Acerca de mim.....
- António Ferreira
- Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)
PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....
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Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!
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(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/
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" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!
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QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)
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“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”
Obrigado Kássya.
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**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA
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Meu Nick's Preferidos que uso: farolluminoso / estreladamanhã
A Musica Que Eu Gostaria Fosse Escutada...Dedico-a A Todos Quantos Pensam Que O Amor Já Era...
TE AMAREEEE.....
sábado, 22 de março de 2008
Boas Festas,Feliz Natal, Pascoa Feliz e Outros Chavões,Quais Lugares Comuns Esvaziados de Conteúdo!!!!
A facilidade, a leviandade por assim dizer, de se usar estas expressões com toda a superficialidade de uma sociedade consumista, que tem no dinheiro o seu deus maior....!!!!!.
As vezes que se proferem estas frases, torna-as vazias de sentido, já que se assemelham a uma cassete rompida, cansada e já com muito ruído à mistura.
É curioso ouvir proferir este tipo de saudações a pessoas que até de crentes não têm nada, mesmo nada.
Advento, Natal, Quaresma, Pascoa, e outros "tempos" dos calendários religiosos, que é que nos dizem, ou melhor o que diz a alguns (muitos) daqueles que cansam suas gargantas de tanto desejarem Boas Festas a torto e a direito?
A ligeireza, a não observação dos preceitos religiosos para cada celebração do calendário litúrgico, a não catequização de uma população, cada vez mais possuída pelo demónio na forma de dinheiro, torna estes acontecimentos de natureza religiosa num coro de tremenda hipocrisia, ou farisaismo atroz.
Hoje, quem sabe o que é a Páscoa? ou até mesmo o Natal?
Provavelmente, à força de tanto mediatismo, empinamos uma historia com manjedouras, vaquinhas e um menino pobrezinho, ou então os filmes clássicos da pascoa, sempre repetidos, e que todos nós sabemos já de trás pra frente e da frente pra trás, mas que são olhados como filmes da disney.
As mensagens destes momentos litúrgicos, os seus segnifcados, os seus valores intrínsecos, esses não passam fácilmente, porque exigem fé, catequização, e francamente isso é de facto uma realidade muito triste..... não há, ou se há é muito deficitária.
Todos estes momentos, são uma excelente oportunidade para mercantilizar os sentimentos. A gula, sempre presente, "esconde" o real valor destes tempos muito especiais. Todas as catedrais de consumo, quais templos de "oração"-consumista, se enchem num frenesim semi-louco. Não pode faltar nada na mesa.
Podemos não frequentar o culto, não descobrir a mensagem salvitica da alma, mas na mesa é que não pode faltar nada de comes e bebes...... Pascoa Feliz..., Feliz Natal, neste contexto cheira a choco, cheira a farisaismo, hipocrisia, embora de forma irresponsável, já que as pessoas nem sequer tem consciência desse facto.
É na farmácia, é no supermercado, é no restaurante, é na rua, é em todo o sitio, a banalidade da expressão, torna o seu conteúdo sem valor, se converte num lugar comum, onde até ateus proferem sem que se sintam ofendidos na sua fé de não ter fé alguma...
As festas religiosas, mais do que um pretexto para folgas, férias, ou repastos, deveriam antes demais serem fonte de reflexão, de aprofundamento de fé, que nos tempos que passam são das razões mais fortes para explicar toda a turbulência por que passa a humanidade.
Quando desejarmos a alguém Páscoa Feliz, Feliz Natal, façamo-lo com o sentimento rico da mensagem implícita desses momentos de fé, façamo-lo de forma sentida, de olhos nos olhos, e com um abraço fraterno, sincero, simples, de alguém para alguém que antes demais são irmãos em Deus, irmanados nas mesmas angustias do dia a dia.!!!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Paixões,Tentações e ..... Pecados!!!!!!

A paixão cega a nossa racionalidade, afecta o nosso senso, nos faz "dementes" na busca do objectivo, diria vale tudo!.
Este sentimento exacerbado é falado, escrito, comentado por inúmeros especialistas, mas será raro encontrar uma explicação razoável para a demência provocada, porque de facto se trata de uma alteração do estado emocional.
A paixão por algo, justifica tudo, ou quase tudo. Desde perder o apetite para se alimentar, o sono, ou então aumentar a nossa ansiedade, ou tornarmos contemplativos, profundamente contemplativos até depressivos. A ausência do nosso ser relativamente ao mundo que nos rodeia, é quase uma realidade, é a paixão!!.
A paixão nos tenta, quase nos convence que o irreal, pode bem ser real, o mal pode até ser bem, nos sentimos tentados a gritar bem alto o nosso sentimento.
A tentação precedida de uma paixão, ou até em simultâneo, é algo bom de viver.
Correr riscos que de outra forma não correríamos, expormo-nos a comportamentos que até podem colidir com as ditas "normas" comportamentais da sociedade, faz em nós descargas de adrenalina que tonificam nossos músculos, e quase nos viciam.
A mistura de Paixão com Tentações é explosiva, mas saborosa, porque nada é mais gostoso que viver a tentação do proibido, quase comportando-nos como larápios de almas, de hábitos, de conquistas por vezes mesquinhas mas que satisfazem por isso a nossa paixão.
A paixão só faz sentido se houver tentações. Só assim se vive uma paixão, alimentando-a, vivendo-a, tentando-a, lutando no binómio paixão/tentação. Sofrer a tentação até pode ser uma dor, mas se ela tiver como fim o amor....... então diria: que bom, vou tentar, vou arriscar e assim meu coração baterá mais forte.
Se paixão, tentação é pecado, então não sei mais que dizer.
Pecado, o que é o pecado?
Se calhar é algo que não é compreendido pelos demais. Mas alguém que se apaixona, que sofre de tentações, comete pecado? De forma alguma.
A paixão, (doce demência), nos leva a mundos imaginários, a níveis de felicidade que não estão na terra, por isso logo não há pecado pela tentação de de ser feliz.
Pecado, cometem todos aqueles que andam longe do amor, longe da vida propriamente dita. Não há pecado quando dois corações se amam, quando tem que vencer barreiras artificiais colocadas pelos homens. Amar é bom, sentir paixão ainda melhor, e se não houver tentação, então negamos tudo que disse antes.
Pecado, algo abstracto, erróneo, absurdo no amor, porque pecado é conceito forçado de normas não naturais do comportamento humano, logo diria que não há pecado, porque se o houvesse estariamos a negar a natureza humana.
Amem-se, apaixonem-se, sofram de tentação, porque o pecado já era......... sejam felizes por favor.
Paixão (sentimento)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A paixão é uma emoção de ampliação quase patológica do amor. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
Pode-se dizer também que paixão é algo muito mais passageiro que o amor, pois, sendo uma patologia deste, com o passar do tempo e sendo rompido o véu da idealização do outro, cai-se na realidade, tranformando-se a paixão em amor, ou nada restando do sentimento afectivo. Estudos de psicologia dos sentimentos indicam que o estado de paixão muito dificilmente ultrapassa os três anos.
Existem pesquisas científicas nesse âmbito, que mostram que a paixão, apesar de intensa e arrebatadora, é um sentimento passageiro. Estima-se que a mesma não dure por mais de quatro anos. Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se, devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento.
A Paixão se resume em um sentimento de desejar, querer, a todo custo o calor do corpo de outro ser. Se cria uma necessidade de ver e tocar a pessoa por qual se apaixonou. É um vício que debilita a mente de forma a focar somente para a pessoa cujo seu pensamento está. E qualquer outro pensamento é momentâneo e relevante para o apaixonado.
A paixão é pura arte! Assim como contemplamos um quadro - queremos vê-lo. Quando contemplamos uma obra artística plástica - queremos tocá-la. É uma dança de sombra e cores que percorre pela beleza da pessoa que está formada no seu subconsciente. Você é envenenado com uma espécie de sedante que leva a você todo detalhe da pessoa: olhos, boca, nariz, orelha, como sendo perfeito. Mesmo embora não seja, pois você está sedado. A Paixão embora seja mais activa e romântica do que o próprio amor, não significa que é melhor a este. A paixão é um encanto passageiro, enquanto o amor é algo que se solidifica com o tempo, e nunca mais pode ser quebrado. já a paixão, não há como se solidificar, eternizar.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Guerra... Paz, ou a Vitória de Pirro!!!!!
Desde tempos imemoráveis, que o homem luta. Luta por tudo e por nada, quase arriscava a dizer que nos nossos genes esta a vontade de lutar.As razões são diversas, mas seguramente muitas delas, são meros pretextos para um "barulhinho à maneira".
Há frases celebres, que proclamam a guerra como o único meio de promover a paz. Certo!.
Aparentemente há nisto algo de contraditório.... matar para que possamos viver em paz??
Talvez em alguns casos tenha sido conseguida a paz, mas noutros não, talvez tenhamos é conseguido mais que nunca, oprimir os vencidos, impondo as regras dos vencedores, numa politica de .... "se nao te calas, apanhas mais!!!". Estes casos são a grossa maioria das situações vividas no após guerra de quem quer que seja.
A verdade, a justiça foi sempre aplicada pelos vencedores, que não seguramente os detentores da verdade.
Diria, que a guerra com todos os seus horrores, todas as suas violências intrinsecas, foi sempre um terrivel "exercicio" para o homem, numa ansia de poder, de anexação de riqueza, de usurpação de direitos, qual "game" com diversos níveis e vidas por disputar.
A guerra em si, quase faz parte da natureza belicosa do homem. Sempre inconstante, sempre ambicioso, quando não, ocioso, busca na guerra a oportunidade de violentar tudo e todos.
Não queria aqui, falar das razões ou justificações para uma guerra, não é esse o meu propósito, mas tão sómente explorar que lugar ocupa a guerra no seio da humanidade, e se ela, justa ou injusta interfere na nossa qualidade de vida, no sentido não imediato do acontecimento, mas sim nas repercusões a médio e longo prazo na sociedade civil a que todos nós pertencemos.
Para o pensamento que exponho, não posso deixar de me alhear do sofrimento humano que a guerra naturalmente provoca, sofrimento atroz, diga-se. Isso é um preço, que cada humano toma para si, por todas as suas acções e atitudes, e não podemos evita-lo.
Tentando esquecer os dramas pessoais da guerra, façamos um esforço para tentar "compreender" a importancia dela no seio dos humanos.
O homem ao longo dos tempos, sempre tentou prolongar a qualquer preço a sua longevidade, pois tenta "durar" sempre cada vez mais, e nós sabemos que isso é uma vitória sobre tudo que é inimigo da nossa vida, de tudo aquilo que possa matar-mo-nos permaturamente.
Podemos dizer que aprendemos a vencer os nossos predadores naturais, ou seja, todas ou quase todas as formas virais de doença, todos os animais que de alguma forma poderiam constituir-se uma ameaça à nossa existencia, e até complementamos tudo isso com um comportamento tendente a torna-mo-nos cada vez mais resistentes a todo o tipo de maleitas, e a isso nós chamamos civilização, ou a vitória provisória sobre a morte. Será isto uma vitória? Será?!(vejam meu texto neste blog: "Raça Humana..... Uma Praga??!!!!".
Só a guerra se manteve como o único nosso "predador" natural. Natural porquê? Porque está dentro de nós, porque brota de nós, é do nosso ADN.
Mas curiosamente, até esse "predador" está perdendo "força", porque todo o tipo de tratados, convénios, acordos de fronteiras, tudo tem contribuido para que as chamadas Grandes Guerras, sejam uma miragem do passado, e que nunca mais queremos ver repetidas no futuro.
Mas.... e aqui reside o ponto de reflexão deste texto..... é totalmente benéfico esta paz aparente?
E porquê aparente?
Diria, que talvez nao seja assim tão benéfico, e é aparente, porque não havendo formas de adquirir equilibrio para as nossas energias por falta da guerra, todos nós nos convertemos numa mini-bomba relógio a que só faltará colocar o detonador.
Vivemos sob uma pressão incrível, e frequentemente, é-nos dado ouvir coisas do género.... " Isto só lá vai com uma guerra...!!!" ou "Sem sangue isto não vai!!!", sei lá outras tantas coisas, que nos indicam que podemos rebentar a qualquer momento.
Queria notar, que a guerra, foi sempre factor de desenvolvimento, para além da natural e cruel forma de controlar a demografia.
Os homens, sempre investiram mais para a guerra, que para a saúde, educação, habitação.
Os homens se tornaram criativos, inventivos, em soluções que ajudem a têr supremacia sobre outros.
Por isso hoje temos a InterNet, de que eu próprio usufruo para escrever estas linhas.
Esta rede virtual, só existe, porque inicialmente foi pensada para a guerra, e dentro de um plano de rentabilidade logo foi explorada comercialmente com todas as vantagens/desvantagens conhecidas.
A rede GPS, que hoje todos nós usamos a modos como que um útil brinquedo, foi tambem inicialmente um projecto militar, e ainda o é hoje, embora hoje tenha uma componente civil forte. Todos os nossos equipamentos informáticos, foram provenientes sempre, de soluções para-militares. Sistemas de monotorização, telecomando de mísseis, de espionagem, etc.
Os custos desses projectos, sempre justificaram a sua comercialização para "ajudar" nos custos de investigação e desenvolvimento desses meios.
A primeira Grande Guerra, decretou o fim das Monaquias Europeias, do Feudalismo, e de sistemas caducos de governação, quando na sérvia o Arqui-duque Fernando de Austria foi assassinado, quando a revolução russa aniquilou os Czares, quando o régicídio aconteceu em Protugal.
Faço notar, que há desfazamento no tempo entre estes acontecimentos, naturalmente todos se ligam numa mentalidade que levou à guerra, e que por isso mudou todo o mundo e a forma como olhamos para ele.
Essa guerra derrubou tabus, mentalidades, derrubou políticas opressoras, injustas de distribuição da riqueza.
Provávelmente, desenvolveram-se equipamentos destinados antes de mais à guerra, mas posteriormente entegues à sociedade.
Na Segunda Grande Guerra, assistiu-se uma vez mais, à queda agora, das ditaduras, para abrir espaço às democracias. Mais uma vez a guerra funcionou como derrube de tabus, e factor organizativo da sociedade, para não falar outra vez de toda a maquinaria e outras invenções criadas para vencer a guerra, e que acabaram sendo comercializadas na sociedade civil.
Sistemas de voo, sistemas de tele-comando, soluções quimicas de combate à dôr, foram dispensadas à sociedade, e não querendo sêr cínico, não posso esquecer a função predadora da guerra, inquestionávelmente um sofrimento.
Foi positiva a acção destas guerras nesse propósito? A história o dirá.
É notável, que todos os paises que tiveram uma guerra no seu território, são hoje potencias industriais, sociedades desenvolvidas tendo em contas os actuais parametros de avaliação.
Notemos o Japão, arrasado por uma guerra, sujeito a bombardeamento nuclear, antes um regime feudal, hoje uma potencia económica.
Porquê?
Talvez a resposta, esteja no facto de "arrasar para reconstruir de novo", quer falemos do corpo, quer falemos da alma.
Na guerra se sobrevive, na guerra se sofre, na guerra damos valor ao pão seco de ontem, na guerra não desperdiçamos, na guerra desenvolvemos afectos de soliriedade, companheirismo, que só o sofrimento nos dá, vontade de lutar para mudar e que nada mais VOLTE A SER COMO ANTES.
Não estou a fazer a apologia da guerra, estou simplesmente, friamente a analisar a Guerra e as suas repercursões constatáveis na sociedade.
Controlo demográfico, desenvolvimento de ferramentas e tecnologias, mudança radical de pensamento colectivo, favorecimento a novas formas de organização da sociedade, e o companheirismo solidário que a dor nos confere, tudo isso a guerra nos dá.
A guerra, pode não ser um mal assim tão nefasto para nós humanos, que nos livramos de nossos predadores naturais.
Ao impedirmos, ( e bem!!) a guerra, criamos em nós a substimação pelos nossos recursos, pelos nossos afectos, pela nossa obrigação de mudar as mentalidades, e deixamos que as coisas corram de acordo com o ritmo que certos lobies nos obrigam a aceitar, ainda que sob a forma de um dito "desenvolvimento"
As tenções crescem, as revoltas do coração também, nós andamos sempre prontos a explodir.
Somos milhões amanhã seremos triliões.
Tudo se desenvolve ao ritmo das multinacionais, e de interesses inconfessáveis financeiros, porque a guerra não mais ameaçou esse poder monetário que nos asfixia, e sinto que esta paz dá jeito aos senhores do dinheiro, porque assim, a pretexto de uma estabilidade social, podem desenvolver actividades cínicas, egoistas, que nunca tiveram em conta o bem estar do homem.
A guerra tem o seu lado positivo, apesar do sofrimento, porque a possibilidade da sua ecolosão, faz resfriar ganâncias, nos faz responsáveis, e será sempre por isso um factor de desenvolvimento, ou no minímo um ponto de partida para uma nova vida, uma nova mentalidade, uma nova fronteira do pensamento.
A guerra pelo seu sofrimento purifica, embora doendo muito, mas purifica, porque nos conduz à condição de humanos, e abate o egoísmo, e nos obriga a abrir o espírito, o coração ao mundo.
A "paz" hoje vivida é mais a "paz" do musculo, que a paz do coração, da alma, e a isso eu digo..... a paz conseguida, é uma vitória de Pirro!!!!.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Curiosidades Anedóticas!!!
Morte, Aquela "PORTA"......

« Entre todas as vicissitudes da vida, embora a experiência humana varie muito de indivíduo para indivíduo, há um acontecimento que é inevitável para todos: a Morte! Não importa qual seja a nossa posição social; se a vida que vivemos foi louvável ou não; se nossa passagem entre os homens ficou marcada por grandes feitos; se vivemos uma vida saudável ou de enfermidades; se fomos famosos e rodeados de amigos ou obscuros e solitários, chegará um momento em que estaremos sós, diante do portal da Morte, e seremos forçados a dar um salto no escuro.»
Max Heindel
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No texto acima, da autoria de Max Heindel, concordo com tudo, excepto nas duas últimas palavras: “….dar um salto no escuro.”
Estas palavras revelam angustia, medo, desgosto, típicas de quem não tem no seu coração a força, a fé em Deus.
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Morte, o grande enigma da humanidade. Estranha, parecendo cruel, mas é justa, porque não se pode comprar, nem subornar. É implacável!. Quando chega é para ficar!.
A morte não tem que ser um “….salto no escuro.”, e só não o será se pautarmos a nossa vida pela força da fé em Deus, e na vida, (que não neste nível) para além da morte.
Deus é vida, Deus é esperança, e n’Ele depositemos nossa fé, e peçamos a sabedoria.
Desde tempos imemoriáveis, que é o grande mistério dos homens.
Sempre objecto de estudos, debates, mas… sempre inconclusivos.
A Morte, não é para se perceber, é para se aceitar, não com resignação, mas com a sabedoria de quem é calmo, e temente a Deus.
Diz-se, que começamos a morrer mal nascemos, e não nos damos conta disso. O ciclo inicia-se no nascimento, porque logo a partir daí, se começa a morrer.
Podemos escapar a tudo, menos à morte.
A morte, tal como alguém que se coloca emboscado, nos espreita, mas também nos dá o tempo certo para o qual estamos marcados.
Diríamos que a vida, são as férias que a morte nos dá. A morte é-nos por natureza inerente.
Há quem tenha medo à morte, medo de morrer, porque se pudessem andariam por “aí” uma eternidade apodrecendo. Mas de facto isto está bem feito, Deus construiu tudo a pensar em tudo.
Nós na morte somos iguais, tenhamos muito ou pouco dinheiro. A morte, nos reduz simplesmente à condição de igualdade perante Deus.
Curioso, que para além do que possamos pensar, todos nós "corremos" à mesma velocidade para a morte. O facto de sermos ricos ou não, pouco resulta perante o relógio do tempo.
Como tudo no universo, a vida é um ciclo, uma linha curva, já que no universo tudo é curvo.
A vida, assemelha-se a um foguete, que sobe rápido os primeiros metros, para abrandar lá no cimo e….. inverter o seu movimento ascendente para o descendente; é o regresso ao ponto de partida, à terra de onde ensaiou momentos antes partir, subindo no ar.
Parece inútil, patético lançar um foguete, para que ele caia, sem quase meditarmos nisso. O que ficou desse movimento?
A luz, o som, a fragância de seus estouros, de seus fogos de artificio. O foguete se justifica pela beleza proporcionada pelo espectáculo do fogo de artificio, mas o foguete cai.
A nossa vida é assim a modos como o foguete.
Subimos rápido nos primeiros anos, não nos lembrando da queda anunciada.
O importante é subir, subir, brilhar, e se puder sêr estourar com tudo, mas bem lá no alto, para assim sermos bem vistos, quais estrelas hollywodescas.
A queda anunciada, não nos preocupa, o momento é de subida.
Os primeiros anos nossos, são assim, crescemos, e subimos na escala do tempo.
Podemos comparar o brilhantismo de nossas vidas, quer como pessoas de bem, quer como seres solidários, cultos, cívicos, sei lá, ao fogo de artificio do foguete.
E quanto mais brilhante for a nossa vida, tal como no fogo de artificio do foguete, mais a memória preserva a nossa individualidade, pelo respeito, pelo amor entre humanos.
Sabemos que depois do foguete descer, só fica a memoria do espectáculo, porque na queda o foguete já era.
Assim, nós, também o somos. No chamado ocaso da vida, tal como o foguete, descemos no caminho da terra, de onde viemos, é o regresso.
Se fomos brilhantes na nossa vida, na nossa passagem por aqui, ficará salvaguardada a nossa memória, e o ocaso será pacifico, calmo, e em tranquilidade. Sentimos o dever cumprido. Se aceitarmos isso, estamos como que preparados para passa aquela “porta” que a morte representa.
Se pelo contrario mostrarmos apego às coisas materiais, talvez ainda não estejamos preparados para o outro nível da nossa individualidade.
Não passaremos naquela “porta” que a morte representa, porque, estamos obesos de luxúria, ganância, e egoísmo.
Ninguém sabe o que está para além da “porta”. Sabemos que batemos à “porta”, mas não sabemos sequer quem a abre.
Se tal como no foguete, a nossa vida foi repleta de exercícios de bem fazer, bem querer aos outros, e tementes a Deus, porque havemos de nos preocupar com o que está para além daquela “porta”?
Nós, como a soma de duas naturezas, a física e a divina, estamos condenados a passar por essa experiência de vida/morte. Tal como a cana do foguete que regressa à terra, o nosso corpo também o fará, inexoravelmente, não o podemos impedir. Então porquê lutar contra essa tendência?
Não adianta, sejamos pacíficos, tranquilos e avancemos para o nível que a tal “porta” representa para a nossa natureza divina.
Nós nos perpetuaremos em Deus, no seu seio, numa luz, numa paz, num “mundo” de ausência de dor. A nossa natureza divina, se limitará a passar a “porta” em direcção ao espaço não dimensional, libertado das algemas do corpo pecador, libertado das aflições terrenas, qual escola de vida e aperfeiçoamento de seres.
O medo da morte, se desvanece, se a nossa passagem por esta vida tiver sido recheada de bons exemplos, altruísmo, bem querer, e de amor ao próximo essencialmente. Quem chega à "porta" e viveu assim, tem a sua entidade repleta de paz, amor, e... tranquilidade, porque sabe que cumpriu os desígnios de Deus, e que agora é chegada a hora de passar a outro nível existencial, que não físico.
A nossa natureza estará depois da “porta” olhando o criador, na paz eterna do “mundo” a que realmente pertencemos : o outro lado da “porta”.
A morte, mais que um mistério, é uma certeza física, indiscutível, mas não é uma certeza no que toca à nossa espiritualidade.
Depois do físico, o que fica é a memória de alguém que percorreu um caminho, aprendendo, brilhando, errando, para ter a elegância necessária para que não se sinta obeso no momento da passagem pela “porta”.
Aceitemos a morte, não como um castigo, não como uma tragédia, mas sim como um nível a transpor, na caminhada para uma espiritualidade eterna no esplendor de Deus.
O momento chega, e nós tal como um passageiro na estação, devemos estar preparados para tomar o “comboio”, não vá ele partir e nós ficarmos apeados na escala do tempo, da penúria, da pena, do castigo eterno.
O mais difícil da nossa existência terrena, é e será sempre o nosso debate com a morte, porque ela nos pertence, é a coisa única do mundo que temos como certa, e para a qual recusamos “olhar”, “pensar”, e até prepararmo-nos.
Quanto a mim, a nossa existência, tem a ver com a possibilidade que nos é dada, para que nos preparemos para morrer, tal a importância da morte, que se coloca na nossa vida espiritual, não como um fim de tudo, mas como um nível a ser ultrapassado, para o qual devemos estar preparados, e assim atingir a imortalidade na plenitude de Deus.
Deus nos dê a coragem para dar o passo na direcção “porta”.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Paixão, Será Demência......
Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos.Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital.
Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade.
As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.
Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma.
Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir.
Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem.
Nicolau Gogol, in 'Almas Mortas'
Publicado por pns em agosto 12, 2005 09:00 AM
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(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/) (/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)(/)
Paixão...!!!, atracção quase fatal por algo, seja o que fôr.
Paixão por carros, paixão por roupas caras, paixão por isto e por aquilo, paixão é um estado de espírito que nos direcciona num objectivo: Ter o que se gosta, de qualquer forma.
A paixão faz-nos correr na direcção daquilo que pensamos ser a nossa alegria. Quando não encontramos essa "coisa", ficamos tristes, deprimidos, desolados. Contudo, há paixões mais especiais que outras.
A paixão por coisas, é um sentimento especifico, direccionado num objectivo. Talvez aqui a palavra paixão esteja mal aplicada, porque talvez estejamos a falar de gostar mais disto do que daquilo.
Há uma paixão, talvez a original, que é gostar de alguém, é querer alguém. Provavelmente vem deste sentimento a transferência desta palavra para definir gosto por algo.
A paixão, é um estado de alma, que nos cega para o bem ou para o mal, e que nos faz ver o que amamos como o tudo de tudo.
Nos defeitos encontramos virtudes, no jeito, formosura, no olhar vemos o sol, no falar ouvimos o canto das aves pela manhã, a paixão está no ar.
Estaremos a falar de demência, uma forma de loucura que nos tira a razão? Talvez, mas ninguém fuja a essa loucura, porque ela é doce, nos "transporta" para o limbo, nos faz feliz, e nela nos sentimos muito bem.
Se encontramos virtude onde provavelmente há defeito, se perdemos audição porque não escutamos ninguém a não ser a pessoa amada, se até por vezes perdemos a vontade de nos alimentar, então de que estamos a falar?.
Seguramente de uma forma de loucura, um estado de espírito doce, tonificante, e que "fecha" as portas do mundo ao nosso coração.
Curioso, é que a medicina não procura nenhuma forma de remédio para esta "maleita", aparentemente não se preocupam com o seu tratamento.
Notemos que há conhecimento de vitimas por causa de paixões exacerbadas, e nem por isso nos preocupamos.
A loucura é permitida, é aceite e até se fazem grandes Best-sellers" sobre isso, e nada se pode fazer sobre isso!.
Viva a loucura, a demência de uma paixão, esperando que ela seja como que a vacina que nos ajuda a combater qualquer epedmia de banditismo, violência, e mal querer, origem de tantas guerras.
A loucura da paixão faz bem ao mundo, e é sempre a porta pelo qual todos passamos, na direcção do amor.
A cegueira provocada, faz-nos ver "luz" onde pode até nem haver nada, nos tira do mundo real e nos coloca na ilusão do paraíso do leite e mel, onde a dor não está.
Que bom estar louco, que bom não sentir o frio, o calor, a fome, que bom estar no colo da paixão, no sentir da batidas do coração.
Paixão, amor, cegueira, loucura, frenesim cardíaco, ansiedade de querer estar onde por vezes não podemos estar. É bom!.
Sofrer faz bem ao coração, porque nos faz sentir a nossa condição de humanos, e isso é paixão. Adoro a paixão, adoro estar apaixonado, e lamento que no mundo de loucos em que vivemos, esta loucura seja a versão menos estudada pela medicina, mas no sentido não da cura mas da sua difusão, para que aconteça uma pandemia desta "doença".
Esta "doença" faz bem, e deve ser difundida, quer por nós quer pela classe médica. O vírus da paixão não sofre mutações genéticas, e se porventura formos "contaminados", vamos ficar calados, deixar que essa "doença" se propague e esperar que não mais passe, nem que dê febre.
Vamos lutar pela paixão do coração, para que se converta na maleita de todas as maleitas, qual pandemia benéfica, querida e apaixonada.
Paixões muitas para todos vós!!!.
(antonio ferreira)
domingo, 30 de dezembro de 2007
ANALFABETISMO ONTEM, HOJE; IGNORANCIA; ILITERACIA; CULTURA OU A DESCULPA DO "FAST-FOOD" ?
Analfabeto, será aquele que não sabe ler nem contar, mas ser culto apesar disso.domingo, 16 de dezembro de 2007
"DA POLITICA, DO ALTRUISMO, DO BEM QUERER...."
Tudo na vida é político, e sem ela(política), a vida não existiria. Até mesmo os ditos apolíticos, estão equivocados.
Não há apolíticos, porque a nossa vida, a nossa forma de estar, pensar, e de comentar o que quer que seja é..... política.
Não há apolíticos, e o que há são pessoas que encaram a política como "deixa andar", "não me compliquem a vida", "não percebo nada de política", "a política aos políticos", e talvez ainda os comodistas, aqueles que sempre esperam que os outros façam, para que eles se sirvam ou então critiquem.
Pela política se mata, pela política se morre!.
A política, arte de bem representar, de bem enganar ou não, está sempre ligada aos humanos, às suas actividades sociais. A política tem como objectivo último o bem estar da sociedade, o bem gerir dos recursos, o bem distribuir das benesses, isto se não fosse tomada por oportunistas, golpistas, mentirosos, e bem falantes caciqueiros.
O altruísmo, essência básica da prática política, o bem público, que deve ser a regra base para se ser político, anda arredio desta actividade.
Em tempos passados não muito distantes, o temor da revolta das bases, ainda levava a que os políticos de então tivessem algum decoro, algum cuidado, e também vergonha.
Hoje, com a apregoada democracia, com a "legitimidade" dos votos, parece que altruísmo, vergonha, decoro, não mais existem, parecem ate palavras malditas.
A troco de podermos chamar de F.......p....." ao primeiro ministro, pagamos por isso bem caro, com a desonra da palavra dada, da mentira assumida, da falta de vergonha, porque a impunidade política, a responsabilidade publica, não é exigida.
Vergonhosamente, despuradamente, para se ganhar uma eleição, fazem-se promessas que rigorosamente sabem não poder cumprir, porque demagógicas.
Esta razão prende-se, ou melhor explica-se pelo facto de a politica estar tomada pelos partidos, onde se juntam uns quantos "amigos", que se prometem revezar no poder, para assim manterem o seu status social, ou a defesa de seus inconfessáveis interesses.
Vivemos uma partidocracia, ou melhor uma ditadura de minorias, que governam a mal ou bem uma maioria. Democracia? Talvez, mas só para eles.
O que mais espanta, é a facilidade com que nós, votantes, aceitamos uma mentira, sabemos que é uma mentira, e acedemos votar na mentira. Adoramos, quais crianças carentes uma estorinha da carochinha.
Será um caso de psiquiatria colectiva este comportamento?.
Porque adoramos que nos digam mentiras? A verdade nos assusta!.
Se alguém nos fala da realidade, dos sacrifícios, nós os recusamos, porque estamos tão "queimados" de tão mal tratados, que o simples facto de nos prometerem alivio, mesmo que de uma mentira se trate aceitamos rapidamente, como paliativo, como terapia para um sofrimento real, continuado, e sem fim à vista.
Aceitamos o populismo, porque estamos fartos de tantos sacrifícios.
Estamos atolados num sistema politico, que está viciado, onde se encontram sempre os mesmos personagens, numa pseuda-rotação de individualidades.
Quem entra para a política, deveria estar imbuído de altruísmo, de um bem querer à comunidade, colocando sempre o bem estar de uma comunidade acima dos interesses de um grupo especifico de pessoas. Nem sempre assim é!.
Ao homem público, pede-se palavra, honra, altruísmo, se assim for estamos a falar de um político, caso contrário, de um mentiroso oportunista.
A politica absolutamente necessária á nossa sociedade, está por isso presente em todos os níveis da nossa estrutura, porque por definição a nossa vida é política. Temos que ter política para isto, política para aquilo sei lá...a política é como o ar que nos envolve, está em tudo.
O homem, sempre como ser não puro, com erros, ambições, sempre tenta mover tudo para servir seus desígnios pessoais, e quando assim é deveríamos corre-los inexoravelmente, varre-los para que dêem lugar aos que ainda resistem à tentação da corrupção.
Deveríamos ter a cultura de cobrar até ao último cêntimo de responsabilidade política, pública de um homem a quem confiamos uma governação e não cumpriu. Deveríamos lutar por valores onde a palavra voltasse a ter a força de outrora, onde a honra, e o prazer de bem querer á comunidade, porque desta forma se faz a história de pessoas sérias, implutas.
Não aceitemos a mentira, repudiemos a falácia, o bem falar mentiroso.
Lutar por ideais, discutir políticas é cultivar a cidadania, é cultivar a dignidade, é querer dizer que estamos presentes, e que jamais alguém possa decidir por nós maléficamente.
Na política crescem homens bons, que se elevam pelos seus actos, pela sua entrega, mas também os há péssimos.
Vamos discutir política, vamos debater organização da sociedade que queremos, vamos impedir que mentirosos, gananciosos, façam juras sobre a Bibilia, para logo a seguir nos trapacearem.
Pela acto de sermos políticos, mostramos o nosso altruísmo, e o bem querer à sociedade.
Não nos deixemos enganar, decidamos do nosso futuro.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Fé, Crença, Clausura, Evangelização!!!.

Crença. Parecido com têr fé, mas diferente, porque mais pagão.
Têr crença, será o mesmo que acreditar que amanhã vai chover, ou fazer sol, tudo dependendo do comportamento dos elementos. Crença, é terráqueo, é acreditar em algo, cujas premissas são conhecidas.
Assim, têr fé, é algo de bom, porque nos faz sêr diferentes dos "outros", porque nos faz sentir que nada será inútil, nada será perdido com a nossa morte, toda esta riqueza, toda esta energia pensante que habita em nós. Têr fé, faz com que nos sintamos numa caminhada para Deus, que toda a nossa vida tem sentido, e que essa fé a alimenta.
Gosto mais de ter fé, do que ter crença, por razoes óbvias, tal a disparidade de valores que comportam estas palavras.
A fé cultiva-se, a fé não se comprova, tem-se.
Fé em Deus, fé nos desígnios divinos, no julgamento final. Tenho fé!.
A fé se alimenta, se enriquece, com actos, com gestos, posturas, formas de estar na vida.
Com fé suportamos as agruras da vida, os desgostos, os momentos maus.
A fé, é o motor da nossa energia, é o "pormenor" que nos faz distinguir dos demais seres que por aí pululam.
Uma vida sem fé, será como viver num deserto de sentimentos, de objectivos.
Pela fé caminhamos sobre brasas, sobre vidros, sobre espinhos. Pela fé nos fechamos ao mundo, para cultivar em local próprio o fortalecimento da nossa espiritualidade.
Para difundir a fé, teremos que sêr conscientes, cordatos, exemplares, sêr uma imagem de bem estar.
Ao contrário da fé, a crença é quase como uma equação matemática, ou melhor, se isto, ou aquilo estiver aqui ou ali, pode acontecer algo ou não, é crença.
No mundo, a fé anda arredia dos homens. Será pregando a fé pelas ruas que ela se expande, quer pelo nosso exemplo, quer pela palavra, que pelo facto de que evangelizar se difunde a fé.
Podemos caminhar dias em direcção ao sagrado, caminhando alegremente, porque fé nos move; podemos fazer jejum para purificar nossa alma, porque a fé nos ajuda.
A fé é o segredo, é a chave da nossa espiritualidade.
Não adianta fechamo-nos ao mundo, rezando intensivamente, como se tudo se resolvesse como por milagre. A oração é forma de "falar" com Deus, mas só isso.
Se Cristo, se tivesse fechado em algum sitio, rezando, talvez hoje não o conhecêssemos. Cristo, disse: "Ide, crescei e multiplicai-vos....", e assim se difundiu a sua mensagem.
Na clausura, qual forma fundamentalista de estar na fé, se reza, qual fabrica de de oração em serie.
Respeitando a clausura, não posso deixar de a criticar, porquanto, se convertem essas pessoas em seres inatingiveis, distantes, eloquentes quais iluminados no caminho de Deus!.
A clausura, para mim, será mais uma forma de auto-martírio, inútil, porque não demonstrativo da força de Deus.
A fé e a religiosidade se propagam, pelo exemplo, pela renuncia ao facilitismo, pelo exemplo de nossa vida, pela nossa misericórdia para com os que sofrem, mas nunca se fechando entre quatro paredes, onde nada se observa, nada se ouve, a não ser um silêncio sepulcral.
Na vida entre os comuns, fazendo da nossa forma de estar um exemplo, socorrendo os enfermos, confortando os infelizes, damos exemplo de cristandade, de fé, de evangelização.
Cristo evangelizou curando, pregando, nas ruas. Cristo evangelizou, denunciando os impuros, os egoístas, os idolatras, mas nunca o fez fechado, mas sim meio de seus concidadãos, de seus conterrâneos.
Prestar serviço a Deus, será fortalecer a nossa fé, dar exemplo de caridade, falar de Deus, caminhando no meio dos demais, nunca fechados em qualquer sitio. Isto tudo junto é evangelizar.
A sensibilidade, determina a nossa fé, e esta demonstra a nossa grandeza.
Não quero fazer aqui a critica fácil, mas dar a mensagem daquilo que para mim é inútil, para não dizer egoísta... fechar-se, rezar em serie, esquecendo os que precisam de ajuda. Fechados num qualquer convento, não se dá de beber a quem tem sede... conforme preceito bíblico. Tornam-se essas pessoas eclécticas da fé, "guardiões" do bom rezar, enquanto em seu redor a sede de Deus campeia.
A palavra se difunde caminhando por entre a multidão, a evangelização acontece pela nossa capacidade de semear a esperança em Deus, através da mensagem de Cristo na terra.
Fé para sentir Deus.
Evangelizar para Deus estar presente em nossas vidas.
Clausura, será como a cegonha.... de cabeça na areia, nem repara na sede de Deus em seu redor!!!.
Com fé, encontramos razão para nossas vidas, e nada será inútil.
Com fé, a morte não nos assusta, porque se converte na "porta" que todos temos que passar em direcção à paz, à tranquilidade, à felicidade em Deus, onde a dor não existe, e o leite e o mel correm.
A fé me alimenta, me conduz, e tudo farei para que cresça, porque nunca será demais!.
Obrigado meu Deus!
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A fé sem obras está morta.
(S. Tiago)
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sábado, 1 de dezembro de 2007
Curiosidades.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Arte ou Crueldade... Tempos Caninos Que Vivemos!!!
Ao lado podemos lêr algo que me deixou impressionado, algo que me abalou, e ainda não consigo têr opinião sobre isto.Barbárie?, oportunismo?, ganancia?, mediatismo selvagem? ou grito de condenação à apatia, cinismo da sociedade?.
Um "artista" qualquer, entendeu sacrificar um animal, para aparentemente demonstrar a pretensa, a cínica moral da sociedade em que nós vivemos.
Não direi mais nada, apenas convido-vos a clicar sobre a imagem, abrir a imagem e leiam o texto. Não tenho mais nada a comentar, simplesmente bárbaro, qualquer que seja o seu ponto de vista, leitor.
( Jornal Expresso de 27/Out/2007)
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
HOMOSSEXUALIDADE, SUBTIL, INCONSCIENTE....."
É um comportamento ancestral, dos primórdios da antiguidade.
Sociedades houve em que era fomentada como "cimento" unificador de hostes guerreiras.
Hoje será moda, ou será mais vista, fruto da maior exposição mediática, do debate público, ou o "orgulho gay" está levando a "melhor" na aceitação pela sociedade, deste comportamento?.
Uns defendem, que é uma doença de foro genético, outros dizem que será um vicio, ou moda, forma subtil de aceder ao circulo fechado de alguns poderes, ou fruto de uma sociedade stressada, egoísta, que tudo trucida, mesmo a nossa própria natureza, ao ponto de o que é natural deixa de o ser?.
Será uma forma de acesso rápido ao núcleo do grupo, para assim ser-se mais "normal" que os outros não "normais"?.
Estar "IN", estar ao corrente das tendências, e de tal forma, que mais parece que os chamados hetero, parecem aberrações genéticas, tal é a "onda de adesões" à causa do "orgulho gay".
Não quero aqui discutir os fundamentos médicos, psicológicos, afectivos que esta questão possa trazer, pois seguramente não chegaremos facilmente a uma explicação capaz, nem é isso muito importante, já que qualquer que seja essa explicação, esse fenómeno existe.
Mas nesta questão, temos em minha opinião que considerar o visível, o evidente, desta forma de estar na vida, na forma como se aceita a sexualidade, e a outra questão, que é o subtil, o inconsciente, o não ser evidente, mas que de alguma forma, segundo minha perspectiva, não deixa de ser curioso, talvez objecto de reflexão.
Pelo visível, diremos que há homossexualidade, quando dois seres do mesmo sexo, vivem numa sexualidade una, no mesmo sentido. Aí diremos abertamente: Há homossexualidade!.
Agora, vejamos, quando duas pessoas do mesmo sexo, masculino ou feminino, sentem o prazer da companhia mútua, ou seja, partilham gostos comuns, no vestir, no comer, no passear, na diversão, na sua visão do mundo e suas questões, que dizer?
Falo de uma situação que todos nós na nossa vida já experimentamos, ou seja, gostar de estar na companhia de um parceiro do mesmo sexo, agendar saídas comuns, partilhar gostos comuns.
Se somos diferentes uns dos outros, porque será que permitimos ser acompanhados por largo tempo da mesma pessoa?
Numa amizade desta natureza, muito comum mesmo, e diria seguramente saudável, não deixa de ser curioso o prazer de partilhar gostos, opiniões, e formas de olhar muito únicos aos dois.
Geralmente, não há contradições, nem opinião oposta nestas amizades, e normalmente se afirmam por uma unidade comportamental notável, sem divergência, sem clivagens, sempre no mesmo sentido: a comunhão de um sentimento..... a amizade!!!.
Pela companhia, pelo prazer da companhia, cedemos num ou noutro ponto das nossas duvidas, das nossas opiniões, e diria, que por vezes nos damos conta de termos vontade de....., mas se o outro não estiver afim, logo desistimos, porque a amizade sempre se sobrepõe a bem da estabilidade emocional de uma "relação" que aos olhos dos comuns mortais é (e eu também penso assim), um acto de amizade pura. Mas será só isso?
Quando um parceiro do mesmo sexo, numa relação de amizade, unidos por pontos de vista comuns, quereres iguais, vontades não divergentes, sempre em sintonia, poderemos dizer que isso é "Dois bons amigos, inseparáveis", ou "boas amigas inseparáveis", ou que "andam sempre juntos por toda a parte".
Diríamos que uma boa amizade une aquelas duas almas, que amigos que eles são!.
Reparemos, que não estou a referir-me a actos físicos, mas sim a afectos, a gostos, ao prazer da companhia, a gostar de estar com...., partilhar com...., e normalmente chamamos a isso AMIZADE, o que direi que é também o meu ponto de vista.
Mas ao reflectir este tema tão controverso, nos termos que o faço, só quero chamar à atenção para o facto da subtileza do gesto, do seu significado, e do que ele representa numa relação de dois ou mais indivíduos do mesmo sexo.
Não estará aqui, inconscientemente, subtilmente um acto de homossexualidade, vinda do fundo dos fundos dos nossos afectos, das nossas carências, e que tal é a normalidade destas relações entre nós, são tão comuns, que as banalizamos, e não reflectimos no seu significado?.
A nós, nos ensinaram, que homossexualidade é a prática de actos sexuais entre duas pessoas do mesmo sexo em termos físicos, mas recordemos que talvez na génese deste comportamento físico tão "corrente" hoje em dia, estará todos os afectos, gostos, unidade mental, numa relação à partida tida como de amizade.
Ps.: Queria notar, que não pretendo taxar comportamentos, critica-los, fazer juízos de valor, até porque como já disse, partilho da opinião de que nada melhor que uma boa amizade, um bom amigo, que sempre está com nós nos bons e maus momentos, que também tive, e felizmente continuo a ter!.
Só quero deixar à reflexão, que formas de estar nas nossas relações que achamos naturais, normais pela natureza humana, podem "esconder" em si muitas explicações para muitos comportamentos que noutros patamares são vistos como algo aberrante.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Raça Humana.... Uma Praga???!!!!

O homem, animal racional, único com capacidade de se adaptar, alterar o meio ambiente que o rodeia, subverter tudo que lhe seja hostil em proveito próprio. Desde que deixou de ser nómada, ter-se-á convertido numa praga?!.
Somos muitos, amanhã seremos mais, mas o espaço físico é o mesmo.... A Terra!.
A Terra não cresce ao mesmo ritmo.
A Terra se degrada ao dobro do ritmo do nosso crescimento.
Conseguimos alterar em 100 anos aquilo que a natureza levaria a fazer em 10000 anos.
Aos "olhos" do universo, somos na nossa pequenez que não só física, como um vírus que se apropria de um corpo são, sugando-o até à exaustão, até à morte.
Carências energéticas, carências alimentares, fazem de nós humanos, uma autentica praga, qual manada de elefantes pisando um jardim por onde passem.
O aumento do tempo médio de vida, o sucesso no combate á doença, às epidemias, às catástrofes naturais, fazem de nós humanos, a raça com mais sucesso em matéria de sobrevivência, e adaptabilidade ao meio ambiente. Uma virtude?
Talvez aos olhos da ciência seja assim, porque se afirma como o fim dos fins do homem neste mundo, uma maior elevação para Deus nesse combate pela longevidade.
Mas talvez não se possa falar assim do ponto de vista da natureza, porquê?
Vejamos... o espaço é inversamente proporcional ao crescimento demográfico do homem, que para se manter tem que fazer um esforço na busca de todas as formas energéticas, que sabemos serem finitas, e profundamente poluentes (pelo menos conhecidas até agora), e simultaneamente em termos alimentares, a área arável é cada vez mais exígua, o que torna problemático a alimentação humana.
Associado à má consciência ambiental humana, ao seu egoísmo, sempre pensando que a culpa é dos outros, não temos o menor problema em arrasar áreas florestais, para em seu lugar construirmos urbanizações, vender a madeira, poluir rios com dejectos industriais derramados para assim se poupar em sistemas de descontaminação desses resíduos, permitir que viaturas em estado de conservação duvidosa lancem para a atmosfera quantidades enormes de dióxido de carbono, e de especulação em especulação vamos até ao desígnio final, que será a catástrofe ambiental.
A facilidade com que usamos os nossos rios como esgotos, a utilização de plásticos dificilmente absorvíveis pela natureza, o uso de detergentes de todos os tipos, agressivos, não biodegradáveis, os incêndios florestais criminosos, elementos preocupantes do comportamento humano, indiciam um fim a que provavelmente não vamos escapar.
Nós humanos, comportamo-nos como uma peste em corpo são, uma praga sem predadores, já que aprendemos a superar tudo aquilo que poderia regular o equilíbrio na natureza.
Hoje somos biliões, amanhã seremos triliões, quatriliões, etc., etc., mas o planeta não cresce nessa medida, é cada vez mais exíguo para nos suportar, para nos alimentar, e não vai poder dar-nos todos os bens, todos eles perecíveis, já que são finitos nas suas reservas naturais.
Esta característica, obriga os humanos a serem mais agressivos, qual lagarta que acaba de tragar a sua folha por inteiro.
Resistimos ao hábito necessário de poupar energia, de não poluir, de respeitar o ambiente, porque somos intrinsecamente egoístas. Se alguém tem que ceder, esse alguém não seremos nós humanos, porque temos a inteligência maléfica do poder sobre tudo, tornando-nos prepotentes e gananciosos.
A migração para as cidades, com consequências da desertificação do interior, faz com que a pressão aumente em áreas muito concentradas, obrigando à construção massiva, à impermebialização dos solos, cada vez mais extensa. Se notarmos bem, se reflectirmos bem, há um efeito a que lhe chamo "efeito frigideira", que é o facto de que visto do espaço, o solo de uma grande cidade, se compara ao fundo de uma frigideira em seco, em cima de um fogão.
A poluição desses solos com detergentes, lixos, escorrimentos, bem como do seu ambiente com todo o tipo de gases poluentes, faz de nós a única raça capaz de destruir inexoravelmente tudo o que lhe é grato, que lhe proporciona bem estar, lhe dá qualidade de vida, em troco de sonhos efémeros, de tudo ter em troco de nada ter que dar.
Diria, que é o mesmo que meter 1000 aves, num capoeiro construído para 100 aves.
Se o espaço não cresce, se o ar não se renova à velocidade necessária devido à nossa pressão, se a energia é poluente e não vislumbramos alternativas, das duas uma, ou controlamos demograficamente a população, ou acabamos dentro de um "capoeiro" demasiado pequeno para tantos galos.
Bem, o novo combustível, anunciado como alternativa, o Etanol, menos poluente, é uma miragem, porque vai fatalmente converter terrenos que até aqui produziam alimentos a um preço conhecido, em terrenos a produzir esse combustível, com lucros mais apetecíveis e rápidos, levando à escassez de alimentos e ao agravamento do seu preço, resultando epedmias de fome.
Para concluir, diria que somos cada vez mais, necessitamos de ainda muitos mais para suprir as carências de uma população cada vez mais idosa, com uma longevidade notável, quer seja por razões económicas ou alimentares, e esse efeito num espaço físico finito é terrível, porque nos impele à busca de tudo, qual praga de lagartas que devora tudo até ao exaustão numa horta exígua.
É um efeito avalanche, em que é preciso mais e mais até à desgraça final.
O equilíbrio se é que o vamos encontrar, pode chegar tarde, e lamento que só perante a tragédia arrepiemos caminho.
Uma politica de transportes públicos, bem distribuídos, acessíveis; uma politica energética renovável; o abandono de actividades perniciosas ao ambiente; uma boa conservação da água potável; a proibição de circulação automóvel nas cidades; o uso de detergentes biodegradáveis sempre; a construção de habitações inteligentes, poupando energia, reciclando águas das chuvas, dos banheiros; incentivar à instalação de pequenas unidades geradoras de energia eléctrica; a punição severa de incendiários, tratando-os como terroristas que de verdade são; impedir a urbanização selvagem; tudo devemos fazer para que possamos legar às gerações futuras um mundo melhor, e devemos fazê-lo já, mesmo antes de sermos obrigados, coagidos pela violência da natureza a fazê-lo.
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Afinal DEUS existe......!!!!!!!!

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SOLIDÃO......

Como é possível estarmos rodeados de pessoas e sentirmo-nos sós, "longe" de tudo e de todos?.
Solidão, estado de espiríto, com fundamentos depressivos, quem não a sente? Talvez só os idiotas não a sintam?
Porque sofremos de solidão num tempo em que tudo parece ajudar a falarmos mais uns com os outros?. Sim, todos os meios estão à distancia de um click, um sms, um mms, sei lá.... e contudo vivemos mais que nunca num estado de solidão.
Tudo em nosso redor volta é fernesim, mal se dá nota de que por vezes alguém a nosso lado está "caído", com alguma sensação de que nada existe à sua volta!.
Os nossos telemóveis tocam, no meio de uma refeição, no interior de uma igreja, até num velório, se calhar ao meio da noite onde o amor nos consome os corpos, sei lá, e nós nem pestanejamos, corremos, qual Vip, acabado de receber uma chamada do outro "lado" do mundo.
Nada nos impede de atender um telemóvel, porque naquele preciso instante nosso Ego sobe, sobe, qual balão de ar quente, pois nos sentimos pelo menos por um minuto olhados pelos demais, nem que seja por reprovação, mas o importante é sermos olhados, e por momentos fomos o "centro".
Será solidão, camuflada por um bom aspecto e um sorriso de "tudo bem"...?.
A solidão tem duas pernas, e passeia-se na nossa frente, ao nosso lado, nas pessoas mais insuspeitas, que tudo fazem para que por uma aparência "IN", pareçam estar em "todas".
A solidão, resultado de uma felicidade adiada, prometida pelas novas tecnologias a baixos preços, que mais parecem "pózinhos de pirilim-pim-pim" em frascos, ou pack de conversa inútil, traduzida em caracteres que rivalizam com a escrita antiga do Egipto, que para serem lidos necessitam de uma leitura calma, pausada, não vá o "x" estar no lugar errado onde deveria estar um "s".
A solidão, está em nós, em menor ou maior quantidade, tendo a vêr com a sensibilidade de cada um. Esta sensação de que estamos num deserto de pessoas, que aparentemente perderam o hábito de comunicar, pelo simples... "bom dia, como vai?", "fique bem, até amanhã", é um estado que se avoluma, à medida em que crescemos na idade, na maturidade, porque aí, já não havendo a fogosidade da juventude para tudo colmatar, fica a modos que uma reserva, uma reserva de nada, a não sêr de um imenso ruido, uma sensação de uma vida vivida através do bip mais ou menos sonoro, elegante, apelativo de um telemóvel, que nos deixa a sensação de tudo conhecer, tudo têr, e realmente sêr rigorosamente o inverso.
A solidão não mata, mas mói.
A solidão dói, e o mais grave é, que não há pastilhas para essa maleita, e a cura, estará sempre num abraço, num aperto de mão, num "olá" sentido, com um sorriso nos lábios, numa atenção que todos nós queremos e achamos que merecemos têr, e que poucos sabem perceber como dar, ou fazêr algo para que o nosso interlocutor sinta o calor, a amizade, a ternura, nem que por um minuto seja.
Talvez um dos grandes males dos nossos tempos, e um paradoxo também, é que no meio a tantas formas de "comunicar", o mundo sofre de solidão, muita solidão, que se nota muito mais a partir do meio da idade, porque até aí, como disse antes, a jovialidade de nossos corpos, a sua sede de vida, encobrem fácilmente este mal, esta "desatenção" dos demais em relação ao seu amigo próximo.
Se ao falarmos com alguém, resistirmos à tentação de falarmos sómente de nós, e deixarmos que o outro fale de si, se o escutarmos com atenção, e partilharmos por uns minutos de forma sentida suas dúvidas, suas mágoas, estaremos a dar algo que não tem forma de se avaliar, tal a dimensão de nossa atitude... escutar, escutar, olhar nos olhos, e deixar que o "outro" por um momento seja o mais importante de uma conversa, então aí estamos "curados".
Se esta regra se cumprir, cada um por si, nós seremos bem mais felizes, mais equilibrados, e sentiremos mais alegria de estar vivos, integrados nesta especie de "homo sapiens sapiens"......
António Ferreira
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O Tempo é um engano....

Sabemos que nos persegue, e sempre nos queixamos que não temos tempo, mas ele está à nossa volta. Temos o cuidado, até para não perder o tempo, de nos equiparmos com uns aparelhositos, a que chamamos "relógios", e pronto vai daí os colocamos em nosso pulso, não vá a gente perder o tempo.
Mas o tempo existe?.
Não será uma maquinação capitalista, que tende a tomar conta das nossas vidas, escravizando-nos até ao limite de sermos capazes de dizer.... "Meu Deus, já não tenho Tempo"?.
Mentira, porque o tempo não é para se têr, pois não tem peso, não tem volume, não tem forma. Porque dizemos "já não tenho tempo"?, deformações culturais?, absorção de conceitos pré-concebidos?.
O nosso ADN cultural é poderoso, conservador, e tem muita dificuldade em reagir ao racíocinio. O tempo, é um espaço, onde mentalmente nos situamos, e por conseguinte o conceito de tempo varia de acordo com a agilidade mental de cada um... para uns o tempo é uma sucessão de segundos, minutos, horas, semanas, meses.... sei lá, coisa aborrecida, porque se estivermos no trabalho diremos, o tempo não passa, se estamos de férias passa depressa o tempo. Pois.!!
Para outros o tempo, é o momento de cada coisa que temos para viver, daquelas coisas que podem fazer os momentos bons do nosso tempo, não tendo a condição de medida, consumo capitalista de que "tempo é dinheiro".
Pobres mendigos, porque o que mais têm é tempo, e não conseguem deposita-lo, continuando com todo o tipo de carências. Diria, que tudo na vida é feita de momentos, consecutivos, sem tamanho, ou outra forma de medida, e o somatório desses momentos, será sempre o tempo das nossas vidas, enquanto por aqui andamos, mais felizes, menos felizes, sendo que a vida é feita de momentos, e não de tempos, e serão esses momentos que nos farão sentir que aproveitando bem cada momento na nossa vida, nós possamos dizer: " que se lixe o tempo! "
António Ferreira
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