Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

******************

Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

******************

(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

*******************

" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

*******************

QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

*******************

“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

_____________________________________________________________________________


**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

------- >>>>>>> mongeporamor.blogspot.com
(basta clicar no icone à esquerda, canto superior)


PARA ACEDER A ESSE BLOG BASTARÁ CLICAR EM CIMA DA IMAGEM QUE SE ENCONTRA NO TOPO DO LADO ESQUERDO DO VOSSO ECRÃ.GRATO PELA VOSSA AMIZADE.
_______________________________________________________________________________________

Meu Nick's Preferidos que uso: farolluminoso / estreladamanhã


Tradutor / Translate

TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!

domingo, 21 de setembro de 2008

Diário de uma dor-2; Lamento...... às 3.56 da Madrugada (21-9-08)



A noite vai longa, mais parece que tem mais horas que de costume. Os meus sentimentos fervem, e não sei onde está a origem dessa fervura. É um fogo que arde sem se ver!.
Corro cidade, busco o conforto de um colo anómino, mas em vão. O meu pensamento não estabiliza, continua fervendo. Por vezes choro, de forma compulsiva, não consigo suportar a pressão de meu peito, acho que me faz bem chorar, não me envergonho disso.
Conduzo errático, procuro fazer mira a algo que parece que vejo, mas me apercebo ser uma miragem. Minha mente está confusa, produz imagens que nem sei de onde saem.
Choro, às vezes grito. Vale que o faço no meu carro, enquanto conduzo, e com os vidros fechados, faço dele a minha sala expulsa-raiva.
Sim, sinto raiva, uma raiva bruta, uma raiva destrutiva. Os kilometros passam, eu nem me dou conta. O rádio ajuda, mas me engana.
Choro, por vezes a minha visão fica afectada, não permitindo que eu veja bem a estrada. Mas sou teimoso, tenho pressa de chegar não sei bem aonde. Não paro.
Volto à esquerda, para logo voltar á direita. Sigo em frente, mas continuo sem saber bem qual o meu destino.... provavelmente quero ir para o inferno!.
Os momentos da minha vida recente passam na minha mente á velocidade da luz. Nuns rio, noutros nem tanto, choro. mas vejo-os, sempre seguidos, e sempre encontro razões para entender a razão da minha raiva.
Não compreendo porque certas coisas teem que acontecer. Parece mais um acto de masoquismo, de auto-mutilação afectiva.... o gosto pela dor, o gosto pelo vácuo. Nós somos assim, nós humanos ainda não evoluímos para sermos HUMANOS!!!.
Choro, por vezes uma lágrima mais intensa chega até a queixo. Há lágrimas mais intensas que outras, e algumas trazem um sabor a salgado, porque em vez de escorrerem pela face, o fizeram na direção da boca.
Não durmo, o sono não quer nada de mim hoje. Diga-se que eu também não forço.
tenho para mim que o sono é o tempo mais inútil da vida, já que dormindo, nós estamos num estado de ausência da realidade, logo não pensamos, e , eu quero pensar, quero sentir o domínio da minha dôr.
Entro ao acaso num snack-bar onde bebo coca-cola. O meu semblante contrasta com os demais, estou choroso, os meus olhos estão fundos de choro. Desperto a curiosidade de alguns, e logo procuro recompor-me.
A dor trespassa-me o corpo qual seta fulminante, mas não me importa, á níveis onde a dor de tão intensa que quase já não se sente.
Dou conta de que por vezes falo sozinho, mais parecendo que a meu lado "viaja" a razão de tanta conversa.
A cada crise aguda, sobrevem a acalmia de sentimentos, o vazio de dor, perecendo que .... pronto!!! já acabou. Engano, puro engano, tudo abana, visão turba, as lágrimas caem, o grito ecoa. Afinal, o sofrimento veio para ficar, se recusa a partir. As vezes mais pareço louco, pois esta dor alimenta meu ciclo infernal de querer ainda mais...... dor!!!!.
O alivio sobrevem, qual bom tempo após a tempestade. A bonança vem a caminho...... oh!!! maldição, como tudo sai errado, a dor tá aí de novo. O ciclo inferniza a minha vida, o sufoco toma conta da minha respiração. Mais valia o ar faltar de vez, num espasmo de raiva torcida pelo desespero de nada poder fazer senão....... chorar.
O desgosto, curioso.... tem forma, tem nome. Ele quer que eu o aceite, sob pena de jamais me abandonar. Quase me obriga a dizer o nome do meu pecado. Eu faço-lhe a vontade..... grito o nome do meu pecado.
Sou devorado pelo calor que esquenta minhas têmporas. O inchaço tá nos meus olhos, o ardiume impede que os abra. Mas e teimo, e volto a clamar pelo nome do meu pecado.
A razao da minha dor, invocada em altos prantos, parece aliviar a ir dos deuses menores. Eles parecem terem enlouquecido. Já nada lhes sacia a ira. Eu sou a sua vitima. Eu aceito a minha imolação no altar do amor, desde que a dor aí vertida, redima minha alma do meu pecado.
Pecado.....doce pecado!
Os meus lamentos não chegam ao céu, todas as portas se fecharam. Sou filho rejeitado lá por aquelas bandas. Tenho a sensação forte do abandono, da minha sorte estar a ser jogada, qual tabuleiro de jogo, onde tudo está em jogo.
Eu aposto, mas o jogo não sai pra meu lado. estou quase falido de tanta aposta, mas espero no fim que a roleta grite bem alto..... a vida é um jogo onde todos acabamos por perder de uma forma ou de outra o direito a paz.
Choro, não entendo o mundo, mais parecendo que tudo se volta contra nós.
Choro, e com as minhas lágrimas procuro lavar a minha alma de tal pecado, que confesso penso nunca ter cometido.
Deus tenha piedade de mim. Deus não me abandone e me ajude a encontrar o colo que tão angustiado procuro, e ainda não encontrei.........

sábado, 20 de setembro de 2008

Diário de uma Dor-1; Contra o Castramento do Amor por Moralistas despotas e hipocritas!!!!




O Amor, o sentimento vindo de DEUS!!!!. Sim, Ele é Amor, e um dia pela voz de seu amado Filho, Jesus disse: “Amai-vos uns aos outros como EU Vos amei!!”
Sim, esta mensagem foi-nos deixada, e contudo os homens com a sua surdez mesquinha, tiveram o cuidado de a alterar, criar regras e limitar o seu exercício, como que se o amor pudesse ser regulamentado.
Pobres teólogos, porque se calhar são Eunucos de consciência, decidem “per si” o conceito de bem e de mal, de certo e errado….
Este conceito de bem e mal, ou de certo e errado, é antes de mais uma questão filosófica, porque em absoluto estes conceitos não existem, já que antes de mais são as tais regras que os “outros” devem cumprir, que talvez nós (os decisores) não!!!.
O amor, essa partícula de Deus que une os corações, e faz dos humanos “coisas” mais divinas, que nos fazem sentir FILHOS DE DEUS.
Porque essas regras? Porque essa moralidade castrante, essa hipocrisia que tudo arrasa e semeia a infelicidade? Porque?
O Amor terá que se sujeitar ao conceito terráqueo de certo e errado?, de proibido ou permitido? Ora bolas, que amor será esse, que outros regulam, criticam e eles próprios por vezes não cumprem.
Quantos amores “proibidos” e aceites pela força dos personagens implicados, pelos demais, que foram vividos na história? Não tenho conta já. Alguns deles até viraram best-seleres do amor.
Quantos padres (homens afinal de contas….) “pecaram” casando ou ajuntando-se com suas paroquianas de quem tiveram filhos? Serão menos filhos de Deus que os ditos legalistas? Não acredito.
Quantas áreas religiosas, que até de acesso muito reservado são, e que frequentemente seriam “visitados” por ilustres de nossa praça religiosa? Serão estas pessoas por isso menos filhas de Deus? Não acredito.
Quantos fazedores de leis, moralistas e afins, são homossexuais? Quantos?.
Que mal há nesse facto? Já que segundo os tais moralistas que condenam o amor dito impossivel, se preparam para legislar no sentido da sua “legalidade”(homossexual).
Quais emoções, quais regras podem impedir que dois seres se amem? Que transgressão podem dois seres estar a cometer quando se amam? Que crime?
Esta sociedade hipócrita, carregada de podridão, em que mais vale parecer que ser, não tem a moral suficiente para me condicionar o pensamento, o afecto, o meu amor.
Tenho direito á felicidade, porque ela não prejudica ninguém. Ninguém tem o direito de dizer que estou certo ou errado, já que não prejudico religiosamente ninguém.
O amor não escolhe idades, não escolhe (não deveria!!!!) status, ele se declara em função de afectos, empatias e olhares cúmplices….. deixem-nos amar!!!!.
Não sofras pelo amor que tens, que eu não sofro pelo meu, já que é inútil fugir á paixão.
Porquê sofrer? Se o coração chama. Porquê chorar se o coração não quer.
É inútil sofrer, é inútil fazer de conta que nada existe, já que para mim tenho que sofrer de amor, talvez seja bem pior que sofrer de mal físico.
A vida nos pertence, não devemos renegar o nosso sentimento, já que nele está a nossa felicidade.
Sou um guerreiro do amor, luto pelo amor, queria viver no amor, na paixão. Quem tem a coragem de me negar o amor, de me criticar pelas atitudes que podem num dado momento colidir com o status estabelecido?
Estou destroçado, sinto-me confuso, e não sei o que fazer, mas pressinto que vou entrar num túnel escuro, que se estreita á medida que caminho.
Vou fazer mais uma travessia do meu deserto de afectos, vou sentir a fome de um toque, vou sentir a fome de um abraço, vou sentir a fome de um beijo.
Não quero lutar por mais nada, já que a dor me atinge no auge do meu ser. Não aceito meu destino, quero lutar pela minha felicidade.
Tenho a sensação de que o mundo desaba, vida não tem mais sentido. Queria amar, queria ser amado.
Minhas lágrimas não serão em vão, elas serão o amor liquidificado, elas serão a dor liquida, elas serão o grito de raiva contida e incontida.
Porra….. porra….. deixem-me em paz!!!
O amor não tem que ser impossível, nem possível, o amor tem que ser.
Se ele existe, vivamo-lo, não o reneguemos os nossos sentimentos do coração.
Deixemo-lo que brote, e que possamos vive-lo intensamente, já que como se costuma dizer …… a vida são dois dias e este vai já na conta!!!!.
Amar não tem regras, amar é estar louco por alguém, é querer bem ao outro,é fazer-lhe bem…..sempre.
Lutar contra a hipocrisia, contra os impostores, fazedores ancestrais de hábitos injustos.
Amar é preciso, amor também.
Não aos “especialistas” castradores de emoções puras. Não peço o paraíso porque utópico, mas peço a tolerância verdadeira, a não critica feroz, que só provoca a infelicidade de quem se ama.
Amor na nossa vida é um fim, e nunca um instrumento!!!!!.
Amor impossível???? Que é isso??? Também não entendo.
Se o amor é expontaneo, e não escolhe idades nem pessoas, então porque vamos contra isso?
Penso que precisamos também na área dos afectos, de um movimento ecologista, que nos devolva o prazer de estarmos vivos, e não poluídos por mentes doentias, e …… talvez invejosas.
VIVA O AMOR!!!!!!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Amor Virtual?!!!....Sim porque não?, Ou Será Que Nao Vivemos Já Virtualmente?

Virtual..., o que não existe, não palpável, e que se vislumbra, se imagina, e que se deseja.
Quantas vezes desejamos, sentimos, e ficamos libidinosos só em imaginar? Muitas, seguramente!. Virtual, a realização de nossos sonhos, de nossas fantasias, o preenchimento dos "espaços" vazios de nossa intelectualidade, a nossa libertação de tabus ou mitos sem sentido.
Virtual, o momento único e REAL de dizermos não à hipocrisia, ao falso pudor, ao puritanismo gratuito, descabido de qualquer sentido moral.
Hoje, mais que nunca, está na moda o virtual, falemos nós de Hot-Line, de Chat's especiais, de conversas desejosas de pecado, logo reprimidas pela moral estabelecida.
Mas estamos no virtual, e a adesão é cada vez mais intensa, talvez porque no virtual nós sejamos mais Nós, REALMENTE, nós, e o sentimento de aventura nos dá a adrenalina tonificante ao coração.
A psicanálise está lá, os nossos sonhos também, e a certeza de que fazemos uma cura do nosso EGO, sem que corramos o risco de sermos confrontados com discursos falsos de moralidade duvidosa.
Nos damos, nos curtimos, nos inventamos, nos fazemos daquilo que realmente por vezes não somos, embora o desejássemos. Virtual?!!!. Que coisa será essa? Existe o virtual no amor?
Seguramente que sim, eu sei que sim senhor. Sem o virtual de um ecran de computador como poderíamos nós amar? Sim amar!!!!....
Hoje amar tem um sentido mais abrangente, talvez não só físico. O virtual nos obriga a clamar pelas nossas sensibilidades mais profundas, e facilmente somos apanhados em contra-mão quando mentimos.
Se formos sinceros, transparentes, acima de tudo honestos, eu diria que o virtual é uma boa "entrada" para um amor seguro, tranquilo e muito dedicado.
No virtual, é verdade que o "feitiço" da paixão está presente enquanto durar a corrente eléctrica, porque mal ela se desliga esse amor faz ..... click!!!! foi-se.!!! Será que se foi mesmo????
Mas amamos, e temos vontade de voltar, procurar, descobrir o outro que com nós transe. A curiosidade, aguça o engenho, e faz de nós autênticos arquitectos da palavra, da relação, do saber, porque amar no virtual é bom, porque nos ilude, nos faz o pensamento voar, na direcção do colo imaginado, do prazer anunciado.
Nos expomos, nos transcendemos, não vá a palavra traiçoeira que sai sem que nós queiramos deixar-nos num estado lastimoso. Não esqueçamos que no virtual, podemos namorar de chinelos de quarto, em cuecas, em tronco nu, em pose menos clássica, mas amamos, e nem por isso precisamos de apanhar o autocarro, conduzir, ou caminhar a pé, não, não é preciso, o amor está logo ali, na tela, bem imaginado, bem trabalhado.
Posso dizer, com segurança absoluta, que comunicar no virtual, nos obriga sempre a saudar quem está, no inicio da conversa, coisa que ao vivo pode não acontecer, e faz-se a cultura do trato.
Amar pela tela de um computador, pode ser estranho, mas não é menos emocionante que amar no real, já que seus estímulos são diferentes, pois não existe a facilidade do toque, e assim temos que substituir o sentido do tacto, pelo sentimento puro, volátil do pensamento, e pela nossa capacidade de converter estímulos verbais/visuais em estímulos afectivos, sensíveis, e calorosos á medida do tamanho do nosso coração e da nossa capacidade de amar e ser amado.
No virtual é bom, na vida real também, e hoje mais que nunca, podemos afirmar que todos, quase todos vamos tendo Histórias incríveis de amores que vão e vêem ao ritmo a que ligamos ou desligamos nossos computadores.

A felicidade não se compra, conquista-se!!!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

NOITE!!... A AMANTE QUE TODOS NÓS TEMOS, E QUE NINGUEM SE IMPORTA.


Noite, o momento da nossa vida pelo qual temos todos que passar.
Com ela dormimos, com ela amamos, nela nos confessamos, nela reparamos as nossas magoas. Confiamos nela, e até choramos nela.... a noite, grande amiga e conselheira., que sempre soube guardar nossos segredos, nossas angustias e depressões.
É nossa companheira, e nunca nos deixa, porque sempre que parte pela manhã, se preocupa em voltar quando anoitece, já que não quer deixar de nos afagar, confortar com seu silencio, sua ternura e ...... o amor que sempre nos proporciona. Ela, a noite é nossa amiga, confidente, e, nunca nos deixa ficar mal, porque a cada vez que está com nós, sentimos o calor de seus "braços" nos envolvendo, sua "face" nos olhando, seus odores nos cercando.É bom senti-la, é bom saber que está com nós.
Nos perdemos pela noite, nos encontramos pela noite, e sempre desejamos que ela, a noite, não se vá, sempre pedimos que fique, já que nos sentimos bem com a sua companhia, uma boa amante, já que é na cama que a encontramos e a sentimos.
Noite, uma amiga de sempre, e que não provoca ciume de nossos parceiros de vida. Nunca nenhum parceiro mostrou ciume por estarmos a dormir com a Noite, nunca!!!.
Na noite se ama, acontecem as coisas mais incríveis, umas boas, outras nem tanto como as insónias.
Sempre nos deitamos carregados de pensamentos diversos, e durante a noite os pomos em ordem ou pelo menos tentamos, e porquê? Ela é de facto uma boa companheira, amiga, solidaria, e ..... amante, já que nos acalma, e transmite a paz e afecto que durante o dia anda por vezes tão distante de nós.
Amamos na noite e com a noite por protecção. Sentimos o seu conforto e não o rejeitamos, antes pelo contrário, porque sabemos que ela nunca nos deixa, já que sempre volta, com a certeza de que a sua fidelidade é eterna.
Noite amiga, companheira de tantos segredos, onde me afogo nos meus lamentos, nos meus amores e desamores, nunca te queixando de eu ser um grande aborrecido. Tua amizade Noite, é para mim muito importante, já que sinto que muitas vezes clamas por mim, me pedes o amor que tenho, e eu..... durmo, durmo que nem um justo, sem ter em conta que assim me torno um egoísta, não cumprindo com o me dever de um bom companheiro de cama, fugindo assim á troca, de afecto, que tu Noite, nunca me negaste.
Obrigado Noite, farei os possíveis por não desmerecer o conforto do teu colo, do teu carinho, e te procurarei sempre que a minha ansiedade se torne evidente, que o meu choro seja necessário, que os meus amores ou desamores me atirem para os teus "braços", porque sei que em ti, encontrarei as razões dos meus desatinos, e de manhã me sentirei mais feliz, de uma forma ou de outra.
Obrigado noite, volta sempre...... te desejo tanto!!!!

António Ferreira


/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

Eis a noite…

Muda, nua e calada,Isenta de sons e perfumes,
Como um sonho distante,
Como um dia sem amanhã…

Não há dor, nem prazer,
Simplesmente o silêncio dominador,
Ditador, sobre os seres e as coisas…

Não há desespero, nem esperança,
Simplesmente o nada em tudo,
Soberano sobre a imensidão do Universo…
Eis a noite…

Elegante dama, fugaz e mascarada,
Presente na ausência das horas,
No Carnaval de nossas almas apelantes,
Nos beijos invisíveis de nossos desejos
Acoitados, acalentados…

Não há hora, nem dimensão,
Simplesmente o verbo divino dos anjos,
Redentor, vibrando nos ouvidos e corações…

Não hã perdão, nem esquecimento,
Simplesmente teu amor singelo e suave
Desvairando sobre os meus pensamentos
Banhados de luz…


(Poesia retirada de site na net.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

AMOR, PAIXÃO….. PODE SÊR CASTIGO!!!!


Incrível, sim, incrível.
Eu penso isso, eu sinto isso, eu vejo isso!!.
O amor, a doce causa de um coração, o estado supremo da alma, aquilo que se quer e por vezes nunca se consegue…. Sim, falo do amor!
Gostar de alguém, amar alguém, sentir amor por alguém, lindo, maravilhoso mas….
Quando esse amor tem a direcção errada, ou está mal colocado, diria que começa aí o castigo.
Amar, sentir paixão, procurar o outro, sonhar com o outro, querer muito ter outro e, sentir que o vento tudo leva, até os restos de amor que estejam em farrapos pelo chão.
Se se ama, busca-se, luta-se pelo que queremos, podendo ainda assim perder, mas luta-se.
A obsessão, pode exacerbar os instintos, o ciúme, mas é inquestionavelmente uma prova de amor, desde que não se torne doentia essa obsessão, diria que numa porção q.b. é saudável. É o certificado do amor!!!.
Ser liberal, ter um ar descontraído, um deixa-andar, talvez faça o estilo de muitos, e seja para muita boa gente um prova sábia de amor, mas é talvez mais um sinal de indiferença pelo que possa acontecer a esse amor. Se um acaba, logo outro começa.!!!
Querer, desejar ardentemente o outro, e sentir que o outro está na frequência do tal liberal, talvez seja em si já um castigo, porque não nos sentimos correspondidos no mesmo grau de afecto.
A duvida assalta o espírito, a manipulação pode estar por aí…
Quem ama ardentemente, cometendo (por amor!!!) por vezes o martírio do outro pela exigência da “devolução” do amor que se lhe dá, talvez seja mais um castigo que uma benesse.
Amar, não sentir retorno, ou pelo menos não sentir a intensidade desse afecto, provoca dor, solidão, rejeição….. pode ser castigo!!!!.

Amar pode não ser para todos, porque nem todos podem ser amados!!!


Sonhar com o outro, fazê-lo sentir-se seguro ao ponto de esse outro não sentir necessidade de demonstrar amor, porque saciado está…. É castigo!!!.
Sentir-mo-nos usados, talvez seja a sensação mais cruel no amor.
Sentir que o “amor” só faz sentido mediante alguns parâmetros de natureza material, benesses, vantagens, e não sei que mais… é castigo!!!. Eu chamaria a isso hipocrisia, cinismo, escroqueria.
Não ser amado é uma coisa, mas amar, e não ser correspondido, é outra coisa bem pior… é castigo!!!
Fazer juras de amor, banalizar a palavra amor, mas não lhe conferir valor prático, é mentir, é hipocrisia, é cinismo…. É castigo!!!.
Sentir que o outro está pelo “beiço”, e por isso mesmo não sentir necessidade de lhe dar de volta e em dobro esse sentimento é ….. castigo!!!.
Amar é bom, desde que saibamos que também somos amados da mesma forma, porque, de outra maneira vivemos o castigo do amor que sabemos ter, e, não termos a certeza de que o outro tem por nós.
Deixemos o coração “falar”, deixemos o amor afectar nosso coração, não vá o castigo aparecer de repente, e assim estarmos preparados para lhe dar luta.

“Sempre que o amor me quiser, eu vou fazer-lhe um sinal…..” diz a letra de uma linda canção de Lena d’Agua, sim eu vou por aí, não vou ter dúvidas disso, porque chega de castigo.

Se te amar for um erro, eu vou viver errando;
Mesmo que me condenem,
Sofrerei meu castigo...Por errar te amando!
-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-
Escute a musica deste link: (é algo que diz, ilustra, dá o que nós tanto queremos.... AMOR!!!)
.
Titulo : "SE QUISER"
Cantora : Tania Mara
.
.
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

terça-feira, 5 de agosto de 2008

SALAS DE CHAT.......... "CHUTO" !!!!!???????


Sim, salas de chat, versus salas de chuto?!
Tenho reflectido muito sobre este assunto, tenho feito exercícios complexos de motivação para as salas de chat, e, francamente...... não sei que pensar!!!
O que levará alguém a estar horas intermináveis, por vezes dias, já que há nick's que nunca se desligam, a teclar numa sala de chat?
O que terá uma "sala" dessas, já que se virmos bem, até nem existe.... é virtual.?
O que se passará por lá para que nos sintamos atraídos para estar lá?
Poderíamos dizer... são amigos, são partilhas, são experiências em comum, sei lá!.
Se formos dotados de um espírito crítico, de alguma capacidade de analise, talvez cheguemos à conclusão que o que se lá passa, nunca existiu, não é verdade, é ficção.
De que se fala num chat? que temas podemos abordar, discutir, ou até viver?
De uma maneira geral, noto que alguém troca deliberadamente um passeio pela sua rua onde vive, pela presença na "sala" de chat. Por vezes, sentimos alguma frustração se não encontramos este ou aquele nick. Que procuramos na "sala"?
Pensando bem, pouco encontramos, a não sêr uma série de frases, repletas de abreviaturas quase indecifráveis, quais atropelos a Língua-mãe. "Charadas", alguma baboseira, e um sem fim de pensamentos que sinceramente depois de exprimidos me faz sentir..... vazio.!!
São os lol's, os K no lugar dos Q, são os "jinhos" no lugar dos beijinhos, são os "num" no lugar dos nãos, e mais que agora não referirei já que extensos.
Ficamos com a ilusão de companheirismo, de sentido de grupo, de tribo, de núcleo duro de amigos aos quais só pertencem os "eleitos". É o sentimento puro do tribalismo, que há muito erradicamos da nossa sociedade, mas que teimamos em manter, ainda que disfarçado por estas novas tecnologias.
Por norma, num chat, os temas são quase sempre inconclusivos, pois basta o modelo de conversação para facilmente ser "atropelado" o debate.
Os apartes, as diferenças de intelecto dos intervenientes, bastam para "matar" o gosto de estar num Chat.
Está sempre subjacente, o engate, ainda que de novo disfarçado. As conversas são simples, mas quem sabe, pode haver algo que nos faça mais feliz um pouco...
Há regras, há decoro, há vigilantes atentos, o banir é o fio da espada de justiceira, e quem se excede é expulso. Pena Máxima, que é "para aprenderes".!!!
Há chat's para todos os gostos, feitios e aberrações. Chat's de Amor, Chat's Engate, Chat's para Adultos, Chat's para gente Timida ou Encostada, Chat's de Pura Conversação.
Mentiria se eu dissesse que não frequento Chat's, mas sempre sinto o vácuo, o simplismo fundamentalista, a banalidade, a conversa fugaz que tanto me aborrecem.

A SOLIDÃO TEM FORMA, TEM CONTEÚDO, E NÃO TEM COMO SE EXPRESSAR!!!!

Se um chat nos ajuda a encontrar a nossa tribo, o núcleo de amigos que sempre sonhamos, e se para isso nem precisamos de levantar o traseiro de uma cadeira, que mais queremos?
Não importa o colesterol, nem a obesidade, nem o stress, nem o sistema cardíaco, porque o importante é sentir-mo-nos omni-presentes, quer dizer.... estar em todo o lado ao mesmo tempo, à velocidade de um click. O poder de ir e voltar no mesmo momento, nem que para isso tivéssemos que gracejar, esboçar intelecto, com a certeza da inutilidade de uma conversa da treta.
Os tempos vão de molde a que sejamos inexoravelmente absorvidos pelas novas tecnologias, pelos meios de conversação, e, temendo passar por ignorantes da modernidade, lá vamos entrando para o "comboio" do faz-de-conta, alegretes e olhando o botão do ON-OFF do pc, ou para a conotação à rede da NET, não vá o pc desligar-se acidentalmente, ou os malandros da rede fazerem a manutenção dos seus servidores na hora exacta que "partilhamos" os nossos segredos, afectos e amarguras com "alguém" que nem pelo nome regra geral se oferece nas salas de chat.
Correndo o risco de caír no ridículo, atrever-me-ia a dizer, tal a dependência sentida que ......
Salas de Chat, talvez sejam também salas de "chuto"!, pois que a dependência é também em si um vicío.
Eu frequento salas de chat, mas não posso deixar de fazer auto-critica para bem do meu sistema neurológico.
Vivam as salas de Chat, façam o favor de serem felizes...!!!!!
Chat..... Meu Amor!!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sedução, Cortejamento, Amor, ou ..... o Sabor a Mofo!!!!!!!


Seduzir, a arte de bem convencer o outro, de lhe dar o melhor de nós, escondendo por via disso o nosso pior.
Seduzir, o jogo da paixão, o jogo do amor, o jogo em que nem as regras sabemos, já que seduzir, é algo de muito próprio e intransmissível.
Pela sedução "fazemos das tripas coração", já que é um jogo que pretende ser a perfeição de todos os jogos, e onde fazer batota pode até ser legitimo.
Enaltecemos os nossos predicados, escondemos as nossas maleitas, e lá vamos oscilantes na busca do sonho, da conquista, dos favores da outra parte.
É o momento em que mais rebuscamos os nossos conhecimentos estéticos, linguísticos, culturais, e fazemos tudo para parecer-mo-nos com tudo... o gel, o after shave, ou o perfume, o cuidado da fala, a cultura comprada logo ali no virar da esquina.... é a sedução, é o jogo mais conhecido dos humanos.
O que importa é impressionar, é conquistar, e nada nos escapa no esquema urdido para obter os resultados desejados.
Já fez escola a sedução em meados do século XIX e XX, já que era a arte em movimento, podendo ate dizer-se que a arte tinha pernas para andar.
Encolher a barriga, ser politicamente correcto, escolher o melhor ângulo, eram cuidados menores numa actuação bem mais complexa. É a sedução no seu extremo, no seu esquema qual teste a capacidade de impressionar de cada um.
Diga-se que, a sedução não é prerrogativa dos humanos, já que os animais a trabalham na perfeição, mas com uma diferença muito importante..... não mentem!!!!.
Desde as cores dos faisões, papagaios, periquitos, ao ronronar de um gato, às habilidades dos cisnes, do grasnar do patos, aos bailados aquáticos dos golfinhos, tudo são argumentos para bem impressionar.
Nós humanos, actuamos exactamente da mesma forma, só que à falta de adereços ou habilidades, optamos por inventar uma boa conversa, um sorriso bem colocado, um olhar fatal, e acrescentamos um andar do tipo esticado para não dar a perceber a curvatura das costas.
Mas apesar de tudo, é bom seduzir, porque nos emociona, liberta adrenalina, aumenta a nossa ansiedade, nos obriga a sermos rigorosos antes de mais com nós próprios, não que seja o nosso jeito, mas a necessidade de fazer parecer esse jeito genuíno.
Seduzir, cortejar, duas palavras para um mesmo fim. É bom seduzir´, é bom cortejar, porque o ritmo cardíaco nos faz tonificar os músculos.
Procurar estar certinho, não falhar, ser "a menina dos olhos do outro" sentir que a "presa" ta quase, mas ainda falta... é bom, faz-nos ser românticos, faz-nos ser corajosos, faz-nos ser também humildes; sim porque seduzir, cortejar sem humildade não dá certo.
Conquistar o outro, é a alegria do nosso EGO, é a declaração positiva dos nossos atributos, é sentir que temos ainda o q.b. para sermos aliciantes aos olhos de alguém.
Quem não gosta de ser seduzido? Acho que todos nós gostamos, e só os tempos pós-modernistas combatem os jogos de sedução e amor por atitudes ditas pragmáticas, objectivas, no sentido de .... "vamos directo ao assunto!!!!"
É bom cortejar, eu gosto de cortejar, e vice-versa. Mas sinto que hoje os tempos são de sensibilidades bem diferentes. são tempos do "fast-food" no amor.
A falta de rigor, a falta de cuidado, levam à banalização destes folclores, considerando-os até arcaicos, e com um cheirinho a ....... mofo!!!.
Tudo hoje é fácil, tudo está simplificado. Vivemos tempos de fundamentalismo simplista, em que nada compensa fazer já que o esforço é inútil, tudo está à mão.
Não mais procuramos impressionar, porque no sentido do tal fundamentalismo simplista isso não faz sentido.
Hoje tanto se conquista como se perde, e ficamos com a sensação amarga de que vivemos permanentemente "vitorias de Pirro" no amor. Aqui se ganha para logo ali se perder, e nada ficar.... é o espaço, o vazio, porque não houve a cultura do ritual de sedução, já que não fomos obrigados a descobrir no outro as coisas que o outro também não conseguiu descobrir em nós.
Tudo esta na relação do simples, do extremamente simples, e por isso, tudo esta banalizado.
Seduzir, cortejar são rituais que fazem com que nos empenhemos em nós mesmos, fazendo-nos sentir uma auto-estima, e uma auto-confiança que nos farão mais felizes na relação. Seduzir é compromisso, na assunção de que somos tal como nos damos, e nos condiciona de forma positiva e a manter o nível da conquista.
Num beijo, num acto de amor subsequente a sedução, tudo tem mais valor, mais significado, porque é por si a vitoria dos nossos atributos (qual Ego vaidosão!!!) sobre a banalidade.
Os tempos do pós-modernismo, que em alguns casos tocam o mau gosto, na palavra, no vestir, e que tudo cruza não tendo em conta qualquer sentido estético ou de bom gosto, enchem nossos corações de uma tristeza que nos mata, nos faz sentir tão comuns, tão banais, que por vezes sentimos vergonha de como algumas raças de animais cortejam, fazem a corte, seduzem enfim, seus parceiros num ritual incrível de alegria e paixão.
Hoje paixão é a modos que ser careta, bobo, um romântico, qual espécie zoológica extinta.... são pessoas com cheiro a mofo.!!!
Não concordo obviamente com isto, mas hoje há a sensação de que paixão é dos nossos avós, ser romântico é medieval, mas sentimos a falta de amor por aí, e de tal forma que acredito que a solidão é a doença do século, que nem os mais sofisticados meios de comunicação ajudam a vencer já que eles também são produto de uma sociedade em que acima de tudo valemos pelo que ganhamos e não pelo que somos.
Gosto de ver uma mulher bem feminina, charmosa, sem que contudo tenha que ser feminista.
Assumir o papel de Mulher, com todos os pormenores que isso acarreta no amor, na sedução, é a dignidade que vai voltando ao amor que parece que temos mas que realmente não temos.
Também peço para os Homens a postura do charme, educação e acima de tudo correcção, sendo gentis, dedicados, e cuidadosos no trato à mulher já que tenho para mim que viver sem sedução, ou cortejamento, sem amor, é como sermos "mortos-vivos".
À Mulher se pede que saiba "receber", e ao ao Homem se pede que saiba "dar"
Não ao machismo, não ao feminismo, sim ao bom gosto, sim ao amor bom, cultivado, seduzido, cortejado, sem abandono da dignidade que a cada uma das partes deve ser pedida.
O amor acabará por vencer, por mais que inventemos o "não-amor"!!!.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Abandono...Sensação Horrivel!!!!



Abandono, acto de deixar para trás, de esquecer, de não mais querer saber.
Só a sorte é companhia do abandono, pois ela determina a maior ou menor sensação de esquecimento.
A golpes de sorte, o abandono que sentimos é por vezes minimizado, é por assim dizer adormecido, sim, porque só isso acontece.... o abandono, a sensação de estarmos esquecidos está lá, nos espera mal a sorte nos deixe.
Alturas há em que sentimos uma mistura de abandono e manipulação do nosso ser, o que agrava a nossa situação.
Nestas alturas em que nos sentimos esquecidos meio abandonados, ficamos mais sensíveis, mais espirituais. Porquê?!!..... Não sei.
São momentos duros em que sentimos que só nós existimos, porque tudo o mais é "estranho", é os "outros" a quem nós dedicamos o nosso abandono. O abandono pode ser físico, e também espiritual, afectivo, mas são dolorosos quaisquer deles.
O mundo é uma insegnificancia perante nós quando nos sentimos votados ao esquecimento, porque o mundo não está mais em nós nesses momentos.
O abandono sugere por vezes o caminho da tragédia, do imundo, do fim trágico. É o grito dos abandonados.!!!!
Não reclamo paternidades com cheiro a mofo, com sentido oco, ofensivas da dignidade humanas.!!!
O que reclamo é o respeito, o trato, o reconhecimento, a..... dignidade a que todos nós seres humanos temos direito.
Estar longe do que que queremos, não alcançar o que sonhamos, é mais uma vez, sentimo-nos manipulados no nosso ser.
Estar só não é um defeito, mas antes uma necessidade psicológica.! Há que restabelecer os equilíbrios, há que fazer o balanço da nossa actividade, e isso faz-se estando sós.
Agora estar só, decidir só, suportar tudo só, viver a vida só..... é de facto duro, difícil, e sobre vem o isolamento, a manipulação, a sensação de que estamos abandonados, tal qual uma chicla, que se mastiga enquanto é doce, só enquanto é doce.!!!
Todos nós temos essa sensação nas nossas vidas, talvez devido a pressão de uma vida materializada, assente no lucro, no "tudo tens, tudo vales" !!! mas porquê isso assim?.
Abandono, é a ante-câmara da depressão, da infelicidade, e pode ser o ponto de partida para uma tragédia.
Ninguém nasce criminoso, mas todos nós temos responsabilidade por aqueles que um dia o foram, talvez os tenhamos obrigado a isso.
O colo, o doce colo que tanto gostamos às vezes resolve. O calor, o aconchego, o doce toque de uma mão percorrendo nossos cabelos como que se estivessem a alisa-los, faz bem, deixa-nos felizes.
Talvez um dia declaremos um dia mundial do colo, e assim as depressões sejam bem menos, os abandonos e suas sensações não façam sentido, e possamos sorrir, olhando em volta dizendo.... é bom ter-vos aqui comigo, sinto a paz de um homem de consciência tranquila.!!! Não estou só!!!!!

sábado, 5 de julho de 2008

Sentir Dor, Nao Poder Partilhar,Fazer de Conta e a Paz do Coração!!!

O sofrimento assume as mais diversas formas, e provem das mais diversas razões ou motivos.
Podemos sofrer de males físicos, dolorosos, mas sempre ou quase sempre os vencemos, porque lhe conhecemos basicamente as origens e o local onde dói.
Já talvez não possamos fazer o mesmo, com o mesmo êxito quando a dor tem a ver com a Psico, ou o sistema neurológico, e se essas perturbações forem de natureza afectiva, então tudo está mais complicado.
O amor, base de confiança, é mais que suficiente para a paz do coração, mas desde que se possa alimentar todos os dias, de forma continuada, persistente!!!.
Se não tivermos a oportunidade de o alimentar, quase de certeza se apodera de nós uma angustia sofucante, que não mais nos abandona. Podemos ter palavras de carinho, de amor, de juras eternas, mas se persistirem esses factores que perturbam as relações, como por exemplo a distancia, o espaço que medeia entre um encontro e outro, as duvidas, os medos nos tomam, nos fazem sofrer e de tal forma, que nos tornamos inseguros, e ciumentos pelo terror se perder quem se ama.
Se manifestamos esses temores ao ente amado, talvez estejamos a tornamo-nos insuportáveis, difíceis e infantis até, mas suporta-los provoca dores horríveis.
"Longe da Vista Longe do Coração", é um pensamento do senso comum bem verdadeiro.
Combater esse pensamento, manter vivo um amor nessas circunstancias, não é fácil, mas deixem-me dizer, pode-se combater essa tendência com trocas afectivas de palavras, de afectos, com a troca (que não controle, porque asqueroso) de movimentos do tipo GPS amoroso, que transmitam mutuamente a confiança necessária para que a paz do coração possa acontecer.
Acredito que há paixões que se mantém fortes mesmo com dificuldades pelo meio, mas se o são, devem-no seguramente ao contacto, à "proximidade" da palavra, do fazer, do estar, do dar ao outro o que o outro necessita para sentir que não há barreiras, não há duvidas, e que o amor tudo supera, e é presente em todos os momentos, assim temos a paz do coração.
Se não se verificam estes pressupostos, seguramente sobre vem a dor, que uma angustia permanente nos inflige.
Nestas circunstancias, sofremos sós, e calados pela vergonha de ter que a partilhar, não vão os nossos próximos rirem da nossa fraqueza. Fazemos de conta que tudo esta bem!!.
Entre o martírio de exibir um ciume, quiçá doentio, um martírio para o outro, optamos pelo silencio, pelo estar calado, sofrendo a expectativa de um amor que se pode perder.
Só o tempo pode ajudar a curar a ferida aberta pela incapacidade de poder alimentar um amor, e ficar a perder por factores que ele não pode vencer!!!.

domingo, 22 de junho de 2008

Amar, Casar, Sofrer, Silêncio, Solidão...!!!!

Nós, humanos, temos de tudo, mesmo do que não queremos.
A paixão que possamos sentir por alguém será razão para nos conduzir ao casamento?
Deveríamos viver essa paixão como uma dávida Divina, mas nunca com o sentido de um matrimonio (não é obrigatório que assim o seja), o que se vier a acontecer será óptimo, saudável, é como que a consumação de uma paixão em amor.
Uma paixão é inebriante, é um apelo à "cegueira" pelo outro, é viver no espaço onde o erro não mora, onde tudo é perfeito.
Uma paixão tem um tempo de duração, após o qual se converte num amor forte, solido, e projectado para o futuro.
Amar alguém é condição única para haver um casamento, e que a sociedade assume mais como um compromisso afectivo, do que como um contrato.
Nos tempos de nossos avós assim era,.... casar era uma vida agarrada a outra para todo o sempre, num regime que muitas vezes passava pela resignação, pelo abandono de nossa felicidade.
Casais felizes, com carácter eterno sempre os houve e irá continuar a acontecer felizmente, e diria que serão muitos mais do que imaginamos.
Contudo, há casais que iniciaram suas vidas por uma paixão, que deu em amor e casamento, e, que se converteram numa coabitação doentia, do "faz de conta", do "deixa andar", do "não quero saber", sei lá. Nestes casos os parceiros se suportam, porque por norma os compromissos com o lar, com as contas de família, o medo do salto, o medo do futuro, os filhos, a isso obriga.
Num casamento, supostamente existem duas vontades que se devem congregar sempre num único objectivo..... a felicidade e bem estar do outro!!!.
As sobrecargas diárias dos afazeres de casa, a gestão financeira da família, o controlo do bem estar da família retira quase sempre a força motivacional para cultivar o amor, de tal forma, que quando chega a "hora" do amor, ou estamos exaustos, stressados, saturados de tanta luta que mal se arranjam forças anímicas ou físicas para tal.
A rotina, é o maior inimigo do amor, e é isso que deixamos que aconteça em nossas vidas.
Permitimos que a luta pela sobrevivência tome conta de nossos objectivos mais elementares..... o amor, a paixão, aquilo que deveria ser o objectivo último de nossa actividade, da nossa existência.
Sem nos darmos conta, estamos prisioneiros de todo um esquema que nos escraviza, nos rouba o gosto pela vida, que nos faz infeliz, nos faz sofrer em silencio dentro de casa.
Se permitirmos que esse estado de espírito permaneça, se não tivermos forças, imaginação para contornar os "deveres" de um casal, vamos fatalmente cair no marasmo, no sofrimento atroz de uma solidão, que só se suporta muitas vezes pela falta de coragem, ou a pela vergonha que "saltar o muro" nos acarreta.
O direito à felicidade é mais que justo, é fundamentalmente um direito inegável, já que toda a actividade humana, tem por objectivo proporcionar os meios a tal desiderato. Não tem discussão!!!.
Hoje em dia, sentimos cada vez mais que "saltar o muro", é quase um "desporto" nacional praticado por sem numero de "atletas" anónimos sem direito a pódio, pudera.....
O sofrimento de uma solidão vivida dentro de quatro paredes, com todo o tipo de carências, leva inevitavelmente ao "desporto" de "saltar o muro", e a indiferença, a não partilha de sentimentos, o silencio, que sabemos não ser premeditada em muitos casos, fazem de facto mossa, provocam a infelicidade, e acredito que muitos "atletas" deixariam de praticar esse "desporto", se houvesse mais atenção ao ser que com nós vive dentro de nossa casa, afinal de carne e osso como nós.
Rejeitar tarefas rotineiras estúpidas, alterar o seu ritmo, não fazer tudo igual todos os dias, deixar para trás algo que sabemos ter que fazer, mas que pode aguardar para outro momento, sair, arejar os pulmões, tomar um café, assistir a um filme no cine mais próximo, não são coisas impossíveis de fazer.
Contrariar a rotina, resistir ao "tem que ser", ganhar a sensação de que somos nós quem comanda nossos destinos, e não as rotinas aniquiladoras do dia-a-dia, é meio caminho andado para sermos felizes em nossos lares.
Não há forma pior de cinismo, do que aquele que nos obriga a viver algo que sabemos não vivemos, que parecer que tudo está bem quando de facto tudo está errado.
Não condenemos esses "atletas" de "saltar o muro", porque muitos, mesmo muitos deles o fazem mais por desespero do que por convicção ou opção.
O direito à alegria de viver, ao prazer de estar vivo, o de dizer NÃO, a nos tornarmos vegetativos, sem reflexos, amorfos, e quase mortos, é um direito de todos. Não sejamos críticos, porque muitos desses "atletas" são-no por força das circunstancias, talvez de um machismo com cheiro a mofo, perconceituoso, castrante da felicidade humana.
Acredito, que viver numa família, rodeado de gente, sem contudo sentir essa gente, sem sentir o afecto, fazendo de nós uns novos "electrodomésticos" só com deveres e nunca com direitos provoca um dos maiores e silenciosos sofrimentos. Não é justo!!!!!!!.
O sol quando nasce é para todos(até ver)!!!.
Não conquistemos a nossa felicidade à custa da infelicidade de nossos companheiros(as).
Não a formas subtis de escravatura branca, onde uns tem todos os direitos e os outros todos os deveres, sejam eles homens ou mulheres.
Lutar contra o silêncio imposto pelas normas cínicas e impostoras de uma moral podre e secular.
Lutar pelo direito à felicidade de todos sem excepção.
Não condenar todos aqueles que se insurgem por alguma forma contra este estado de coisas, pois são seres humanos que também anseiam por umas palavras......
Te amo, como te quero bem, meu anjo!
Façam o favor de serem felizes!!!!!!!!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Chat's, "Chatos" e Outros afins Virtuais!!!!!!!


Chat’s, vulgo sala de conversação virtual, onde tudo existe, para logo deixar de existir….VIRTUAL! portanto.
Sala de encontros e desencontros, de carências, de procuras, de conquistas, de sedução, de frustrações, vitorias e outros afins.
Porque se procura tanto estas “salas”, onde quase nem sabemos bem quem temos do outro lado da tela ?
O jogo, o gosto pelo jogo das palavras, e o podermos ser realmente nós, ou imaginarmos o que realmente gostaríamos de ser.
Esconder o EGO, a face, o corpo, sim, finalmente… podermos “construir” a pessoa que gostaríamos de ser!.
O mundo, o universo está ali, mesmo à mão!!!!.
Podemos ir num click ao Japão, à América, ao Brasil, sei lá, e contudo nem o traseiro levantamos para tentar essas viagens. Fantástico!!!!.
Num chat por vezes realizamos o sonho, de sermos o que realmente não somos.
Parecer bem, sem dar a cara, opinar sem ter que se justificar, e vai daí, se nos aborrecem, ou por acaso nos cercam, zás…. num click fechamos o chat, sim, porque isto de fazerem-nos perguntas indiscretas já não se usa, e esse “atrevimento” paga-se caro….. saímos da sala e pronto, o que agora existia jamais existe.
Encontramos poetas, filósofos, bem-intencionados e mal-intencionados, faladores, palradores e outros espécimes que nos encheriam de tédio se estivessem perto fisicamente de nós.
O assédio, a insinuação, o altruísmo, o machismo primário, e também o puritanismo hipócrita, sim, hipócrita, estão bem presentes na cultura destes meios de ilusão.
Falar no virtual, é gostoso, porque não nos compromete, até por vezes estamos tão longe do outro chat’ista, que não corremos o risco de nos cruzarmos com ele na rua. É cómodo, é fácil.
Uma piada, uma boa anedota, e meia de conversa, enchemos o tempo e a sala com tudo e quase nada. Tudo é virtual!!.
Não quero dizer, que não se façam amizades que possam vir a fortificar uma relação por ventura mais duradoura, que sei acontecem, mas….. .
A sensação de cultura de grupo, de núcleo duro de amigos que num chat preferem uns mais que a outros, é uma sensação efémera, porquanto nas conversas em privado que os mesmos chats oferecem, podem tecer-se as mais complexas teias de relação, que por vezes passam por mesquinhas traições verbais, ou mentiras a parecer ser sério.
Num chat encontramos a pseudo-liberdade da comunicação, sem nos darmos conta do quanto escravizados ficamos, qual vício, qual doença para a qual não encontramos remédio.
As “salas” de conversação, dão-nos a possibilidade de matar a solidão, de combater ou não por momentos, a carência de afecto, de amizades verdadeiras que não fomos capazes de construir na vida real, no dia a dia de nossas vidas.
Nestas “salas” encontramos de tudo, mas mais de uma coisa do que da outra, o que leva a que os intervenientes comecem por serem desconfiados, e não aceitem facilmente teclar de forma aberta com quem chega pela primeira vez.
São inúmeros os casos de assédio sexual, moral, intelectual, que deixam todos de pé atrás quanto aos ambientes aí vividos. As "virgens" protegem-se, as castas ofendem-se, os impuros pululam.
Pelos nick’s, podemos traçar o perfil de um internauta, de um individuo que pode ser um conquistador de “meia-tigela” tagarela, de um malicioso, de um solitário amoroso, sei lá.
Os nick’s são autênticos nomes de guerra, que mais parecem funcionar como uma armadilha, a modos que um cartão de visita, como querendo seleccionar com quem ele quer falar, sendo ate que por vezes são o mote à conversa desejada, o contexto provável de uma conversa.
Geralmente, os nick’s, são o reflexo do que nos vai na alma, e tendem a dizer a quem os lê, do mal de que sofremos, ou das vaidades de que enfermamos.
Nós publicitamos a nós próprios, qual feira de quereres, afectos, vaidades e outros instintos vorazes carnais.
Há chat’s, onde reina uma pretensa castidade de hábitos e termos.
Para isso se instituem umas pessoas que devem zelar pelo “bom ambiente” linguístico do chat…… os chamados “guardiões do Templo”.
Claro, que o conceito imposto é sempre o da perspectiva pessoal de cada um desses guardiões, logo pode não ser a melhor forma.
Há sempre os mais iguais entre os iguais, ou seja, aqueles que são mais iguais do que os outros iguais. Uns podem ser liberais nos seus termos, nas suas abordagens, outros já não. Enfim, sempre o virtual, tanto sendo como nos apresentamos, como falamos, de que falamos, e sempre numa base de “ não me comprometa”!!!!.
Os chat’s são positivos quanto a mim na medida em que nos concede a liberdade de sermos o que gostaríamos ser, mentindo ou não, mas assim nos permitindo viver uma realidade, uma identidade que sabemos nunca vir a ter. A realização efémera de uma mágoa vivida.
O chat oferece a capa da impunidade mentirosa, nos defende de contratempos inconvenientes, e permite a exclusão dos “amigos” com quem não queremos falar, que na vida real teria outras consequências se o fizessemos, pelo menos exigiria de nós coragem.
O chat por vezes esconde a indignidade.
Há os chat’istas inertes, inócuos, os atrevidos, e aventureiros, e os desgraçados de afecto, vivendo solidões atrozes, procurando soluções para suas carências, fazendo-o no virtual, quando o deveriam fazer no real. Sentimentos de culpa, complexos comportamentais, são ultrapassados num chat, porque podemos ser o que quisermos sem que daí venha algum mal ao mundo.
Os chat são precisos? Sim.
Com eles (chat’s) pelo menos enquanto nossos computadores estão ligados nós somos (ou pensamos que somos) os “maiores” sem corrermos o risco de sermos confrontados com a nossa real miséria moral, intelectual, ou mesmo iliteracia.
Os chat's fomentam muito mais a frustação que outro meio qualquer, já que pensamos ter tudo e realmente não temos mesmo nada..... só desconhecidos que podem estar até se borrifando para quem nós somos ou queremos fazer crer que somos.
Vivam os Chat’s, longa vida aos Chat’s e seus arquitectos!!!!
Direito à felicidade, direito à palavra, pelo menos enquanto não nos falta a energia electricidade com o qual funciona o nosso computador.

SEJAMOS FELIZES !!!!!!!..... REALMENTE!!!!.

domingo, 11 de maio de 2008

Dôr, Sofrimento.... ou o direito a Chorar!!!!!!


Dor, sofrimento e choro, a trilogia mais profundamente humana, que mais nos condiciona, e nos faz sentir o quão imperfeitos somos.
Se o choro for usado como uma forma de se atingir um objectivo, e por conseguinte nao corresponder a uma dor real, então estaremos a ser indignos de nossa humanidade. Hipocrisia é o nome exacto para esse facto.
Só as crianças teem esse privilégio de chorar, mesmo que forçado, já que é a unica forma que teem de reclamar seus direitos ao amor, afecto, e bom trato.
A dor, pode ter diversas proveniências que podem ser do foro físico, e ou, psíquico.
Normalmente a dor provoca sofrimento, que em regra nos faz recordar que somos pequenos, insignificantes. Diria que a dor redime, nos torna conscientes da nossa real pequenez.
Choro, é a forma física visível de que sofremos, porque alguma dor nos assola o corpo, a alma, e poder-se-á pensar que pelo choro aliviamos nossas magoas, daí a máxima da sabedoria popular....
-CHORAR, LAVA A ALMA DE NOSSAS MÁGOAS, DORES, E DESCONTRAI SENTIMENTOS.!!!!.
Não é justo, porque hipócrita, chorar só para mostrar que somos humanos, sensíveis, respeitadores do sofrimento nosso ou alheio.
Quantas vezes, de forma piedosa nos abeiramos de alguém que acaba de sofrer o infortúnio da perda de um familiar, e transmitimos com ar carregado, sombrio, muito triste o nosso sentimento pela perda acontecida?
Fazemos com boa fé naturalmente, e nem nos damos conta, que por vezes obrigamos essa pessoa a chorar, uma, duas, ou muitas vezes, pois que a cada "sermão" piedoso que atiramos para cima dessa pessoa, a impelimos ao choro. Porquê?. Sadismo nosso?. Masoquismo da pessoa ferida?
Ninguém deve ser "obrigado" a chorar, se não for essa a forma que encontra de expiar suas magoas, não devendo nós, se quer, fazer qualquer juízo de intenções com as manifestações exteriores dos outros.
Cada um de nós reage de forma diversa perante os mesmos factos, e não significa que se não houver lágrimas não estejamos menos magoados com os acontecimentos.
Pessoas há, que não chorando, interiorizam sua dor, vivendo-a silenciosamente durante anos, até com riscos para o seu psíquico, pois podem acontecer alterações da sua personalidade.
A dor, é de facto um acontecimento típico da nossa condição de humanos, com todas as suas imperfeições, e tem em si um factor positivo como atrás já referi...... redime, nos torna mais "reais", mais terráqueos, mais humanos e solidários.
Estar ao lado solidariamente de quem sofre, é um dever de carácter, de humanidade, companheirismo, mesmo que não haja choro, porque a dor faz sofrimento e este pode ser absorvido sem lágrimas.
Chorar, é contudo um acto de amor, já que em cada lágrima vertida vem sofrimento, e por conseguinte ao sofrimento devemos contrapor o amor.
Estar junto de quem sofre e ..... chora ou não, é um dever, mas sempre nunca julgando os que não choram quando achamos que o deveriam fazer.
Em cada momento que tentamos sofucar o choro de alguém, estamos a fazer parar a respiração do amor, e chorar é um direito, assim como o contrário também o é!.
As "investidas" dos ditos "fortes" sobre os ditos "fracos" chorosos, feitas de forma regular e continua, quase se torna uma tortura para os sofredores, já que nada mais lhes resta de que agradecer as palavras amigas com mais umas lágrimas, pois que não vão os outros pensar que não temos sentimentos.
Dor e sofrimento, são duas razões directas, que se complementam uma na outra, mas pode ser uma razão inversa no que toca ao choro, já que embora tenhamos direito ao choro, podemos por qualquer razão não o exercer, e isso não nos diz se somos puros na dor e sofrimento, antes pelo contrário.
Eu choro, mais por razões afectivas ou psíquicas do que físicas.
Não sou obrigado a chorar em situações onde convencionalmente é tido como normal chorar. Só faço se o sentir que deva fazer e isso me alivie a dor.
Nunca chorei nem chorarei por razoes de bem parecer, ou como se diz hoje..... se isso for politicamente correcto. Só o faço, se o coração assim me obrigar e o sentimento de dor que advenha daí seja atenuado pela sensação de uma lágrima carregada de amor que me escorra pela face.
Lavar a face em lágrimas, nos restitui a condição de humanos, mas também é verdade o inverso, porque sofrer sem choro, é bem mais difícil de aguentar, e as suas mazelas são mais duradouras.
Se chorares és Humano!.
Se não chores Humano és!.
Fiquem bem, sejam felizes por favor.

sábado, 3 de maio de 2008

Suicidio, Derrota ou Vitória......

Nota do autor do Texto: O pensamento abaixo, não pretende sêr um dissertação sobre o suicidio, porque é muito complexo para sêr abordado assim de forma tão escorreita.
O que escrevo abaixo, é mais um pedido de compreensão pelos que por momentos admitem atentar com si, e o seu bem estar.
O que escrevo, é um grito de raiva pela incompreensão dos que facilmente criticam condenam quem opta pelo suicídio.
Tento dar voz, ou falar por aqueles que sofrem, querem falar, ser compreendidos e não encontram ninguém que os escute, ajude, e assim recebam a paz que procuram de uma forma ou de outra.
_________________________________________________________

Suicídio, a morte por catalogo, com hora marcada.
Que pode levar um ser Humano a escolher terminar prematuramente sua vida?. Porquê?
Se para sermos humanos, devemos valorizar a vida, porque acedemos, ou até mesmo decidimos falar da nossa morte como se de um bem se tratasse?
Estado de espírito alterado, depressão, sem horizontes de vida, podem ser "razoes" que levam a admitir essa "fuga" para a "liberdade", a "fuga" da opressão a
que estamos sujeitos pelos outros.
Vida, estado físico divino, concedido pelo nosso Deus, não é propriedade do individuo que contra si atenta, logo ilegítimo.
Viver, é bom, desfrutar dos prazeres da vida, dos gostos, das cores, das alegrias, e das..... tristezas.
Pode começar aqui o problema, pois quando as tristezas são mais que as outras razoes, talvez tudo se torne num pesadelo.
Se alguém equaciona a vantagem de estar vivo ou morto, provavelmente está já morto, pois só facto de o admitir,pressupõe que para estar morto, faltará dar o "passo", o clik para que a luz se apague.
Alguém que deseja morrer, comete já em si pecado, mas para o suicida isso faz pouca diferença, Porque a dor de estar vivo, é terrível, porque se mantém dia após dia, e aparentemente não terá fim.
A desilusão, a vida desfasada da realidade, a dor de manha a noite, a sensação de que se fala no deserto, e que ninguém nos ouve, o túnel que cada vez fica mais escuro, a sensação de falta de ar, nos sufoca, faz com que sintamos alivio no lado de la da vida.
Não há idades para suicidas, e em todos os escalões etários há indivíduos propensos, porque cada um imagina a a vida e o que espera dela à medida de seus valores. só que por vezes, não estamos sintonizados com esses valores.É horrível viver num mundo, onde não encontramos nada que nos estimule os sentidos, os afectos, as vitorias de vida. Viver assim é uma tortura, é um castigo
que mais que a dor física, acarreta uma magoa profunda, uma tristeza imensa, um questionar continuo do que sou, do que faço aqui, que objectivos, que amores, que vitorias.
Se não houver sinais que nos apontem uma alegria, ou uma vitoria, ficamos fechados em nós mesmos, nos isolamos, e passamos a cultivar o "gosto" de partir.
As razoes para um suicídio estão em todos nós, e só a coragem ou não de cometer pode ser decisiva. Sentir mágoa, sentir que a vida não tem mais nada para oferecer, a não ser um estado vegetativo, qual fabrica de produzir trampa(fezes), é horrível.
Não sermos mais capazes, ou não termos um bom argumento para estar vivo, pode ser perigoso. Há quem se suicide por razoes monetárias, negócios falhados, endividamento elevado.
Há quem se suicide por razoes afectivas, pois não encontram a felicidade, nada faz mais sentido. Há quem se suicide por solidão.
Há quem se suicide por insucesso profissional.
Há quem se suicide por todas as razoes anteriores juntas.
Para quem não experimenta de forma intensa, esta vontade de "partir", esta questão é
aberrante, mas um dia talvez possam andar por estas andanças.
A sociedade, carregada de tabus, de questões morais mesquinhas, de alcoviteirice, de mal dizer, de escárnio, é insensível a este drama, e mesmo que tome contacto com ele, toma uma atitude piedosa, hipócrita, e passa pelo assunto, assobiando para o lado, como que se nada tivesse a ver com ele.
Pergunto.... quem atenta contra a sua vida será cobarde? Eu responderia que não. Trata-se de uma "saída" que na perspectiva do suicida é benéfica, já que não encontra alegria de estar por aqui. Alguém que perde a razão de sua felicidade, de sua alegria de viver, a razão que lhe transmite a cada momento que tem um projecto a cumprir.
O desgosto de não sentir solução para os seus problemas, de sentir que não mais vai ter o que o faria feliz, retira sentido à vida.
Alguém que seja forçado a viver uma situação que o martiriza, que o escraviza, que lhe retira o gosto de estar aqui.... naturalmente encontra paz no suicídio.
Quantos de nós já sentiu essa vontade? talvez mais do que imaginamos.
Acho deplorável que alguém se converta num acepipe, numa couve galega, sem estimulo para sorrir, sendo um ser vegetativo, insensível aos factos que o rodeiam, mais parecendo um vagabundo caminhando errante, em direcção a algo que será a morte..... então porque não abrevia-la?
Porque não dar uma oportunidade à dignidade?
Ate na morte devemos ser dignos, ser grandes, e mostrar nosso carácter.
Por contraponto, o suicídio é a dor do momento, que logo se torna em liberdade, pois nos liberta das amarras escravizantes da vida.
Só o receio da dor, pode levar o suicida a hesitar, mas não a desistir. A grande duvida do suicida, será a forma de "partir", aquela que lhe conferirá menor dor no momento.
Ainda assim, temos que um suicida envia diversos sinais de pedido de auxilio, mas podem não ser audíveis, pois muitos desses sinais são um refugio na solidão, no silencio da amargura.
Quando alguém atenta contra a vida, e usa processos que podem ser de todo reversíveis, provavelmente não quererá morrer, pois não esgotou, não tornou irremediável a sua atitude. Estará mais é a pedir atenção.
Por outro lado, temos os suicidas determinados, que optam por processos irreversíveis, que não admitem arrependimento.
Quando alguém sofre, não "vê" saída, e se sente perdido no meio de uma tempestade, não podemos ficar admirados pelas suas opções, pois a sua cabeça busca o alivio nem que seja no inferno.
Respeito um suicida, não tenho a ousadia de o criticar, pois que os patamares emocionais em que cada um está não são iguais. Nunca direi que um suicida é um ser doente, mas alguém que equacionou a relação de valores, e que a felicidade que obtém desses valores não é a desejada.
A vida é de cada um, e a morte também. Respeitemos as opções de cada um, não façamos juízos de valor, e vamos dar o primeiro passo para que ninguém sinta vontade de atentar contra si.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Ciúme, Amar, Posse do Outro!!!.


Ciúme, uma doença esquizofrénica? ou o medo de se perder o que se ama?
Insegurança? falta de confiança em si? ou a tendência para nos tornarmos "donos" do outro? Egoísmo?
Sim, o ciúme, qual argamassa do amor, é para muitos uma inconveniência, para outros prova de amor.
Diríamos que sem ciúme não haverá amor, será?, ou para amarmos temos que sentir ciúme?
É bom sentir ciúme? ou será bom sentir que o outro tem ciúme?.
Tenho para mim, que, o ciúme é necessário ao amor, mas no q.b. para não ferir mortalmente o amor.
Enquanto essa sensação a que chamamos ciúme, tiver a dimensão do aproximar dos corpos, as pessoas, e as fizer sentirem-se necessárias uma a outra, poderemos dizer que é a argamassa que fortifica o amor, porque cria o ímpeto necessário à união, ou melhor, à busca dela.
Neste pormenor, esse sentimento mais do que uma insegurança, poderá ser entendido como um "querer" o outro intensamente, quase como que só para ele, desejar que o outro esteja afim dele unicamente, não querendo com isso ser condicionante de livres comportamentos mútuos.
Direi, que o ciúme será uma forma intensa, de viver o outro que se ama. Aqui o ciúme é amor!.
É bom sentir ciúme nestas circunstancias, porque por vezes sentimos que se a quem amamos não conseguimos provocar ciúmes, quase pensamos que não somos atractivos o suficiente para provocar ciúme.
Se isto assim acontece, sentimos amor, sentimos "posse" do outro, como de algo nosso se tratasse.
Quando esse sentimento ultrapassa as ditas "normas", costumamos chamar-lhe de ciúme doentio, ou possessivo.
Falamos de amor? Não, seguramente não.
Neste caso, falamos da pior forma de relacionamento, da forma mais complexa de afirmar que amamos, e sentir que não somos suficientemente convincentes para conquistar a outra nossa metade.
Com um ciúme assim, possessivo, doentio, e até castrante, tudo o que fazemos é antes de mais penalizar a quem amamos, infligindo-lhe dor, e a sensação de mal estar, quase tortura na sua pior forma..... a psicológica!!!.
Estamos a amar? claro que não!. Estamos a controlar, isso sim, tudo no outro ser pretensamente amado.
Projectamos nesse sentimento, toda a nossa incapacidade para compreender a natureza humana do outro, as suas necessidades de comunicar, de criar empatias que não traições, como sempre são vistas aos olhos dos ciúmentos fundamentalistas.
Não olhar para..., não falar para..., não sorrir para..., é amar? Duvido que o seja, mas afirmo, isso sim, que é castrar!.
Quando se castra alguém nos seus afectos, na sua liberdade, estamos a "matar" o amor, que sempre deve estar assente na liberdade de optar, de forma a que nunca sejamos reféns de coisa alguma a não ser do facto de amarmos e ser-mos amados conscientemente.
Quando queremos nos tornar guardiões, policias do outro ser amado, e quando levamos isso ao incomodo da tortura, quando queremos ser censores das palavras, olhares, e sorrisos, como querendo ser os aferidores de quem e para quem devem ser dirigidos os comportamentos, penso que estamos a ser antes de mais carrascos, e não amantes.

Amar o outro é cuidar dele!!!. Cuidar é um acto de amor, que fortifica diariamente a relação, e a torna duradoura.

O ciúme doentio, é a "morte" anunciada, de uma relação, que não tem nada para vingar.
Resumindo, diria que enquanto o ciúme não limitar a liberdade do ser amado, é bem vindo, e faz bem ao nosso Ego, ao nosso coração, porquanto solidifica a união, fazendo-nos mais queridos um do outro. A isto eu chamaria.... "posse" do coração, virtude do "cuidar" do outro, ama-lo, querer-lo!.
Mas, se permitimos que esse ciúme se torne num "monstro" que tudo "devora" até os nossos corações, projectando a desconfiança absurda, mesquinha, e o querer a "posse" ditatorial, como por decreto do ser amado... eu chamaria a isso tirania, despotismo, falta de amor, e se calhar mais do que querer amar, será querer torturar o outro ser, como querendo castiga-lo pelo pecado de alguma vez nos ter dito que nos amava!!!. Quase me apetece dizer, que os ciumentos doentios, detestam o amor, e confundem-no com serem donos de tudo o que mexe, ou mesmo de tudo o que tem a capacidade de pensar.
São os antípodas do amor.
Sejam felizes, não se cansem do amor, deixem que ele vos embriague, vos tome os corações, vos enlouqueça docemente, e faça com que tudo nas vossas vidas seja razão para estarem vivos!.
Se nisso houver ciúme q.b., é um tonificante, e não se cansem de cuidar do ser amado, dando tudo, inventando tudo, que nunca será demais para ter "posse" do coração do outro.!

domingo, 20 de abril de 2008

A Sul do Equador......... (até se "tá" bem!!!!!)


Equador, linha imaginária perpendicular ao eixo da terra, que divide a terra a meio, criando assim o hemisfério norte e hemisfério Sul.
Terra, palavra feminina, logo que pode ser fecundada, ou não serão as sementeiras o mesmo que fecundar um ventre que dará mais tarde seus frutos?.
Por norma, o hemisfério sul é mais quente, é mais tropical, lá existem as tais coisas exóticas, quais frutos proibidos de se alcançar e que por tanto sonhamos.
Se olharmos a mulher, também ela feminina e de que forma, notaremos que também tem o seu "equador". Senão vejamos.
Quando as coisas andam pelo "hemisfério Norte-HN" de uma mulher, notaremos que em contraponto ao "hemisfério sul-HS" feminino, temos que quando o "HN" de uma mulher ordena que "quero isto ou aquilo", ou "faz-me isto ou aquilo", ou "penso desta forma e não mudo", sei lá, invariavelmente os "objectivos do HN são conseguidos, sejam eles uma aberração ou não.
Por vezes, razões indecifráveis controlam o HN de uma mulher, porque a racionalidade, ou o pragmatismo de uma opção vinda do norte, não tem mesmo discussão. Eu diria, que o HN de uma mulher é por razões muito difíceis de descortinar uma área em que será melhor não entrarmos, porquanto duvido que alguma vez conseguíssemos entender.
Ao contrario o HS da mulher, embora tórrido, habita-se melhor, mesmo muito melhor...Qualquer homem que consiga entrar no HS de uma mulher, ou seja a sul do equador, encontrará lá locais paradisíacos, onde corre o leite e o mel, e terá vontade de por lá andar o tempo mais que puder...
A sul do equador, podemos encontrar na mulher toda a sua razão, toda a sua natureza, e diria que é o hemisfério onde o homem mais manda, e a razão da mulher cede.
Talvez o Hemisfério mais natural da mulher, pois as emoções das áreas tórridas superam a pragmática do hemisfério norte.
Desenvolvem-se lutas de querer e não querer, mas sempre em prol de um bem estar. Curioso, que, a sul do equador feminino, ao contrario do que se possa pensar, encontramos toda a realidade, toda a natureza pura de uma mulher.
Todos os seus impulsos, emoções residem nesse hemisfério sul, e raramente a mulher impõe regras, ou melhor, não permite o pragmatismo do hemisfério norte.
HS a sul do equador, fonte de vida, de jardins luxuriantes, de prazeres, razões de tantas guerras pela disputa de seus favores é de facto a parte de uma mulher mais interessante.
Concluiria, que a natureza físico-psíquica de uma mulher tem duas realidades distintas... a do HN, onde reina o raciocínio, a norma, a regra, e o HS, onde mora a emoção, o impulso, o bem querer, e a luta pelo bem estar de tudo e todos.
Seria curioso sentir, que muitas vezes o HS, ou a sul do equador na mulher, não é o terceiro-mundo, mas sim o primeiro, e o mais responsável pelas guerras fratricidas que muitas das vezes o pragmatismo do HN não consegue ou não tem vontade de vencer.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

AMOR SEM LIMITES, TABUS, OU RAÇAS......




























Por que se preocupar com algumas rugas?


'Ame a todo momento, todos os dias, de todas as formas e maneiras, de qualquer jeito, em todo lugar, sem culpas, sem pudores, sem preconceitos, sem tabus, sem vergonha....
MAS AME!!!'

terça-feira, 8 de abril de 2008

SEM COMENTÁRIOS...............


Atrevo-me a publicar sem mais comentários um texto de Eduardo Prado Coelho - no Jornal Publico.
Leiam, meditem e procurem verificar se valeu a pena ter lido até ao fim...... por mim penso bem que sim.

------------------------------------------------------------------

Precisa-se de matéria prima para construir um País Eduardo Prado Coelho - in Público .

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós.
Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada,tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SETIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos.... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TVCabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres,arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós quetemos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir(sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE! ´
EDUARDO PRADO COELHO