Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

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Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

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(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

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" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

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QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

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“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

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**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

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TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Diario de Uma Dor-6; O Cansaço Vai Vencer; A Mágoa Cresce; Mas o Amor Permanece e Me Aquece O Corpo...


São 5,05 da manhã, e vou no terceiro dia sem sono!.
Tenho a sorte de ter amigos(as) que me dão tudo o que teem para me ajudar a sair do turbilhão em que giro. A vontade de "partir" cresce, e cada vez tenho menos receio de enfrentar o desafio...
Tenho o corpo sobre aquecido, os músculos retesados, a minha cabeça com a sensação de volume anormal.... estarei virando um "TRANSFORMER" dos desenhos animados?
Os valores são o que são, e cada um toma-os pelo ponto que entende, e na medida que deseja, mas fazer disso um marco, um ponto de retórica que conduzirá nossas vidas, parece-me manifestamente um exagero.
Vivemos tempos liberais (que não usurpadores da dignidade Humana!!), tempos elásticos, tempos de queda de tabus, barreiras sociais, desmistificação de costumes, assentes ou não em teses de carácter fundamentalista, mesmo que religiosos.
Ninguém é dono da verdade, e a verdade é relativa, é subjectiva à felicidade que todos ambicionamos.
Aceitar regras, que cada vez mais estão em desuso, não porque nos estejamos a tornar não-humanos, mas porque a tendência organizativa da sociedade cada vez mais impele a isso, é um erro profundo, é adquirir o direito à não felicidade de nós mesmos.
"Deus é amor" e o amor vem de Deus!. Então porque dificultamos a nossa vida?
As regras, foram inventadas por estruturas mais ou menos ancestrais, e que nem sempre foram um bom exemplo de boa moralidade, até por vezes de grande agressividade, porquanto tendem a defender pontos de vista de quem nunca sentiu amor, ou vê as coisas como uma operação de álgebra, ou qualquer equação matemática com resposta exacta!!!.
Continuo usurpado, continuo pregando no deserto, e suspeito que nem os beduinos me querem ouvir, na sua simplicidade como cultivam a vida.
Tenho esperança, tenho fé, porque sou um homem de fé, e sei que vou ser recompensado. Deus é Grande!!!.
O sangue ferve nas minhas veias, e o sentimento de cansaço me pecorre o corpo, provocando aqui e ali tremuras, espamos, e contracções indicadores de pré-rotura. Mas a minha luta não acabou.
A minha paz tem que ser encontrada, e a acharei de uma maneira ou de outra.
Nao temo, mas forço a barra. Meu corpo tem que mostrar quanto vale, e se assim for, deverá resistir e vencer, ou...... fracassar e morrer!.
Carrego o meu saco de lágrimas varias vezes ao dia, porque meus olhos esquentam, mas insisto.
Os meus pensamentos estão fixos, e teem um objectivo...... encontrar a felicidade.
Eu vou conseguir.!!!
Tenho sono, muito sono mesmo.
Quero estar acordado, ver os minutos passar, esperando o sinal da vitória que eu sei me estar reservada.
Sou um homem de fé, e por isso não desisto.
Vou esperar mil anos se for preciso, mesmo velhinho, saberei sorrir pelo amor anunciado.
Fui ao deserto pregar, mas não fui escutado, só talvez os insignificantes gafanhotos. Preguei, berrei, e chorei o quanto-baste para que as areias humedecessem, mas o chão do deserto ficou inalterável, imutável, árido e aparentemente sem esperança de nascer vida ali.
Mas eu sou um homem de fé, porque na terra mais árida nasce sempre algo, o que é preciso é por la a semente, e eu fiz isso!.
Vou esperar pacientemente, embora sofrendo, o florir o desabrochar de vida neste deserto de afectos (que é afinal o deserto de que vos falo!!!), e sei que serei recompensado. A colheita será farta.
Mil anos que eu viva, saberei esperar mil anos pela "invenção" do amor no deserto dos afectos!

Tenho sono, não consigo dormir, mas terei tempo para isso, no dia em que "partir", porque aí sim, vou ter todo o tempo deste e do outro mundo para descansar.
Que a vida dá muitas voltas, todos nós já o sabemos, mas agora mais que nunca, vou esperar pela Volta da Volta, e aí saberei recompensar os deuses menores pelo milagre conseguido.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Diário de Uma Dor -5; A Tormenta...... Está tão dificil.......









São 2,00 da manhã. A noite vai longa, não vejo forma de vencer a minha luta. Tudo está confuso, e minha mente volta à confusão da noite anterior. O sono não aperta, esquisito. Será que não é desta que vou "partir"?
Não temo o meu destino, não temo, se tiver que ser que seja. Sofro as agruras do destino, não consigo vencer os altos e baixos de uma vida que começa a não fazer sentido.
As minhas lágrimas são salgadas, sinto isso pela intensidade do liquido derramado.
Meus olhos estão inchados, quase não vejo, mas não me importo, queria mesmo era "partir".
Não aceito, custa a aceitar, como poderá ser?
Porque passar por isto, porque terá que ser?
Oh! Deus, deixa que as dores sentidas, sejam aliviadas, deixa enxergar o sentido da dor, e que essa dor seja a quanto baste de modo a não se tornar impossível de suportar.
A minha cabeça mais parece estar sendo soprada, qual balão de criança pronto a estoirar....
Porque tenho esta cruz para carregar? Porque será ?
Queria tanto "partir", e sinto o coração apertando, apertando, talvez Deus me faça a vontade, quem sabe a um "destroço" errante que nem aqueles que rio abaixo correm sem terem bem a noção onde vão desaguar.
Sinto dores no coração, sinto que meu ritmo cardíaco está rápido, sinto a pressão sanguínea na minha carótida.
O medo toma conta de meu instinto, porque não sei como vou estar dentro de horas.
O pecado, não justifica tanta dor, tanta magoa, tanta depressão, tanta tristeza. Com certeza que o castigo a agora vivido, faz parte do meu Karma, e estará escrito que não poderei fugir a ele.
Oh! Deus, perdoa a este servo, não deixes o sofrimento por aí fazendo das suas, espalhando seus tentáculos qual polvo sedento de alimento....
Eu sei que a dor redime, mas ..... posso evita-la meu Deus?
Estou preocupado, e meu coração não vai resistir, sinto isso
O choro enganador parece aliviar a dor, mas logo percebo quanto enganado estou. A dor veio para ficar, e está instalada de armas e bagagens, qual inclino que se recusa sair, já que entrou sem que para isso tenha pedido licença.
Será que o meu blog, deixa de ter sentido?
Chamo-lhe o Blog da paixão.... se ela não está mais!!!! fará sentido mante-lo?
Não seria melhor fecha-lo e honrar o espírito da sua feitura?
Vou pensar nisso, e talvez honrando a paixao que está na sua genese, deva fazer-lhe a modos que um encerramento..... será isso o meu dever?
Choro, a dor sentida, e acho que nunca irei entender porque nos sentimos mal e dor, quando está nas nossas maos, verdadeiramente nas nossas maos evita-lo.... seremos masoquistas?
Se podemos evitar o sofrimengto, porque esperamos?
Não há duvida, o ser humano é estranho, nem o que está ao seu alcance evitar, ele o faz.
Vou viver a noite, contando, vivendo, os filmes da paixão vivida.
ate já
Este link é o hino que posso oferecer pela dor do sentimeno vivido..... escutem com atenção...
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Quando o adeus é adeus
Antonio Miranda Fernandes
Quando, O adeus entre eles foi adeus de despedida.
Adeus de separação não pronunciado,
Como o é entre enamorados,
Ficou espaço para possível arrependimento,
Deixado entre os adeuses silenciosos e repetitivos.

Nenhum tremor anunciou o fim do mundo.
A brisa não se fez vendaval para criar bocas negras
No mar com fome de engolir naus e marujos,
E depois regurgitar os destroços em terra.

Nenhuma nova desgraça,
As mesmas bruxas rogando as velhas pragas.
Ninguém declarou guerra além das de mesmice.
As árvores verdes ao redor não se agitaram,
Os sinos da igreja não dobraram em luto,
Os girassóis não deixaram de namorar o sol,
E os lírios beijados pelo orvalho exalam
O mesmo perfume delicado por todo o vale.
Os poemas de amor não se perderam tristes,
Nem se escreveram com lágrimas de sangue,
Tudo igual no dinamismo de acomodação da vida.
Ele e ela retornaram ao que lhes aguardava
No mesmo lugar durante a ausência.
Ambos de volta aos amigos e ao tempo que era.
O pedaço de cada um que amou o outro,
Doeu profundo e ficou entristecido,
Vivendo a falsa liberdade que não devia ter sido,
E foi muito estranho sentirem-se sozinhos,
Estando mais acompanhados.
Depois, no fluir do tempo, a distância se fará
Menos nítida... cada vez mais longe...
As imagens físicas, dele e dela, serão desvanecidas,
E substituídas por mentiras menos verdades,
Por falsidades menos mentiras...
O horror do amor transmudando-se em desculto.
Os espaços que o bem querer deles ocupavam
Desaparecerão nas lembranças,
E as palavras de amizade serão mais difíceis.

Vez ou outra voltarão como fantasmas.
Difícil o desapego amante querendo a devolução
Do amigo dentro do peito....
Como um vício do qual decidiram se livrar...
Ainda com desejos insatisfeitos.
Mas com o tempo, embora a paixão tatuada
Nas profundezas da alma,
A razão nem saberá lembrar o porquê

domingo, 21 de setembro de 2008

Diario de Uma Dor-4; Solidão, Lamento, e a.... Raiva!!!!

São 13 horas, e passei pela cama 2 horas!!!. Curioso, não sinto cansaço, não sinto a moleza de quem estrebuchou, de quem amargou uma noite de insónia.
Tenho a sensação da força enganadora, que só está por aí para nos dizer..... tem cautela!!!!!.
A minha cabeça pulsa, bate que nem relógio de sala. Tenho a sensação de que minha cabeça está quadrada.
A angustia, minha companheira de sempre, não me larga, é-me fiel, tão fiel que me martiriza.... mas espero que ela se canse e me deixe em paz.
Estou no limite de minhas forças, o meu pensamento voa para coisas horríveis, o medo apodera-se de mim, não sei como vou estar depois de tanto falar com o invisível, com a minha companheira de sempre..... a solidão!!!!
Sinto-me perdido, que nem um cego no deserto, sinto a desorientação típica de alguém acabado de ser agredido, não sei onde estou, só sei que estou.
Quero estar em todo o lado, e em lado nenhum, queria ir, mas se pudesse ficava.... a minha cabeça ferve, o meu pensamento voa para o desconhecido. O meu pensamento está errático, e a minha vontade de me penalizar cresce.
O meu pecado não tem culpa, porque a culpa não é o pecado.
Cavalos-gregos alados talvez e levem pelos céus e me tragam a paz que preciso. Se eu pudesse viajar nesses cavalos-gregos e ir ate aos sítios onde vivi emoções fortes, rever todo o filme de um pecado.
O tempo vai difícil, e eu nem preparado estou para o enfrentar.
"Viajo" pelas memorias de um filme vivido e que ainda vivo, revejo as coisas como se fossem hoje, e me surpreendo, porquê tudo isso estar errado?
A ternura está lá, o empenho também, e o amor... sempre!!!!
Levar os meus sonhos ao fim do mundo, e voltar num segundo, "viajar" pelo tempo-espaço recordando os pés molhados numa onda traiçoeira aquando de um beijo..., o pequeno almoço num momento de mal acordados, o abraço no momento de carência.
O companheirismo no infortúnio, a soliriedade na desventura, a heroicidade de lutar completamente só de frente para os problemas.
As achas de uma lareira mal acendida, fazendo fumo, mas nos cobrindo nossos corpos.
O sabor a amar, aquele fruto que só alguns podem saber colher.
Eu estou na boca do poço, olho o seu fundo, por vezes me parece fundo, noutros momentos nem por isso.... o demónio tenta, nos faz a miragem do fácil, do ... é já ali.!!
Oscilo, balanço na borda do poço, qual buraco negro pronto a absorver meu corpo.
Penso demoradamente nisso, faço o balanço dos prejuízos, e não sei somar nem subtrair.... estou indeciso.
É curioso, mal me alimentei, e não sinto fome.... curioso.
Vou esperar pela noite, porque ela é amiga, nos afaga os sentimentos, nos consola o corpo, e é nossa confidente e cúmplice. Ela vai ser uma boa amiga, eu vou esperar por ela, e sei que ela não me vai trair.
No sofrer encontro a paz,
No querer o amor
Nunca soube se era capaz
de sentir o teu calor

.....


Letters from my mind


Quero o insano coração
tomando conta
invadindo a mente
preenchendo esses espaços vazios
cheios de realidade diária violenta
quero viver o insano e ser toda
roda, girando
vendo o céu
se partir em mil pedaços
fragmentado,
em forma de cristais rotos
transcender
tremer,perder sentidos
pisar forte, acelerar, topar tudo.
fechar meus olhos e sentir...
quero o céu,
e quero o meu
quero o seu
e quero que sejamos
essa mescla de paixão
e ingenuidade
sigamos pretendendo ser
loucos de pedra a gritar
deixar o insano louco transbordar
afrontar o silêncio
não entender nada
ir sem saber onde chegar
navegar.

Diário de Uma Dor-3; Lamento, Tortura, Cansaço....


São 6 da manhã. Não sinto o corpo. Não tenho a impressão que nem à cama fui. Estou sem sentidos!.
Quase canso de desespero, vencido?! Não! Convencido?! Também não.
O martírio faz-me bem. O corpo castigado me obedece. Os olhos sentem o ardiume de uma desusada corrente aquarifera. Não me importo, porque o castigo é também ele redentor.
Preciso sentir na carne, o erro, o meu pecado. Tenho que me auto-penalizar. Sinto o cansaço tomar conta de meu cerebero. O vácuo existe mesmo, ele está aí bem dentro de mim!.
Carrego a cruz dos abandonados, e tenho a sensação forte de que nada há mais para fazer por aqui.
Finalmente compreendi. Tudo é redondo no universo, melhor, tudo é curvo. Será que minha dor é também ela curva? Será que ela vai longe dar a volta, e, logo se encontra no mesmo ponto?
Não sei. Só sei que me doí o corpo, me doí a alma, me sinto castigado. Porquê?
Falei para o céu, e não fui "atendido", talvez a estas horas, o "expediente" estivesse já fechado!!
Nem sequer o "voice-mail" atendeu. Mas eu gritei aqui debaixo bem alto, para que minha voz chegasse lá "acima" não vá o "funcionário" ter adormecido tal a hora tardia a que falo. É natural!.
Tenho a secreta esperança que fui ouvido. Algo me diz que consegui chegar com a minha voz até ao céu. Vamos esperar até que o "dono" do céu chegue.
O sono entra forte no meu corpo, mas eu teimo , resistindo à sua investida. Não irá vencer, porque preciso estar atento, não vá o céu chamar por mim e eu não dar por isso.
Preciso ter o nome de meu pecado bem sabido, porque à entrada do céu podem fazer-me essa pergunta e eu não quero desmerecer o meu sacrifício, o meu sofrimento.
O meu pecado, o meu doce pecado, tem nome, tem forma, e eu sinto isso entranhado no meu corpo. Nada apagará isso de minha mente.
O meu pecado, será como eu, tão eterno enquanto a minha existência. Eu saberei expia-lo, eu serei digno desse pecado.
Não temo, não nego. Eu amo, e pronto, eu amo..... e agora????? qual o problema? Tolos é o que eles, moralistas são.
Volta, na curva do universo, onde eu vejo o teu cavalgar triunfante, e me leva nas asas do teu CAVALO-GREGO alado. Deixa fluir o vento em minha face, deixa que eu feche meus olhos imaginando o mel de teus seios formosos. A caricia tola, talvez maliciosa, deliciosamente maliciosa faz-me falta, e sem ela eu não sei como será o meu tacto até aos fins de meus dias.
Não quero perder o sentido do tacto, nem do olhar, porque cegar agora de tanto choro?
Que as lágrimas inundem o rio do amor, para que não seque seu leito onde tantas vezes me banhei.
Estou cansado, estou calmo, estranhamente calmo. Humm!!! dá para desconfiar, porque esta bonança deve ser mais uma daquelas partidas que o ódio nos prega...... faz-se nosso amigo para logo nos deixar cair no maior dos prantos. Sim o ódio, esse miserável actor, sinistro, que teima em preencher nossas vidas.
Comigo o ódio não tem hipóteses, porque basta que a bondade esteja a nossa lado, para que ele(odio) saía derrotado.
No fim espero que não tenha sido em vão o meu amargo, a minha dor, mas espero que a bondade, que é tão amiga do amor, o consiga trazer até mim.
O meu corpo sofre, a minha alma geme, meu coração está em cacos. Sinto a paz dos sofredores, sinto a paz dos vencedores.
Já não consigo chorar, porque as lágrimas secaram. Agora só esfrego meus olhos numa tentativa vã de acalmar seu ardiume. Oh! como é bom sentir o cansaço após um noite de luta. O dia está a despontar, são 6,30 da manhã, urge recuperar forças porque o dia que se aproxima promete ser duro.
O meu saco das lágrimas tem que estar cheio, não vá eu querer chorar e não poder., preciso descansar.
Penso em ti, pecado, e sei que tu também deves estar mal. Eu sei que estas mal!!!!.
Começo a não ver as teclas pelas quais te escrevo, o sono está a trair-me....
Peço-te pecado, se por qualquer razão eu não der conta que me chamam do céu, me acordes, com a doçura de sempre e me lembres o teu nome, para que eu não esqueça de dizer há entrada do céu........
-Sim, o meu pecado é amar,que é aquilo que os outros dizem que não posso!!!!.
-Sim, o meu pecado é amar, aquilo que DEUS deixou na terra para ser amado!!!!
O sono tá aí..... o cansaço vai ganhar.... pressinto a perda de consciência dentro de momentos.!
Vou entrar no período de ausência de realidade. Não vou "existir", pelo menos mentalmente, enquanto durmo.
Eu vou ganhar, DEUS é meu amigo!!!.
Deus é pai e como tal não abandona seus filhos.
Até já ........ vou só carregar os sacos das lágrimas e já volto.
Ai amor.....

Diário de uma dor-2; Lamento...... às 3.56 da Madrugada (21-9-08)



A noite vai longa, mais parece que tem mais horas que de costume. Os meus sentimentos fervem, e não sei onde está a origem dessa fervura. É um fogo que arde sem se ver!.
Corro cidade, busco o conforto de um colo anómino, mas em vão. O meu pensamento não estabiliza, continua fervendo. Por vezes choro, de forma compulsiva, não consigo suportar a pressão de meu peito, acho que me faz bem chorar, não me envergonho disso.
Conduzo errático, procuro fazer mira a algo que parece que vejo, mas me apercebo ser uma miragem. Minha mente está confusa, produz imagens que nem sei de onde saem.
Choro, às vezes grito. Vale que o faço no meu carro, enquanto conduzo, e com os vidros fechados, faço dele a minha sala expulsa-raiva.
Sim, sinto raiva, uma raiva bruta, uma raiva destrutiva. Os kilometros passam, eu nem me dou conta. O rádio ajuda, mas me engana.
Choro, por vezes a minha visão fica afectada, não permitindo que eu veja bem a estrada. Mas sou teimoso, tenho pressa de chegar não sei bem aonde. Não paro.
Volto à esquerda, para logo voltar á direita. Sigo em frente, mas continuo sem saber bem qual o meu destino.... provavelmente quero ir para o inferno!.
Os momentos da minha vida recente passam na minha mente á velocidade da luz. Nuns rio, noutros nem tanto, choro. mas vejo-os, sempre seguidos, e sempre encontro razões para entender a razão da minha raiva.
Não compreendo porque certas coisas teem que acontecer. Parece mais um acto de masoquismo, de auto-mutilação afectiva.... o gosto pela dor, o gosto pelo vácuo. Nós somos assim, nós humanos ainda não evoluímos para sermos HUMANOS!!!.
Choro, por vezes uma lágrima mais intensa chega até a queixo. Há lágrimas mais intensas que outras, e algumas trazem um sabor a salgado, porque em vez de escorrerem pela face, o fizeram na direção da boca.
Não durmo, o sono não quer nada de mim hoje. Diga-se que eu também não forço.
tenho para mim que o sono é o tempo mais inútil da vida, já que dormindo, nós estamos num estado de ausência da realidade, logo não pensamos, e , eu quero pensar, quero sentir o domínio da minha dôr.
Entro ao acaso num snack-bar onde bebo coca-cola. O meu semblante contrasta com os demais, estou choroso, os meus olhos estão fundos de choro. Desperto a curiosidade de alguns, e logo procuro recompor-me.
A dor trespassa-me o corpo qual seta fulminante, mas não me importa, á níveis onde a dor de tão intensa que quase já não se sente.
Dou conta de que por vezes falo sozinho, mais parecendo que a meu lado "viaja" a razão de tanta conversa.
A cada crise aguda, sobrevem a acalmia de sentimentos, o vazio de dor, perecendo que .... pronto!!! já acabou. Engano, puro engano, tudo abana, visão turba, as lágrimas caem, o grito ecoa. Afinal, o sofrimento veio para ficar, se recusa a partir. As vezes mais pareço louco, pois esta dor alimenta meu ciclo infernal de querer ainda mais...... dor!!!!.
O alivio sobrevem, qual bom tempo após a tempestade. A bonança vem a caminho...... oh!!! maldição, como tudo sai errado, a dor tá aí de novo. O ciclo inferniza a minha vida, o sufoco toma conta da minha respiração. Mais valia o ar faltar de vez, num espasmo de raiva torcida pelo desespero de nada poder fazer senão....... chorar.
O desgosto, curioso.... tem forma, tem nome. Ele quer que eu o aceite, sob pena de jamais me abandonar. Quase me obriga a dizer o nome do meu pecado. Eu faço-lhe a vontade..... grito o nome do meu pecado.
Sou devorado pelo calor que esquenta minhas têmporas. O inchaço tá nos meus olhos, o ardiume impede que os abra. Mas e teimo, e volto a clamar pelo nome do meu pecado.
A razao da minha dor, invocada em altos prantos, parece aliviar a ir dos deuses menores. Eles parecem terem enlouquecido. Já nada lhes sacia a ira. Eu sou a sua vitima. Eu aceito a minha imolação no altar do amor, desde que a dor aí vertida, redima minha alma do meu pecado.
Pecado.....doce pecado!
Os meus lamentos não chegam ao céu, todas as portas se fecharam. Sou filho rejeitado lá por aquelas bandas. Tenho a sensação forte do abandono, da minha sorte estar a ser jogada, qual tabuleiro de jogo, onde tudo está em jogo.
Eu aposto, mas o jogo não sai pra meu lado. estou quase falido de tanta aposta, mas espero no fim que a roleta grite bem alto..... a vida é um jogo onde todos acabamos por perder de uma forma ou de outra o direito a paz.
Choro, não entendo o mundo, mais parecendo que tudo se volta contra nós.
Choro, e com as minhas lágrimas procuro lavar a minha alma de tal pecado, que confesso penso nunca ter cometido.
Deus tenha piedade de mim. Deus não me abandone e me ajude a encontrar o colo que tão angustiado procuro, e ainda não encontrei.........

sábado, 20 de setembro de 2008

Diário de uma Dor-1; Contra o Castramento do Amor por Moralistas despotas e hipocritas!!!!




O Amor, o sentimento vindo de DEUS!!!!. Sim, Ele é Amor, e um dia pela voz de seu amado Filho, Jesus disse: “Amai-vos uns aos outros como EU Vos amei!!”
Sim, esta mensagem foi-nos deixada, e contudo os homens com a sua surdez mesquinha, tiveram o cuidado de a alterar, criar regras e limitar o seu exercício, como que se o amor pudesse ser regulamentado.
Pobres teólogos, porque se calhar são Eunucos de consciência, decidem “per si” o conceito de bem e de mal, de certo e errado….
Este conceito de bem e mal, ou de certo e errado, é antes de mais uma questão filosófica, porque em absoluto estes conceitos não existem, já que antes de mais são as tais regras que os “outros” devem cumprir, que talvez nós (os decisores) não!!!.
O amor, essa partícula de Deus que une os corações, e faz dos humanos “coisas” mais divinas, que nos fazem sentir FILHOS DE DEUS.
Porque essas regras? Porque essa moralidade castrante, essa hipocrisia que tudo arrasa e semeia a infelicidade? Porque?
O Amor terá que se sujeitar ao conceito terráqueo de certo e errado?, de proibido ou permitido? Ora bolas, que amor será esse, que outros regulam, criticam e eles próprios por vezes não cumprem.
Quantos amores “proibidos” e aceites pela força dos personagens implicados, pelos demais, que foram vividos na história? Não tenho conta já. Alguns deles até viraram best-seleres do amor.
Quantos padres (homens afinal de contas….) “pecaram” casando ou ajuntando-se com suas paroquianas de quem tiveram filhos? Serão menos filhos de Deus que os ditos legalistas? Não acredito.
Quantas áreas religiosas, que até de acesso muito reservado são, e que frequentemente seriam “visitados” por ilustres de nossa praça religiosa? Serão estas pessoas por isso menos filhas de Deus? Não acredito.
Quantos fazedores de leis, moralistas e afins, são homossexuais? Quantos?.
Que mal há nesse facto? Já que segundo os tais moralistas que condenam o amor dito impossivel, se preparam para legislar no sentido da sua “legalidade”(homossexual).
Quais emoções, quais regras podem impedir que dois seres se amem? Que transgressão podem dois seres estar a cometer quando se amam? Que crime?
Esta sociedade hipócrita, carregada de podridão, em que mais vale parecer que ser, não tem a moral suficiente para me condicionar o pensamento, o afecto, o meu amor.
Tenho direito á felicidade, porque ela não prejudica ninguém. Ninguém tem o direito de dizer que estou certo ou errado, já que não prejudico religiosamente ninguém.
O amor não escolhe idades, não escolhe (não deveria!!!!) status, ele se declara em função de afectos, empatias e olhares cúmplices….. deixem-nos amar!!!!.
Não sofras pelo amor que tens, que eu não sofro pelo meu, já que é inútil fugir á paixão.
Porquê sofrer? Se o coração chama. Porquê chorar se o coração não quer.
É inútil sofrer, é inútil fazer de conta que nada existe, já que para mim tenho que sofrer de amor, talvez seja bem pior que sofrer de mal físico.
A vida nos pertence, não devemos renegar o nosso sentimento, já que nele está a nossa felicidade.
Sou um guerreiro do amor, luto pelo amor, queria viver no amor, na paixão. Quem tem a coragem de me negar o amor, de me criticar pelas atitudes que podem num dado momento colidir com o status estabelecido?
Estou destroçado, sinto-me confuso, e não sei o que fazer, mas pressinto que vou entrar num túnel escuro, que se estreita á medida que caminho.
Vou fazer mais uma travessia do meu deserto de afectos, vou sentir a fome de um toque, vou sentir a fome de um abraço, vou sentir a fome de um beijo.
Não quero lutar por mais nada, já que a dor me atinge no auge do meu ser. Não aceito meu destino, quero lutar pela minha felicidade.
Tenho a sensação de que o mundo desaba, vida não tem mais sentido. Queria amar, queria ser amado.
Minhas lágrimas não serão em vão, elas serão o amor liquidificado, elas serão a dor liquida, elas serão o grito de raiva contida e incontida.
Porra….. porra….. deixem-me em paz!!!
O amor não tem que ser impossível, nem possível, o amor tem que ser.
Se ele existe, vivamo-lo, não o reneguemos os nossos sentimentos do coração.
Deixemo-lo que brote, e que possamos vive-lo intensamente, já que como se costuma dizer …… a vida são dois dias e este vai já na conta!!!!.
Amar não tem regras, amar é estar louco por alguém, é querer bem ao outro,é fazer-lhe bem…..sempre.
Lutar contra a hipocrisia, contra os impostores, fazedores ancestrais de hábitos injustos.
Amar é preciso, amor também.
Não aos “especialistas” castradores de emoções puras. Não peço o paraíso porque utópico, mas peço a tolerância verdadeira, a não critica feroz, que só provoca a infelicidade de quem se ama.
Amor na nossa vida é um fim, e nunca um instrumento!!!!!.
Amor impossível???? Que é isso??? Também não entendo.
Se o amor é expontaneo, e não escolhe idades nem pessoas, então porque vamos contra isso?
Penso que precisamos também na área dos afectos, de um movimento ecologista, que nos devolva o prazer de estarmos vivos, e não poluídos por mentes doentias, e …… talvez invejosas.
VIVA O AMOR!!!!!!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Amor Virtual?!!!....Sim porque não?, Ou Será Que Nao Vivemos Já Virtualmente?

Virtual..., o que não existe, não palpável, e que se vislumbra, se imagina, e que se deseja.
Quantas vezes desejamos, sentimos, e ficamos libidinosos só em imaginar? Muitas, seguramente!. Virtual, a realização de nossos sonhos, de nossas fantasias, o preenchimento dos "espaços" vazios de nossa intelectualidade, a nossa libertação de tabus ou mitos sem sentido.
Virtual, o momento único e REAL de dizermos não à hipocrisia, ao falso pudor, ao puritanismo gratuito, descabido de qualquer sentido moral.
Hoje, mais que nunca, está na moda o virtual, falemos nós de Hot-Line, de Chat's especiais, de conversas desejosas de pecado, logo reprimidas pela moral estabelecida.
Mas estamos no virtual, e a adesão é cada vez mais intensa, talvez porque no virtual nós sejamos mais Nós, REALMENTE, nós, e o sentimento de aventura nos dá a adrenalina tonificante ao coração.
A psicanálise está lá, os nossos sonhos também, e a certeza de que fazemos uma cura do nosso EGO, sem que corramos o risco de sermos confrontados com discursos falsos de moralidade duvidosa.
Nos damos, nos curtimos, nos inventamos, nos fazemos daquilo que realmente por vezes não somos, embora o desejássemos. Virtual?!!!. Que coisa será essa? Existe o virtual no amor?
Seguramente que sim, eu sei que sim senhor. Sem o virtual de um ecran de computador como poderíamos nós amar? Sim amar!!!!....
Hoje amar tem um sentido mais abrangente, talvez não só físico. O virtual nos obriga a clamar pelas nossas sensibilidades mais profundas, e facilmente somos apanhados em contra-mão quando mentimos.
Se formos sinceros, transparentes, acima de tudo honestos, eu diria que o virtual é uma boa "entrada" para um amor seguro, tranquilo e muito dedicado.
No virtual, é verdade que o "feitiço" da paixão está presente enquanto durar a corrente eléctrica, porque mal ela se desliga esse amor faz ..... click!!!! foi-se.!!! Será que se foi mesmo????
Mas amamos, e temos vontade de voltar, procurar, descobrir o outro que com nós transe. A curiosidade, aguça o engenho, e faz de nós autênticos arquitectos da palavra, da relação, do saber, porque amar no virtual é bom, porque nos ilude, nos faz o pensamento voar, na direcção do colo imaginado, do prazer anunciado.
Nos expomos, nos transcendemos, não vá a palavra traiçoeira que sai sem que nós queiramos deixar-nos num estado lastimoso. Não esqueçamos que no virtual, podemos namorar de chinelos de quarto, em cuecas, em tronco nu, em pose menos clássica, mas amamos, e nem por isso precisamos de apanhar o autocarro, conduzir, ou caminhar a pé, não, não é preciso, o amor está logo ali, na tela, bem imaginado, bem trabalhado.
Posso dizer, com segurança absoluta, que comunicar no virtual, nos obriga sempre a saudar quem está, no inicio da conversa, coisa que ao vivo pode não acontecer, e faz-se a cultura do trato.
Amar pela tela de um computador, pode ser estranho, mas não é menos emocionante que amar no real, já que seus estímulos são diferentes, pois não existe a facilidade do toque, e assim temos que substituir o sentido do tacto, pelo sentimento puro, volátil do pensamento, e pela nossa capacidade de converter estímulos verbais/visuais em estímulos afectivos, sensíveis, e calorosos á medida do tamanho do nosso coração e da nossa capacidade de amar e ser amado.
No virtual é bom, na vida real também, e hoje mais que nunca, podemos afirmar que todos, quase todos vamos tendo Histórias incríveis de amores que vão e vêem ao ritmo a que ligamos ou desligamos nossos computadores.

A felicidade não se compra, conquista-se!!!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

NOITE!!... A AMANTE QUE TODOS NÓS TEMOS, E QUE NINGUEM SE IMPORTA.


Noite, o momento da nossa vida pelo qual temos todos que passar.
Com ela dormimos, com ela amamos, nela nos confessamos, nela reparamos as nossas magoas. Confiamos nela, e até choramos nela.... a noite, grande amiga e conselheira., que sempre soube guardar nossos segredos, nossas angustias e depressões.
É nossa companheira, e nunca nos deixa, porque sempre que parte pela manhã, se preocupa em voltar quando anoitece, já que não quer deixar de nos afagar, confortar com seu silencio, sua ternura e ...... o amor que sempre nos proporciona. Ela, a noite é nossa amiga, confidente, e, nunca nos deixa ficar mal, porque a cada vez que está com nós, sentimos o calor de seus "braços" nos envolvendo, sua "face" nos olhando, seus odores nos cercando.É bom senti-la, é bom saber que está com nós.
Nos perdemos pela noite, nos encontramos pela noite, e sempre desejamos que ela, a noite, não se vá, sempre pedimos que fique, já que nos sentimos bem com a sua companhia, uma boa amante, já que é na cama que a encontramos e a sentimos.
Noite, uma amiga de sempre, e que não provoca ciume de nossos parceiros de vida. Nunca nenhum parceiro mostrou ciume por estarmos a dormir com a Noite, nunca!!!.
Na noite se ama, acontecem as coisas mais incríveis, umas boas, outras nem tanto como as insónias.
Sempre nos deitamos carregados de pensamentos diversos, e durante a noite os pomos em ordem ou pelo menos tentamos, e porquê? Ela é de facto uma boa companheira, amiga, solidaria, e ..... amante, já que nos acalma, e transmite a paz e afecto que durante o dia anda por vezes tão distante de nós.
Amamos na noite e com a noite por protecção. Sentimos o seu conforto e não o rejeitamos, antes pelo contrário, porque sabemos que ela nunca nos deixa, já que sempre volta, com a certeza de que a sua fidelidade é eterna.
Noite amiga, companheira de tantos segredos, onde me afogo nos meus lamentos, nos meus amores e desamores, nunca te queixando de eu ser um grande aborrecido. Tua amizade Noite, é para mim muito importante, já que sinto que muitas vezes clamas por mim, me pedes o amor que tenho, e eu..... durmo, durmo que nem um justo, sem ter em conta que assim me torno um egoísta, não cumprindo com o me dever de um bom companheiro de cama, fugindo assim á troca, de afecto, que tu Noite, nunca me negaste.
Obrigado Noite, farei os possíveis por não desmerecer o conforto do teu colo, do teu carinho, e te procurarei sempre que a minha ansiedade se torne evidente, que o meu choro seja necessário, que os meus amores ou desamores me atirem para os teus "braços", porque sei que em ti, encontrarei as razões dos meus desatinos, e de manhã me sentirei mais feliz, de uma forma ou de outra.
Obrigado noite, volta sempre...... te desejo tanto!!!!

António Ferreira


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Eis a noite…

Muda, nua e calada,Isenta de sons e perfumes,
Como um sonho distante,
Como um dia sem amanhã…

Não há dor, nem prazer,
Simplesmente o silêncio dominador,
Ditador, sobre os seres e as coisas…

Não há desespero, nem esperança,
Simplesmente o nada em tudo,
Soberano sobre a imensidão do Universo…
Eis a noite…

Elegante dama, fugaz e mascarada,
Presente na ausência das horas,
No Carnaval de nossas almas apelantes,
Nos beijos invisíveis de nossos desejos
Acoitados, acalentados…

Não há hora, nem dimensão,
Simplesmente o verbo divino dos anjos,
Redentor, vibrando nos ouvidos e corações…

Não hã perdão, nem esquecimento,
Simplesmente teu amor singelo e suave
Desvairando sobre os meus pensamentos
Banhados de luz…


(Poesia retirada de site na net.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

AMOR, PAIXÃO….. PODE SÊR CASTIGO!!!!


Incrível, sim, incrível.
Eu penso isso, eu sinto isso, eu vejo isso!!.
O amor, a doce causa de um coração, o estado supremo da alma, aquilo que se quer e por vezes nunca se consegue…. Sim, falo do amor!
Gostar de alguém, amar alguém, sentir amor por alguém, lindo, maravilhoso mas….
Quando esse amor tem a direcção errada, ou está mal colocado, diria que começa aí o castigo.
Amar, sentir paixão, procurar o outro, sonhar com o outro, querer muito ter outro e, sentir que o vento tudo leva, até os restos de amor que estejam em farrapos pelo chão.
Se se ama, busca-se, luta-se pelo que queremos, podendo ainda assim perder, mas luta-se.
A obsessão, pode exacerbar os instintos, o ciúme, mas é inquestionavelmente uma prova de amor, desde que não se torne doentia essa obsessão, diria que numa porção q.b. é saudável. É o certificado do amor!!!.
Ser liberal, ter um ar descontraído, um deixa-andar, talvez faça o estilo de muitos, e seja para muita boa gente um prova sábia de amor, mas é talvez mais um sinal de indiferença pelo que possa acontecer a esse amor. Se um acaba, logo outro começa.!!!
Querer, desejar ardentemente o outro, e sentir que o outro está na frequência do tal liberal, talvez seja em si já um castigo, porque não nos sentimos correspondidos no mesmo grau de afecto.
A duvida assalta o espírito, a manipulação pode estar por aí…
Quem ama ardentemente, cometendo (por amor!!!) por vezes o martírio do outro pela exigência da “devolução” do amor que se lhe dá, talvez seja mais um castigo que uma benesse.
Amar, não sentir retorno, ou pelo menos não sentir a intensidade desse afecto, provoca dor, solidão, rejeição….. pode ser castigo!!!!.

Amar pode não ser para todos, porque nem todos podem ser amados!!!


Sonhar com o outro, fazê-lo sentir-se seguro ao ponto de esse outro não sentir necessidade de demonstrar amor, porque saciado está…. É castigo!!!.
Sentir-mo-nos usados, talvez seja a sensação mais cruel no amor.
Sentir que o “amor” só faz sentido mediante alguns parâmetros de natureza material, benesses, vantagens, e não sei que mais… é castigo!!!. Eu chamaria a isso hipocrisia, cinismo, escroqueria.
Não ser amado é uma coisa, mas amar, e não ser correspondido, é outra coisa bem pior… é castigo!!!
Fazer juras de amor, banalizar a palavra amor, mas não lhe conferir valor prático, é mentir, é hipocrisia, é cinismo…. É castigo!!!.
Sentir que o outro está pelo “beiço”, e por isso mesmo não sentir necessidade de lhe dar de volta e em dobro esse sentimento é ….. castigo!!!.
Amar é bom, desde que saibamos que também somos amados da mesma forma, porque, de outra maneira vivemos o castigo do amor que sabemos ter, e, não termos a certeza de que o outro tem por nós.
Deixemos o coração “falar”, deixemos o amor afectar nosso coração, não vá o castigo aparecer de repente, e assim estarmos preparados para lhe dar luta.

“Sempre que o amor me quiser, eu vou fazer-lhe um sinal…..” diz a letra de uma linda canção de Lena d’Agua, sim eu vou por aí, não vou ter dúvidas disso, porque chega de castigo.

Se te amar for um erro, eu vou viver errando;
Mesmo que me condenem,
Sofrerei meu castigo...Por errar te amando!
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Escute a musica deste link: (é algo que diz, ilustra, dá o que nós tanto queremos.... AMOR!!!)
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Titulo : "SE QUISER"
Cantora : Tania Mara
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

SALAS DE CHAT.......... "CHUTO" !!!!!???????


Sim, salas de chat, versus salas de chuto?!
Tenho reflectido muito sobre este assunto, tenho feito exercícios complexos de motivação para as salas de chat, e, francamente...... não sei que pensar!!!
O que levará alguém a estar horas intermináveis, por vezes dias, já que há nick's que nunca se desligam, a teclar numa sala de chat?
O que terá uma "sala" dessas, já que se virmos bem, até nem existe.... é virtual.?
O que se passará por lá para que nos sintamos atraídos para estar lá?
Poderíamos dizer... são amigos, são partilhas, são experiências em comum, sei lá!.
Se formos dotados de um espírito crítico, de alguma capacidade de analise, talvez cheguemos à conclusão que o que se lá passa, nunca existiu, não é verdade, é ficção.
De que se fala num chat? que temas podemos abordar, discutir, ou até viver?
De uma maneira geral, noto que alguém troca deliberadamente um passeio pela sua rua onde vive, pela presença na "sala" de chat. Por vezes, sentimos alguma frustração se não encontramos este ou aquele nick. Que procuramos na "sala"?
Pensando bem, pouco encontramos, a não sêr uma série de frases, repletas de abreviaturas quase indecifráveis, quais atropelos a Língua-mãe. "Charadas", alguma baboseira, e um sem fim de pensamentos que sinceramente depois de exprimidos me faz sentir..... vazio.!!
São os lol's, os K no lugar dos Q, são os "jinhos" no lugar dos beijinhos, são os "num" no lugar dos nãos, e mais que agora não referirei já que extensos.
Ficamos com a ilusão de companheirismo, de sentido de grupo, de tribo, de núcleo duro de amigos aos quais só pertencem os "eleitos". É o sentimento puro do tribalismo, que há muito erradicamos da nossa sociedade, mas que teimamos em manter, ainda que disfarçado por estas novas tecnologias.
Por norma, num chat, os temas são quase sempre inconclusivos, pois basta o modelo de conversação para facilmente ser "atropelado" o debate.
Os apartes, as diferenças de intelecto dos intervenientes, bastam para "matar" o gosto de estar num Chat.
Está sempre subjacente, o engate, ainda que de novo disfarçado. As conversas são simples, mas quem sabe, pode haver algo que nos faça mais feliz um pouco...
Há regras, há decoro, há vigilantes atentos, o banir é o fio da espada de justiceira, e quem se excede é expulso. Pena Máxima, que é "para aprenderes".!!!
Há chat's para todos os gostos, feitios e aberrações. Chat's de Amor, Chat's Engate, Chat's para Adultos, Chat's para gente Timida ou Encostada, Chat's de Pura Conversação.
Mentiria se eu dissesse que não frequento Chat's, mas sempre sinto o vácuo, o simplismo fundamentalista, a banalidade, a conversa fugaz que tanto me aborrecem.

A SOLIDÃO TEM FORMA, TEM CONTEÚDO, E NÃO TEM COMO SE EXPRESSAR!!!!

Se um chat nos ajuda a encontrar a nossa tribo, o núcleo de amigos que sempre sonhamos, e se para isso nem precisamos de levantar o traseiro de uma cadeira, que mais queremos?
Não importa o colesterol, nem a obesidade, nem o stress, nem o sistema cardíaco, porque o importante é sentir-mo-nos omni-presentes, quer dizer.... estar em todo o lado ao mesmo tempo, à velocidade de um click. O poder de ir e voltar no mesmo momento, nem que para isso tivéssemos que gracejar, esboçar intelecto, com a certeza da inutilidade de uma conversa da treta.
Os tempos vão de molde a que sejamos inexoravelmente absorvidos pelas novas tecnologias, pelos meios de conversação, e, temendo passar por ignorantes da modernidade, lá vamos entrando para o "comboio" do faz-de-conta, alegretes e olhando o botão do ON-OFF do pc, ou para a conotação à rede da NET, não vá o pc desligar-se acidentalmente, ou os malandros da rede fazerem a manutenção dos seus servidores na hora exacta que "partilhamos" os nossos segredos, afectos e amarguras com "alguém" que nem pelo nome regra geral se oferece nas salas de chat.
Correndo o risco de caír no ridículo, atrever-me-ia a dizer, tal a dependência sentida que ......
Salas de Chat, talvez sejam também salas de "chuto"!, pois que a dependência é também em si um vicío.
Eu frequento salas de chat, mas não posso deixar de fazer auto-critica para bem do meu sistema neurológico.
Vivam as salas de Chat, façam o favor de serem felizes...!!!!!
Chat..... Meu Amor!!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sedução, Cortejamento, Amor, ou ..... o Sabor a Mofo!!!!!!!


Seduzir, a arte de bem convencer o outro, de lhe dar o melhor de nós, escondendo por via disso o nosso pior.
Seduzir, o jogo da paixão, o jogo do amor, o jogo em que nem as regras sabemos, já que seduzir, é algo de muito próprio e intransmissível.
Pela sedução "fazemos das tripas coração", já que é um jogo que pretende ser a perfeição de todos os jogos, e onde fazer batota pode até ser legitimo.
Enaltecemos os nossos predicados, escondemos as nossas maleitas, e lá vamos oscilantes na busca do sonho, da conquista, dos favores da outra parte.
É o momento em que mais rebuscamos os nossos conhecimentos estéticos, linguísticos, culturais, e fazemos tudo para parecer-mo-nos com tudo... o gel, o after shave, ou o perfume, o cuidado da fala, a cultura comprada logo ali no virar da esquina.... é a sedução, é o jogo mais conhecido dos humanos.
O que importa é impressionar, é conquistar, e nada nos escapa no esquema urdido para obter os resultados desejados.
Já fez escola a sedução em meados do século XIX e XX, já que era a arte em movimento, podendo ate dizer-se que a arte tinha pernas para andar.
Encolher a barriga, ser politicamente correcto, escolher o melhor ângulo, eram cuidados menores numa actuação bem mais complexa. É a sedução no seu extremo, no seu esquema qual teste a capacidade de impressionar de cada um.
Diga-se que, a sedução não é prerrogativa dos humanos, já que os animais a trabalham na perfeição, mas com uma diferença muito importante..... não mentem!!!!.
Desde as cores dos faisões, papagaios, periquitos, ao ronronar de um gato, às habilidades dos cisnes, do grasnar do patos, aos bailados aquáticos dos golfinhos, tudo são argumentos para bem impressionar.
Nós humanos, actuamos exactamente da mesma forma, só que à falta de adereços ou habilidades, optamos por inventar uma boa conversa, um sorriso bem colocado, um olhar fatal, e acrescentamos um andar do tipo esticado para não dar a perceber a curvatura das costas.
Mas apesar de tudo, é bom seduzir, porque nos emociona, liberta adrenalina, aumenta a nossa ansiedade, nos obriga a sermos rigorosos antes de mais com nós próprios, não que seja o nosso jeito, mas a necessidade de fazer parecer esse jeito genuíno.
Seduzir, cortejar, duas palavras para um mesmo fim. É bom seduzir´, é bom cortejar, porque o ritmo cardíaco nos faz tonificar os músculos.
Procurar estar certinho, não falhar, ser "a menina dos olhos do outro" sentir que a "presa" ta quase, mas ainda falta... é bom, faz-nos ser românticos, faz-nos ser corajosos, faz-nos ser também humildes; sim porque seduzir, cortejar sem humildade não dá certo.
Conquistar o outro, é a alegria do nosso EGO, é a declaração positiva dos nossos atributos, é sentir que temos ainda o q.b. para sermos aliciantes aos olhos de alguém.
Quem não gosta de ser seduzido? Acho que todos nós gostamos, e só os tempos pós-modernistas combatem os jogos de sedução e amor por atitudes ditas pragmáticas, objectivas, no sentido de .... "vamos directo ao assunto!!!!"
É bom cortejar, eu gosto de cortejar, e vice-versa. Mas sinto que hoje os tempos são de sensibilidades bem diferentes. são tempos do "fast-food" no amor.
A falta de rigor, a falta de cuidado, levam à banalização destes folclores, considerando-os até arcaicos, e com um cheirinho a ....... mofo!!!.
Tudo hoje é fácil, tudo está simplificado. Vivemos tempos de fundamentalismo simplista, em que nada compensa fazer já que o esforço é inútil, tudo está à mão.
Não mais procuramos impressionar, porque no sentido do tal fundamentalismo simplista isso não faz sentido.
Hoje tanto se conquista como se perde, e ficamos com a sensação amarga de que vivemos permanentemente "vitorias de Pirro" no amor. Aqui se ganha para logo ali se perder, e nada ficar.... é o espaço, o vazio, porque não houve a cultura do ritual de sedução, já que não fomos obrigados a descobrir no outro as coisas que o outro também não conseguiu descobrir em nós.
Tudo esta na relação do simples, do extremamente simples, e por isso, tudo esta banalizado.
Seduzir, cortejar são rituais que fazem com que nos empenhemos em nós mesmos, fazendo-nos sentir uma auto-estima, e uma auto-confiança que nos farão mais felizes na relação. Seduzir é compromisso, na assunção de que somos tal como nos damos, e nos condiciona de forma positiva e a manter o nível da conquista.
Num beijo, num acto de amor subsequente a sedução, tudo tem mais valor, mais significado, porque é por si a vitoria dos nossos atributos (qual Ego vaidosão!!!) sobre a banalidade.
Os tempos do pós-modernismo, que em alguns casos tocam o mau gosto, na palavra, no vestir, e que tudo cruza não tendo em conta qualquer sentido estético ou de bom gosto, enchem nossos corações de uma tristeza que nos mata, nos faz sentir tão comuns, tão banais, que por vezes sentimos vergonha de como algumas raças de animais cortejam, fazem a corte, seduzem enfim, seus parceiros num ritual incrível de alegria e paixão.
Hoje paixão é a modos que ser careta, bobo, um romântico, qual espécie zoológica extinta.... são pessoas com cheiro a mofo.!!!
Não concordo obviamente com isto, mas hoje há a sensação de que paixão é dos nossos avós, ser romântico é medieval, mas sentimos a falta de amor por aí, e de tal forma que acredito que a solidão é a doença do século, que nem os mais sofisticados meios de comunicação ajudam a vencer já que eles também são produto de uma sociedade em que acima de tudo valemos pelo que ganhamos e não pelo que somos.
Gosto de ver uma mulher bem feminina, charmosa, sem que contudo tenha que ser feminista.
Assumir o papel de Mulher, com todos os pormenores que isso acarreta no amor, na sedução, é a dignidade que vai voltando ao amor que parece que temos mas que realmente não temos.
Também peço para os Homens a postura do charme, educação e acima de tudo correcção, sendo gentis, dedicados, e cuidadosos no trato à mulher já que tenho para mim que viver sem sedução, ou cortejamento, sem amor, é como sermos "mortos-vivos".
À Mulher se pede que saiba "receber", e ao ao Homem se pede que saiba "dar"
Não ao machismo, não ao feminismo, sim ao bom gosto, sim ao amor bom, cultivado, seduzido, cortejado, sem abandono da dignidade que a cada uma das partes deve ser pedida.
O amor acabará por vencer, por mais que inventemos o "não-amor"!!!.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Abandono...Sensação Horrivel!!!!



Abandono, acto de deixar para trás, de esquecer, de não mais querer saber.
Só a sorte é companhia do abandono, pois ela determina a maior ou menor sensação de esquecimento.
A golpes de sorte, o abandono que sentimos é por vezes minimizado, é por assim dizer adormecido, sim, porque só isso acontece.... o abandono, a sensação de estarmos esquecidos está lá, nos espera mal a sorte nos deixe.
Alturas há em que sentimos uma mistura de abandono e manipulação do nosso ser, o que agrava a nossa situação.
Nestas alturas em que nos sentimos esquecidos meio abandonados, ficamos mais sensíveis, mais espirituais. Porquê?!!..... Não sei.
São momentos duros em que sentimos que só nós existimos, porque tudo o mais é "estranho", é os "outros" a quem nós dedicamos o nosso abandono. O abandono pode ser físico, e também espiritual, afectivo, mas são dolorosos quaisquer deles.
O mundo é uma insegnificancia perante nós quando nos sentimos votados ao esquecimento, porque o mundo não está mais em nós nesses momentos.
O abandono sugere por vezes o caminho da tragédia, do imundo, do fim trágico. É o grito dos abandonados.!!!!
Não reclamo paternidades com cheiro a mofo, com sentido oco, ofensivas da dignidade humanas.!!!
O que reclamo é o respeito, o trato, o reconhecimento, a..... dignidade a que todos nós seres humanos temos direito.
Estar longe do que que queremos, não alcançar o que sonhamos, é mais uma vez, sentimo-nos manipulados no nosso ser.
Estar só não é um defeito, mas antes uma necessidade psicológica.! Há que restabelecer os equilíbrios, há que fazer o balanço da nossa actividade, e isso faz-se estando sós.
Agora estar só, decidir só, suportar tudo só, viver a vida só..... é de facto duro, difícil, e sobre vem o isolamento, a manipulação, a sensação de que estamos abandonados, tal qual uma chicla, que se mastiga enquanto é doce, só enquanto é doce.!!!
Todos nós temos essa sensação nas nossas vidas, talvez devido a pressão de uma vida materializada, assente no lucro, no "tudo tens, tudo vales" !!! mas porquê isso assim?.
Abandono, é a ante-câmara da depressão, da infelicidade, e pode ser o ponto de partida para uma tragédia.
Ninguém nasce criminoso, mas todos nós temos responsabilidade por aqueles que um dia o foram, talvez os tenhamos obrigado a isso.
O colo, o doce colo que tanto gostamos às vezes resolve. O calor, o aconchego, o doce toque de uma mão percorrendo nossos cabelos como que se estivessem a alisa-los, faz bem, deixa-nos felizes.
Talvez um dia declaremos um dia mundial do colo, e assim as depressões sejam bem menos, os abandonos e suas sensações não façam sentido, e possamos sorrir, olhando em volta dizendo.... é bom ter-vos aqui comigo, sinto a paz de um homem de consciência tranquila.!!! Não estou só!!!!!

sábado, 5 de julho de 2008

Sentir Dor, Nao Poder Partilhar,Fazer de Conta e a Paz do Coração!!!

O sofrimento assume as mais diversas formas, e provem das mais diversas razões ou motivos.
Podemos sofrer de males físicos, dolorosos, mas sempre ou quase sempre os vencemos, porque lhe conhecemos basicamente as origens e o local onde dói.
Já talvez não possamos fazer o mesmo, com o mesmo êxito quando a dor tem a ver com a Psico, ou o sistema neurológico, e se essas perturbações forem de natureza afectiva, então tudo está mais complicado.
O amor, base de confiança, é mais que suficiente para a paz do coração, mas desde que se possa alimentar todos os dias, de forma continuada, persistente!!!.
Se não tivermos a oportunidade de o alimentar, quase de certeza se apodera de nós uma angustia sofucante, que não mais nos abandona. Podemos ter palavras de carinho, de amor, de juras eternas, mas se persistirem esses factores que perturbam as relações, como por exemplo a distancia, o espaço que medeia entre um encontro e outro, as duvidas, os medos nos tomam, nos fazem sofrer e de tal forma, que nos tornamos inseguros, e ciumentos pelo terror se perder quem se ama.
Se manifestamos esses temores ao ente amado, talvez estejamos a tornamo-nos insuportáveis, difíceis e infantis até, mas suporta-los provoca dores horríveis.
"Longe da Vista Longe do Coração", é um pensamento do senso comum bem verdadeiro.
Combater esse pensamento, manter vivo um amor nessas circunstancias, não é fácil, mas deixem-me dizer, pode-se combater essa tendência com trocas afectivas de palavras, de afectos, com a troca (que não controle, porque asqueroso) de movimentos do tipo GPS amoroso, que transmitam mutuamente a confiança necessária para que a paz do coração possa acontecer.
Acredito que há paixões que se mantém fortes mesmo com dificuldades pelo meio, mas se o são, devem-no seguramente ao contacto, à "proximidade" da palavra, do fazer, do estar, do dar ao outro o que o outro necessita para sentir que não há barreiras, não há duvidas, e que o amor tudo supera, e é presente em todos os momentos, assim temos a paz do coração.
Se não se verificam estes pressupostos, seguramente sobre vem a dor, que uma angustia permanente nos inflige.
Nestas circunstancias, sofremos sós, e calados pela vergonha de ter que a partilhar, não vão os nossos próximos rirem da nossa fraqueza. Fazemos de conta que tudo esta bem!!.
Entre o martírio de exibir um ciume, quiçá doentio, um martírio para o outro, optamos pelo silencio, pelo estar calado, sofrendo a expectativa de um amor que se pode perder.
Só o tempo pode ajudar a curar a ferida aberta pela incapacidade de poder alimentar um amor, e ficar a perder por factores que ele não pode vencer!!!.

domingo, 22 de junho de 2008

Amar, Casar, Sofrer, Silêncio, Solidão...!!!!

Nós, humanos, temos de tudo, mesmo do que não queremos.
A paixão que possamos sentir por alguém será razão para nos conduzir ao casamento?
Deveríamos viver essa paixão como uma dávida Divina, mas nunca com o sentido de um matrimonio (não é obrigatório que assim o seja), o que se vier a acontecer será óptimo, saudável, é como que a consumação de uma paixão em amor.
Uma paixão é inebriante, é um apelo à "cegueira" pelo outro, é viver no espaço onde o erro não mora, onde tudo é perfeito.
Uma paixão tem um tempo de duração, após o qual se converte num amor forte, solido, e projectado para o futuro.
Amar alguém é condição única para haver um casamento, e que a sociedade assume mais como um compromisso afectivo, do que como um contrato.
Nos tempos de nossos avós assim era,.... casar era uma vida agarrada a outra para todo o sempre, num regime que muitas vezes passava pela resignação, pelo abandono de nossa felicidade.
Casais felizes, com carácter eterno sempre os houve e irá continuar a acontecer felizmente, e diria que serão muitos mais do que imaginamos.
Contudo, há casais que iniciaram suas vidas por uma paixão, que deu em amor e casamento, e, que se converteram numa coabitação doentia, do "faz de conta", do "deixa andar", do "não quero saber", sei lá. Nestes casos os parceiros se suportam, porque por norma os compromissos com o lar, com as contas de família, o medo do salto, o medo do futuro, os filhos, a isso obriga.
Num casamento, supostamente existem duas vontades que se devem congregar sempre num único objectivo..... a felicidade e bem estar do outro!!!.
As sobrecargas diárias dos afazeres de casa, a gestão financeira da família, o controlo do bem estar da família retira quase sempre a força motivacional para cultivar o amor, de tal forma, que quando chega a "hora" do amor, ou estamos exaustos, stressados, saturados de tanta luta que mal se arranjam forças anímicas ou físicas para tal.
A rotina, é o maior inimigo do amor, e é isso que deixamos que aconteça em nossas vidas.
Permitimos que a luta pela sobrevivência tome conta de nossos objectivos mais elementares..... o amor, a paixão, aquilo que deveria ser o objectivo último de nossa actividade, da nossa existência.
Sem nos darmos conta, estamos prisioneiros de todo um esquema que nos escraviza, nos rouba o gosto pela vida, que nos faz infeliz, nos faz sofrer em silencio dentro de casa.
Se permitirmos que esse estado de espírito permaneça, se não tivermos forças, imaginação para contornar os "deveres" de um casal, vamos fatalmente cair no marasmo, no sofrimento atroz de uma solidão, que só se suporta muitas vezes pela falta de coragem, ou a pela vergonha que "saltar o muro" nos acarreta.
O direito à felicidade é mais que justo, é fundamentalmente um direito inegável, já que toda a actividade humana, tem por objectivo proporcionar os meios a tal desiderato. Não tem discussão!!!.
Hoje em dia, sentimos cada vez mais que "saltar o muro", é quase um "desporto" nacional praticado por sem numero de "atletas" anónimos sem direito a pódio, pudera.....
O sofrimento de uma solidão vivida dentro de quatro paredes, com todo o tipo de carências, leva inevitavelmente ao "desporto" de "saltar o muro", e a indiferença, a não partilha de sentimentos, o silencio, que sabemos não ser premeditada em muitos casos, fazem de facto mossa, provocam a infelicidade, e acredito que muitos "atletas" deixariam de praticar esse "desporto", se houvesse mais atenção ao ser que com nós vive dentro de nossa casa, afinal de carne e osso como nós.
Rejeitar tarefas rotineiras estúpidas, alterar o seu ritmo, não fazer tudo igual todos os dias, deixar para trás algo que sabemos ter que fazer, mas que pode aguardar para outro momento, sair, arejar os pulmões, tomar um café, assistir a um filme no cine mais próximo, não são coisas impossíveis de fazer.
Contrariar a rotina, resistir ao "tem que ser", ganhar a sensação de que somos nós quem comanda nossos destinos, e não as rotinas aniquiladoras do dia-a-dia, é meio caminho andado para sermos felizes em nossos lares.
Não há forma pior de cinismo, do que aquele que nos obriga a viver algo que sabemos não vivemos, que parecer que tudo está bem quando de facto tudo está errado.
Não condenemos esses "atletas" de "saltar o muro", porque muitos, mesmo muitos deles o fazem mais por desespero do que por convicção ou opção.
O direito à alegria de viver, ao prazer de estar vivo, o de dizer NÃO, a nos tornarmos vegetativos, sem reflexos, amorfos, e quase mortos, é um direito de todos. Não sejamos críticos, porque muitos desses "atletas" são-no por força das circunstancias, talvez de um machismo com cheiro a mofo, perconceituoso, castrante da felicidade humana.
Acredito, que viver numa família, rodeado de gente, sem contudo sentir essa gente, sem sentir o afecto, fazendo de nós uns novos "electrodomésticos" só com deveres e nunca com direitos provoca um dos maiores e silenciosos sofrimentos. Não é justo!!!!!!!.
O sol quando nasce é para todos(até ver)!!!.
Não conquistemos a nossa felicidade à custa da infelicidade de nossos companheiros(as).
Não a formas subtis de escravatura branca, onde uns tem todos os direitos e os outros todos os deveres, sejam eles homens ou mulheres.
Lutar contra o silêncio imposto pelas normas cínicas e impostoras de uma moral podre e secular.
Lutar pelo direito à felicidade de todos sem excepção.
Não condenar todos aqueles que se insurgem por alguma forma contra este estado de coisas, pois são seres humanos que também anseiam por umas palavras......
Te amo, como te quero bem, meu anjo!
Façam o favor de serem felizes!!!!!!!!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Chat's, "Chatos" e Outros afins Virtuais!!!!!!!


Chat’s, vulgo sala de conversação virtual, onde tudo existe, para logo deixar de existir….VIRTUAL! portanto.
Sala de encontros e desencontros, de carências, de procuras, de conquistas, de sedução, de frustrações, vitorias e outros afins.
Porque se procura tanto estas “salas”, onde quase nem sabemos bem quem temos do outro lado da tela ?
O jogo, o gosto pelo jogo das palavras, e o podermos ser realmente nós, ou imaginarmos o que realmente gostaríamos de ser.
Esconder o EGO, a face, o corpo, sim, finalmente… podermos “construir” a pessoa que gostaríamos de ser!.
O mundo, o universo está ali, mesmo à mão!!!!.
Podemos ir num click ao Japão, à América, ao Brasil, sei lá, e contudo nem o traseiro levantamos para tentar essas viagens. Fantástico!!!!.
Num chat por vezes realizamos o sonho, de sermos o que realmente não somos.
Parecer bem, sem dar a cara, opinar sem ter que se justificar, e vai daí, se nos aborrecem, ou por acaso nos cercam, zás…. num click fechamos o chat, sim, porque isto de fazerem-nos perguntas indiscretas já não se usa, e esse “atrevimento” paga-se caro….. saímos da sala e pronto, o que agora existia jamais existe.
Encontramos poetas, filósofos, bem-intencionados e mal-intencionados, faladores, palradores e outros espécimes que nos encheriam de tédio se estivessem perto fisicamente de nós.
O assédio, a insinuação, o altruísmo, o machismo primário, e também o puritanismo hipócrita, sim, hipócrita, estão bem presentes na cultura destes meios de ilusão.
Falar no virtual, é gostoso, porque não nos compromete, até por vezes estamos tão longe do outro chat’ista, que não corremos o risco de nos cruzarmos com ele na rua. É cómodo, é fácil.
Uma piada, uma boa anedota, e meia de conversa, enchemos o tempo e a sala com tudo e quase nada. Tudo é virtual!!.
Não quero dizer, que não se façam amizades que possam vir a fortificar uma relação por ventura mais duradoura, que sei acontecem, mas….. .
A sensação de cultura de grupo, de núcleo duro de amigos que num chat preferem uns mais que a outros, é uma sensação efémera, porquanto nas conversas em privado que os mesmos chats oferecem, podem tecer-se as mais complexas teias de relação, que por vezes passam por mesquinhas traições verbais, ou mentiras a parecer ser sério.
Num chat encontramos a pseudo-liberdade da comunicação, sem nos darmos conta do quanto escravizados ficamos, qual vício, qual doença para a qual não encontramos remédio.
As “salas” de conversação, dão-nos a possibilidade de matar a solidão, de combater ou não por momentos, a carência de afecto, de amizades verdadeiras que não fomos capazes de construir na vida real, no dia a dia de nossas vidas.
Nestas “salas” encontramos de tudo, mas mais de uma coisa do que da outra, o que leva a que os intervenientes comecem por serem desconfiados, e não aceitem facilmente teclar de forma aberta com quem chega pela primeira vez.
São inúmeros os casos de assédio sexual, moral, intelectual, que deixam todos de pé atrás quanto aos ambientes aí vividos. As "virgens" protegem-se, as castas ofendem-se, os impuros pululam.
Pelos nick’s, podemos traçar o perfil de um internauta, de um individuo que pode ser um conquistador de “meia-tigela” tagarela, de um malicioso, de um solitário amoroso, sei lá.
Os nick’s são autênticos nomes de guerra, que mais parecem funcionar como uma armadilha, a modos que um cartão de visita, como querendo seleccionar com quem ele quer falar, sendo ate que por vezes são o mote à conversa desejada, o contexto provável de uma conversa.
Geralmente, os nick’s, são o reflexo do que nos vai na alma, e tendem a dizer a quem os lê, do mal de que sofremos, ou das vaidades de que enfermamos.
Nós publicitamos a nós próprios, qual feira de quereres, afectos, vaidades e outros instintos vorazes carnais.
Há chat’s, onde reina uma pretensa castidade de hábitos e termos.
Para isso se instituem umas pessoas que devem zelar pelo “bom ambiente” linguístico do chat…… os chamados “guardiões do Templo”.
Claro, que o conceito imposto é sempre o da perspectiva pessoal de cada um desses guardiões, logo pode não ser a melhor forma.
Há sempre os mais iguais entre os iguais, ou seja, aqueles que são mais iguais do que os outros iguais. Uns podem ser liberais nos seus termos, nas suas abordagens, outros já não. Enfim, sempre o virtual, tanto sendo como nos apresentamos, como falamos, de que falamos, e sempre numa base de “ não me comprometa”!!!!.
Os chat’s são positivos quanto a mim na medida em que nos concede a liberdade de sermos o que gostaríamos ser, mentindo ou não, mas assim nos permitindo viver uma realidade, uma identidade que sabemos nunca vir a ter. A realização efémera de uma mágoa vivida.
O chat oferece a capa da impunidade mentirosa, nos defende de contratempos inconvenientes, e permite a exclusão dos “amigos” com quem não queremos falar, que na vida real teria outras consequências se o fizessemos, pelo menos exigiria de nós coragem.
O chat por vezes esconde a indignidade.
Há os chat’istas inertes, inócuos, os atrevidos, e aventureiros, e os desgraçados de afecto, vivendo solidões atrozes, procurando soluções para suas carências, fazendo-o no virtual, quando o deveriam fazer no real. Sentimentos de culpa, complexos comportamentais, são ultrapassados num chat, porque podemos ser o que quisermos sem que daí venha algum mal ao mundo.
Os chat são precisos? Sim.
Com eles (chat’s) pelo menos enquanto nossos computadores estão ligados nós somos (ou pensamos que somos) os “maiores” sem corrermos o risco de sermos confrontados com a nossa real miséria moral, intelectual, ou mesmo iliteracia.
Os chat's fomentam muito mais a frustação que outro meio qualquer, já que pensamos ter tudo e realmente não temos mesmo nada..... só desconhecidos que podem estar até se borrifando para quem nós somos ou queremos fazer crer que somos.
Vivam os Chat’s, longa vida aos Chat’s e seus arquitectos!!!!
Direito à felicidade, direito à palavra, pelo menos enquanto não nos falta a energia electricidade com o qual funciona o nosso computador.

SEJAMOS FELIZES !!!!!!!..... REALMENTE!!!!.

domingo, 11 de maio de 2008

Dôr, Sofrimento.... ou o direito a Chorar!!!!!!


Dor, sofrimento e choro, a trilogia mais profundamente humana, que mais nos condiciona, e nos faz sentir o quão imperfeitos somos.
Se o choro for usado como uma forma de se atingir um objectivo, e por conseguinte nao corresponder a uma dor real, então estaremos a ser indignos de nossa humanidade. Hipocrisia é o nome exacto para esse facto.
Só as crianças teem esse privilégio de chorar, mesmo que forçado, já que é a unica forma que teem de reclamar seus direitos ao amor, afecto, e bom trato.
A dor, pode ter diversas proveniências que podem ser do foro físico, e ou, psíquico.
Normalmente a dor provoca sofrimento, que em regra nos faz recordar que somos pequenos, insignificantes. Diria que a dor redime, nos torna conscientes da nossa real pequenez.
Choro, é a forma física visível de que sofremos, porque alguma dor nos assola o corpo, a alma, e poder-se-á pensar que pelo choro aliviamos nossas magoas, daí a máxima da sabedoria popular....
-CHORAR, LAVA A ALMA DE NOSSAS MÁGOAS, DORES, E DESCONTRAI SENTIMENTOS.!!!!.
Não é justo, porque hipócrita, chorar só para mostrar que somos humanos, sensíveis, respeitadores do sofrimento nosso ou alheio.
Quantas vezes, de forma piedosa nos abeiramos de alguém que acaba de sofrer o infortúnio da perda de um familiar, e transmitimos com ar carregado, sombrio, muito triste o nosso sentimento pela perda acontecida?
Fazemos com boa fé naturalmente, e nem nos damos conta, que por vezes obrigamos essa pessoa a chorar, uma, duas, ou muitas vezes, pois que a cada "sermão" piedoso que atiramos para cima dessa pessoa, a impelimos ao choro. Porquê?. Sadismo nosso?. Masoquismo da pessoa ferida?
Ninguém deve ser "obrigado" a chorar, se não for essa a forma que encontra de expiar suas magoas, não devendo nós, se quer, fazer qualquer juízo de intenções com as manifestações exteriores dos outros.
Cada um de nós reage de forma diversa perante os mesmos factos, e não significa que se não houver lágrimas não estejamos menos magoados com os acontecimentos.
Pessoas há, que não chorando, interiorizam sua dor, vivendo-a silenciosamente durante anos, até com riscos para o seu psíquico, pois podem acontecer alterações da sua personalidade.
A dor, é de facto um acontecimento típico da nossa condição de humanos, com todas as suas imperfeições, e tem em si um factor positivo como atrás já referi...... redime, nos torna mais "reais", mais terráqueos, mais humanos e solidários.
Estar ao lado solidariamente de quem sofre, é um dever de carácter, de humanidade, companheirismo, mesmo que não haja choro, porque a dor faz sofrimento e este pode ser absorvido sem lágrimas.
Chorar, é contudo um acto de amor, já que em cada lágrima vertida vem sofrimento, e por conseguinte ao sofrimento devemos contrapor o amor.
Estar junto de quem sofre e ..... chora ou não, é um dever, mas sempre nunca julgando os que não choram quando achamos que o deveriam fazer.
Em cada momento que tentamos sofucar o choro de alguém, estamos a fazer parar a respiração do amor, e chorar é um direito, assim como o contrário também o é!.
As "investidas" dos ditos "fortes" sobre os ditos "fracos" chorosos, feitas de forma regular e continua, quase se torna uma tortura para os sofredores, já que nada mais lhes resta de que agradecer as palavras amigas com mais umas lágrimas, pois que não vão os outros pensar que não temos sentimentos.
Dor e sofrimento, são duas razões directas, que se complementam uma na outra, mas pode ser uma razão inversa no que toca ao choro, já que embora tenhamos direito ao choro, podemos por qualquer razão não o exercer, e isso não nos diz se somos puros na dor e sofrimento, antes pelo contrário.
Eu choro, mais por razões afectivas ou psíquicas do que físicas.
Não sou obrigado a chorar em situações onde convencionalmente é tido como normal chorar. Só faço se o sentir que deva fazer e isso me alivie a dor.
Nunca chorei nem chorarei por razoes de bem parecer, ou como se diz hoje..... se isso for politicamente correcto. Só o faço, se o coração assim me obrigar e o sentimento de dor que advenha daí seja atenuado pela sensação de uma lágrima carregada de amor que me escorra pela face.
Lavar a face em lágrimas, nos restitui a condição de humanos, mas também é verdade o inverso, porque sofrer sem choro, é bem mais difícil de aguentar, e as suas mazelas são mais duradouras.
Se chorares és Humano!.
Se não chores Humano és!.
Fiquem bem, sejam felizes por favor.

sábado, 3 de maio de 2008

Suicidio, Derrota ou Vitória......

Nota do autor do Texto: O pensamento abaixo, não pretende sêr um dissertação sobre o suicidio, porque é muito complexo para sêr abordado assim de forma tão escorreita.
O que escrevo abaixo, é mais um pedido de compreensão pelos que por momentos admitem atentar com si, e o seu bem estar.
O que escrevo, é um grito de raiva pela incompreensão dos que facilmente criticam condenam quem opta pelo suicídio.
Tento dar voz, ou falar por aqueles que sofrem, querem falar, ser compreendidos e não encontram ninguém que os escute, ajude, e assim recebam a paz que procuram de uma forma ou de outra.
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Suicídio, a morte por catalogo, com hora marcada.
Que pode levar um ser Humano a escolher terminar prematuramente sua vida?. Porquê?
Se para sermos humanos, devemos valorizar a vida, porque acedemos, ou até mesmo decidimos falar da nossa morte como se de um bem se tratasse?
Estado de espírito alterado, depressão, sem horizontes de vida, podem ser "razoes" que levam a admitir essa "fuga" para a "liberdade", a "fuga" da opressão a
que estamos sujeitos pelos outros.
Vida, estado físico divino, concedido pelo nosso Deus, não é propriedade do individuo que contra si atenta, logo ilegítimo.
Viver, é bom, desfrutar dos prazeres da vida, dos gostos, das cores, das alegrias, e das..... tristezas.
Pode começar aqui o problema, pois quando as tristezas são mais que as outras razoes, talvez tudo se torne num pesadelo.
Se alguém equaciona a vantagem de estar vivo ou morto, provavelmente está já morto, pois só facto de o admitir,pressupõe que para estar morto, faltará dar o "passo", o clik para que a luz se apague.
Alguém que deseja morrer, comete já em si pecado, mas para o suicida isso faz pouca diferença, Porque a dor de estar vivo, é terrível, porque se mantém dia após dia, e aparentemente não terá fim.
A desilusão, a vida desfasada da realidade, a dor de manha a noite, a sensação de que se fala no deserto, e que ninguém nos ouve, o túnel que cada vez fica mais escuro, a sensação de falta de ar, nos sufoca, faz com que sintamos alivio no lado de la da vida.
Não há idades para suicidas, e em todos os escalões etários há indivíduos propensos, porque cada um imagina a a vida e o que espera dela à medida de seus valores. só que por vezes, não estamos sintonizados com esses valores.É horrível viver num mundo, onde não encontramos nada que nos estimule os sentidos, os afectos, as vitorias de vida. Viver assim é uma tortura, é um castigo
que mais que a dor física, acarreta uma magoa profunda, uma tristeza imensa, um questionar continuo do que sou, do que faço aqui, que objectivos, que amores, que vitorias.
Se não houver sinais que nos apontem uma alegria, ou uma vitoria, ficamos fechados em nós mesmos, nos isolamos, e passamos a cultivar o "gosto" de partir.
As razoes para um suicídio estão em todos nós, e só a coragem ou não de cometer pode ser decisiva. Sentir mágoa, sentir que a vida não tem mais nada para oferecer, a não ser um estado vegetativo, qual fabrica de produzir trampa(fezes), é horrível.
Não sermos mais capazes, ou não termos um bom argumento para estar vivo, pode ser perigoso. Há quem se suicide por razoes monetárias, negócios falhados, endividamento elevado.
Há quem se suicide por razoes afectivas, pois não encontram a felicidade, nada faz mais sentido. Há quem se suicide por solidão.
Há quem se suicide por insucesso profissional.
Há quem se suicide por todas as razoes anteriores juntas.
Para quem não experimenta de forma intensa, esta vontade de "partir", esta questão é
aberrante, mas um dia talvez possam andar por estas andanças.
A sociedade, carregada de tabus, de questões morais mesquinhas, de alcoviteirice, de mal dizer, de escárnio, é insensível a este drama, e mesmo que tome contacto com ele, toma uma atitude piedosa, hipócrita, e passa pelo assunto, assobiando para o lado, como que se nada tivesse a ver com ele.
Pergunto.... quem atenta contra a sua vida será cobarde? Eu responderia que não. Trata-se de uma "saída" que na perspectiva do suicida é benéfica, já que não encontra alegria de estar por aqui. Alguém que perde a razão de sua felicidade, de sua alegria de viver, a razão que lhe transmite a cada momento que tem um projecto a cumprir.
O desgosto de não sentir solução para os seus problemas, de sentir que não mais vai ter o que o faria feliz, retira sentido à vida.
Alguém que seja forçado a viver uma situação que o martiriza, que o escraviza, que lhe retira o gosto de estar aqui.... naturalmente encontra paz no suicídio.
Quantos de nós já sentiu essa vontade? talvez mais do que imaginamos.
Acho deplorável que alguém se converta num acepipe, numa couve galega, sem estimulo para sorrir, sendo um ser vegetativo, insensível aos factos que o rodeiam, mais parecendo um vagabundo caminhando errante, em direcção a algo que será a morte..... então porque não abrevia-la?
Porque não dar uma oportunidade à dignidade?
Ate na morte devemos ser dignos, ser grandes, e mostrar nosso carácter.
Por contraponto, o suicídio é a dor do momento, que logo se torna em liberdade, pois nos liberta das amarras escravizantes da vida.
Só o receio da dor, pode levar o suicida a hesitar, mas não a desistir. A grande duvida do suicida, será a forma de "partir", aquela que lhe conferirá menor dor no momento.
Ainda assim, temos que um suicida envia diversos sinais de pedido de auxilio, mas podem não ser audíveis, pois muitos desses sinais são um refugio na solidão, no silencio da amargura.
Quando alguém atenta contra a vida, e usa processos que podem ser de todo reversíveis, provavelmente não quererá morrer, pois não esgotou, não tornou irremediável a sua atitude. Estará mais é a pedir atenção.
Por outro lado, temos os suicidas determinados, que optam por processos irreversíveis, que não admitem arrependimento.
Quando alguém sofre, não "vê" saída, e se sente perdido no meio de uma tempestade, não podemos ficar admirados pelas suas opções, pois a sua cabeça busca o alivio nem que seja no inferno.
Respeito um suicida, não tenho a ousadia de o criticar, pois que os patamares emocionais em que cada um está não são iguais. Nunca direi que um suicida é um ser doente, mas alguém que equacionou a relação de valores, e que a felicidade que obtém desses valores não é a desejada.
A vida é de cada um, e a morte também. Respeitemos as opções de cada um, não façamos juízos de valor, e vamos dar o primeiro passo para que ninguém sinta vontade de atentar contra si.