Acerca de mim.....

A minha foto
Cristão, oriundo de uma família conservadora, praticante e de valores religiosos. Sou crente, temente a Deus, pecador, observador do fenómeno divino!. Respeito as opções de cada um, não faço diferença de crenças, e partilho a fé na diversidade de valores cristãos. Pratico a humildade, a solidariedade,e a fraternidade, dou a face se tiver que ser, dou a camisa do corpo ao irmão carente. Sou solidario, e com uma visão da vida muito pessoal, procurando ser sempre respeitador, e não violador de consciências, ou das dignidades. Nao quero ferir ninguém, tão sómente ser justo, correcto, e sensível no que penso, como escrevo, e como me dirijo as pessoas, como inter-actuo com elas. Não faço da vida um problema, e não faço do meu amor-proprio o centro do universo. Tenho a consciencia que não estou só neste mundo, e que todos são meus irmãos em Deus. Faço deste espaço, o meu ponto de encontro, de ideias, pensamentos, dúvidas, procurando sempre têr a minha alma gemea falando comigo. Não temo a critica, não tenho a pretensão de sêr dono da verdade, pelo contrário, expresso sentimentos, opiniões, e trabalho essencialmente os afectos, que me são tão caros. (mikeaf.antonio@hotmail.com)

PENSAMENTOS, REFLEXÕES,VERDADES....

"CULTURA É TUDO AQUILO QUE FICA DEPOIS DE TERMOS ESQUECIDO TUDO AQUILO QUE APRENDEMOS"

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Tenhamos a certeza que o amor não se entende, nem se percebe, nem se explica, nem se critica........
vive-se, porque das suas razões (do amor...), só Deus e nós dois sabemos, e, podemos avaliar dos seus
fundamentos!!!

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(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*) " VIVER, E NÃO TÊR A VERGONHA DE SÊR FELIZ!!!! " (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)
/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/ "UMA MULHER DEVE CORAR ATÉ AO FIM DE SEUS DIAS" /*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/

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" LEMBRAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFICIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO!!!

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QUANDO VOCE É FELIZ O TRABALHO TE DÁ PRAZER. MAS QUANDO O TRABALHO TE DEIXA FELIZ É UMA FUGA DA INFELICIDADE . . . . . . . . (Jorge J. Matinz)

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“ ... somos feitos de nossos sentimentos mais profundos; almas como as nossas necessitam de exageros para viver!!!! ”

Obrigado Kássya.

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**************************** NOTA AOS LEITORES ****************************
A TODOS OS MEUS LEITORES MUITO OBRIGADO PELO VOSSO ACESSO.
É GRATIFICANTE SENTIR ESSA RECOMPENSA.TUDO O QUE ESCREVO É DO CORAÇÃO, PURO, GENUINO, SEM HIPOCRISIA OU CINISMO, SÓ O AMOR, A PAIXÃO DE VIVER ME ANIMA, ME DÁ ESTE GOSTO DE PASSAR AOS OUTROS OS MEUS SENTIMENTOS, AFECTOS, AMARGOS DE VIDA, NUMA PARTILHA QUE QUERIA SAUDAVEL, E JUSTA.SEI QUE VOU AO ENCONTRO DE MUITOS CORAÇÕES MAGOADOS, TRISTES, DESILUDIDOS, E EU COMO SER HUMANO COMUM, NAO FUJO À REGRA.PODEM SE ASSIM O ENTENDEREM ADICIONAR SEU ENDEREÇO NO MEU MSN.QUERIA TAMBEM CHAMAR A VOSSA ATENÇÃO PARA O FACTO DE EU ESCREVER OUTRO BLOG, TAMBEM ELE DE AMOR, E AFECTOS DO CORAÇÃO, QUE SE CHAMA

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TE AMAREEEE.....

...........................................O Amor é eterno, divino e sem pecado, porque amar é o destino e desafio de todos nós, e só o preconceito tende a anular a essência com que fomos criados.... AMOR!!! Quem ama não peca!!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sedução, Cortejamento, Amor, ou ..... o Sabor a Mofo!!!!!!!


Seduzir, a arte de bem convencer o outro, de lhe dar o melhor de nós, escondendo por via disso o nosso pior.
Seduzir, o jogo da paixão, o jogo do amor, o jogo em que nem as regras sabemos, já que seduzir, é algo de muito próprio e intransmissível.
Pela sedução "fazemos das tripas coração", já que é um jogo que pretende ser a perfeição de todos os jogos, e onde fazer batota pode até ser legitimo.
Enaltecemos os nossos predicados, escondemos as nossas maleitas, e lá vamos oscilantes na busca do sonho, da conquista, dos favores da outra parte.
É o momento em que mais rebuscamos os nossos conhecimentos estéticos, linguísticos, culturais, e fazemos tudo para parecer-mo-nos com tudo... o gel, o after shave, ou o perfume, o cuidado da fala, a cultura comprada logo ali no virar da esquina.... é a sedução, é o jogo mais conhecido dos humanos.
O que importa é impressionar, é conquistar, e nada nos escapa no esquema urdido para obter os resultados desejados.
Já fez escola a sedução em meados do século XIX e XX, já que era a arte em movimento, podendo ate dizer-se que a arte tinha pernas para andar.
Encolher a barriga, ser politicamente correcto, escolher o melhor ângulo, eram cuidados menores numa actuação bem mais complexa. É a sedução no seu extremo, no seu esquema qual teste a capacidade de impressionar de cada um.
Diga-se que, a sedução não é prerrogativa dos humanos, já que os animais a trabalham na perfeição, mas com uma diferença muito importante..... não mentem!!!!.
Desde as cores dos faisões, papagaios, periquitos, ao ronronar de um gato, às habilidades dos cisnes, do grasnar do patos, aos bailados aquáticos dos golfinhos, tudo são argumentos para bem impressionar.
Nós humanos, actuamos exactamente da mesma forma, só que à falta de adereços ou habilidades, optamos por inventar uma boa conversa, um sorriso bem colocado, um olhar fatal, e acrescentamos um andar do tipo esticado para não dar a perceber a curvatura das costas.
Mas apesar de tudo, é bom seduzir, porque nos emociona, liberta adrenalina, aumenta a nossa ansiedade, nos obriga a sermos rigorosos antes de mais com nós próprios, não que seja o nosso jeito, mas a necessidade de fazer parecer esse jeito genuíno.
Seduzir, cortejar, duas palavras para um mesmo fim. É bom seduzir´, é bom cortejar, porque o ritmo cardíaco nos faz tonificar os músculos.
Procurar estar certinho, não falhar, ser "a menina dos olhos do outro" sentir que a "presa" ta quase, mas ainda falta... é bom, faz-nos ser românticos, faz-nos ser corajosos, faz-nos ser também humildes; sim porque seduzir, cortejar sem humildade não dá certo.
Conquistar o outro, é a alegria do nosso EGO, é a declaração positiva dos nossos atributos, é sentir que temos ainda o q.b. para sermos aliciantes aos olhos de alguém.
Quem não gosta de ser seduzido? Acho que todos nós gostamos, e só os tempos pós-modernistas combatem os jogos de sedução e amor por atitudes ditas pragmáticas, objectivas, no sentido de .... "vamos directo ao assunto!!!!"
É bom cortejar, eu gosto de cortejar, e vice-versa. Mas sinto que hoje os tempos são de sensibilidades bem diferentes. são tempos do "fast-food" no amor.
A falta de rigor, a falta de cuidado, levam à banalização destes folclores, considerando-os até arcaicos, e com um cheirinho a ....... mofo!!!.
Tudo hoje é fácil, tudo está simplificado. Vivemos tempos de fundamentalismo simplista, em que nada compensa fazer já que o esforço é inútil, tudo está à mão.
Não mais procuramos impressionar, porque no sentido do tal fundamentalismo simplista isso não faz sentido.
Hoje tanto se conquista como se perde, e ficamos com a sensação amarga de que vivemos permanentemente "vitorias de Pirro" no amor. Aqui se ganha para logo ali se perder, e nada ficar.... é o espaço, o vazio, porque não houve a cultura do ritual de sedução, já que não fomos obrigados a descobrir no outro as coisas que o outro também não conseguiu descobrir em nós.
Tudo esta na relação do simples, do extremamente simples, e por isso, tudo esta banalizado.
Seduzir, cortejar são rituais que fazem com que nos empenhemos em nós mesmos, fazendo-nos sentir uma auto-estima, e uma auto-confiança que nos farão mais felizes na relação. Seduzir é compromisso, na assunção de que somos tal como nos damos, e nos condiciona de forma positiva e a manter o nível da conquista.
Num beijo, num acto de amor subsequente a sedução, tudo tem mais valor, mais significado, porque é por si a vitoria dos nossos atributos (qual Ego vaidosão!!!) sobre a banalidade.
Os tempos do pós-modernismo, que em alguns casos tocam o mau gosto, na palavra, no vestir, e que tudo cruza não tendo em conta qualquer sentido estético ou de bom gosto, enchem nossos corações de uma tristeza que nos mata, nos faz sentir tão comuns, tão banais, que por vezes sentimos vergonha de como algumas raças de animais cortejam, fazem a corte, seduzem enfim, seus parceiros num ritual incrível de alegria e paixão.
Hoje paixão é a modos que ser careta, bobo, um romântico, qual espécie zoológica extinta.... são pessoas com cheiro a mofo.!!!
Não concordo obviamente com isto, mas hoje há a sensação de que paixão é dos nossos avós, ser romântico é medieval, mas sentimos a falta de amor por aí, e de tal forma que acredito que a solidão é a doença do século, que nem os mais sofisticados meios de comunicação ajudam a vencer já que eles também são produto de uma sociedade em que acima de tudo valemos pelo que ganhamos e não pelo que somos.
Gosto de ver uma mulher bem feminina, charmosa, sem que contudo tenha que ser feminista.
Assumir o papel de Mulher, com todos os pormenores que isso acarreta no amor, na sedução, é a dignidade que vai voltando ao amor que parece que temos mas que realmente não temos.
Também peço para os Homens a postura do charme, educação e acima de tudo correcção, sendo gentis, dedicados, e cuidadosos no trato à mulher já que tenho para mim que viver sem sedução, ou cortejamento, sem amor, é como sermos "mortos-vivos".
À Mulher se pede que saiba "receber", e ao ao Homem se pede que saiba "dar"
Não ao machismo, não ao feminismo, sim ao bom gosto, sim ao amor bom, cultivado, seduzido, cortejado, sem abandono da dignidade que a cada uma das partes deve ser pedida.
O amor acabará por vencer, por mais que inventemos o "não-amor"!!!.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Abandono...Sensação Horrivel!!!!



Abandono, acto de deixar para trás, de esquecer, de não mais querer saber.
Só a sorte é companhia do abandono, pois ela determina a maior ou menor sensação de esquecimento.
A golpes de sorte, o abandono que sentimos é por vezes minimizado, é por assim dizer adormecido, sim, porque só isso acontece.... o abandono, a sensação de estarmos esquecidos está lá, nos espera mal a sorte nos deixe.
Alturas há em que sentimos uma mistura de abandono e manipulação do nosso ser, o que agrava a nossa situação.
Nestas alturas em que nos sentimos esquecidos meio abandonados, ficamos mais sensíveis, mais espirituais. Porquê?!!..... Não sei.
São momentos duros em que sentimos que só nós existimos, porque tudo o mais é "estranho", é os "outros" a quem nós dedicamos o nosso abandono. O abandono pode ser físico, e também espiritual, afectivo, mas são dolorosos quaisquer deles.
O mundo é uma insegnificancia perante nós quando nos sentimos votados ao esquecimento, porque o mundo não está mais em nós nesses momentos.
O abandono sugere por vezes o caminho da tragédia, do imundo, do fim trágico. É o grito dos abandonados.!!!!
Não reclamo paternidades com cheiro a mofo, com sentido oco, ofensivas da dignidade humanas.!!!
O que reclamo é o respeito, o trato, o reconhecimento, a..... dignidade a que todos nós seres humanos temos direito.
Estar longe do que que queremos, não alcançar o que sonhamos, é mais uma vez, sentimo-nos manipulados no nosso ser.
Estar só não é um defeito, mas antes uma necessidade psicológica.! Há que restabelecer os equilíbrios, há que fazer o balanço da nossa actividade, e isso faz-se estando sós.
Agora estar só, decidir só, suportar tudo só, viver a vida só..... é de facto duro, difícil, e sobre vem o isolamento, a manipulação, a sensação de que estamos abandonados, tal qual uma chicla, que se mastiga enquanto é doce, só enquanto é doce.!!!
Todos nós temos essa sensação nas nossas vidas, talvez devido a pressão de uma vida materializada, assente no lucro, no "tudo tens, tudo vales" !!! mas porquê isso assim?.
Abandono, é a ante-câmara da depressão, da infelicidade, e pode ser o ponto de partida para uma tragédia.
Ninguém nasce criminoso, mas todos nós temos responsabilidade por aqueles que um dia o foram, talvez os tenhamos obrigado a isso.
O colo, o doce colo que tanto gostamos às vezes resolve. O calor, o aconchego, o doce toque de uma mão percorrendo nossos cabelos como que se estivessem a alisa-los, faz bem, deixa-nos felizes.
Talvez um dia declaremos um dia mundial do colo, e assim as depressões sejam bem menos, os abandonos e suas sensações não façam sentido, e possamos sorrir, olhando em volta dizendo.... é bom ter-vos aqui comigo, sinto a paz de um homem de consciência tranquila.!!! Não estou só!!!!!

sábado, 5 de julho de 2008

Sentir Dor, Nao Poder Partilhar,Fazer de Conta e a Paz do Coração!!!

O sofrimento assume as mais diversas formas, e provem das mais diversas razões ou motivos.
Podemos sofrer de males físicos, dolorosos, mas sempre ou quase sempre os vencemos, porque lhe conhecemos basicamente as origens e o local onde dói.
Já talvez não possamos fazer o mesmo, com o mesmo êxito quando a dor tem a ver com a Psico, ou o sistema neurológico, e se essas perturbações forem de natureza afectiva, então tudo está mais complicado.
O amor, base de confiança, é mais que suficiente para a paz do coração, mas desde que se possa alimentar todos os dias, de forma continuada, persistente!!!.
Se não tivermos a oportunidade de o alimentar, quase de certeza se apodera de nós uma angustia sofucante, que não mais nos abandona. Podemos ter palavras de carinho, de amor, de juras eternas, mas se persistirem esses factores que perturbam as relações, como por exemplo a distancia, o espaço que medeia entre um encontro e outro, as duvidas, os medos nos tomam, nos fazem sofrer e de tal forma, que nos tornamos inseguros, e ciumentos pelo terror se perder quem se ama.
Se manifestamos esses temores ao ente amado, talvez estejamos a tornamo-nos insuportáveis, difíceis e infantis até, mas suporta-los provoca dores horríveis.
"Longe da Vista Longe do Coração", é um pensamento do senso comum bem verdadeiro.
Combater esse pensamento, manter vivo um amor nessas circunstancias, não é fácil, mas deixem-me dizer, pode-se combater essa tendência com trocas afectivas de palavras, de afectos, com a troca (que não controle, porque asqueroso) de movimentos do tipo GPS amoroso, que transmitam mutuamente a confiança necessária para que a paz do coração possa acontecer.
Acredito que há paixões que se mantém fortes mesmo com dificuldades pelo meio, mas se o são, devem-no seguramente ao contacto, à "proximidade" da palavra, do fazer, do estar, do dar ao outro o que o outro necessita para sentir que não há barreiras, não há duvidas, e que o amor tudo supera, e é presente em todos os momentos, assim temos a paz do coração.
Se não se verificam estes pressupostos, seguramente sobre vem a dor, que uma angustia permanente nos inflige.
Nestas circunstancias, sofremos sós, e calados pela vergonha de ter que a partilhar, não vão os nossos próximos rirem da nossa fraqueza. Fazemos de conta que tudo esta bem!!.
Entre o martírio de exibir um ciume, quiçá doentio, um martírio para o outro, optamos pelo silencio, pelo estar calado, sofrendo a expectativa de um amor que se pode perder.
Só o tempo pode ajudar a curar a ferida aberta pela incapacidade de poder alimentar um amor, e ficar a perder por factores que ele não pode vencer!!!.

domingo, 22 de junho de 2008

Amar, Casar, Sofrer, Silêncio, Solidão...!!!!

Nós, humanos, temos de tudo, mesmo do que não queremos.
A paixão que possamos sentir por alguém será razão para nos conduzir ao casamento?
Deveríamos viver essa paixão como uma dávida Divina, mas nunca com o sentido de um matrimonio (não é obrigatório que assim o seja), o que se vier a acontecer será óptimo, saudável, é como que a consumação de uma paixão em amor.
Uma paixão é inebriante, é um apelo à "cegueira" pelo outro, é viver no espaço onde o erro não mora, onde tudo é perfeito.
Uma paixão tem um tempo de duração, após o qual se converte num amor forte, solido, e projectado para o futuro.
Amar alguém é condição única para haver um casamento, e que a sociedade assume mais como um compromisso afectivo, do que como um contrato.
Nos tempos de nossos avós assim era,.... casar era uma vida agarrada a outra para todo o sempre, num regime que muitas vezes passava pela resignação, pelo abandono de nossa felicidade.
Casais felizes, com carácter eterno sempre os houve e irá continuar a acontecer felizmente, e diria que serão muitos mais do que imaginamos.
Contudo, há casais que iniciaram suas vidas por uma paixão, que deu em amor e casamento, e, que se converteram numa coabitação doentia, do "faz de conta", do "deixa andar", do "não quero saber", sei lá. Nestes casos os parceiros se suportam, porque por norma os compromissos com o lar, com as contas de família, o medo do salto, o medo do futuro, os filhos, a isso obriga.
Num casamento, supostamente existem duas vontades que se devem congregar sempre num único objectivo..... a felicidade e bem estar do outro!!!.
As sobrecargas diárias dos afazeres de casa, a gestão financeira da família, o controlo do bem estar da família retira quase sempre a força motivacional para cultivar o amor, de tal forma, que quando chega a "hora" do amor, ou estamos exaustos, stressados, saturados de tanta luta que mal se arranjam forças anímicas ou físicas para tal.
A rotina, é o maior inimigo do amor, e é isso que deixamos que aconteça em nossas vidas.
Permitimos que a luta pela sobrevivência tome conta de nossos objectivos mais elementares..... o amor, a paixão, aquilo que deveria ser o objectivo último de nossa actividade, da nossa existência.
Sem nos darmos conta, estamos prisioneiros de todo um esquema que nos escraviza, nos rouba o gosto pela vida, que nos faz infeliz, nos faz sofrer em silencio dentro de casa.
Se permitirmos que esse estado de espírito permaneça, se não tivermos forças, imaginação para contornar os "deveres" de um casal, vamos fatalmente cair no marasmo, no sofrimento atroz de uma solidão, que só se suporta muitas vezes pela falta de coragem, ou a pela vergonha que "saltar o muro" nos acarreta.
O direito à felicidade é mais que justo, é fundamentalmente um direito inegável, já que toda a actividade humana, tem por objectivo proporcionar os meios a tal desiderato. Não tem discussão!!!.
Hoje em dia, sentimos cada vez mais que "saltar o muro", é quase um "desporto" nacional praticado por sem numero de "atletas" anónimos sem direito a pódio, pudera.....
O sofrimento de uma solidão vivida dentro de quatro paredes, com todo o tipo de carências, leva inevitavelmente ao "desporto" de "saltar o muro", e a indiferença, a não partilha de sentimentos, o silencio, que sabemos não ser premeditada em muitos casos, fazem de facto mossa, provocam a infelicidade, e acredito que muitos "atletas" deixariam de praticar esse "desporto", se houvesse mais atenção ao ser que com nós vive dentro de nossa casa, afinal de carne e osso como nós.
Rejeitar tarefas rotineiras estúpidas, alterar o seu ritmo, não fazer tudo igual todos os dias, deixar para trás algo que sabemos ter que fazer, mas que pode aguardar para outro momento, sair, arejar os pulmões, tomar um café, assistir a um filme no cine mais próximo, não são coisas impossíveis de fazer.
Contrariar a rotina, resistir ao "tem que ser", ganhar a sensação de que somos nós quem comanda nossos destinos, e não as rotinas aniquiladoras do dia-a-dia, é meio caminho andado para sermos felizes em nossos lares.
Não há forma pior de cinismo, do que aquele que nos obriga a viver algo que sabemos não vivemos, que parecer que tudo está bem quando de facto tudo está errado.
Não condenemos esses "atletas" de "saltar o muro", porque muitos, mesmo muitos deles o fazem mais por desespero do que por convicção ou opção.
O direito à alegria de viver, ao prazer de estar vivo, o de dizer NÃO, a nos tornarmos vegetativos, sem reflexos, amorfos, e quase mortos, é um direito de todos. Não sejamos críticos, porque muitos desses "atletas" são-no por força das circunstancias, talvez de um machismo com cheiro a mofo, perconceituoso, castrante da felicidade humana.
Acredito, que viver numa família, rodeado de gente, sem contudo sentir essa gente, sem sentir o afecto, fazendo de nós uns novos "electrodomésticos" só com deveres e nunca com direitos provoca um dos maiores e silenciosos sofrimentos. Não é justo!!!!!!!.
O sol quando nasce é para todos(até ver)!!!.
Não conquistemos a nossa felicidade à custa da infelicidade de nossos companheiros(as).
Não a formas subtis de escravatura branca, onde uns tem todos os direitos e os outros todos os deveres, sejam eles homens ou mulheres.
Lutar contra o silêncio imposto pelas normas cínicas e impostoras de uma moral podre e secular.
Lutar pelo direito à felicidade de todos sem excepção.
Não condenar todos aqueles que se insurgem por alguma forma contra este estado de coisas, pois são seres humanos que também anseiam por umas palavras......
Te amo, como te quero bem, meu anjo!
Façam o favor de serem felizes!!!!!!!!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Chat's, "Chatos" e Outros afins Virtuais!!!!!!!


Chat’s, vulgo sala de conversação virtual, onde tudo existe, para logo deixar de existir….VIRTUAL! portanto.
Sala de encontros e desencontros, de carências, de procuras, de conquistas, de sedução, de frustrações, vitorias e outros afins.
Porque se procura tanto estas “salas”, onde quase nem sabemos bem quem temos do outro lado da tela ?
O jogo, o gosto pelo jogo das palavras, e o podermos ser realmente nós, ou imaginarmos o que realmente gostaríamos de ser.
Esconder o EGO, a face, o corpo, sim, finalmente… podermos “construir” a pessoa que gostaríamos de ser!.
O mundo, o universo está ali, mesmo à mão!!!!.
Podemos ir num click ao Japão, à América, ao Brasil, sei lá, e contudo nem o traseiro levantamos para tentar essas viagens. Fantástico!!!!.
Num chat por vezes realizamos o sonho, de sermos o que realmente não somos.
Parecer bem, sem dar a cara, opinar sem ter que se justificar, e vai daí, se nos aborrecem, ou por acaso nos cercam, zás…. num click fechamos o chat, sim, porque isto de fazerem-nos perguntas indiscretas já não se usa, e esse “atrevimento” paga-se caro….. saímos da sala e pronto, o que agora existia jamais existe.
Encontramos poetas, filósofos, bem-intencionados e mal-intencionados, faladores, palradores e outros espécimes que nos encheriam de tédio se estivessem perto fisicamente de nós.
O assédio, a insinuação, o altruísmo, o machismo primário, e também o puritanismo hipócrita, sim, hipócrita, estão bem presentes na cultura destes meios de ilusão.
Falar no virtual, é gostoso, porque não nos compromete, até por vezes estamos tão longe do outro chat’ista, que não corremos o risco de nos cruzarmos com ele na rua. É cómodo, é fácil.
Uma piada, uma boa anedota, e meia de conversa, enchemos o tempo e a sala com tudo e quase nada. Tudo é virtual!!.
Não quero dizer, que não se façam amizades que possam vir a fortificar uma relação por ventura mais duradoura, que sei acontecem, mas….. .
A sensação de cultura de grupo, de núcleo duro de amigos que num chat preferem uns mais que a outros, é uma sensação efémera, porquanto nas conversas em privado que os mesmos chats oferecem, podem tecer-se as mais complexas teias de relação, que por vezes passam por mesquinhas traições verbais, ou mentiras a parecer ser sério.
Num chat encontramos a pseudo-liberdade da comunicação, sem nos darmos conta do quanto escravizados ficamos, qual vício, qual doença para a qual não encontramos remédio.
As “salas” de conversação, dão-nos a possibilidade de matar a solidão, de combater ou não por momentos, a carência de afecto, de amizades verdadeiras que não fomos capazes de construir na vida real, no dia a dia de nossas vidas.
Nestas “salas” encontramos de tudo, mas mais de uma coisa do que da outra, o que leva a que os intervenientes comecem por serem desconfiados, e não aceitem facilmente teclar de forma aberta com quem chega pela primeira vez.
São inúmeros os casos de assédio sexual, moral, intelectual, que deixam todos de pé atrás quanto aos ambientes aí vividos. As "virgens" protegem-se, as castas ofendem-se, os impuros pululam.
Pelos nick’s, podemos traçar o perfil de um internauta, de um individuo que pode ser um conquistador de “meia-tigela” tagarela, de um malicioso, de um solitário amoroso, sei lá.
Os nick’s são autênticos nomes de guerra, que mais parecem funcionar como uma armadilha, a modos que um cartão de visita, como querendo seleccionar com quem ele quer falar, sendo ate que por vezes são o mote à conversa desejada, o contexto provável de uma conversa.
Geralmente, os nick’s, são o reflexo do que nos vai na alma, e tendem a dizer a quem os lê, do mal de que sofremos, ou das vaidades de que enfermamos.
Nós publicitamos a nós próprios, qual feira de quereres, afectos, vaidades e outros instintos vorazes carnais.
Há chat’s, onde reina uma pretensa castidade de hábitos e termos.
Para isso se instituem umas pessoas que devem zelar pelo “bom ambiente” linguístico do chat…… os chamados “guardiões do Templo”.
Claro, que o conceito imposto é sempre o da perspectiva pessoal de cada um desses guardiões, logo pode não ser a melhor forma.
Há sempre os mais iguais entre os iguais, ou seja, aqueles que são mais iguais do que os outros iguais. Uns podem ser liberais nos seus termos, nas suas abordagens, outros já não. Enfim, sempre o virtual, tanto sendo como nos apresentamos, como falamos, de que falamos, e sempre numa base de “ não me comprometa”!!!!.
Os chat’s são positivos quanto a mim na medida em que nos concede a liberdade de sermos o que gostaríamos ser, mentindo ou não, mas assim nos permitindo viver uma realidade, uma identidade que sabemos nunca vir a ter. A realização efémera de uma mágoa vivida.
O chat oferece a capa da impunidade mentirosa, nos defende de contratempos inconvenientes, e permite a exclusão dos “amigos” com quem não queremos falar, que na vida real teria outras consequências se o fizessemos, pelo menos exigiria de nós coragem.
O chat por vezes esconde a indignidade.
Há os chat’istas inertes, inócuos, os atrevidos, e aventureiros, e os desgraçados de afecto, vivendo solidões atrozes, procurando soluções para suas carências, fazendo-o no virtual, quando o deveriam fazer no real. Sentimentos de culpa, complexos comportamentais, são ultrapassados num chat, porque podemos ser o que quisermos sem que daí venha algum mal ao mundo.
Os chat são precisos? Sim.
Com eles (chat’s) pelo menos enquanto nossos computadores estão ligados nós somos (ou pensamos que somos) os “maiores” sem corrermos o risco de sermos confrontados com a nossa real miséria moral, intelectual, ou mesmo iliteracia.
Os chat's fomentam muito mais a frustação que outro meio qualquer, já que pensamos ter tudo e realmente não temos mesmo nada..... só desconhecidos que podem estar até se borrifando para quem nós somos ou queremos fazer crer que somos.
Vivam os Chat’s, longa vida aos Chat’s e seus arquitectos!!!!
Direito à felicidade, direito à palavra, pelo menos enquanto não nos falta a energia electricidade com o qual funciona o nosso computador.

SEJAMOS FELIZES !!!!!!!..... REALMENTE!!!!.

domingo, 11 de maio de 2008

Dôr, Sofrimento.... ou o direito a Chorar!!!!!!


Dor, sofrimento e choro, a trilogia mais profundamente humana, que mais nos condiciona, e nos faz sentir o quão imperfeitos somos.
Se o choro for usado como uma forma de se atingir um objectivo, e por conseguinte nao corresponder a uma dor real, então estaremos a ser indignos de nossa humanidade. Hipocrisia é o nome exacto para esse facto.
Só as crianças teem esse privilégio de chorar, mesmo que forçado, já que é a unica forma que teem de reclamar seus direitos ao amor, afecto, e bom trato.
A dor, pode ter diversas proveniências que podem ser do foro físico, e ou, psíquico.
Normalmente a dor provoca sofrimento, que em regra nos faz recordar que somos pequenos, insignificantes. Diria que a dor redime, nos torna conscientes da nossa real pequenez.
Choro, é a forma física visível de que sofremos, porque alguma dor nos assola o corpo, a alma, e poder-se-á pensar que pelo choro aliviamos nossas magoas, daí a máxima da sabedoria popular....
-CHORAR, LAVA A ALMA DE NOSSAS MÁGOAS, DORES, E DESCONTRAI SENTIMENTOS.!!!!.
Não é justo, porque hipócrita, chorar só para mostrar que somos humanos, sensíveis, respeitadores do sofrimento nosso ou alheio.
Quantas vezes, de forma piedosa nos abeiramos de alguém que acaba de sofrer o infortúnio da perda de um familiar, e transmitimos com ar carregado, sombrio, muito triste o nosso sentimento pela perda acontecida?
Fazemos com boa fé naturalmente, e nem nos damos conta, que por vezes obrigamos essa pessoa a chorar, uma, duas, ou muitas vezes, pois que a cada "sermão" piedoso que atiramos para cima dessa pessoa, a impelimos ao choro. Porquê?. Sadismo nosso?. Masoquismo da pessoa ferida?
Ninguém deve ser "obrigado" a chorar, se não for essa a forma que encontra de expiar suas magoas, não devendo nós, se quer, fazer qualquer juízo de intenções com as manifestações exteriores dos outros.
Cada um de nós reage de forma diversa perante os mesmos factos, e não significa que se não houver lágrimas não estejamos menos magoados com os acontecimentos.
Pessoas há, que não chorando, interiorizam sua dor, vivendo-a silenciosamente durante anos, até com riscos para o seu psíquico, pois podem acontecer alterações da sua personalidade.
A dor, é de facto um acontecimento típico da nossa condição de humanos, com todas as suas imperfeições, e tem em si um factor positivo como atrás já referi...... redime, nos torna mais "reais", mais terráqueos, mais humanos e solidários.
Estar ao lado solidariamente de quem sofre, é um dever de carácter, de humanidade, companheirismo, mesmo que não haja choro, porque a dor faz sofrimento e este pode ser absorvido sem lágrimas.
Chorar, é contudo um acto de amor, já que em cada lágrima vertida vem sofrimento, e por conseguinte ao sofrimento devemos contrapor o amor.
Estar junto de quem sofre e ..... chora ou não, é um dever, mas sempre nunca julgando os que não choram quando achamos que o deveriam fazer.
Em cada momento que tentamos sofucar o choro de alguém, estamos a fazer parar a respiração do amor, e chorar é um direito, assim como o contrário também o é!.
As "investidas" dos ditos "fortes" sobre os ditos "fracos" chorosos, feitas de forma regular e continua, quase se torna uma tortura para os sofredores, já que nada mais lhes resta de que agradecer as palavras amigas com mais umas lágrimas, pois que não vão os outros pensar que não temos sentimentos.
Dor e sofrimento, são duas razões directas, que se complementam uma na outra, mas pode ser uma razão inversa no que toca ao choro, já que embora tenhamos direito ao choro, podemos por qualquer razão não o exercer, e isso não nos diz se somos puros na dor e sofrimento, antes pelo contrário.
Eu choro, mais por razões afectivas ou psíquicas do que físicas.
Não sou obrigado a chorar em situações onde convencionalmente é tido como normal chorar. faço se o sentir que deva fazer e isso me alivie a dor.
Nunca chorei nem chorarei por razoes de bem parecer, ou como se diz hoje..... se isso for politicamente correcto. Só o faço, se o coração assim me obrigar e o sentimento de dor que advenha daí seja atenuado pela sensação de uma lágrima carregada de amor que me escorra pela face.
Lavar a face em lágrimas, nos restitui a condição de humanos, mas também é verdade o inverso, porque sofrer sem choro, é bem mais difícil de aguentar, e as suas mazelas são mais duradouras.
Se chorares és Humano!.
Se não chores Humano és!.
Fiquem bem, sejam felizes por favor.

sábado, 3 de maio de 2008

Suicidio, Derrota ou Vitória......

Nota do autor do Texto: O pensamento abaixo, não pretende sêr um dissertação sobre o suicidio, porque é muito complexo para sêr abordado assim de forma tão escorreita.
O que escrevo abaixo, é mais um pedido de compreensão pelos que por momentos admitem atentar com si, e o seu bem estar.
O que escrevo, é um grito de raiva pela incompreensão dos que facilmente criticam condenam quem opta pelo suicídio.
Tento dar voz, ou falar por aqueles que sofrem, querem falar, ser compreendidos e não encontram ninguém que os escute, ajude, e assim recebam a paz que procuram de uma forma ou de outra.
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Suicídio, a morte por catalogo, com hora marcada.
Que pode levar um ser Humano a escolher terminar prematuramente sua vida?. Porquê?
Se para sermos humanos, devemos valorizar a vida, porque acedemos, ou até mesmo decidimos falar da nossa morte como se de um bem se tratasse?
Estado de espírito alterado, depressão, sem horizontes de vida, podem ser "razoes" que levam a admitir essa "fuga" para a "liberdade", a "fuga" da opressão a
que estamos sujeitos pelos outros.
Vida, estado físico divino, concedido pelo nosso Deus, não é propriedade do individuo que contra si atenta, logo ilegítimo.
Viver, é bom, desfrutar dos prazeres da vida, dos gostos, das cores, das alegrias, e das..... tristezas.
Pode começar aqui o problema, pois quando as tristezas são mais que as outras razoes, talvez tudo se torne num pesadelo.
Se alguém equaciona a vantagem de estar vivo ou morto, provavelmente está já morto, pois só facto de o admitir,pressupõe que para estar morto, faltará dar o "passo", o clik para que a luz se apague.
Alguém que deseja morrer, comete já em si pecado, mas para o suicida isso faz pouca diferença, Porque a dor de estar vivo, é terrível, porque se mantém dia após dia, e aparentemente não terá fim.
A desilusão, a vida desfasada da realidade, a dor de manha a noite, a sensação de que se fala no deserto, e que ninguém nos ouve, o túnel que cada vez fica mais escuro, a sensação de falta de ar, nos sufoca, faz com que sintamos alivio no lado de la da vida.
Não há idades para suicidas, e em todos os escalões etários há indivíduos propensos, porque cada um imagina a a vida e o que espera dela à medida de seus valores. só que por vezes, não estamos sintonizados com esses valores.É horrível viver num mundo, onde não encontramos nada que nos estimule os sentidos, os afectos, as vitorias de vida. Viver assim é uma tortura, é um castigo
que mais que a dor física, acarreta uma magoa profunda, uma tristeza imensa, um questionar continuo do que sou, do que faço aqui, que objectivos, que amores, que vitorias.
Se não houver sinais que nos apontem uma alegria, ou uma vitoria, ficamos fechados em nós mesmos, nos isolamos, e passamos a cultivar o "gosto" de partir.
As razoes para um suicídio estão em todos nós, e só a coragem ou não de cometer pode ser decisiva. Sentir mágoa, sentir que a vida não tem mais nada para oferecer, a não ser um estado vegetativo, qual fabrica de produzir trampa(fezes), é horrível.
Não sermos mais capazes, ou não termos um bom argumento para estar vivo, pode ser perigoso. Há quem se suicide por razoes monetárias, negócios falhados, endividamento elevado.
Há quem se suicide por razoes afectivas, pois não encontram a felicidade, nada faz mais sentido. Há quem se suicide por solidão.
Há quem se suicide por insucesso profissional.
Há quem se suicide por todas as razoes anteriores juntas.
Para quem não experimenta de forma intensa, esta vontade de "partir", esta questão é
aberrante, mas um dia talvez possam andar por estas andanças.
A sociedade, carregada de tabus, de questões morais mesquinhas, de alcoviteirice, de mal dizer, de escárnio, é insensível a este drama, e mesmo que tome contacto com ele, toma uma atitude piedosa, hipócrita, e passa pelo assunto, assobiando para o lado, como que se nada tivesse a ver com ele.
Pergunto.... quem atenta contra a sua vida será cobarde? Eu responderia que não. Trata-se de uma "saída" que na perspectiva do suicida é benéfica, já que não encontra alegria de estar por aqui. Alguém que perde a razão de sua felicidade, de sua alegria de viver, a razão que lhe transmite a cada momento que tem um projecto a cumprir.
O desgosto de não sentir solução para os seus problemas, de sentir que não mais vai ter o que o faria feliz, retira sentido à vida.
Alguém que seja forçado a viver uma situação que o martiriza, que o escraviza, que lhe retira o gosto de estar aqui.... naturalmente encontra paz no suicídio.
Quantos de nós já sentiu essa vontade? talvez mais do que imaginamos.
Acho deplorável que alguém se converta num acepipe, numa couve galega, sem estimulo para sorrir, sendo um ser vegetativo, insensível aos factos que o rodeiam, mais parecendo um vagabundo caminhando errante, em direcção a algo que será a morte..... então porque não abrevia-la?
Porque não dar uma oportunidade à dignidade?
Ate na morte devemos ser dignos, ser grandes, e mostrar nosso carácter.
Por contraponto, o suicídio é a dor do momento, que logo se torna em liberdade, pois nos liberta das amarras escravizantes da vida.
Só o receio da dor, pode levar o suicida a hesitar, mas não a desistir. A grande duvida do suicida, será a forma de "partir", aquela que lhe conferirá menor dor no momento.
Ainda assim, temos que um suicida envia diversos sinais de pedido de auxilio, mas podem não ser audíveis, pois muitos desses sinais são um refugio na solidão, no silencio da amargura.
Quando alguém atenta contra a vida, e usa processos que podem ser de todo reversíveis, provavelmente não quererá morrer, pois não esgotou, não tornou irremediável a sua atitude. Estará mais é a pedir atenção.
Por outro lado, temos os suicidas determinados, que optam por processos irreversíveis, que não admitem arrependimento.
Quando alguém sofre, não "vê" saída, e se sente perdido no meio de uma tempestade, não podemos ficar admirados pelas suas opções, pois a sua cabeça busca o alivio nem que seja no inferno.
Respeito um suicida, não tenho a ousadia de o criticar, pois que os patamares emocionais em que cada um está não são iguais. Nunca direi que um suicida é um ser doente, mas alguém que equacionou a relação de valores, e que a felicidade que obtém desses valores não é a desejada.
A vida é de cada um, e a morte também. Respeitemos as opções de cada um, não façamos juízos de valor, e vamos dar o primeiro passo para que ninguém sinta vontade de atentar contra si.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Ciúme, Amar, Posse do Outro!!!.


Ciúme, uma doença esquizofrénica? ou o medo de se perder o que se ama?
Insegurança? falta de confiança em si? ou a tendência para nos tornarmos "donos" do outro? Egoísmo?
Sim, o ciúme, qual argamassa do amor, é para muitos uma inconveniência, para outros prova de amor.
Diríamos que sem ciúme não haverá amor, será?, ou para amarmos temos que sentir ciúme?
É bom sentir ciúme? ou será bom sentir que o outro tem ciúme?.
Tenho para mim, que, o ciúme é necessário ao amor, mas no q.b. para não ferir mortalmente o amor.
Enquanto essa sensação a que chamamos ciúme, tiver a dimensão do aproximar dos corpos, as pessoas, e as fizer sentirem-se necessárias uma a outra, poderemos dizer que é a argamassa que fortifica o amor, porque cria o ímpeto necessário à união, ou melhor, à busca dela.
Neste pormenor, esse sentimento mais do que uma insegurança, poderá ser entendido como um "querer" o outro intensamente, quase como que só para ele, desejar que o outro esteja afim dele unicamente, não querendo com isso ser condicionante de livres comportamentos mútuos.
Direi, que o ciúme será uma forma intensa, de viver o outro que se ama. Aqui o ciúme é amor!.
É bom sentir ciúme nestas circunstancias, porque por vezes sentimos que se a quem amamos não conseguimos provocar ciúmes, quase pensamos que não somos atractivos o suficiente para provocar ciúme.
Se isto assim acontece, sentimos amor, sentimos "posse" do outro, como de algo nosso se tratasse.
Quando esse sentimento ultrapassa as ditas "normas", costumamos chamar-lhe de ciúme doentio, ou possessivo.
Falamos de amor? Não, seguramente não.
Neste caso, falamos da pior forma de relacionamento, da forma mais complexa de afirmar que amamos, e sentir que não somos suficientemente convincentes para conquistar a outra nossa metade.
Com um ciúme assim, possessivo, doentio, e até castrante, tudo o que fazemos é antes de mais penalizar a quem amamos, infligindo-lhe dor, e a sensação de mal estar, quase tortura na sua pior forma..... a psicológica!!!.
Estamos a amar? claro que não!. Estamos a controlar, isso sim, tudo no outro ser pretensamente amado.
Projectamos nesse sentimento, toda a nossa incapacidade para compreender a natureza humana do outro, as suas necessidades de comunicar, de criar empatias que não traições, como sempre são vistas aos olhos dos ciúmentos fundamentalistas.
Não olhar para..., não falar para..., não sorrir para..., é amar? Duvido que o seja, mas afirmo, isso sim, que é castrar!.
Quando se castra alguém nos seus afectos, na sua liberdade, estamos a "matar" o amor, que sempre deve estar assente na liberdade de optar, de forma a que nunca sejamos reféns de coisa alguma a não ser do facto de amarmos e ser-mos amados conscientemente.
Quando queremos nos tornar guardiões, policias do outro ser amado, e quando levamos isso ao incomodo da tortura, quando queremos ser censores das palavras, olhares, e sorrisos, como querendo ser os aferidores de quem e para quem devem ser dirigidos os comportamentos, penso que estamos a ser antes de mais carrascos, e não amantes.

Amar o outro é cuidar dele!!!. Cuidar é um acto de amor, que fortifica diariamente a relação, e a torna duradoura.

O ciúme doentio, é a "morte" anunciada, de uma relação, que não tem nada para vingar.
Resumindo, diria que enquanto o ciúme não limitar a liberdade do ser amado, é bem vindo, e faz bem ao nosso Ego, ao nosso coração, porquanto solidifica a união, fazendo-nos mais queridos um do outro. A isto eu chamaria.... "posse" do coração, virtude do "cuidar" do outro, ama-lo, querer-lo!.
Mas, se permitimos que esse ciúme se torne num "monstro" que tudo "devora" até os nossos corações, projectando a desconfiança absurda, mesquinha, e o querer a "posse" ditatorial, como por decreto do ser amado... eu chamaria a isso tirania, despotismo, falta de amor, e se calhar mais do que querer amar, será querer torturar o outro ser, como querendo castiga-lo pelo pecado de alguma vez nos ter dito que nos amava!!!. Quase me apetece dizer, que os ciumentos doentios, detestam o amor, e confundem-no com serem donos de tudo o que mexe, ou mesmo de tudo o que tem a capacidade de pensar.
São os antípodas do amor.
Sejam felizes, não se cansem do amor, deixem que ele vos embriague, vos tome os corações, vos enlouqueça docemente, e faça com que tudo nas vossas vidas seja razão para estarem vivos!.
Se nisso houver ciúme q.b., é um tonificante, e não se cansem de cuidar do ser amado, dando tudo, inventando tudo, que nunca será demais para ter "posse" do coração do outro.!

domingo, 20 de abril de 2008

A Sul do Equador......... (até se "tá" bem!!!!!)


Equador, linha imaginária perpendicular ao eixo da terra, que divide a terra a meio, criando assim o hemisfério norte e hemisfério Sul.
Terra, palavra feminina, logo que pode ser fecundada, ou não serão as sementeiras o mesmo que fecundar um ventre que dará mais tarde seus frutos?.
Por norma, o hemisfério sul é mais quente, é mais tropical, lá existem as tais coisas exóticas, quais frutos proibidos de se alcançar e que por tanto sonhamos.
Se olharmos a mulher, também ela feminina e de que forma, notaremos que também tem o seu "equador". Senão vejamos.
Quando as coisas andam pelo "hemisfério Norte-HN" de uma mulher, notaremos que em contraponto ao "hemisfério sul-HS" feminino, temos que quando o "HN" de uma mulher ordena que "quero isto ou aquilo", ou "faz-me isto ou aquilo", ou "penso desta forma e não mudo", sei lá, invariavelmente os "objectivos do HN são conseguidos, sejam eles uma aberração ou não.
Por vezes, razões indecifráveis controlam o HN de uma mulher, porque a racionalidade, ou o pragmatismo de uma opção vinda do norte, não tem mesmo discussão. Eu diria, que o HN de uma mulher é por razões muito difíceis de descortinar uma área em que será melhor não entrarmos, porquanto duvido que alguma vez conseguíssemos entender.
Ao contrario o HS da mulher, embora tórrido, habita-se melhor, mesmo muito melhor...Qualquer homem que consiga entrar no HS de uma mulher, ou seja a sul do equador, encontrará lá locais paradisíacos, onde corre o leite e o mel, e terá vontade de por lá andar o tempo mais que puder...
A sul do equador, podemos encontrar na mulher toda a sua razão, toda a sua natureza, e diria que é o hemisfério onde o homem mais manda, e a razão da mulher cede.
Talvez o Hemisfério mais natural da mulher, pois as emoções das áreas tórridas superam a pragmática do hemisfério norte.
Desenvolvem-se lutas de querer e não querer, mas sempre em prol de um bem estar. Curioso, que, a sul do equador feminino, ao contrario do que se possa pensar, encontramos toda a realidade, toda a natureza pura de uma mulher.
Todos os seus impulsos, emoções residem nesse hemisfério sul, e raramente a mulher impõe regras, ou melhor, não permite o pragmatismo do hemisfério norte.
HS a sul do equador, fonte de vida, de jardins luxuriantes, de prazeres, razões de tantas guerras pela disputa de seus favores é de facto a parte de uma mulher mais interessante.
Concluiria, que a natureza físico-psíquica de uma mulher tem duas realidades distintas... a do HN, onde reina o raciocínio, a norma, a regra, e o HS, onde mora a emoção, o impulso, o bem querer, e a luta pelo bem estar de tudo e todos.
Seria curioso sentir, que muitas vezes o HS, ou a sul do equador na mulher, não é o terceiro-mundo, mas sim o primeiro, e o mais responsável pelas guerras fratricidas que muitas das vezes o pragmatismo do HN não consegue ou não tem vontade de vencer.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

AMOR SEM LIMITES, TABUS, OU RAÇAS......




























Por que se preocupar com algumas rugas?


'Ame a todo momento, todos os dias, de todas as formas e maneiras, de qualquer jeito, em todo lugar, sem culpas, sem pudores, sem preconceitos, sem tabus, sem vergonha....
MAS AME!!!'

terça-feira, 8 de abril de 2008

SEM COMENTÁRIOS...............


Atrevo-me a publicar sem mais comentários um texto de Eduardo Prado Coelho - no Jornal Publico.
Leiam, meditem e procurem verificar se valeu a pena ter lido até ao fim...... por mim penso bem que sim.

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Precisa-se de matéria prima para construir um País Eduardo Prado Coelho - in Público .

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós.
Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada,tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SETIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos.... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TVCabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres,arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós quetemos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir(sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE! ´
EDUARDO PRADO COELHO

sábado, 22 de março de 2008

Boas Festas,Feliz Natal, Pascoa Feliz e Outros Chavões,Quais Lugares Comuns Esvaziados de Conteúdo!!!!

Sim, é verdade, hoje com toda a facilidade, com toda a banalidade que desejamos a quem passa, a quem está connosco...... Boas Festas, Feliz Natal, Pascoa Feliz e outros cumprimentos que de tão comuns seriam cansativos aqui referir.
A facilidade, a leviandade por assim dizer, de se usar estas expressões com toda a superficialidade de uma sociedade consumista, que tem no dinheiro o seu deus maior....!!!!!.
As vezes que se proferem estas frases, torna-as vazias de sentido, já que se assemelham a uma cassete rompida, cansada e já com muito ruído à mistura.
É curioso ouvir proferir este tipo de saudações a pessoas que até de crentes não têm nada, mesmo nada.
Advento, Natal, Quaresma, Pascoa, e outros "tempos" dos calendários religiosos, que é que nos dizem, ou melhor o que diz a alguns (muitos) daqueles que cansam suas gargantas de tanto desejarem Boas Festas a torto e a direito?
A ligeireza, a não observação dos preceitos religiosos para cada celebração do calendário litúrgico, a não catequização de uma população, cada vez mais possuída pelo demónio na forma de dinheiro, torna estes acontecimentos de natureza religiosa num coro de tremenda hipocrisia, ou farisaismo atroz.
Hoje, quem sabe o que é a Páscoa? ou até mesmo o Natal?
Provavelmente, à força de tanto mediatismo, empinamos uma historia com manjedouras, vaquinhas e um menino pobrezinho, ou então os filmes clássicos da pascoa, sempre repetidos, e que todos nós sabemos já de trás pra frente e da frente pra trás, mas que são olhados como filmes da disney.
As mensagens destes momentos litúrgicos, os seus segnifcados, os seus valores intrínsecos, esses não passam fácilmente, porque exigem fé, catequização, e francamente isso é de facto uma realidade muito triste..... não há, ou se há é muito deficitária.
Todos estes momentos, são uma excelente oportunidade para mercantilizar os sentimentos. A gula, sempre presente, "esconde" o real valor destes tempos muito especiais. Todas as catedrais de consumo, quais templos de "oração"-consumista, se enchem num frenesim semi-louco. Não pode faltar nada na mesa.
Podemos não frequentar o culto, não descobrir a mensagem salvitica da alma, mas na mesa é que não pode faltar nada de comes e bebes...... Pascoa Feliz..., Feliz Natal, neste contexto cheira a choco, cheira a farisaismo, hipocrisia, embora de forma irresponsável, já que as pessoas nem sequer tem consciência desse facto.
É na farmácia, é no supermercado, é no restaurante, é na rua, é em todo o sitio, a banalidade da expressão, torna o seu conteúdo sem valor, se converte num lugar comum, onde até ateus proferem sem que se sintam ofendidos na sua fé de não ter fé alguma...
As festas religiosas, mais do que um pretexto para folgas, férias, ou repastos, deveriam antes demais serem fonte de reflexão, de aprofundamento de fé, que nos tempos que passam são das razões mais fortes para explicar toda a turbulência por que passa a humanidade.
Quando desejarmos a alguém Páscoa Feliz, Feliz Natal, façamo-lo com o sentimento rico da mensagem implícita desses momentos de fé, façamo-lo de forma sentida, de olhos nos olhos, e com um abraço fraterno, sincero, simples, de alguém para alguém que antes demais são irmãos em Deus, irmanados nas mesmas angustias do dia a dia.!!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Paixões,Tentações e ..... Pecados!!!!!!


Paixões, é o fenómeno que gera conflitos, que determina o nosso ritmo cardíaco, que nos coloca em estado de demência não controlada. É a força do coração, do amor, do afecto que controla nossos instintos. A paixão, diz-se, cega!. Talvez seja mesmo assim.
A paixão cega a nossa racionalidade, afecta o nosso senso, nos faz "dementes" na busca do objectivo, diria vale tudo!.
Este sentimento exacerbado é falado, escrito, comentado por inúmeros especialistas, mas será raro encontrar uma explicação razoável para a demência provocada, porque de facto se trata de uma alteração do estado emocional.
A paixão por algo, justifica tudo, ou quase tudo. Desde perder o apetite para se alimentar, o sono, ou então aumentar a nossa ansiedade, ou tornarmos contemplativos, profundamente contemplativos até depressivos. A ausência do nosso ser relativamente ao mundo que nos rodeia, é quase uma realidade, é a paixão!!.
A paixão nos tenta, quase nos convence que o irreal, pode bem ser real, o mal pode até ser bem, nos sentimos tentados a gritar bem alto o nosso sentimento.
A tentação precedida de uma paixão, ou até em simultâneo, é algo bom de viver.
Correr riscos que de outra forma não correríamos, expormo-nos a comportamentos que até podem colidir com as ditas "normas" comportamentais da sociedade, faz em nós descargas de adrenalina que tonificam nossos músculos, e quase nos viciam.
A mistura de Paixão com Tentações é explosiva, mas saborosa, porque nada é mais gostoso que viver a tentação do proibido, quase comportando-nos como larápios de almas, de hábitos, de conquistas por vezes mesquinhas mas que satisfazem por isso a nossa paixão.
A paixão só faz sentido se houver tentações. Só assim se vive uma paixão, alimentando-a, vivendo-a, tentando-a, lutando no binómio paixão/tentação. Sofrer a tentação até pode ser uma dor, mas se ela tiver como fim o amor....... então diria: que bom, vou tentar, vou arriscar e assim meu coração baterá mais forte.
Se paixão, tentação é pecado, então não sei mais que dizer.
Pecado, o que é o pecado?
Se calhar é algo que não é compreendido pelos demais. Mas alguém que se apaixona, que sofre de tentações, comete pecado? De forma alguma.
A paixão, (doce demência), nos leva a mundos imaginários, a níveis de felicidade que não estão na terra, por isso logo não há pecado pela tentação de de ser feliz.
Pecado, cometem todos aqueles que andam longe do amor, longe da vida propriamente dita. Não há pecado quando dois corações se amam, quando tem que vencer barreiras artificiais colocadas pelos homens. Amar é bom, sentir paixão ainda melhor, e se não houver tentação, então negamos tudo que disse antes.
Pecado, algo abstracto, erróneo, absurdo no amor, porque pecado é conceito forçado de normas não naturais do comportamento humano, logo diria que não há pecado, porque se o houvesse estariamos a negar a natureza humana.

Amem-se, apaixonem-se, sofram de tentação, porque o pecado já era......... sejam felizes por favor.
(texto de Antonio Ferreira)
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(com a devida vénia, transcrevo abaixo um texto sobre a PAIXÂO)

Paixão (sentimento)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A paixão é uma emoção de ampliação quase patológica do amor. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
Pode-se dizer também que paixão é algo muito mais passageiro que o amor, pois, sendo uma patologia deste, com o passar do tempo e sendo rompido o véu da idealização do outro, cai-se na realidade, tranformando-se a paixão em amor, ou nada restando do sentimento afectivo. Estudos de psicologia dos sentimentos indicam que o estado de paixão muito dificilmente ultrapassa os três anos.
O sentimento exacerbado entre duas pessoas, é um exemplo de uma paixão. A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e géneros. A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado, pelo contrário qualquer dificuldade para antigir essa plenitude pode trazer grande tristeza pois o apaixonado só se vê feliz ao conseguir o objecto de sua paixão.
Existem pesquisas científicas nesse âmbito, que mostram que a paixão, apesar de intensa e arrebatadora, é um sentimento passageiro. Estima-se que a mesma não dure por mais de quatro anos. Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se, devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento.
A Paixão se resume em um sentimento de desejar, querer, a todo custo o calor do corpo de outro ser. Se cria uma necessidade de ver e tocar a pessoa por qual se apaixonou. É um vício que debilita a mente de forma a focar somente para a pessoa cujo seu pensamento está. E qualquer outro pensamento é momentâneo e relevante para o apaixonado.
A paixão é pura arte! Assim como contemplamos um quadro - queremos vê-lo. Quando contemplamos uma obra artística plástica - queremos tocá-la. É uma dança de sombra e cores que percorre pela beleza da pessoa que está formada no seu subconsciente. Você é envenenado com uma espécie de sedante que leva a você todo detalhe da pessoa: olhos, boca, nariz, orelha, como sendo perfeito. Mesmo embora não seja, pois você está sedado. A Paixão embora seja mais activa e romântica do que o próprio amor, não significa que é melhor a este. A paixão é um encanto passageiro, enquanto o amor é algo que se solidifica com o tempo, e nunca mais pode ser quebrado. já a paixão, não como se solidificar, eternizar.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Guerra... Paz, ou a Vitória de Pirro!!!!!

Desde tempos imemoráveis, que o homem luta. Luta por tudo e por nada, quase arriscava a dizer que nos nossos genes esta a vontade de lutar.
As razões são diversas, mas seguramente muitas delas, são meros pretextos para um "barulhinho à maneira".
Há frases celebres, que proclamam a guerra como o único meio de promover a paz. Certo!.
Aparentemente há nisto algo de contraditório.... matar para que possamos viver em paz??
Talvez em alguns casos tenha sido conseguida a paz, mas noutros não, talvez tenhamos é conseguido mais que nunca, oprimir os vencidos, impondo as regras dos vencedores, numa politica de .... "se nao te calas, apanhas mais!!!". Estes casos são a grossa maioria das situações vividas no após guerra de quem quer que seja.
A verdade, a justiça foi sempre aplicada pelos vencedores, que não seguramente os detentores da verdade.
Diria, que a guerra com todos os seus horrores, todas as suas violências intrinsecas, foi sempre um terrivel "exercicio" para o homem, numa ansia de poder, de anexação de riqueza, de usurpação de direitos, qual "game" com diversos níveis e vidas por disputar.
A guerra em si, quase faz parte da natureza belicosa do homem. Sempre inconstante, sempre ambicioso, quando não, ocioso, busca na guerra a oportunidade de violentar tudo e todos.
Não queria aqui, falar das razões ou justificações para uma guerra, não é esse o meu propósito, mas tão sómente explorar que lugar ocupa a guerra no seio da humanidade, e se ela, justa ou injusta interfere na nossa qualidade de vida, no sentido não imediato do acontecimento, mas sim nas repercusões a médio e longo prazo na sociedade civil a que todos nós pertencemos.
Para o pensamento que exponho, não posso deixar de me alhear do sofrimento humano que a guerra naturalmente provoca, sofrimento atroz, diga-se. Isso é um preço, que cada humano toma para si, por todas as suas acções e atitudes, e não podemos evita-lo.
Tentando esquecer os dramas pessoais da guerra, façamos um esforço para tentar "compreender" a importancia dela no seio dos humanos.
O homem ao longo dos tempos, sempre tentou prolongar a qualquer preço a sua longevidade, pois tenta "durar" sempre cada vez mais, e nós sabemos que isso é uma vitória sobre tudo que é inimigo da nossa vida, de tudo aquilo que possa matar-mo-nos permaturamente.
Podemos dizer que aprendemos a vencer os nossos predadores naturais, ou seja, todas ou quase todas as formas virais de doença, todos os animais que de alguma forma poderiam constituir-se uma ameaça à nossa existencia, e até complementamos tudo isso com um comportamento tendente a torna-mo-nos cada vez mais resistentes a todo o tipo de maleitas, e a isso nós chamamos civilização, ou a vitória provisória sobre a morte. Será isto uma vitória? Será?!(vejam meu texto neste blog: "Raça Humana..... Uma Praga??!!!!".
Só a guerra se manteve como o único nosso "predador" natural. Natural porquê? Porque está dentro de nós, porque brota de nós, é do nosso ADN.
Mas curiosamente, até esse "predador" está perdendo "força", porque todo o tipo de tratados, convénios, acordos de fronteiras, tudo tem contribuido para que as chamadas Grandes Guerras, sejam uma miragem do passado, e que nunca mais queremos ver repetidas no futuro.
Mas.... e aqui reside o ponto de reflexão deste texto..... é totalmente benéfico esta paz aparente?
E porquê aparente?
Diria, que talvez nao seja assim tão benéfico, e é aparente, porque não havendo formas de adquirir equilibrio para as nossas energias por falta da guerra, todos nós nos convertemos numa mini-bomba relógio a que só faltará colocar o detonador.
Vivemos sob uma pressão incrível, e frequentemente, é-nos dado ouvir coisas do género.... " Isto só lá vai com uma guerra...!!!" ou "Sem sangue isto não vai!!!", sei lá outras tantas coisas, que nos indicam que podemos rebentar a qualquer momento.
Queria notar, que a guerra, foi sempre factor de desenvolvimento, para além da natural e cruel forma de controlar a demografia.
Os homens, sempre investiram mais para a guerra, que para a saúde, educação, habitação.
Os homens se tornaram criativos, inventivos, em soluções que ajudem a têr supremacia sobre outros.
Por isso hoje temos a InterNet, de que eu próprio usufruo para escrever estas linhas.
Esta rede virtual, só existe, porque inicialmente foi pensada para a guerra, e dentro de um plano de rentabilidade logo foi explorada comercialmente com todas as vantagens/desvantagens conhecidas.
A rede GPS, que hoje todos nós usamos a modos como que um útil brinquedo, foi tambem inicialmente um projecto militar, e ainda o é hoje, embora hoje tenha uma componente civil forte. Todos os nossos equipamentos informáticos, foram provenientes sempre, de soluções para-militares. Sistemas de monotorização, telecomando de mísseis, de espionagem, etc.
Os custos desses projectos, sempre justificaram a sua comercialização para "ajudar" nos custos de investigação e desenvolvimento desses meios.
A primeira Grande Guerra, decretou o fim das Monaquias Europeias, do Feudalismo, e de sistemas caducos de governação, quando na sérvia o Arqui-duque Fernando de Austria foi assassinado, quando a revolução russa aniquilou os Czares, quando o régicídio aconteceu em Protugal.
Faço notar, que há desfazamento no tempo entre estes acontecimentos, naturalmente todos se ligam numa mentalidade que levou à guerra, e que por isso mudou todo o mundo e a forma como olhamos para ele.
Essa guerra derrubou tabus, mentalidades, derrubou políticas opressoras, injustas de distribuição da riqueza.
Provávelmente, desenvolveram-se equipamentos destinados antes de mais à guerra, mas posteriormente entegues à sociedade.
Na Segunda Grande Guerra, assistiu-se uma vez mais, à queda agora, das ditaduras, para abrir espaço às democracias. Mais uma vez a guerra funcionou como derrube de tabus, e factor organizativo da sociedade, para não falar outra vez de toda a maquinaria e outras invenções criadas para vencer a guerra, e que acabaram sendo comercializadas na sociedade civil.
Sistemas de voo, sistemas de tele-comando, soluções quimicas de combate à dôr, foram dispensadas à sociedade, e não querendo sêr cínico, não posso esquecer a função predadora da guerra, inquestionávelmente um sofrimento.
Foi positiva a acção destas guerras nesse propósito? A história o dirá.
É notável, que todos os paises que tiveram uma guerra no seu território, são hoje potencias industriais, sociedades desenvolvidas tendo em contas os actuais parametros de avaliação.
Notemos o Japão, arrasado por uma guerra, sujeito a bombardeamento nuclear, antes um regime feudal, hoje uma potencia económica.
Porquê?
Talvez a resposta, esteja no facto de "arrasar para reconstruir de novo", quer falemos do corpo, quer falemos da alma.
Na guerra se sobrevive, na guerra se sofre, na guerra damos valor ao pão seco de ontem, na guerra não desperdiçamos, na guerra desenvolvemos afectos de soliriedade, companheirismo, que só o sofrimento nos dá, vontade de lutar para mudar e que nada mais VOLTE A SER COMO ANTES.
Não estou a fazer a apologia da guerra, estou simplesmente, friamente a analisar a Guerra e as suas repercursões constatáveis na sociedade.
Controlo demográfico, desenvolvimento de ferramentas e tecnologias, mudança radical de pensamento colectivo, favorecimento a novas formas de organização da sociedade, e o companheirismo solidário que a dor nos confere, tudo isso a guerra nos dá.
A guerra, pode não ser um mal assim tão nefasto para nós humanos, que nos livramos de nossos predadores naturais.
Ao impedirmos, ( e bem!!) a guerra, criamos em nós a substimação pelos nossos recursos, pelos nossos afectos, pela nossa obrigação de mudar as mentalidades, e deixamos que as coisas corram de acordo com o ritmo que certos lobies nos obrigam a aceitar, ainda que sob a forma de um dito "desenvolvimento"
As tenções crescem, as revoltas do coração também, nós andamos sempre prontos a explodir.
Somos milhões amanhã seremos triliões.
Tudo se desenvolve ao ritmo das multinacionais, e de interesses inconfessáveis financeiros, porque a guerra não mais ameaçou esse poder monetário que nos asfixia, e sinto que esta paz dá jeito aos senhores do dinheiro, porque assim, a pretexto de uma estabilidade social, podem desenvolver actividades cínicas, egoistas, que nunca tiveram em conta o bem estar do homem.
A guerra tem o seu lado positivo, apesar do sofrimento, porque a possibilidade da sua ecolosão, faz resfriar ganâncias, nos faz responsáveis, e será sempre por isso um factor de desenvolvimento, ou no minímo um ponto de partida para uma nova vida, uma nova mentalidade, uma nova fronteira do pensamento.
A guerra pelo seu sofrimento purifica, embora doendo muito, mas purifica, porque nos conduz à condição de humanos, e abate o egoísmo, e nos obriga a abrir o espírito, o coração ao mundo.
A "paz" hoje vivida é mais a "paz" do musculo, que a paz do coração, da alma, e a isso eu digo..... a paz conseguida, é uma vitória de Pirro!!!!.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Curiosidades Anedóticas!!!


Uma boa anedota, que até "parece" ter fundamento;




Um caso canideo, publicado no JN;




Um caso de resistência dentária são de facto......




Há coisas que eu diria "Desde que vi um porco a andar de bicicleta, já nada me admira!!!




----- Clicar na imagem e se divirtam. ------

Morte, Aquela "PORTA"......



« Entre todas as vicissitudes da vida, embora a experiência humana varie muito de indivíduo para indivíduo, há um acontecimento que é inevitável para todos: a Morte! Não importa qual seja a nossa posição social; se a vida que vivemos foi louvável ou não; se nossa passagem entre os homens ficou marcada por grandes feitos; se vivemos uma vida saudável ou de enfermidades; se fomos famosos e rodeados de amigos ou obscuros e solitários, chegará um momento em que estaremos sós, diante do portal da Morte, e seremos forçados a dar um salto no escuro.»
Max Heindel

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No texto acima, da autoria de Max Heindel, concordo com tudo, excepto nas duas últimas palavras: “….dar um salto no escuro.”
Estas palavras revelam angustia, medo, desgosto, típicas de quem não tem no seu coração a força, a fé em Deus.
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Morte, o grande enigma da humanidade. Estranha, parecendo cruel, mas é justa, porque não se pode comprar, nem subornar. É implacável!. Quando chega é para ficar!.
A morte não tem que ser um “….salto no escuro.”, e só não o será se pautarmos a nossa vida pela força da fé em Deus, e na vida, (que não neste nível) para além da morte.
Deus é vida, Deus é esperança, e n’Ele depositemos nossa fé, e peçamos a sabedoria.
Desde tempos imemoriáveis, que é o grande mistério dos homens.
Sempre objecto de estudos, debates, mas… sempre inconclusivos.
A Morte, não é para se perceber, é para se aceitar, não com resignação, mas com a sabedoria de quem é calmo, e temente a Deus.
Diz-se, que começamos a morrer mal nascemos, e não nos damos conta disso. O ciclo inicia-se no nascimento, porque logo a partir daí, se começa a morrer.
Podemos escapar a tudo, menos à morte.
A morte, tal como alguém que se coloca emboscado, nos espreita, mas também nos dá o tempo certo para o qual estamos marcados.
Diríamos que a vida, são as férias que a morte nos dá. A morte é-nos por natureza inerente.
Há quem tenha medo à morte, medo de morrer, porque se pudessem andariam por “aí” uma eternidade apodrecendo. Mas de facto isto está bem feito, Deus construiu tudo a pensar em tudo.
Nós na morte somos iguais, tenhamos muito ou pouco dinheiro. A morte, nos reduz simplesmente à condição de igualdade perante Deus.
Curioso, que para além do que possamos pensar, todos nós "corremos" à mesma velocidade para a morte. O facto de sermos ricos ou não, pouco resulta perante o relógio do tempo.
Como tudo no universo, a vida é um ciclo, uma linha curva, já que no universo tudo é curvo.
A vida, assemelha-se a um foguete, que sobe rápido os primeiros metros, para abrandar lá no cimo e….. inverter o seu movimento ascendente para o descendente; é o regresso ao ponto de partida, à terra de onde ensaiou momentos antes partir, subindo no ar.
Parece inútil, patético lançar um foguete, para que ele caia, sem quase meditarmos nisso. O que ficou desse movimento?
A luz, o som, a fragância de seus estouros, de seus fogos de artificio. O foguete se justifica pela beleza proporcionada pelo espectáculo do fogo de artificio, mas o foguete cai.
A nossa vida é assim a modos como o foguete.
Subimos rápido nos primeiros anos, não nos lembrando da queda anunciada.
O importante é subir, subir, brilhar, e se puder sêr estourar com tudo, mas bem lá no alto, para assim sermos bem vistos, quais estrelas hollywodescas.
A queda anunciada, não nos preocupa, o momento é de subida.
Os primeiros anos nossos, são assim, crescemos, e subimos na escala do tempo.
Podemos comparar o brilhantismo de nossas vidas, quer como pessoas de bem, quer como seres solidários, cultos, cívicos, sei lá, ao fogo de artificio do foguete.
E quanto mais brilhante for a nossa vida, tal como no fogo de artificio do foguete, mais a memória preserva a nossa individualidade, pelo respeito, pelo amor entre humanos.
Sabemos que depois do foguete descer, só fica a memoria do espectáculo, porque na queda o foguete já era.
Assim, nós, também o somos. No chamado ocaso da vida, tal como o foguete, descemos no caminho da terra, de onde viemos, é o regresso.
Se fomos brilhantes na nossa vida, na nossa passagem por aqui, ficará salvaguardada a nossa memória, e o ocaso será pacifico, calmo, e em tranquilidade. Sentimos o dever cumprido. Se aceitarmos isso, estamos como que preparados para passa aquela “porta” que a morte representa.
Se pelo contrario mostrarmos apego às coisas materiais, talvez ainda não estejamos preparados para o outro nível da nossa individualidade.
Não passaremos naquela “porta” que a morte representa, porque, estamos obesos de luxúria, ganância, e egoísmo.
Ninguém sabe o que está para além da “porta”. Sabemos que batemos à “porta”, mas não sabemos sequer quem a abre.
Se tal como no foguete, a nossa vida foi repleta de exercícios de bem fazer, bem querer aos outros, e tementes a Deus, porque havemos de nos preocupar com o que está para além daquela “porta”?
Nós, como a soma de duas naturezas, a física e a divina, estamos condenados a passar por essa experiência de vida/morte. Tal como a cana do foguete que regressa à terra, o nosso corpo também o fará, inexoravelmente, não o podemos impedir. Então porquê lutar contra essa tendência?
Não adianta, sejamos pacíficos, tranquilos e avancemos para o nível que a tal “porta” representa para a nossa natureza divina.
Nós nos perpetuaremos em Deus, no seu seio, numa luz, numa paz, num “mundo” de ausência de dor. A nossa natureza divina, se limitará a passar a “porta” em direcção ao espaço não dimensional, libertado das algemas do corpo pecador, libertado das aflições terrenas, qual escola de vida e aperfeiçoamento de seres.
O medo da morte, se desvanece, se a nossa passagem por esta vida tiver sido recheada de bons exemplos, altruísmo, bem querer, e de amor ao próximo essencialmente. Quem chega à "porta" e viveu assim, tem a sua entidade repleta de paz, amor, e... tranquilidade, porque sabe que cumpriu os desígnios de Deus, e que agora é chegada a hora de passar a outro nível existencial, que não físico.
A nossa natureza estará depois da “porta” olhando o criador, na paz eterna do “mundo” a que realmente pertencemos : o outro lado da “porta”.
A morte, mais que um mistério, é uma certeza física, indiscutível, mas não é uma certeza no que toca à nossa espiritualidade.
Depois do físico, o que fica é a memória de alguém que percorreu um caminho, aprendendo, brilhando, errando, para ter a elegância necessária para que não se sinta obeso no momento da passagem pela “porta”.
Aceitemos a morte, não como um castigo, não como uma tragédia, mas sim como um nível a transpor, na caminhada para uma espiritualidade eterna no esplendor de Deus.
O momento chega, e nós tal como um passageiro na estação, devemos estar preparados para tomar o “comboio”, não vá ele partir e nós ficarmos apeados na escala do tempo, da penúria, da pena, do castigo eterno.
O mais difícil da nossa existência terrena, é e será sempre o nosso debate com a morte, porque ela nos pertence, é a coisa única do mundo que temos como certa, e para a qual recusamos “olhar”, “pensar”, e até prepararmo-nos.
Quanto a mim, a nossa existência, tem a ver com a possibilidade que nos é dada, para que nos preparemos para morrer, tal a importância da morte, que se coloca na nossa vida espiritual, não como um fim de tudo, mas como um nível a ser ultrapassado, para o qual devemos estar preparados, e assim atingir a imortalidade na plenitude de Deus.

Deus nos dê a coragem para dar o passo na direcção “porta”.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Paixão, Será Demência......

Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos.
Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital.
Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade.
As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.
Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma.
Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir.
Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem.


Nicolau Gogol, in 'Almas Mortas'


Publicado por pns em agosto 12, 2005 09:00 AM


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Paixão...!!!, atracção quase fatal por algo, seja o que fôr.
Paixão por carros, paixão por roupas caras, paixão por isto e por aquilo, paixão é um estado de espírito que nos direcciona num objectivo: Ter o que se gosta, de qualquer forma.
A paixão faz-nos correr na direcção daquilo que pensamos ser a nossa alegria. Quando não encontramos essa "coisa", ficamos tristes, deprimidos, desolados. Contudo, há paixões mais especiais que outras.
A paixão por coisas, é um sentimento especifico, direccionado num objectivo. Talvez aqui a palavra paixão esteja mal aplicada, porque talvez estejamos a falar de gostar mais disto do que daquilo.
Há uma paixão, talvez a original, que é gostar de alguém, é querer alguém. Provavelmente vem deste sentimento a transferência desta palavra para definir gosto por algo.
A paixão, é um estado de alma, que nos cega para o bem ou para o mal, e que nos faz ver o que amamos como o tudo de tudo.
Nos defeitos encontramos virtudes, no jeito, formosura, no olhar vemos o sol, no falar ouvimos o canto das aves pela manhã, a paixão está no ar.
Estaremos a falar de demência, uma forma de loucura que nos tira a razão? Talvez, mas ninguém fuja a essa loucura, porque ela é doce, nos "transporta" para o limbo, nos faz feliz, e nela nos sentimos muito bem.
Se encontramos virtude onde provavelmente há defeito, se perdemos audição porque não escutamos ninguém a não ser a pessoa amada, se até por vezes perdemos a vontade de nos alimentar, então de que estamos a falar?.
Seguramente de uma forma de loucura, um estado de espírito doce, tonificante, e que "fecha" as portas do mundo ao nosso coração.
Curioso, é que a medicina não procura nenhuma forma de remédio para esta "maleita", aparentemente não se preocupam com o seu tratamento.
Notemos que há conhecimento de vitimas por causa de paixões exacerbadas, e nem por isso nos preocupamos.
A loucura é permitida, é aceite e até se fazem grandes Best-sellers" sobre isso, e nada se pode fazer sobre isso!.
Viva a loucura, a demência de uma paixão, esperando que ela seja como que a vacina que nos ajuda a combater qualquer epedmia de banditismo, violência, e mal querer, origem de tantas guerras.
A loucura da paixão faz bem ao mundo, e é sempre a porta pelo qual todos passamos, na direcção do amor.
A cegueira provocada, faz-nos ver "luz" onde pode até nem haver nada, nos tira do mundo real e nos coloca na ilusão do paraíso do leite e mel, onde a dor não está.
Que bom estar louco, que bom não sentir o frio, o calor, a fome, que bom estar no colo da paixão, no sentir da batidas do coração.
Paixão, amor, cegueira, loucura, frenesim cardíaco, ansiedade de querer estar onde por vezes não podemos estar. É bom!.
Sofrer faz bem ao coração, porque nos faz sentir a nossa condição de humanos, e isso é paixão. Adoro a paixão, adoro estar apaixonado, e lamento que no mundo de loucos em que vivemos, esta loucura seja a versão menos estudada pela medicina, mas no sentido não da cura mas da sua difusão, para que aconteça uma pandemia desta "doença".
Esta "doença" faz bem, e deve ser difundida, quer por nós quer pela classe médica. O vírus da paixão não sofre mutações genéticas, e se porventura formos "contaminados", vamos ficar calados, deixar que essa "doença" se propague e esperar que não mais passe, nem que dê febre.
Vamos lutar pela paixão do coração, para que se converta na maleita de todas as maleitas, qual pandemia benéfica, querida e apaixonada.
Paixões muitas para todos vós!!!.
(antonio ferreira)