tudo isto num plano de humildade Cristã!
Salvou-nos sim, mas para a vida eterna, num plano espiritual, já que Deus é espírito, sendo que d’Ele viemos e para Ele vamos. Só que quando viemos, vínhamos impuros, espiritualmente "escuros", e na nossa morte depois de baptizados e pela morte redentora de Jesus Cristo, somos seres de luz, de verdade e filhos de Deus, e partimos em melhores condições espirituais para ascendermos e vermos a Deus.
“A morte, Aquela Porta…” (ver texto no blog voarnopensamento.blogspot.com), não deve ser para nós um acto de terror, tristeza, angustia, mas sim de alegria, de fé, porque tenhamos a consciência de que estando programada, ela significa que acabamos de vencer um etapa no caminho de Deus.
A morte, é a nossa esperança de vida eterna, é o reencontro espiritual pleno com Deus, é a possibilidade que Deus nos dá de O voltar a ver, já que por aqui, nesta Terra mundana, de guerras, dor, sofrimento, doença e enganos, nem sequer nos damos conta do que significa a morte e Paixão de Jesus Cristo, que para muito boa gente, não é mais que um pretexto para comer pão-de-ló e amêndoas com recheio.
Olhemos a Paixão de Cristo sem megalomanias excepcionais de fé, com mais ou menos folclore de crendices mercantilistas, mas com o reconhecimento, a consciência, do quanto pecadores, mesquinhos, e anafados mentais por vezes somos.
Abramos nossa mente ao espírito de Deus, não tenhamos receio do mundo espiritual, porque é o nosso meio por excelência, de lá viemos, para lá voltamos, já que o que é da Terra à Terra volta, enquanto que a nossa alma, nosso espírito, vem de Deus e para Ele torna num plano eterno de salvação.
A paixão de Cristo, é o acto de amor jamais conseguido por alguém, e só ao nível do Criador e nosso Deus, pois que Ele amor, é paz, é felicidade, é bem-estar, é ausência de dor, de doença, fome e guerra…. é a garantia da felicidade tranquila, prometida ao povo de Deus a caminho da terra prometida, onde o leite e o mel não faltarão.
Neste tempo, façamos um esforço, para pelo menos sermos contidos, reservados, interiorizando a nossa fraqueza, o nosso pecado, que é o de não conseguirmos amar, dar e receber amor, pois mesquinhos nos preocupamos em regulamentar o que nunca foi regulamentado por Deus….. o Amor, dávida maior de Deus, e que nós nunca entendemos, pois n’Ele tudo é amor, ou não seja essa a força maior da nossa realidade Humana!!!
Amar sempre,
Dar e receber sempre,
Na fé, na esperança de estarmos a ser justos cumpridores dos desígnios divinos.
Amem


.

domingo, 5 de abril de 2009

Por Onde Andas, Que Te Não Encontro?


Caído, vergado,
caminho quase deitado,
num esforço disfarçado,
de te encontrar,
na rua, na calçada,
de uma dor sentida,
de um amor destroçado.
Meus olhos agitados,
perscutam o empredado,
procurando,
sentir as marcas do
passado!.
De passo hesitante,
de semblante pesado,
caminho vergado,
cansado,
de um esforço
mal disfarçado!.
Olho a calçada,
num sonho tolo,
de sentir teu passo apressado,
fugindo, insensato
de um bom tempo
no qual,repasso,
o filme, o amor,
que não quero passado!.
Choro a desdita,
má sorte, de vida,
lutada, sofrida,
desorientado luto,
na vertigem louca de,
de uma dor, que
me percorre o corpo,
entorpece o passo,
me tolda a mente,
na busca de um abraço,
um beijo quente!.
Por onde andas Beatriz,
que não sinto teu regaço,
onde me acolho e afago,
num gesto vago,
louco, tolo,
de embriagues,
num rodopio vasto
que não pressinto,
quando me vês
se meu amor é escravo,
e tu imperatriz!.
Oh! Beatriz, de consolos,
gostos, e afagos,
que te não encontro aí,
nos caminhos cansados,
das vielas esquinadas,
dos sofrimentos chorados,
dos olhos molhados,
esperançados....
Onde andas Beatriz,
não te encontro o regaço,
nem o passo apressado,
de fugas insensatas
de amores reclamados, escaldados,
não compreendidos mas
não vencidos porque
não vedados.
Um beijo, um abraço,
um olhar
o tocar no braço
segurar na mão
o teu olhar num brilho
de um choro
cansaço,
destemido eu
corro, pensando
no que faço.
De um olhar desejado, de um olá saudoso
não sei mais que diga,
só que quero sentir um laço
segurando o amor
num destemido
abraço.
Oh! Beatriz
de doce cansaço onde andas
que te não
abraço



.



sexta-feira, 3 de abril de 2009

O "Vice-Versa" do Amor, ou o disfarce do Sofrimento!.


Amor, amizade, sofrimento, "Triângulo das Bermudas" no coração, fenómeno pelo qual se explica o desaparecimento misterioso de objectos, coisas e pessoas, um pufff!!!.... já está, desapareceu.
A tendência para explicar o que não tem explicação, mas que se sente.
A modos como na física, também temos um "Triângulo Das Bermudas" no coração, sim, também temos!!.
Afinal passam-se coisas que também nós não sabemos explicar, "fenómenos" incríveis de algo que estava lá e que agora já não está.... pufff!!!!, estava, mas agora já não!!!.
O triângulo Amor,Amizade,Sofrimento!.
Sentir amor, não será exactamente o mesmo que sentir amizade, não é rigorosamente igual. Onde está amor, não podemos colocar amizade. São sentimentos com génese similar, mas diferentes.
No amor há proximidade, intimidade, confidência, interioridade, enquanto que na amizade pode não haver, senão uma empatia, um bem-querer, o desejar bem.
Ambos estes sentimentos, podem crescer, serem alimentados, mas a diferença entre ambos é abissal.
O amor nos consome as vidas, numa fusão de corpos e alma, numa simbiose física-espiritual tendente a nos tornar-mos dois em um, ou seja, a unificação de seres pelo amor, pela partilha forte das vidas de cada um, num somatório único.
A amizade, é empatia, é desejar bem, é estar presente, é tudo de bom, menos a partilha física que o amor implica. Logo substancialmente diferente.
Converter uma amizade num amor, é possível, aliás frequente, mas o inverso jamais, não é possível.
Como podemos converter um amor numa amizade, regredindo no sentimento? Abstraindo dos factos vividos?
Como podemos converter um amor numa amizade, fazer de conta que nunca foi? Que nunca aconteceu? Que tudo foi virtual?
Como posso viver uma amizade, enfrentando alguém que amei?
Como posso olhar os olhos de alguém que amo, e fazer de conta que podem ser indiferentes se de uma amizade se tratar?
Comportar-mo-nos como amigos perante alguém que se ama, será seguramente uma tortura, um sofrimento, já que na amizade o toque pode não ser tido em conta, enquanto que no amor sim.
Será possível converter um amor de anos, intenso, fervorosamente vivido, intensamente chorado, conquistado, onde o amor foi...... amor, sim, será possível converte-lo numa amizade? NÃO!!!.
Não podemos olhar para os nossos sentimentos como se fosse algo que está num balde, que quando cheio se despeja fora..., não!. O amor não se desliga como uma lâmpada, o amor não se tira do peito, não se consegue, ou então, nunca foi amor!!!.
Seguramente, quando queremos passar amor para um plano de amizade, algumas coisas podemos deduzir:
-Talvez amor, não exista, mas sim gratidão!.
-Talvez amor, não tenha a força e segurança necessários!.
-Talvez estejamos a tentar mistificar perante nós mesmos a nossa incapacidade para amar!!!.
-Talvez estejamos a minorar a falta de coragem para assumir o amor!.
-Talvez estejamos a minorar o sofrimento que o abandono, o deixar cair do amor pode provocar!.
Assim, se aceitamos converter um amor verdadeiro numa amizade, estaremos a dizer que ...."bom, amar sim, mas, e se fossemos só amigos? "
Um amor escamoteado numa amizade, é como varrer o "lixo para debaixo do tapete", é o fazer de conta, é o existe que não existe, é o degredo do amor, é mandar o amor às "urtigas".
Não me imagino olhando alguém a quem amo, falando como se de um amigo de circunstância se tratasse, de alguém que "por acidente" por ali passou, de alguém que por acaso "está ali", e que por "acaso".... amo, não poder tocar, não poder manifestar, e talvez no olhar ter cuidado para não molestar..... não imagino, isso é sofrimento!.
Quando se não tem coragem!.
Quando o tabu é bem mais forte que o amor!.
Quando o preconceito nos abafa!.
Quando não lutamos pelo que nos faz bem!.
Quando o egoísmo toma conta de nós!.
Quando fugimos de nós mesmo!.
Quando é mais fácil sofrer, mesmo que atroz, que optar pelo amor!.
Quando temos vontade de amar mas queremos negar!.
Quando amamos e isso é considerado herético pelos cânones religiosos!.
Quando..........

é mais fácil "virar" essa coisa a que chamam de amor, numa amizade, sempre é mais "limpo", mais "higiénico" para as nossas consciências, sempre nos sentimos mais libertos, apesar de "presos" numa rede de conceitos, preconceitos e que só têm um resultado...... a infelicidade, o desamor, e baixa auto-estima!.
Eu não tenho "QUANDOS....!.
Sou pela amizade, pelo convívio fraterno, empatia com os demais, partilha solidária, sou pela amizade......
Mas sou muito mais pelo amor confessado, puro e arrebatado, corajoso, puro, simples, nem que chorado, ou encharcado pela lágrima, porque no amor, somos tocados, beijados e desejados, amados e apaixonados.
Amor vive-se, amizade experimenta-se, amor versus amizade é sofrimento!.
(texto de Antonio Ferreira)

--------------------------------------------------
Ah meu amor não vás embora
Vê a lua como chora
Vê que triste esta canção

Não eu te peço não te ausentes
Pois a dor que agora sentes
Só se esquece no perdão

Ah minha amada me perdoa
Pois embora ainda te doa
A tristeza que causei
Eu te suplico não destruas
Tantas coisas que são tuas
Por um mal que já paguei

Ah meu amado se soubesse
A tristeza que há nas preces
Que a chorar te faço eu

Se tu soubesses num momento
Todo o arrependimento
Como tudo entristeceu

Se tu soubesses como é triste
Eu saber que tu partiste
Sem sequer dizer adeus

Ah meu amor tu voltarias
E de novo cairias
A chorar nos braços meus

[De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
(vinicius de Moares)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Nas "Colinas" Onde Me Perdi, Talvez Te Encontrei....



Nas "colinas" do teu alvorecer, pela manhã, onde o sol tarde a nascer, a bruma fresca e húmida, "beija" minha pele.
Caminho sem pressa, vencendo os doces declives, pisando a areia mole, onde meus pés se enterram como querendo prender-me. Aqui e ali, encontro pedaços de ti, num rasto sem fim, como que sumiste.
Onde estás Beatriz?
Carrego a fraqueza, a sede de muito andar e não me saciar.... mas te hei-de encontrar, não duvides, não estás perdida.
Nestas "colinas", onde a sombra se confunde com o dia, o alvorecer está para acontecer, mas eu não queria.... gosto do amanhecer.
Quando caminho, de olhos no horizonte, busco um vulto, uma turfa que me aconchegue, mas tu não estás.... onde estás Beatriz?.
A visão cansada, os músculos estirados num esforço titânico, teimosamente empurram meu corpo para a frente, semi-inclinado, te procuro nestas "colinas" onde me perco.... onde estás Beatriz?
Há como queria descansar, desta caminha sem fim, mas quando te encontrar, vou recuperar as minhas energias, o meu sentido de ti em mim.
Teu colo, teu regaço procuro nestas "colinas" onde me perco, mas não te encontro....!!!.
Sinto teu cheiro, teu aroma de rosa fresca acabada de colher, sigo o trilho que tanto procuras esconder.... mas te busco, porque o amor não disfarça, deixa no ar o doce aroma do querer.
Estas "colinas" que abraço, de areias douradas e lisas, me provocam um cansaço que só à força de tanto querer, me esforço por vencer. Há!!!...., Beatriz, onde estás?
Por acaso te evaporaste? No meio a este calor sentido, num amor sofrido, numa dor de saudade, imenso corropio?
Aqui e ali, vejo sinais de ti, andas perto, mas não te vislumbro, mas sinto o aperto de uma batida que me sufoca o coração, e me faz olhar fundo, num desespero tolo de ver para além do mundo.
Onde estas? Sinto, pressinto.....
Por vezes ando para trás, para retomar o rumo, porque de tanto errar, me perco nestas "colinas" onde tu estás. Mas continuo!!!.
Uma paixão aqui, um abraço ali, não deves estar longe, porque de tanto amor carregares, o vais deixando cair pelo caminho na tua fuga insensata. Te encontrarei, te amarei.
Sigo o trilho, as "colinas" não me vencem, encontro um beijo perdido, há.....!!!, também uma lágrima.... poxa, deves estar perto!!!.
O sol, espreita, pressinto que atendeu meu pedido, está a nascer mais lento, pois me quer dar tempo de te encontrar...sinto a humidade no rosto, os pés, massajados pelo andar.
O vento zurze minha cabeça, parece segredar, "....estás perto, não deves parar!!!".
Tonto, errático, mas determinado, eu aponto o destino..... para lá daquela "colina" que parece " já ali!!!...", não vou parar!.
Carrego "teus" pertencentes que vou encontrando,que foste deixando cair na tua "fuga" tola, quero te devolver, mal te encontre..... desde beijos perdidos, abraços, paixões, e essencialmente muitas lágrimas carrego, que descuidada deixas-te para trás... há!..., também tenho muitas palavras que me deixas-te, que me sobrecarregam meu andar, mas tudo te farei chegar.
Terá sido de propósito que as deixas-te para trás? O teu medo de te não encontrares, e as amarras que te colocaram, te assustam o teu caminhar, te fazem fugir do que não deves.
Onde estás Beatriz?!.
O sol está mais alto, o caminhar mais lento, as sombras já eram, nestas tuas "colinas" de desalento. Mas eu continuo por elas adentro.
Não posso descansar, antes que o sol vá alto, já que não quero soçobrar, ao esforço e desgosto de te não encontrar nestas "colinas" onde me perdi e te encontro.
Onde estás Beatriz?!.
Oh! formosura, disfarçada de humildade, de incontida vontade de amar, do terror de aceitar, a força Divina..., de que foges, para onde foges, de que te escondes? Não será uma tolice, esconder-te nas "colinas" do desespero?
Não há sombra, nem caverna por perto, tuas "colinas" são fartas de afecto. Aconchega-te, aguarda, eu estou por perto!!!.
Onde estás Beatriz?!. Que te pressinto o aroma, e o afecto.... e eu tão perto!!!.
.
.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Que Grito Imenso..... Não Ouves?


Um grito ecoa
na minha cabeça dorida,
de tanta dor sofrida.
A dor entranhou-se,
que nem fumo,
pestilento...!!!.
Um grito ecoa,
Um grito imenso.
Não Ouves?.....
O som é estridente,
a garganta está rouca,
ah! Uma dor preenche,
uma cabeça louca.
Um grito, um grito imenso...
Porque será? Não ouves?.
É a dor,
é o sofrimento,
de alguém, que...
num lamento....
enche os pulmões e grita....
eu venço!.
Oh! ilusão tola,
que tanto me enganas,
na loucura de um amor,
que julgas eterno....
tu, ilusão me tramas,
porque o amor é
tudo o que queremos,
sem que o outro saiba
do que sonhemos.
Um grito Imenso.... ecoa, não ouves?
há! como eu queria
cansar minha garganta,
exalar de ar meus pulmões,
porque assim nem que doa,
o grito será morto,
num abafamento de dor,
que anuncia morte à toa,
e assim,
sem saber,
perguntarás:
Que será de meu amor,
que não lhe ouço gritar,
num estretor,
num amanhecer,
nunca acordar,
para escutar..... num grito imenso....!!
Tanto canso de procurar, que meu grito,
vai matar.
Não ouves?
Não!!!!...... mas lamento...............